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segunda-feira, 6 de julho de 2026
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Advogado descreve sua indignação pela não realização do Festival de Praia de Boca do Acre

O advogado Elias Ádriel postou nas suas redes sociais um texto com palavras de indignação, porém em tom de fineza, demonstrando o tamanho da tristeza pelo ocorrido inédito que é a não realização do Festival de Praia de Boca do Acre.

Ádriel lamenta que um evento tão marcante, que existe há tanto tempo, deixe de acontecer, ferindo de forma cabal a população do município, que tem uma identidade forte com o Festival de Praia. Leia o texto:

“A semana começa e, além dos feriados de praxe, nos remete a lembrança de uma festividade bastante celebrada por todos os munícipes bocacrenses: O FESTIVAL DE PRAIA.
Aqui é o relato de tristeza, indignação e descontentamento. Não que seja frequentador assíduo do festival, mas lamento enquanto morador e filho deste chão.
O festival tem condão direto com a história e cultura popuplar municipal. E falando de cultura, com o passar dos anos, nossa identidade se perdeu. E hoje – sem ressentimentos – Boca do Acre vive uma crise muito forte de identidade, o título de princesa do purus foi brutalmente arrancado – de modo vil e desonesto.
A cultura, o esporte e tantas outras atividades que ocorriam anualmente se transformaram apenas em fortes lembranças cravadas nas memórias de quem um dia teve a oportunidade de viver a história.
Seria esse o fim? A quem poderíamos atribuir tudo isso?
Meu lamento não tem intuito de atribuir culpa a ninguém, apenas quero deixar registrado e compartilhar meu pensar (acredito que não seja egoísmo, pois muitos foram alcançados do mesmo sentimento).
O momento é de reflexão. E a pergunta que me faço é: aonde queremos chegar? Pois a história que estamos traçando vem se amoldando para um triste fim ligado a erros de muitas pessoas.
O bocacrense não pode ser desmoralizado ao ponto de pecorrer mais de mil quilômetros para “aproveitar” outros festivais, de modo que no “quintal” da sua casa podemos desfrutar – com toda grandeza que sempre tivemos – do NOSSO festival.
Por fim, deixo meu pesar aos comerciantes, logistas, hoteleiros e, principalmente, aos barraqueiros – estes que aguardavam o ano todo pela realização do evento para custear seu sustento.
Não quero ser tolhido ou visto como quem quer se valer da situação, é apenas um desabafo.”