Trecho crítico da rodovia segue sem pavimentação, apesar do compromisso assumido em 2023
A promessa de pavimentação do trecho da BR-317 que liga Boca do Acre (AM) ao estado do Acre continua sem avanços concretos, pelo menos no visual. Em 2023, um acordo firmado entre lideranças indígenas e autoridades garantiu que as obras começariam, com previsão de conclusão até 2025.
O impasse na BR-317 não é recente. O trecho de pouco mais de 40 quilômetros que permanece sem asfalto tem sido motivo de reivindicações por parte da população e das comunidades indígenas das etnias Apurinã e Jamamadi, que vivem ao longo da rodovia, nas duas reservas. Há dois anos, essas comunidades bloquearam a estrada durante 12 dias, em um protesto que gerou desabastecimento de alimentos e combustíveis em Boca do Acre e impactou o transporte entre os estados do Amazonas e Acre.
Acordo em 2023: promessas e incertezas
Após dias de negociações, uma audiência pública foi realizada para discutir a situação. Na ocasião, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes no Amazonas (DNIT/AM) assegurou que retomaria o licenciamento ambiental, a elaboração do projeto e a execução da obra, garantindo sua finalização até 2025. O superintendente do órgão, Luciano Moreira de Sousa Filho, afirmou que os compromissos assumidos seriam cumpridos.
No dia 3 de janeiro deste ano, as lideranças das comunidades indígenas da BR-317 se reuniram para alinhar os planos para 2025, com foco no processo da BR-317. Durante a reunião, foi dada a confirmação positiva da licença prévia da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e do Ibama.
Segundo informações da Organização dos Povos Indígenas Apurinã e Jamamadi de Boca do Acre – Amazonas (OPIAJBAM), a partir de fevereiro, começará a inscrição dos projetos voltados para as terras indígenas localizadas ao longo da rodovia, incluindo a Terra Indígena Boca do Acre (AM), a Terra Indígena Kamicuã, a Terra Indígena Iquerema, a Terra Indígena Goiaba e a Terra Indígena ValParaíso.
Após a finalização e aprovação dos projetos, iniciará a pavimentação asfáltica nos trechos que atravessam as terras indígenas da BR-317. “Teremos um prazo de 5 meses para concluir a redação dos projetos e providenciar toda a documentação necessária, para que as obras de pavimentação possam começar. Esse processo é fundamental para garantir o desenvolvimento e a inclusão das comunidades indígenas nas ações de infraestrutura da região, respeitando suas especificidades e fortalecendo a autonomia local”, afirma o texto que consta no Instagram da OPIAJBAM.



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