
A partir de junho, o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), por meio do Programa de Qualificação para Exportação (Peiex), deve abrir 50 vagas para habilitar produtos vendidos por micro e pequenos empreendedores acreanos à exportação. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (6) pelo presidente da Apex, Jorge Viana, que incluiu o Acre na rota do Exporta Mais Amazônia.
“Se você traz um comprador de artesanato e essa pessoa vai à aldeia, por exemplo, ela vai acabar se apaixonando pela história do produto. E depois que se apaixonou pela história, o preço é secundário. Vira desejo, meu amigo, já era! A gente precisa fazer as pessoas de fora desejarem os nossos produtos. É assim que funciona. Vamos levar os produtos para as feiras e trazer os compradores para cá”, disse.

O ex-governador e ex-senador abriu o evento de lançamento da Missão de Biomateriais do Acre que ocorre até quarta-feira (8), no Sebrae, com dezenas de trabalhadores do artesanato. A ação identifica produtos com possibilidades de exportação para feiras internacionais apoiadas pelo programa Brazilian Materials, que é promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal).
Nunca na história do país…
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil nunca exportou tanto como no ano passado. Entre janeiro e dezembro de 2023, as vendas para o mundo chegaram ao valor recorde de US$ 339,6 bilhões.
A má notícia é que a Amazônia responde por menos de 9% desse total. Se excluídas as exportações de minério de ferro do Pará, o saldo cai de US$ 29 bilhões para US$ 7 bilhões – sinal de que a região precisa de mais investimentos para alcançar o dinamismo do restante do país e expandir os negócios para o exterior.
Missão de Biomateriais do Acre
Durante o evento, os artesãos apresentaram à equipe da Assintecal itens produzidos de forma sustentável, como sandálias de látex extraído da árvore seringueira, tábuas de carne feitas de madeira reaproveitada e biojoias de sementes nativas da floresta amazônica.

Superintendente da associação, Silvana Dilly disse que a indústria brasileira não deve se comparar com a escala de produção chinesa e nem buscar um diferencial de preço para se destacar no exterior. Se o produto for único, nem sempre o valor mais baixo é que vai ditar a demanda no mercado.
“O nosso diferencial está no produto que só a gente faz. E é por isso que a força do artesanato brasileiro pode compor um produto diferenciado com a indústria. A Assintecal é uma associação de componentes para calçado, mas a gente é muito transversal. Podemos colocar, sim, uma marchetaria como adorno no calçado, mas temos parcerias com outras associações. Então, podemos colocar como detalhe em um móvel e podemos colocar também na confecção.”
Hoje, o setor de calçados produz para o mundo mais de 24 bilhões de pares por ano e está atento às mudanças climáticas, optando por investir em iniciativas sociais que utilizem matérias-primas ecológicas e promovam justiça econômica. “A nossa missão é demonstrar todas as potencialidades das empresas brasileiras que têm na sustentabilidade a base dos seus negócios”, explica Dilly.


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>