Última noite de Expoacre teve sucesso de público

Milhares de famílias estiveram no Parque de Exposições Marechal Castelo Branco na noite deste domingo, 5, durante o encerramento da 45ª edição da Expoacre, a maior feira de negócios e entretenimento do Estado.

Por ser a vitrine de exposição de resultados das diversas frentes que impulsionam a economia, diariamente os estandes dos empreendimentos presentes receberam a movimentação do público. Assim, a força e crescimento do agronegócio, da indústria, da produção, dos pequenos negócios e demais setores foi conferida por quem prestigiou mais uma vez o evento.

A praça de alimentação dos pequenos negócios foi um dos locais mais agitados na noite de encerramento. Com variedade para todos os gostos e bolsos, o espaço reuniu dezenas de empreendimentos de economia solidária, segmento em constante expansão no Acre.

Pela quarta vez consecutiva, Richard de Oliveira levou a culinária diferenciada ao espaço com opções de comida árabe, que também podem ser encontradas durante as feiras realizadas no Novo Mercado Velho de quinta a domingo periodicamente. Segundo ele, a Expoacre abre muitas possibilidades a partir do contato com a clientela. “É um local que nos torna evidentes, o que ajuda na divulgação da qualidade do que fazemos, e se o cliente gosta do nosso produto aqui ele pode nos procurar lá fora”, afirma.

Sirlei Caetano e o esposo Paulo Caetano levaram os filhos à feira, como de costume. O casal, que atua no ramo do comércio, frisa que conferir as novidades e inovação é o maior motivo de ir todos os anos. “Sempre que a gente vem procuro visitar todos os espaços e na hora de comer procuro os pequenos negócios por ser uma opção mais em conta e bastante variada também”, comenta Sirlei.

No mesmo espaço dos pequenos negócios, diversas opções de empreendimentos de artesanato também puderam ser conferidas. Há 15 anos, Ramalho Rodrigues decidiu empreender e decidiu apostar no reaproveitamento de madeira e confecção de peças a partir do cipó e bambu.

Algumas peças de decoração levadas à feira foram resultado, inclusive, de clínicas de design realizadas pela Secretaria de Pequenos Negócios (SEPN) em parceria com o Sebrae, com o fornecimento de consultoria gratuita aos artesãos.

Espetáculo ‘O Dia da Caça’ é sucesso de público nas cidades de Rio Branco e Xapuri

Nem a chuva, que não dava as caras há semanas, quis perder o espetáculo de palhaçaria “O Dia da Caça” na última sexta-feira, 20, na Praça da Revolução, no Centro de Rio Branco. Quando os relógios marcaram 19h, horário do início da peça, o tempo fechou, mas não foi suficiente para dispersar a plateia, que lotava o coreto para assistir as trapalhadas de Bifi e Quinan. Ainda bem que a chuva passou rápido. Coisas do “verão” amazônico.

E por falar em Amazônia, é na escuridão da floresta o cenário em que a dupla Las Cabaças, de São Paulo, coloca todo mundo pra gargalhar. Voltada para crianças e adultos, a peça é encenada pelas palhaças Juliana Balsalobre e Marina Quinan, que interpretam Bifi e Quinan.

Dirigido por Lily Curcio, o espetáculo emprega elementos de humor da palhaçaria clássica e conta com tradução em libras. Na trama, as duas amigas estão famintas há 3 dias. Munidas de terçado, arco e flecha e lanterna, elas navegam em sua canoa e seguem rastros de animais para caçar.

Bifi é atrapalhada. Dorme no meio da caçada, é sonâmbula e conversa com árvores, representadas por pessoas da plateia, em um dos momentos de interação na peça. Já Quinan é a cabeça da dupla. Precisa sempre lembrar a amiga de que estão com fome e precisam achar uma caça. A única coisa que a tira do foco é ouvir falar de cobra.

E é justamente uma sucuri que a dupla encontra escondida na bolsa. O bicho enfeitiça a dupla e muda os rumos da história, provocando muita confusão e gargalhadas.

O uso de vocabulários próprios da Amazônia, como panema, bacuri, tucumã e poronga, aliado a situações e ao uso de objetos cênicos típicos dos seringueiros, ribeirinhos e indígenas, deram um contexto totalmente regional à peça, que contou até com um trecho da famosa música Lambada do Amapá, do artista acreano Jorge Cardoso.

