Rio Branco
28°C
quarta-feira, 3 de junho de 2026
17:30

O PT, a Frente Popular, o pacto de gerações e um novo tempo para o Acre

O PT, a Frente Popular, o pacto de gerações e um novo tempo para o Acre

Antes de entrarmos propriamente no conteúdo deste artigo, avisamos que ele foi construído a quatro mãos. Foi escrito por dois militantes do Partido dos Trabalhadores (PT): André Kamai e Carioca Nepomuceno. Provavelmente, o leitor conhece ou já ouviu falar de nós, ou, pelo menos, de um de nós, mas é bom que nos apresentemos e justifiquemos o porquê desse trabalho realizado em conjunto.

André Kamai, 36 anos, acreano do pé rachado, sociólogo, casado, pai de Helena, uma menina linda de quatro anos, militante do PT do Acre desde os 16 anos e membro do Conselho Político da Frente Popular do Acre (FPA). Além de tantas outras funções assumidas como dirigente partidário (atualmente presidente do PT – Acre) e em cargos de relevância na Prefeitura de Rio Branco e no Governo do Estado, destaca-se a função de coordenador das campanhas vitoriosas de Marcus Alexandre à prefeitura de Rio Branco em 2012 e 2016 e, agora em 2018, de sua campanha ao Governo.

Carioca Nepomuceno, 59 anos, acreano de Sena Madureira, historiador, casado, pai de 2 filhos, avô, professor da Universidade Federal do Acre (Ufac) e um dos fundadores do PT no Acre, bem como da FPA. Exerce cargos e funções diversas no Governo do Estado desde o primeiro mandato do governador Jorge Viana, também ocupa cargo de direção no PT e é membro do Conselho Político da FPA.

Como se pode ver por este breve perfil, somos representantes de duas gerações que fizeram e fazem do PT e da FPA as mais importantes forças políticas do Acre; somos dois militantes que fizeram deste projeto político um grande vencedor e o responsável por tirar o Acre de uma circunstância onde sua gente tinha vergonha de se assumir acreano, para o atual em que temos orgulho de bater no peito e dizer de onde somos, de onde viemos e o que queremos para o hoje e para o futuro.

É bom também que avisemos que este texto é carregado de emoções, porque ele fala de política. E política se faz, principalmente, com o coração. Somos militantes. E militantes têm a política como instrumento de luta e transformação social, mas têm a paixão como o elemento que lhes impede de desistir diante de tantas adversidades.

Dito tudo isso, vamos à política, porque, para nós, para o Acre e para a política do nosso Estado, este é um dia importante. É hoje o dia em que, verdadeiramente, se consolida o pacto geracional de que tantos falamos nos nossos discursos, nas reuniões partidárias, nas plenárias ou nos nossos contatos com a militância e com a sociedade acreana.

Hoje, em grande ato no Ginásio do SESI, realizamos a convenção do Partido dos Trabalhadores e da Frente Popular, que oficializa a candidatura de Marcus Alexandre ao Governo do Estado, assim como as candidaturas de Jorge Viana e Ney Amorim ao Senado da República e demais candidaturas aos cargos proporcionais.

Marcus Alexandre, esse jovem engenheiro de 41 anos, poderá ser tornar, em breve, o quarto governador do PT e da Frente Popular, consolidando esse vitorioso projeto político e dando sequência às políticas de desenvolvimento e inclusão social do Acre. Projeto, esse, construído solidamente dentro dos parâmetros da sustentabilidade, do avanço nas conquistas sociais e da implantação de uma economia que respeita o meio ambiente, que gera emprego e promove a distribuição de renda para o nosso povo.

O Ginásio do SESI é para esse novo momento do PT e da Frente Popular, o que, em outros tempos, já foi o auditório da Ufac/Centro, ali onde hoje funciona o Colégio de Aplicação. Naquela época, os idos dos anos de 1980, como se dizia, o PT cabia no fusquinha do Nilson Mourão. Hoje, com a FPA, enchemos ginásios, grandes auditórios, quadras e até campos de futebol. Somos muitos, crescemos consideravelmente e crescemos com qualidade.

Essa nova geração que faz o PT e que vai às ruas eleger Marcus Alexandre, Jorge Viana, Ney Amorim e Lula presidente, não é apenas o eleitor, o militante, o dirigente ou o candidato. Ela é geração que é sujeito das mudanças, das conquistas e da boa política que o PT faz no seu dia a dia no Acre e no Brasil.

