O abate de bovinos não para de crescer no Acre, mesmo com a crise gerada no meio pecuário com a derrocada do Grupo JBS, que ainda mantém unidades frigoríficas no Acre e região. De acordo com a plataforma BeefPoint, especializada em consultoria agropecuária, o abate bovino cresceu 2,4% no Acre nos primeiros três meses de 2018 em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse percentual significa aumento de 2,52 mil cabeças.
No país, o abate de 323,46 mil cabeças de bovinos a mais no 1º trimestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano anterior, foi impulsionada por aumentos em 17 das 27 Unidades da Federação. Entre aquelas com participação acima de 1,0%, ocorreram aumentos em: São Paulo (+125,56 mil cabeças), Mato Grosso (+89,67 mil cabeças), Minas Gerais (+61,55 mil cabeças), Paraná (+48,64 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+40,64 mil cabeças), Rondônia (+30,03 mil cabeças), Goiás (+29,40 mil cabeças), Santa Catarina (+10,74 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (+8,37 mil cabeças) e o já citado Acre. Em contrapartida, as maiores reduções ocorreram em Tocantins, que registrou queda de 39,52 mil cabeças; Pará (- 33,34 mil cabeças), Maranhão (-13,21 mil cabeças) e Bahia (-10,59 mil cabeças). No ranking dos Estados Mato Grosso continua liderando o abate de bovinos, com 15,6% da participação nacional, seguido por Mato Grosso do Sul (11,2%) e Goiás (10,1%)
Ao contrário do Acre, os Estados onde a pecuária tem crescido na Amazônia tem também apresentado aumento no desmate. Em maio de 2018, além de Mato Grosso e do Pará, o desmatamento ocorreu no Amazonas (15%), Rondônia (7%) e no Acre (1%), segundo a ong ambientalista Imazon. O percentual referente ao Acre é o mesmo há muito tempo. Ou seja: apesar da retomada do abate de bovinos as áreas de florestas estão sendo pouco alteradas.
As florestas degradadas na Amazônia Legal somaram 130 quilômetros quadrados no mesmo mês deste ano. Em maio de 2017, a degradação florestal detectada foi de apenas 1 quilômetro quadrado. Além disso, no último período analisado deste ano, a degradação foi detectada somente no Pará. O boletim do Imazon mostra ainda que, no geral, a maioria (56%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em unidades de conservação (30%), assentamentos de reforma agrária (13%) e terras indígenas (1%).


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