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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Prefeitura inicia oficinas para Mapeamento da Juventude Negra de Rio Branco

Prefeitura inicia oficinas para Mapeamento da Juventude Negra de Rio Branco

A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Secretaria Adjunta de Promoção da Igualdade Racial (Seadpir) abriu nesta sexta-feira (17), a primeira da série de oficinas de sensibilização para o mapeamento da juventude negra na capital. A oficina ocorreu no auditório da Praça da Juventude da Cidade Nova, sede da Secretaria-Adjunta da Juventude, e contou com as presenças das secretárias Núbia Musis, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Políticas Afirmativas de Rio Branco; Dora Araújo, da Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social; Lidiane Cabral, da Secretaria-Adjunta da Mulher, além de ativistas e gestoras como Almerinda Cunha, do Departamento de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos. O secretário da Juventude de Rio Branco, Daniel Alves, deu as boas-vindas aos presentes, apresentando um resumo do que pretende o projeto Mapeamento da Juventude Negra.

Conforme lembrou Elza Lopes, da Secretaria-Adjunta de Promoção da Igualdade Racial (Seadpir) serão realizadas cinco oficinas que vão abordar a construção do diagnóstico sobre a violência contra a juventude negra de Rio Branco.

A realização do Mapeamento da Juventude Negra conta com apoio de emenda parlamentar no valor de R$150 mil de autoria do deputado Sibá Machado. De acordo com Elza Lopes, o mapeamento fornecerá dados locais sobre a violência contra a juventude e faz parte das políticas de enfrentamento ao racismo e promoção da igualdade racial em Rio Branco.
\A pesquisa permitirá ao poder público produzir o retrato da realidade social da social da juventude do município de Rio Branco, que é cerca de 32% da população, em grande maioria uma população negra. O projeto conseguirá mostrar onde estão esses jovens e quais dificuldades eles enfrentam no seu dia a dia.

O professor Ildo Montyzuma, gestor da Secretaria Municipal de Educação de Rio Branco, será um dos sensibilizadores. Nessa condição, ele alertou para a luta intensa que o movimento social deve travar para sanar a “dívida histórica” com o povo brasileiro, cuja comunidade negra foi escravizada e só muito recentemente teve suas questões raciais visibilizadas como políticas públicas.