A produção do espetáculo estima a presença de 500 pessoas na encenação d’O Dia da Caça na Praça da Revolução. Juliana Balsalobre, uma das palhaças da dupla Las Cabaças, comemorou o resultado. “Ficamos muito felizes de apresentarmos a peça em Rio Branco. Foi uma alegria enorme receber um público desse tamanho e com tanta empatia. “

O ator e jornalista Renan Praxedes assistiu à peça e alogiou o trabalho. “Achei o espetáculo bastante divertido e lúdico. O que mais me chamou atenção foram as referências à cultura popular da Amazônia. O trabalho de corpo das atrizes também é muito bem feito”.

O estudante da segunda série Joaquim Di Deus adora palhaços e também foi conferir a apresentação. “A parte que eu mais gostei foi quando elas decidem não matar a sucuri, porque o animal não fez nada pra elas. Assim como a Bifi, eu não tenho medo de cobra”.

Xapuri e Cruzeiro do Sul

O município de Xapuri também recebeu O Dia da Caça. Lá, a apresentação aconteceu no domingo, 22, na Praça de Eventos, no centro da cidade. Uma multidão parou para ver o espetáculo, que, horas antes, foi divulgado pelas próprias palhaças em um carro de som. Nesta sexta, 27, é a vez de Cruzeiro do Sul. A peça acontece às 18h, na Praça Orleir Cameli.

“Até o momento, nossa passagem pelo Acre está sendo maravilhosa. Tivemos uma recepção que nos encantou demais. Nunca havíamos feito uma roda tão grande como a de Xapuri, onde compareceram mais de 800 pessoas. Fomos muito bem recebidas. Nossa avaliação é que ganhamos um presente”, afirmou Marina Quinan, uma das artistas.

Juliana e Marina fazem intervenções artísticas em espaços públicos e no cotidiano do interior do país, transformando as experiências em roteiros teatrais por meio da palhaçaria. Elas moraram cerca de sete anos no Pará, onde visitaram comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas para trocas culturais. Lá, aprenderam o modo de vida, palavras, gestos e histórias dos moradores. Daí veio a forte influência amazônica em seu trabalho.

A programação do projeto de circulação pelo Acre do “O Dia da Caça” é promovida pela Nascedouro Gestão Cultural, Namazônia e Las Cabaças, por meio do Edital Petrobras Distribuidora de Cultura 2018/2019, através da Lei Rouanet do Ministério da Cultura (MinC).

Cinco lições para as mães prepararem seus filhos para o sucesso financeiro

O sonho de qualquer mãe é ter filhos bem sucedidos financeiramente. Entretanto, a maioria dos pais não teve uma educação financeira, e as falhas são inconscientemente transmitidas seguindo o ciclo que o compositor Renato Russo menciona em “Pais e filhos”: “O que você vai ser; Quando você crescer”.

A forma como lidamos com o dinheiro tem raízes na família. As crianças absorvem por meio da observação dos pais. A repetição desses atos leva a resultados muitas vezes desejados.

Como destaca o renomado autor Harv Eker no livro “Os Segredos da Mente Milionária”:

“sua programação conduz aos seus pensamentos; seus pensamentos conduzem aos seus sentimentos; seus sentimentos conduzem às suas ações; suas ações conduzem aos seus resultados.”

Discuto a seguir alguns ensinamentos comuns dos pais que podem ter efeitos adversos, pois nosso subconsciente nem sempre age conforme a razão. De fato, como Harv ensina:

“quando o subconsciente tem que optar entre a lógica e as emoções profundamente enraizadas, as emoções quase sempre vencem”.

1- Dinheiro não é sujo

Várias crianças crescem ouvindo a sentença: “solte esse dinheiro que é sujo”. As crianças crescem com essa mentalidade e criam aversão a lidar com dinheiro.

É importante que a mãe desenvolva nos filhos a intimidade com dinheiro e os ensine a lidar com ele dando exemplo.

As crianças aprendem por meio da observação e repetição. Sempre que for comprar algo para o filho e o pagamento for na frente dele, dê preferência ao pagamento com dinheiro e faça com que ele pague. Na hora do pagamento, dê o dinheiro na mão dele, peça para ele contar e pagar.

Evite a utilização do cartão na frente deles. O cartão reflete a ideia de ausência de limite e a não necessidade de dinheiro para se comprar algo. Ou seja, desenvolverá nos filhos o hábito do endividamento ilimitado.

2- Nunca dê um “porquinho” para seu filho

Qual criança nunca ganhou um cofrinho com formato de porquinho. Normalmente esse ato é alardeado como forma de ensinar os filhos a darem os primeiros passos no ato da poupança. Entretanto, esse “porquinho” cria pelo menos dois vieses comportamentais nocivos ao sucesso financeiro.

