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segunda-feira, 10 de agosto de 2026
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165 mortos por coronavírus: como chegamos até aqui e o que ainda nos espera

A população acreana encontra-se há exatamente 3 meses em quarentena, devido ao coronavírus. A cada dia que passa os números de casos crescem e a situação piora, principalmente em Rio Branco, onde a quantidade de pessoas infectadas são maiores.

De acordo com o último Boletim da Secretaria de Saúde, já foram notificados 6.465 casos da doença no estado do Acre e um total de 165 óbitos.

Os dados do Ministério da Saúde mostram que a Covid-19 ainda está em ascensão no país e geram o questionamento: o que vem pela frente?

Primeiros casos no Acre

No fim de fevereiro, surgem os primeiros casos suspeitos de coronavírus no Brasil. Já em Rio Branco levou aproximadamente 1 mês para o vírus chegar até a capital. A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou, no dia 17 de março, os três primeiros casos do novo coronavírus (Covid-19) no estado do Acre na capital de Rio Branco.

Onde consequentemente foi aumentando os números de infectados e o número de mortes. A primeira morte por Covid-19 ocorreu há quase dois meses, no dia 06 de abril. Onde a vítima era uma senhora que era do grupo de risco, hipertensa e diabética.

Segundo o governador, Gladson Cameli durante uma coletiva de impressa relatou que seria impossível o vírus chegar na capital, já que a localização é de difícil acesso dos principais polos do Brasil onde a doença chegou primeiro, porém o vírus chegou, e diante das notícias ocasionadas pelo vírus, a população começa a lotar supermercados e farmácias com medo da doença que já estava na cidade, então a população começou a abastecer suas dispensas com alimentos e com produtos de higiene.

Com isso houve uma falta de álcool em gel, máscaras e até remédios além do preço abusivo que esses produtos passaram a ter, devido a pandemia.

Medidas adotadas pelo estado e pela prefeitura de Rio Branco

Com a quantidade de casos crescendo dia após dia, as medidas de proteção para a população foram ficando cada dia mais rigorosas.

As atividades não essenciais estão suspensas no Acre desde o dia 20 de março, quatro dias depois que o estado confirmou os primeiros três casos de Covid-19, apenas os serviços de saúde e segurança estão mantidos no estado acreano para atender a população durante a pandemia da doença.

A recomendação é que os demais serviços públicos realizem as atividades de casa. Consequentemente com o aumento dos casos, a quarentena vem sendo prorrogada desde deste respectivo mês. Algumas das ordenanças feita por meio de decreto foi: o uso de máscaras em qualquer lugar que fosse, limite de pessoas por estabelecimento, distanciamento de até 2 metros nas filas, além da suspensão de cultos, aulas, academias etc.

A prefeitura de Rio Branco também realizou medidas preventivas na capital, como o uso de máscaras dentro dos transportes públicos, além das realizações de limpezas simultaneamente em diversos pontos da cidade como centro, terminais, bairros e ônibus. No dia 18 de maio foi adotado o método de rodizio para os veículos, na intenção de diminuir o número de circulação de pessoas na rua durante o isolamento, porém a medida permaneceu até o dia 31 de maio sem prorrogação.

O governo do Acre também acelera com a construção dos dois hospitais, que foram umas promessas de campanha do governo.

A obra do primeiro Hospital de Campanha de Rio Branco ainda está em andamento. A unidade irá atender, exclusivamente, vítimas infectadas pelo novo coronavírus. As Obras devem ser finalizadas e entregue até o próximo dia 10 de junho.

Essa unidade, juntamente com o Hospital de Campanha de Cruzeiro do Sul, será permanente. Após o período de atendimento em meio à pandemia, os hospitais vão permanecer à disposição da rede pública de Saúde.

“Estamos finalizando as obras de dois hospitais de campanha no Acre, um deles em Cruzeiro do Sul, que atenderá toda a região do Juruá. Será uma unidade permanente que vai ficar à disposição da rede pública de saúde após a pandemia e, assim como o de Rio Branco, quero entregar à população no próximo dia 10 de junho”.

Gladson Cameli, governador do Acre.

Na tabela abaixo está situado a nível de estado como encontra se os números de casos nos demais municípios.

Desde então, além de combater de forma assídua a pandemia causada pelo vírus, o país passou por uma crise no Poder Executivo. Além de uma saída diretamente relacionada com a pandemia, a do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, o governo Bolsonaro sofreu a baixa de Sergio Moro, ex-ministro da Justiça.

Na capital surgiram polemicas causada pelo impacto do coronavírus com a prefeitura de Rio Branco, relacionado a licitação de Álcool em gel uma acusação feita pelo vereador Emerson Jarude, também a saída do Secretário de Saúde Municipal Otaniel Almeida além da outra acusação relacionada a merenda escolar com lotes vencidos.

Os auxílios emergenciais

A pandemia trouxe uma crise econômica em alguns setores no ramo comercial e também nas atividades não formais, então o governo na intenção de atender a população que encontra se em vulnerabilidade social aprova R$ 600 de auxílio emergencial durante a crise gerada pelo novo coronavírus. O valor aprovado foi três vezes maior do que o inicialmente proposto pela equipe econômica, de R$ 200.

A Prefeitura de Rio Branco também realizou a distribuição de cestas básicas para as famílias dos alunos das redes municipais, o Governo do Estado também fez sua contribuição social oferecendo cestas básicas para as famílias de baixa renda além da realização da live solidaria que contabilizou o total de 90 toneladas de alimentos e 60 mil em dinheiro.

Vacinas Coronavírus, luz no fim do túnel

Enquanto a crise cresce cada dia que passa no Brasil, cientistas estudam as viáveis possibilidades de enfrentamento ao coronavírus. Algumas delas, se forem bem-sucedidas, talvez possam estar disponíveis ainda no ano de 2020.

Um documento feito no dia 11 de abril pela Organização Mundial de Saúde (OMS) diz que há em torno de 70 vacinas contra a Covid-19 em aprimoramento no mundo. Três delas já estão sendo testadas em humanos e as outras 67 estão em avaliação pré-clínica.

Enquanto as vacinas não estão prontas, outros remédios além da cloroquina, como a famotidina, usada contra a azia, e o Remdesivir, aparecem como possíveis alternativas para o combate à doença.

Segundo o médico Eduardo Farias que é infectologista e trabalha na Secretaria Municipal de Saúde na UPA do 2º distrito afirma:

“ Existe muitas dificuldades de ter leitos, nós temos três salas de emergências e todas sempre estão lotadas, os dois respiradores que temos na emergência sempre estão ocupados, na UPA a capacidade de pacientes na minha opinião não existe mais. Relacionado aos testes nós não temos muitos, porém não tem sido um problema porque com o aumento dos casos os médicos vão realizando diagnósticos clínicos e radiológicos. O Acre está há duas semanas atrás das principais cidades do Brasil que possuem números maiores de casos, eu acredito que em duas semanas nos vamos começar a ter quedas no nossos indicadores, se a gente continuar em isolamento cumprindo todas as determinações do governo eu acredito que pelo dia 15 de junho, vamos começar a ter boas notícias”.