Ainda na primeira quinzena de 2023, a prefeitura de Boca do Acre publicou uma nota afirmando que lamentava o fato de a arrecadação do município ter sido prejudicada por conta numa queda de repasse do Governo Federal, referente ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A narrativa não se sustentou ao longo dos meses, pois de janeiro a dezembro do ano passado, o repasse foi superior ao ano de 2022.
Ao contrário da tentativa de enganar a população, com publicações falaciosas, mentiras deslavadas, a Prefeitura de Boca do Acre, viu sua arrecadação do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) atingir cifras impressionantes em 2023. De acordo com dados oficiais, obtidos através do site do Banco do Brasil, a receita alcançou quase 76 milhões de reais, representando um acréscimo de quase 10 milhões em relação ao ano anterior, quando o município arrecadou 66 milhões de reais, em 2022.
Pagando mico
Esse considerável superávit no repasse de recursos, no entanto, contrasta de maneira surpreendente com a postura adotada pela prefeitura, que, juntamente com outros municípios do Amazonas, ingressou com uma ação judicial buscando um reajuste no FPM. A justificativa apresentada para tal medida foi a alegada queda na arrecadação, uma posição que levanta questionamentos significativos à luz dos números apresentados.
Ou seja, Boca do Acre assinou uma um ação se sentindo prejudicada, justificando que o município perdeu repasse, o que não se sustenta. Obviamente que o prefeito perdeu a causa.
Por que não fez o Festival?
Um dos eventos mais tradicionais e aguardados pelos habitantes, o Festival de Praia, foi cancelado sob a justificativa de falta de recursos. Entretanto, os dados revelam que, pelo contrário, houve um aumento substancial na arrecadação municipal. Os cidadãos expressam perplexidade diante da aparente desconexão entre os números apresentados e as decisões administrativas.
Sem o básico
Não menos intrigante é a ausência de investimentos em melhorias sanitárias e infraestrutura, mesmo com uma arrecadação robusta. É flagrante a falta de obras públicas e a deterioração de serviços básicos, levantando questionamentos sobre a alocação dos recursos municipais.
Emprego para o povo ou curral eleitoral?
O único setor que parece ser beneficiado pelo caixa municipal é o chamado “curral eleitoral”. A folha de pagamento da prefeitura mantém um expressivo contingente de empregados, entre nomeados e contratados temporariamente. Esse fenômeno, segundo analistas políticos, parece ser uma estratégia para garantir votos nas eleições gerais e municipais, ao invés de priorizar investimentos nas necessidades prementes da população.


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