A seca extrema que atinge o Acre continua a castigar o Rio Acre, que nesta terça-feira (10) registrou apenas 1,28 metros de profundidade na capital, Rio Branco. Segundo a Defesa Civil Municipal, o nível atual está a apenas três centímetros do menor já registrado na história da cidade. Esse cenário desolador vem acompanhado de uma cortina de fumaça que encobre mais de 5 milhões de km² da região, o que corresponde a 60% do território do estado, agravando a crise ambiental.
A pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Karla Longo, revelou que a pluma de fumaça, proveniente das queimadas no Acre, Pará e Amazonas, pode persistir até outubro. A fumaça está sendo empurrada pelos ventos alísios em direção à barreira dos Andes e, sem saída, concentra-se na região entre o Acre e Rondônia, potencializando os efeitos nocivos à saúde da população local.
O alerta emitido por especialistas é claro: a combinação de seca severa, incêndios descontrolados e um nível alarmante de poluição do ar ameaça o bem-estar de milhões de acreanos. Além disso, as previsões de chuva seguem desfavoráveis, indicando que o estado permanece em uma rota de degradação ambiental sem precedentes.
A situação se agrava a cada dia, e as autoridades locais, já sobrecarregadas, enfrentam desafios enormes para conter as chamas e atender os casos de doenças respiratórias que se multiplicam nas unidades de saúde.


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