Demissões em massa desmentem fama de gestor que gerou emprego e levantam questionamentos sobre uso de cargos para fins políticos.
O prefeito Zeca Cruz, de Boca do Acre, tomou uma decisão drástica e demitiu quase cem pessoas em sua primeira leva de cortes, a maioria ocupantes de cargos comissionados admitidos por meio de nomeação. As demissões, que pegaram muitos de surpresa, foram vistas como uma quebra da imagem que o prefeito cultivou de ser um grande gerador de emprego e renda no município.
Ao longo de seu mandato, Zeca Cruz foi elogiado por parte da população como um prefeito que “inchou a folha” de pagamento com novas nomeações, gerando empregos para muitos. No entanto, os recentes cortes evidenciam o que muitos críticos já apontavam: a contratação em massa teria sido apenas uma forma de usar os comissionados como “massa de manobra” para garantir apoio político, especialmente nas eleições.
Com a proximidade do fim de seu mandato, a necessidade de equilibrar as finanças do município tornou-se mais urgente. Segundo informações de fontes ligadas à gestão, as contas públicas de Boca do Acre estão em uma situação delicada, e Zeca Cruz precisará tomar medidas impopulares, como essas demissões, para entregar o município minimamente saneado financeiramente.
Os servidores demitidos, em sua maioria, ocupavam cargos de confiança e foram nomeados pelo prefeito ao longo dos últimos anos. Para muitos deles, as demissões representam não só a perda de suas fontes de renda, mas também a quebra de uma promessa de estabilidade que, segundo eles, havia sido feita em troca de apoio político. Segundo fontes seguras, mais demissões poderão acontecer.



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