O ato de adiar o consumo deve ser premiado com um ganho para que no futuro se possa consumir mais. Para que isso seja verdade, o rendimento das economias precisa ser superior à inflação. Entretanto, com o cofrinho, a criança aprende na prática justamente o contrário. Quando ela quebra o cofre, depois de meses de privação, percebe que o valor do dinheiro é menor que o inicial, pois a inflação já corroeu parte dele. Ou seja, acabou de aprender que poupar, além de ser desprazeroso pela privação do consumo imediato, não traz benefício no futuro.

O “porquinho” também gera o hábito de se consumir toda a economia de forma periódica e limita a capacidade de formação de um patrimônio que trabalhe para seu filho. A maioria dos adultos repete o hábito de começar uma poupança, mas assim que atingem um determinado valor, “quebram o porquinho”, e despendem todo o montante guardado. Muitas vezes, em um bem que não gera mais riqueza, mas que se transforma em um passivo, por exemplo, um novo automóvel. Logo, nunca conseguem acumular um patrimônio.

Ensine seu filho sobre as aplicações financeiras. Se você ainda não sabe, aprenda, pois é seu dever ensinar com o exemplo. Separe uma aplicação exclusiva para ele. Pode ser um VGBL, um fundo de investimento, ou mesmo um título público no site do Tesouro Direto. Desenvolva no filho o hábito de monitorar o investimento periodicamente. Assim, ele aprenderá que guardando, terá mais no futuro e esse hábito não tem limites físicos, ou seja, o “porquinho” é ilimitado.

3 – A vida não é dura

Normalmente os pais ensinam os filhos que a vida é dura. Os filhos se programam para ter uma vida árdua e desenvolvem essa crença.

Como ensinam os pesquisadores comportamentais, toda crença é auto realizável. Portanto, os filhos acabam trabalhando contra eles próprios para não correrem o risco da desaprovação da mãe. Quando obtém algum sucesso financeiro, gastam toda a riqueza, pois se ficassem ricos, poderiam não ter a aprovação da mãe que os ensinou que o contrário era o que deveria ocorrer.

4 – Não guarde dinheiro para os dias difíceis

Como menciona Paulo Vieira em “Fator de Enriquecimento”, quando ensinam guardar para os dias difíceis, os pais estão levando os filhos para uma armadilha:

“Quando você toma a decisão de guardar dinheiro para os dias difíceis, está, em primeiro lugar, dizendo para seu cérebro que os dias difíceis virão. A segunda mensagem subliminar é que você precisará desse dinheiro guardado para gastar nesses dias difíceis.”

Portanto, ao criar essa mentalidade em seus filhos, eles trabalharão para sempre construir dias difíceis para então satisfazer o desejo do consumo que é natural e irresistível. E toda a reserva financeira para formação de independência financeira será perdida.

5 – A oportunidade nunca vai aparecer, você precisa criar

De forma comum os pais ensinam aos filhos para trabalharem duro, pois a oportunidade vai aparecer. Assim, muitos passam a vida trabalhando duro e planejando empreendimentos, que nunca saem do papel, esperando que a oportunidade chegue. E ao final da vida, lamentam-se que não atingiram o sucesso financeiro, pois não tiveram sorte da oportunidade bater em suas portas.

As oportunidades não surgem. Elas precisam ser desenvolvidas. O planejamento e trabalho embora importantes não geram oportunidades se não houver ação.

Desenvolva a mentalidade de riqueza nos seus filhos. Não confunda, isso não quer dizer criar filhos esnobes tendo o que quiserem, mas criando neles a mentalidade de que podem ter o que quiserem se lutarem por isso.


*Michael Viriato é professor de finanças do Insper e sócio fundador da Casa do Investidor.

Negócios: Sucesso e inovação são marcas de empresas parceiras do Sebrae/AC

Com a missão de apoiar os micro e pequenos negócios do Acre, o Sebrae tem realizado um amplo trabalho de orientação, capacitação e inovação nos empreendimentos do Estado.

Muitas empresas alcançam, através dos cursos, oficinas e palestras da instituição, um melhor desempenho na gestão do seu negócio, o que reflete em vendas e crescimento.

Biojóias Cores da Mata: joias com as cores da floresta

É o caso da artesã Rodney Paiva, que trabalha com artesanato desde 2004. Seu trabalho na área iniciou quando participou de um curso na Fundação Bradesco para trabalhar com artesanato em semente. Após isso, criou a marca Cores da Mata.