Notem que, até aqui, os governos do PT e da Frente Popular tiveram à frente aqueles que ajudaram a fundar o partido e essa força política que reúne 15 partidos do Acre: Jorge Viana, em dois mandatos – 1999/2002 e 2003/2006 -, Binho Marques – 2007/2010 -, e Tião Viana, também em dois mandatos – 2011/2014 e 2015/2018.

Marcus Alexandre é dessa nova geração a qual nos referimos. Não o apresentamos antes como fizemos conosco, mas devemos fazê-lo agora para demonstrar com mais clareza o que estamos dizendo.

Marcus Alexandre já é bem conhecido em todo o Acre. Se não era, agora o é. Pois, se antes, enquanto prefeito de Rio Branco, o trabalho não lhe permitia se ausentar da capital, desde abril, quando aceitou o desafio de concorrer ao governo, vem percorrendo todos os municípios do Acre e caminhando pelos bairros, se embrenhando nos seringais, nas aldeias e nas colônias. Marcus Alexandre tem andado nos rios e igarapés falando com os ribeirinhos, se apresentando nas mais longínquas colocações, da capital até as regiões de fronteiras dos municípios de difícil acesso. Quem não o conhecia, agora pôde conhecer um pouco desse companheiro que encanta a todos e que dialoga com o jovem e com o idoso, da cidade e do campo, com a mesma humildade com que lida com os grandes líderes da política do País.

Esse homem, ou melhor, esse jovem homem que agora se torna oficialmente o candidato ao governo do Estado e líder do nosso projeto, chegou ao Acre, em 1999, com apenas 22 anos. Na época, recém-formado engenheiro pela Universidade Estadual de São Paulo, Marcus Alexandre, como ele mesmo gosta de contar, desembarcou em Rio Branco com apenas alguns livros e uma mala com umas calças compridas e algumas camisas. Viajou com passagem só de vinda. Atendera o convite de então secretário de Planejamento do Acre, Gilberto Siqueira, que recebera a indicação de um professor de seu curso.

Ao chegar, dedicou-se com afinco ao trabalho. No Planejamento do Estado, exerceu diversas funções e foi conquistando a simpatia de todos e a confiança do então governador Jorge Viana, fato que se repetiu com os governadores Binho Marques e Tião Viana.

Entre tantos cargos públicos antes de entrar para a política, foi no Departamento de Estradas de Rodagens, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), entre 2007 e 2012, onde coordenou obras fundamentais para a integração do Acre, notadamente a BR-364 e suas 54 pontes onde obteve maior visibilidade.

Em 2012, Marcus Alexandre, a convite do Governador Tião Viana, do PT e da FPA, assumiu o seu maior desafio: ser o nosso candidato à Prefeitura de Rio Branco. Aquele jovem tímido e quase desconhecido aceitou o desafio e botou o pé na estrada, literalmente. Não há um bairro, uma comunidade de Rio Branco, um seringal ou comunidade rural que ele não tenha visitado durante aquela campanha. Saiu de um patamar de quase zero nas pesquisas de intensão de votos para se consagrar vencedor das eleições daquele ano, um feito que só é alcançado por aqueles que não temem os desafios e que se dispõem a transformarem o impossível em realidade. Na política, caros amigos, isso é a qualidade que forma os grandes líderes.

Mais do que trabalhar, Marcus Alexandre sempre soube fazer amigos. É assim que são os jovens de boa índole, de bons argumentos, de boas propostas e, fundamentalmente, de bom-humor. Quem o conhece, como nós o conhecemos, sabe que bom-humor e disposição nunca faltam a esse jovem.

Marcus é casado com Gicélia, também engenheira e companheira de tantas lutas e tem três filhos, Alexandre Gael, Ian Roberto e Caio Roberto. É peladeiro, amante do futebol e de um bom café. Aliás, não há nada que mais goste do que um bom papo e um bom café.

Todas as qualidades de Marcus Alexandre o qualificam para mais esse desafio, agora bem maior que aquele assumido em 2012. É um desafio à sua altura, é um desafio para o jovem que se tornou o homem, o político e o líder de jovens, crianças e adultos, de idosos, mulheres e homens, dos trabalhadores do campo e das cidades, dos empresários, dos empreendedores e de todos aqueles que amam essa terra maravilhosa.

Marcus Alexandre é esse homem, é esse líder que assumirá a tarefa de conduzir um novo ciclo de desenvolvimento e inclusão social no Acre.

Nosso texto poderia parar por aqui que já cumpriria sua função proposta. Mas o pacto de geração não está caracterizado apenas em Marcus Alexandre. Talvez ele esteja mais claro nas duas outras candidaturas majoritárias, a de Jorge Viana e de Ney Amorim ao Senado.

