Representantes da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), por meio do projeto de Mãos Dadas com a Escola, reuniram-se na sexta-feira, 22, com diversos órgãos de segurança e assistência social do Acre, para discutir a minuta de criação do Observatório de Segurança Escolar e Articulação Interinstitucional e Comunitária.
Na reunião foram discutidos os sete artigos presente no documento e a forma como eles irão ser trabalho no dia a dia. O Observatório tem como objetivo conhecer e articular a busca de soluções para os problemas de segurança vivenciados no ambiente escolar. É um órgão de caráter consultivo e deliberativo, formado pela SEE, Secretaria de Estado de Segurança Pública do Acre (Sesp) e Polícia Militar do Acre (PMAC) em conjunto com várias instituições parceiras.
Entre elas o Tribunal de Justiça (TJAC), Ministério Público, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Secretaria Estadual de Saúde, secretarias municipais, Centro de Referência de Assistência Social, Conselho Estadual da Criança e do Adolescente, Assessorias da Juventude Estadual e Municipais, Conselho Tutelar, Comunidades Religiosas, União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Casa do Estudante Acreano.
De acordo com o secretário de Educação, Marco Brandão, o diferencial do Observatório é justamente a junção dessas diferentes instituições governamentais e não governamentais com o objetivo único de tentar melhorar a qualidade de vida das comunidades começando pela escola.
“A ideia é construir um local em que o foco é a construção de uma comunidade de paz, tendo a escola como referência, como elemento irradiador dessa cultura. Onde alunos, servidores e a comunidade de uma forma geral, tenham acesso à escola para diferentes ações e atividades que tenham como foco central isso, o desenvolvimento humano”, destacou Brandão.
Para o coronel da Polícia Militar, Ricardo dos Santos, o projeto vai permitir que diferentes órgãos, atuem em conjunto para resolver a problemática da violência e da criminalidade no âmbito escolar. “É uma forma de entender essas questões de vários ângulos e buscar soluções mais eficazes, ouvindo cada órgão e buscando a melhor solução para cada caso”, explicou o coronel.
A minuta será apresentada ao Governador do Estado, Tião Viana, para que seja instituída como decreto. Para o pastor Afonso Gerber, a escola precisa estar mais próxima da família e esse projeto vem justamente nesse sentido: “A família é a base de tudo e contar com o apoio dela é fundamental para uma sociedade melhor”, frisa.
O promotor de Justiça, Francisco Maia, destacou a contribuição de todos os parceiros para refrear o processo de aumento da violência nas imediações da escola: “Nós precisamos nos unir nessa luta, para que possamos manter nossos jovens longe da criminalidade e conscientes de seu papel na sociedade”, diz Maia.


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