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quarta-feira, 3 de junho de 2026
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Praticantes de futsal no Piquiá estão há três anos sem jogar à noite por falta de energia no ginásio

Agostinho Alves

No Platô do Piquiá, a escuridão que paira sobre o Ginásio de Esportes Elson Melo há três anos tornou-se não apenas um obstáculo para os praticantes de esportes, mas um reflexo de um problema mais amplo que afeta diversos órgãos municipais. O Jornal Opinião esteve no local para documentar a situação e presenciou um grupo de mulheres tentando prolongar uma partida de futebol de salão, aproveitando os últimos raios de luz do dia.

A falta de energia elétrica transformou o espaço que já foi palco de diversas atividades esportivas noturnas em um ambiente sombrio, limitando as oportunidades para a prática de futebol de salão, voleibol e outros esportes de quadra. O ginásio, que deveria ser um ponto de encontro e lazer para a comunidade, encontra-se agora em um estado de inatividade noturna, afetando não apenas os atletas, mas também a vitalidade social do Platô do Piquiá.

Entretanto, a situação no ginásio reflete uma crise maior que assola diversos órgãos municipais. A raiz do problema está em uma dívida milionária que a prefeitura acumula com a Amazonas Energia, totalizando 15 milhões de reais.

A negligência em quitar essa dívida tem impactos diretos na infraestrutura e no bem-estar da população. O problema começou no primeiro ano do primeiro mandato do atual prefeito Zeca Cruz, que simplesmente decidiu por não pagar um centavo do consumo de energia elétrica. Hoje, secretarias, ginásio e outras repartições públicas estão sem o serviço, justamente por falta de pagamento.

Os moradores, enquanto se esforçam para manter viva a chama do esporte no Elson Melo, clamam por uma solução urgente. A população exige não apenas o retorno da energia ao ginásio, mas também transparência por parte da prefeitura quanto às ações para sanar a dívida com a Amazonas Energia.

Vários futebolistas que trabalham o dia inteiro, estão impedidos de aproveitar um momento de lazer durante a noite, exatamente porque o único local que proporcionava a prática de esporte, hoje está sem energia.