
O corpo da chilena Karina Constanza Bobadilha Chat, de 22 anos, que morreu após levar várias facadas em Rio Branco, continua no Instituto Médico Legal (IML) de Rio Branco e aguarda autorização judicial para ser cremado em São Paulo antes de ser levado para o Chile.
Ela morreu no domingo (2) no pronto-socorro de Rio Branco depois de ser encontrada ferida na Avenida Amadeo Barbosa, no sábado (1).
O diretor do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), Pedro Gustavo Farias, informou que o cônsul do Chile está na capital acreana representando a família da vítima para fazer a repatriação do corpo.
“A gente está na fase de aguardar autorização judicial para a cremação, tendo em vista a natureza da morte, já que ela foi vítima de morte violenta. Aí, o juiz autorizando a cremação, o representante do governo chileno, que está no Acre, vai levá-la para São Paulo para ser cremada e depois retornar com as cinzas para o Chile”, explicou Farias.
O principal suspeito foi localizado próximo de Sena Madureira, no interior do Acre, dentro de um táxi, quando tentava fugir para a cidade de Feijó. Ele foi levado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na segunda (3). Em depoimento, ele confessou o crime, mas após ser ouvido, foi liberado, porque não estava mais em flagrante.
O delegado responsável pelo caso, Marcos Cabral, disse que o mandado de prisão contra o suspeito já foi expedido pela Justiça e a polícia faz buscas por ele.
Polícia investiga se houve violência sexual
O suspeito afirmou que tentava um relacionamento com a vítima e como ela se negou, ele acabou desferindo os golpes de faca. Ainda segundo o delegado, um exame deve indicar se Karina foi vítima de violência sexual. O laudo deve sair em trinta dias.
No dia do crime, a chilena tinha almoçado com o suspeito na casa dele e, segundo a versão do homem dada à polícia, à noite ocorreu uma discussão, que resultou na morte da vítima.
“Ele relata que ela queria ir para Porto Velho e ele não queria que ela fosse, porque estava querendo manter uma relação amorosa com ela e ela não queria. Ocorreu que ele foi tentar segurar o braço dela, ela o empurrou dizendo que não e ele ficou com raiva por conta disso e acabou esfaqueando a vítima”, contou o delegado.
‘Família impactada’
A tia de Karina, Kary Chatt, contou que a menina era malabarista e havia saído do Chile em abril do ano passado. Ela disse que a família está aguardando a ordem do juiz para que o corpo da vítima seja cremado e levado ao país em que morou.
Revoltada, ela pede por justiça. “Minha Karinita foi assassinada por um animal maldito do Brasil. Exijo justiça. A família está muito mal, estamos impactados e tristes. Chega de abusos e assassinatos. Ela era alegre, bela, terna e solidária. Um amor. Não entendo”, lamenta.

Homenagem da família
No Facebook, a avó da chilena, Silvia Irturra usou o perfil no Facebook para lamentar a morte da neta e fez um texto se despedindo.
“Em direção à luz, você está viajando para o paraíso, já não estás neste plano, estás no plano celestial. Pedimos a Deus que a encha de mais luz dando a felicidade celestial e a paz eterna hoje a nossa imensa dor. Abriremos as nossas mãos e os nossos corações e te deixaremos ir. Você merece viver longe da dor viver sem mágoas nem lágrimas. Te deixamos ir, mas nunca te esqueceremos”, escreveu.
Dias, antes, a avó já tinha se pronunciado no perfil mostrando uma espécie de altar montado para a jovem morta. Ela fez que questão de lembrar de Karina com carinho e disse que a família jamais esqueceria dela.
“Agradecemos a você e a Deus a cada minuto compartilhado em nossas vidas. Hoje estás em outra dimensão cheia de luz, que era o teu lar sonhado. Não te vemos, mas estás no ar que respiramos, em cada coisa que tocamos e em cada batida dos nossos corações. Você era uma menina de luz desde pequena e essa luz, sua luz sempre estará conosco”, se despede. (G1 Acre)


?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>
?>