A devastação florestal na região leste do Acre atingiu níveis alarmantes, com incêndios já destruindo pelo menos 8 mil hectares de mata. Na divisa com o Amazonas, as imagens de satélite revelam um cenário ainda mais sombrio: 10 mil hectares foram queimados em Boca do Acre. E o fogo não para.
A coordenadora do Laboratório de Geoprocessamento Aplicado ao Meio Ambiente (Labgama), Sonaira Silva, destacou a gravidade da situação: “As pessoas continuam colocando fogo, não conseguem mais controlar e ele avança de propriedade em propriedade”. Segundo a pesquisadora, a situação é um reflexo da falta de aprendizado com crises passadas, como a de 2005, que devastou 300 mil hectares no Vale do Acre.
O cenário é desesperador: somente entre 1º e 24 de setembro, o estado registrou 3.571 focos de incêndio, um aumento de 39,2% em comparação ao mesmo período de 2023. Feijó lidera o ranking de queimadas, com 873 focos, seguida por Tarauacá (597) e Cruzeiro do Sul (313). Em toda a Amazônia Legal, o Acre já acumula 6.296 focos de incêndio neste ano, colocando o estado entre os mais afetados pela destruição.


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