Jorge Viana, 58 anos, casado e pai e avô, dispensa apresentações. Quando começou sua militância política, era conhecido como um dos “meninos do PT”. E ele parecia mesmo um menino naqueles anos de 1990. Junto com seu irmão, o agora governador Tião Viana, fundaram as bases da Frente Popular. Era menino na aparência, mas um grande homem nas atitudes e na ciência da política. Foi prefeito de Rio Branco entre 1993 e 1996 e governador pelos dois mandatos citados acima, tirou o Acre da falência econômica, do atraso social, repôs a autoestima do povo e recolocou o Estado nos trilhos, dando início a todas as conquistas que hoje todos os acreanos se orgulham. Jorge é o representante dessa grande geração que nos ensinou o que é a boa política. Ele, assim com tantos outros, nos inspirou a estar agora lutando por tudo que acreditamos. Reelegê-lo é fundamental nesse momento em que o Parlamento Brasileiro carece de líderes aptos para os grandes embates que se desenvolvem no País.

Ney Amorim já é dessa nova geração de lideranças que se formaram na luta do Partido dos Trabalhadores. Ele vem de uma das regiões mais carentes de Rio Branco, a Baixada da Sobral. É filho de um daqueles que citamos acima como fundador e grande nome do PT: Josué Amorim, que foi vereador em Rio Branco. Sua mãe, dona Graça, também é nome respeitado na Baixada, é mulher típica das comunidades mais humildes da cidade. Nesse aspecto, também pode ser considerada uma grande liderança.

Ney, 41 anos, é casado e pai de três filhos. É jovem e preparado nessa grande escola que foi e é a Juventude do PT.

O agora presidente da mesa diretora da Assembleia Legislativa do Acre, há bem pouco tempo, quando não estava na militância, estava de bermudas jogando bolas ali nos campinhos da Sobral, da Bahia, do Aeroporto Velho ou do Palheiral.

Aquele menino das peladas, no entanto, se tornou um grande líder. Ele está no seu terceiro mandato como deputado estadual. E agora, assim como Marcus Alexandre, aceitou um grande desafio: no caso de Ney, disputar uma vaga no Senado ao lado de Jorge Viana. Com a incumbência de recuperar a segunda cadeira daquela casa para a Frente Popular.

Como podemos ver, o pacto geracional do PT nunca se propôs a ser um processo de sucessão, onde uma geração supera a outra, mas sim um encontro onde todas as gerações protagonizam num mesmo tempo e assim, cooperando e compartilhando responsabilidades, prepara líderes socialmente comprometidos, tecnicamente capazes e moralmente responsáveis para cuidar dos destinos da nossa gente.

Para finalizar, devemos falar daquele que representa todas as gerações do Brasil: Luiz Inácio Lula da Silva, o nosso candidato à Presidência do Brasil.

Lula é jovem! Lula é um menino! Lula é o velho dos cabelos brancos e muita sabedoria! Lula é a mulher, é a dona de casa, a jovem estudante, a menina que vai a aula sonhando com o dia que se tornará doutora, ou a professora que vai ensinar outras tantas meninas e meninos. Lula é homem e mulher! Lula não tem sexo, mas é toda a diversidade desse grande Brasil, ou brasis de tanta gente grande.

Lula será, sim, o nosso presidente, apesar de passar hoje por um momento em que é vítima da perseguição levada a cabo por uma campanha que envolve a grande mídia do País, setores do Judiciário e Ministério Público e dos setores mais conservadores da política brasileira.

Nesse momento, o nosso Lula é um preso político e está no cárcere da Polícia Federal de Curitiba, no Paraná. Mas estamos convictos de que sua permanência lá será breve e logo ele estará livre e fazendo aquilo que mais gosta: a política pelo bem do povo, pelo desenvolvimento do Brasil. Lula livre é a certeza de que essas e as próximas gerações terão um futuro de justiça e paz social, com crescimento econômico e distribuição de renda que reduzam esse grande abismo social que fomenta a miséria.

Caros amigos, caros leitores, caros companheiros,

Essa é a nossa mensagem para todos nesse grande momento.

Vamos à luta com Marcus Alexandre, Jorge Viana e Ney Amorim!

Vamos à luta por Lula livre. E, por fim,

Vamos à luta por Lula presidente do Brasil!


André Kamai* Sociólogo e presidente regional do Partido dos Trabalhadores.
Carioca Nepomuceno** Historiador, professor da UFAC e dirigente do Partido dos Trabalhadores.