Trabalhadores da saúde decidem por greve geral em abril

Em assembleia geral realizada na sexta-feira, 15, o sindicato dos trabalhadores em saúde do Acre (Sintesac) decidiu que a partir do dia 02 de abril os trabalhadores irão cruzar os braços, caso o governo do estado não atenda às exigências da categoria.

Uma das principais reivindicações é a regularização do Pró-Saúde. “O governador se comprometeu a regularizar e não o fez, e este mês já é para iniciar as demissões. Então nós estamos exigindo que ele cumpra a promessa de campanha que é encaminhar o projeto de lei para a Assembleia e regularizar o pró-saúde”, explica o presidente do Sintesac, Adailton Cruz.

A situação do profissionais do Pró-saúde está em discussão desde a gestão passada, são aproximadamente 4 mil funcionários que poderão perder seus cargos caso o atual governo não regulariza a situação.

Outra reclamação dos trabalhadores é quanto a terceirização do atendimento de saúde, que de acordo com o presidente do sindicato precariza a prestação de serviço, sucateando e explorando os profissionais.

“Neste processo todo mundo perde, perde os pacientes, os usuários porque a qualidade de atendimento não melhora e os trabalhadores são extremamente explorados com jornada de 44 horas, salário mínimo, condições pífias de trabalho e a gente não quer esse retrocesso no nosso estado”, diz Adailton.

A reformulação do Plano de Cargos e Carreiras e Remunerações (PCCR) é outra exigência dos profissionais em saúde do estado. De acordo com Adailton, eles estão há dez anos com salários congelados e acumularam perdas de direitos ao longo dos anos.

“A gente está solicitando uma reformulação integral do Plano e que os direitos que foram retirados sejam restabelecidos”, comenta. Outra exigência é a realização do concurso público, conforme o sindicato, o quadro de profissionais está defasado em 5 mil funcionários.

Participaram da assembleia os sindicatos representantes de todas as categorias, deputados e trabalhadores em geral. O Sintesac afirmou que na segunda-feira, 18, haverá uma reunião com o governo para falar do assunto.

A assessoria de comunicação de secretaria de Saúde informou que a pasta está aguardando novas conversas para negociar as reivindicações com as categorias.