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quarta-feira, 26 de agosto de 2026
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Governador explica plano emergencial do Acre na CNN Brasil

Em entrevista ao canal de notícias CNN Brasil, o chefe do Executivo do Acre, Gladson Cameli, anunciou nesta segunda-feira (11) o plano emergencial de recuperação do estado após a alagação deste ano. Desde a semana passada, governo e prefeituras realizam mutirões de limpeza dos bairros e de recuperação de ruas para que as famílias retornem às suas casas. Nos últimos 17 dias, a cheia de rios e igarapés afetou 86% do território e deixou milhares de pessoas desabrigadas ou desalojadas em 19 municípios. Porém, ainda não há uma estimativa oficial em relação aos prejuízos na economia.

Em Brasília, o governador se reúne na quarta-feira (13) com os ministros das Cidades, Jader Barbalho, e da Integração, Waldez Góes, em busca de recursos para infraestrutura, saneamento básico e construção de casas populares. Ele acredita que a proposta será executada em médio prazo e que deve custar aos cofres públicos entre R$ 300 e R$ 400 milhões. “Como estamos com o decreto de emergência em vigor, vamos apresentar esses projetos agora no inverno para cumprir toda a burocracia e iniciar as obras no início do verão, porque não há condições durante o período chuvoso”.

Gladson Cameli determinou à Procuradoria-Geral do Estado (PGE) a elaboração de um decreto para proibir a construção de imóveis em áreas com risco de alagação. A proposta leva em consideração casos como o de Brasileia, onde o Rio Acre cobriu cerca de 80% do município. “Queremos construir as unidades habitacionais já na parte alta da cidade até o mês de abril, no máximo, para evitar que a gente viva isso novamente no ano que vem. Se não conseguirmos resolver 100% agora, quero ter pelo menos a consciência de que nós iniciamos as obras em áreas seguras, com infraestrutura, saneamento e água potável”.

Credibilidade em cheque?

Sobre as investigações do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do pedido de afastamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) por corrupção, o governador disse que não houve prejuízos na sua capacidade de articulação política em Brasília e lembrou o fato de nunca ter sido convocado para esclarecimentos. A ação tramita desde o primeiro mandato. “Confio na Justiça e vamos o quanto antes mostrar à sociedade brasileira o nosso compromisso com aquilo que é público. Mais ainda, sempre me colocando à disposição, sem querer divergir com a ação de cada poder. Sempre respeito as instituições”.

Assista a entrevista na íntegra