
A vasta destruição causada por desmatamento e queimadas ao redor de Boca do Acre foi recentemente documentada em impressionantes imagens aéreas feitas pelo fotógrafo e cinegrafista Isaías Brito. Sobrevoando a estrada do Piquiá, Brito registrou as cicatrizes deixadas pela degradação ambiental que continua a ameaçar o município, destacando especialmente as consequências do maior incêndio registrado em 2024 na região.
As imagens capturadas revelam um cenário perturbador, onde áreas que antes eram cobertas por vegetação densa foram reduzidas a terrenos estéreis e escurecidos pelas chamas. O fogo, da semana passada, que teve início no ramal do Rabo Seco, se alastrou rapidamente, cobrindo um raio de mais de dois quilômetros e gerando um rastro de destruição que comprometeu não apenas a flora, mas também a fauna local, com habitats destruídos e animais forçados a fugir de seu ambiente natural.
A situação se agrava ainda mais com a densa fumaça que continua a pairar sobre Boca do Acre, resultante das queimadas. A qualidade do ar na cidade está em níveis alarmantes, colocando em risco a saúde dos moradores. Em alguns pontos, a visibilidade foi drasticamente reduzida, e a respiração se tornou um desafio diário para a população, que enfrenta problemas respiratórios agravados pela poluição.
As imagens capturadas por Isaías Brito não apenas documentam a extensão do dano, mas também lançam luz sobre uma crise ambiental que exige atenção urgente. As consequências do desmatamento e das queimadas não se limitam à destruição imediata; elas afetam a qualidade de vida da comunidade bocacrense e representam um alerta para a necessidade de políticas públicas mais eficazes e de ações coletivas para a preservação ambiental.


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