Caso Choquei: polícia conclui que jovem morta forjou mensagens a humorista

*Atenção: este texto trata de tópicos sensíveis, como depressão e suicídio. Em caso de pensamentos autodestrutivos, procure ajuda no CVV (Centro de Valorização da Vida), pelo telefone 188, ou pessoalmente nos postos de atendimento em todo o Brasil.

*Atenção: este texto trata de tópicos sensíveis, como depressão e suicídio. Em caso de pensamentos autodestrutivos, procure ajuda no CVV (Centro de Valorização da Vida), pelo telefone 188, ou pessoalmente nos postos de atendimento em todo o Brasil.

A polícia civil de Minas Gerais concluiu, nesta quarta-feira (6), a investigação sobre a morte da jovem Jéssica Canedo, de 22 anos.

De acordo com a investigação, ela morreu após ingerir alta dosagem de medicamentos, em dezembro de 2023, dias após forjar mensagens com o humorista Whindersson Nunes e divulgar um suposto relacionamento com o artista a páginas de fofoca das redes sociais.

Segundo o delegado Felipe Oliveira, de Araguari (MG), que conduziu a investigação, Jéssica criou três perfis falsos na internet. Primeiramente, a polícia identificou que estes perfis originaram a notícia e, a partir da quebra de sigilo deles, pôde comprovar que a jovem era a autora das mensagens.

Mais tarde, quando foi noticiado o suposto relacionamento da jovem com o comediante, ela passou a sofrer ataques nas redes sociais. Jéssica já sofria de depressão e passava por tratamento quando o caso veio à tona.

A polícia identificou a mensagem enviada à vítima por uma mulher de 18 anos, moradora de Rio das Ostras (RJ), na qual ela sugeria que a jovem tirasse sua vida.

A autora da mensagem foi a única indiciada no caso pelo crime de instigação ao suicídio. Ela e a vítima não possuíam qualquer relação, tampouco se conheciam.

No decorrer da investigação, a polícia chegou a ouvir a mãe de Jéssica Canedo, duas amigas dela, o humorista Whindersson Nunes e representantes de três páginas de fofoca das redes sociais, incluindo a Choquei, que não foi responsabilizada pela divulgação do conteúdo falso.

O inquérito foi remetido ao Ministério Público.

Relembre o caso

A Polícia Civil de Minas Gerais passou a investigar as circunstâncias da morte da jovem Jéssica Canedo, ocorrida no dia 22 de dezembro de 2023, na Santa Casa de Araguari, após ingestão de alta dosagem de medicamentos. O caso foi tratado como suicídio desde o início.

Jéssica Canedo morreu após perfis de fofoca terem veiculado a informação falsa de que ela teria tido um relacionamento com o humorista Whindersson Nunes – o que o próprio artista negou. A Choquei, que na ocasião contava com cerca de 21 milhões de seguidores no Instagram e quase 7 milhões de seguidores no X, repostou a notícia sobre o falso relacionamento.

Em nota publicada na época dos fatos, a defesa da Choquei, assinada pela advogada Adélia de Jesus Soares, afirmou que “lamenta profundamente o ocorrido” e que não houve “qualquer irregularidade” nas informações publicadas e que as postagens foram feitas com os “dados disponíveis no momento”.

“O perfil Choquei, por meio de sua assessoria jurídica, vem esclarecer aos seus seguidores e amigos que não ocorreu qualquer irregularidade na divulgação das informações prestadas por esse perfil. Cumpre esclarecer que não há responsabilidade a ser imputada pelos atos praticados, haja vista a atuação mediante boa-fé e cumprimento regular das atividades propostas”, declarou.

A nota diz ainda que “o compromisso deste perfil sempre foi e será com a legalidade, responsabilidade e ética na divulgação de informações dentro dos limites estabelecidos na Constituição Federal”.