Tião Viana recua de projeto que previa segurança pessoal por 3 anos após fim do mandato depois de repercussão negativa

Projeto de lei de autoria do governador chegou a ser enviado para a Aleac, mas ele resolveu anular o documento. Segundo governo, direito já é concedido a ex-gestores do judiciário e Ministério Público

O governador Tião Viana enviou à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) um projeto de lei que assegurava a ele a manutenção da segurança institucional por um período de 36 meses após o término do seu mandato. Mas, após polêmica envolvendo o pedido, Viana resolveu recuar. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (1) pela secretária de Comunicação, Andréa Zílio.

No documento, Viana afirmava que o prazo da manutenção da segurança institucional poderia ser prorrogado por mais três anos, desde que seja justificado. O documento dizia ainda que a segurança deveria ser feita por dois policiais em “atuação simultânea”.

A secretária informou que a ideia partiu da vice-governadora e o governador acabou acatando. Segundo ela, esse “direito” já é concedido a ex-gestores do Judiciário e Ministério Público.

pedido tiao

“O Judiciário e o MP já tiveram algo parecido aprovado. Mas, no caso do governo, gerou essa polêmica. Foram oito anos de gestão e nesses anos, tiveram vários conflitos, inclusive, com organizações criminosas. Então, ele também sofreu ameaças no decorrer da gestão dele. Mas, como ele viu que estava tendo muita polêmica, ele pediu para retirar”, disse Andréa.