Qual o custo financeiro da violência para cada cidadão acreano? o estudo Custos Econômicos da Criminalidade, elaborado pelo secretário especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Hussein Kalout, e divulgado na manhã desta terça-feira, 12 de junho, mostra o quanto tem pesado no bolso da população o vertiginoso crescimento da violência em todo o Estado. Aplicando mais de 3% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em segurança pública, o Estado ainda se vê refém de várias outras despesas que impactam diretamente nesse indicador, fazendo com o que o Estado figure em segundo lugar no ranking nacional de gastos com a violência levando-se em conta dados de 2015. Amapá lidera o ranking e o Distrito Federal é o último com gastos de bem de 1% do PÌB com violência.
O estudo diz que o total de perdas em todo o país chegou a R$ 4 trilhões, entre os anos de 1996 e 2015. Durante o período, os custos econômicos da criminalidade cresceram de R$ 113 bilhões para R$ 285 bilhões, o que equivale um incremento real médio de cerca de 4,5% ao ano. O cálculo foi feito com relação ao Produto Interno Bruto brasileiro. No caso do Acre, chama a atenção os gastos cada vez maiores com segurança privada.
“O período entre 1996 e 2015 foi marcado por um forte incremento dos gastos reais do setor público, com um aumento cumulativo de cerca de 170%. Ainda assim, não houve reversão na tendência absoluta do número de homicídios no Brasil, com uma variação positiva de 35 mil a 54 mil homicídios nos anos de 1996 e 2015, respectivamente. Ademais de ter havido pouco retorno em relação ao aumento do gasto público, o cenário fiscal se deteriorou desde o começo da recessão de 2014-16, limitando a possibilidade de contínuos aumentos futuros. Entre dezembro de 2013 e dezembro de 2016, 20 UFs tiveram um aumento no seu nível de endividamento, com três estados (RJ, RS e MG) encontrando-se acima do limite legal de endividamento”, diz o estudo.
Segundo o Ministério da Fazenda, em dados que constam no estudo, o Acre investe apenas 0,26% de seu orçamento em ações de inteligência em segurança pública. Ou seja, pouco prioriza as investigações.


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