No fim de 2004, o artesanato da empreendedora passou por uma avaliação para participar de uma feira promovida pelo Sebrae e não foi aprovada. Nisso ela viu a necessidade de buscar melhorias em seus produtos.

Encontrou no Sebrae a oportunidade de participar de um curso de beneficiamento de madeira e semente. A partir disso não parou mais de buscar progressos.

“Já participei de diversas oficinas e cursos que aprimoraram meu trabalho. Essa busca por melhorias acabou me garantindo o Prêmio de Excelência da UNESCO, em uma escola de arte em Montevidéu, Uruguai. Em 2016 ganhei o Prêmio TOP 100 – Sebrae Nacional, e sem o apoio do Sebrae no Acre eu não teria conseguido alcançar esses prêmios. Hoje sou reconhecida em todo o país pelo meu trabalho”, afirma a artesã.

Rodney, atualmente vende seus produtos na loja “Biojóias – Cores da Mata”, que se encontra no Quiosque do Bambu, na entrada do Parque do Tucumã. “Depois que eu assumi esse quiosque, fiz cursos também na área de gestão, oficinas de empreendedorismo e aprendi a administrar o meu negócio”, acrescenta.

A “Biojóias – Cores da Mata” funciona de segunda a sexta, das 15h às 20h.

Doutor da Borracha: inovação em moda direto da floresta

José Rodrigues de Araújo, mais conhecido como doutor da Borracha, é conhecido internacionalmente por seu trabalho de artesanato com látex. Nascido no seringal, como gosta de frisar, mora na zona rural de Epitaciolândia, onde possui um atelier para a produção de seus produtos. Com trabalho de base exclusivo em borracha, o Doutor produz sapatos, colares, pulseiras, chaveiros, além de trabalhar com produtos sob encomenda. Seus produtos são respeitados em todo o país e também no exterior através da sua marca de mesmo nome.

Seu trabalho começou em 2005, após ter a ideia de fazer artesanato de borracha. Em 2007 participou da primeira feira comercial em Rio Branco, onde começou a ter seus produtos conhecidos. Em 2008 que o Sebrae começou a acompanhar o trabalho do artesão.

“Em 2008 tive contato com o Sebrae e tive a oportunidade de expor meus produtos na Expoacre daquele ano. Foi quando comecei a ter apoio na parte de comercialização e orientação do Sebrae. Através desse apoio, alcancei a exportação dos meus produtos, por exemplo”, conta o Doutor.

Em crescente ascensão, os produtos do Doutor da Borracha são conhecidos internacionalmente, já tendo sido exportados para a Holanda e tendo o lançamento de uma de duas coleções em uma feira em Milão, na Itália.

“O Sebrae me ajudou a fazer sucesso. No final de 2016 ganhei o Prêmio Top 100 Sebrae. Isso significa que hoje sou considerado um dos 100 melhores artesãos do Brasil e um dos quatro artesãos do Acre”, acrescenta.

Os produtos do Doutor da Borracha podem ser encontrados na loja de artesanato Acre: Made in Amazônia, no Via Verde Shopping, e em uma loja de artesanatos no Novo Mercado Velho.

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Marina Modas: inovação na área de moda popular no Acre

A empresa Marina Modas já está há aproximadamente seis anos no mercado de confecção e moda popular no Acre. Atualmente, possui 17 funcionários e trabalha há dois anos com o Sebrae.

Para o proprietário da loja, Tiago Tadeu, as orientações e capacitações oferecidas pelo Sebrae foram e continuam sendo imprescindíveis no crescimento da empresa.

“Eu e minha equipe participamos das palestras e cursos que o Sebrae oferece. Nos ajudaram bastante na organização da loja e na parte de atendimento. O atendimento prestado por meus funcionários teve uma melhora de 90% após começarmos a seguir as orientações do Sebrae”, afirma Tiago.

O empreendedor destaca que melhorar a vitrine é uma mudança relevante e que impacta positivamente os clientes. “Através de orientações do Sebrae, conseguimos fazer com que nossa vitrine ficasse mais atrativa e isso acabou atraindo mais clientes para dentro da loja, tendo um aumento considerável nas vendas”, acrescenta.

A empresa tem como foco a venda de moda popular. Em 2016, recebeu o Prêmio ALI – Agentes Locais de Inovação do Sebrae, como empresa inovadora no ramo de confecção. A loja funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30, na Avenida Brasil, 579, Centro.