Técnicos do governo federal avaliam presídio de segurança máxima em Rio Branco

Técnicos do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) visitaram nesta quarta-feira, 23, as obras da unidade de segurança máxima do Acre Antônio Amaro Alves. Eles conheceram toda a infraestrutura do novo local, previsto para ser inaugurado até o início de junho, e também das alas onde funcionam o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).

“Tivemos uma impressão positiva porque são alas com dez celas com lotação máxima de oito cada, limitando o contato dos agentes com os presos, com uma estrutura muito organizada e ótimas condições. O Estado possibilitou a essa penitenciária ter uma estrutura realmente condizente de custodiar presos do perfil que a unidade se propõe”, ressaltou o diretor da Unidade Penitenciária Federal de Porto Velho (RO), Alessandro Souza.

Ao todo, o governo do Acre investe mais de R$ 2 milhões para ampliar a capacidade da unidade de segurança máxima e abrir outras 156 vagas no sistema carcerário. A construção das novas alas segue o padrão dos presídios do Depen. As celas receberão, no máximo, oito apenados cada.

“Já estamos nos preparativos finais, como a compra de monitoração eletrônica e colchões, e estamos em diálogo com o Depen para que a Unidade Federal de Porto Velho possa, junto conosco, promover uma capacitação do nosso pessoal para nivelamento e unificação de procedimentos a fim de que a Antônio Amaro seja uma uma referência nesse tipo de detenção”, completou o diretor-presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Aberson Carvalho.

Sobre a unidade de segurança máxima

Antonio Amaro Alves é a unidade de segurança máxima do Iapen inaugurada em 2008 e que, no momento, dispõe de 140 vagas. O local é para onde são direcionados para cumprimento de pena os detentos mais perigosos de todo o Acre.

Situada na capital Rio Branco, o presídio conta com bloqueador de sinal de telefonia celular, fruto de uma firme decisão do governo para cortar qualquer comunicação entre o ambiente externo e os detentos que ali estão. Também dispõe de raio-x e scanner corporal – estes doados pelo Depen -, por onde todos os servidores, advogados e visitantes são obrigados a passar, para coibir a entrada de produtos ilícitos na unidade.

Parceria com o Depen

O representante do Depen, Alessandro Souza, falou ainda sobre a possibilidade de parcerias e compartilhamento de experiências no Sistema Penitenciário com a realização de cursos e qualificações para profissionais do Acre.

“Hoje, a Escola de Serviços Penais [Espen] está tendo esse trabalho junto aos estados, fazendo o aperfeiçoamento dos agentes estaduais juntamente com o Depen. Então, essa possibilidade é bem real e clara, não somente em escoltas e intervenções, mas também em procedimentos de segurança, a exemplo do que já foi feito no Maranhão, Ceará e Rondônia”, destacou Souza.

Fundo Penitenciário e as Obras

Até o fim deste ano, R$ 60 milhões devem ser aplicados no Sistema Penitenciário Estadual. Deste total, R$ 44 milhões foram repassados em 2017, oriundos do pagamento de penas pecuniárias que estavam sub judice no Supremo Tribunal Federal (STF). Mais R$ 16 milhões foram liberados este ano, ponto presente na Carta do Acre, resultado do 1º Encontro de Governadores do Brasil pela Segurança Pública, articulado pelo governador Tião Viana e realizado em Rio Branco em outubro do ano passado.

Os investimentos de reforma e ampliação contemplam todas as sete penitenciárias estaduais, com a construção de novos blocos, espaços para atividades de educação profissionalizante e guaritas elevadas para controle de acesso. Ao todo, serão abertas 2.226 novas vagas nas unidades do estado, o que deve solucionar a superlotação e zerar o déficit carcerário.

Governadores de 7 estados pedem mais recursos para segurança pública

Governadores de sete estados divulgaram hoje (18) uma carta aberta em que pedem a liberação de R$ 42 bilhões para a segurança pública, entre outras demandas. A carta foi assinada pelos governadores da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Minas Gerais, único estado que não é da Região Nordeste. O documento foi divulgado após o 9º Encontro dos Governadores do Nordeste, realizado em Recife. Os governadores do Maranhão, de Alagoas e de Sergipe não assinaram.

A assessoria do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informou que a estimativa do governo é disponibilizar os recursos para a segurança pública até o fim de maio. Informou ainda que firmará contratos de gestão com os estados, estabelecendo contrapartidas aos repasses feitos. Essas contrapartidas seriam índices de criminalidade reduzidos, capacitação de agentes de segurança, melhoria de condições de trabalho dos policiais, entre outros.

Os governadores apelam pela liberação da linha de crédito de R$ 42 bilhões anunciada em março deste ano. “Seguimos aguardando, ainda, a definição dos critérios da linha de financiamento da ordem de R$ 42 bilhões, prometida no último dia 9 de março, em reunião ocorrida no Palácio do Planalto, sem que nenhum dos estados da federação tenha logrado êxito no acesso a esses recursos, mesmo já transcorridos mais de 60 dias desde seu anúncio”, diz um trecho da carta.

Na reunião em março, o governo anunciou a linha de crédito para os estados investirem na área de segurança pública. Na ocasião, ficou determinado que os recursos estarão disponíveis ao longo de cinco anos. Do total, R$ 33,6 bilhões são do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os recursos fazem parte do Programa Nacional de Segurança Pública que busca reduzir os índices de criminalidade no país.

Privatização da Eletrobras

Na carta, com 11 reivindicações no total, os governadores também se opõem à privatização da Eletrobras, especialmente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Segundo eles, privatizar a empresa submeteria “um ativo do povo da região aos interesses dos investidores” e acarretaria em aumento de tarifas de luz. “Cabe enfatizar que a desestatização – segundo estudos realizados por técnicos independentes e pela própria Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – resultaria em reajuste de tarifas de energia elétrica em percentuais que iriam de 7% a 17%, reduzindo-se, ainda mais, a competitividade da região”, diz a carta.

A privatização – ou capitalização – da Eletrobras é um dos principais objetivos do governo de Michel Temer atualmente. Segundo o governo, a privatização da Eletrobras levará à redução das tarifas pagas pelo consumidor. O Planalto também argumenta que a abertura de capital da empresa fortalecerá o setor, com a expansão de investimentos e o aprimoramento da oferta de energia.

Segurança se reúne com Forças Armadas e polícias para discutir ações nas fronteiras

Integrar ações das forças estaduais e federais é o desafio das instituições que operam nas diversas frentes da Segurança Pública do Acre, com vistas a coibir, sobretudo, a incidência dos crimes transfronteiriços. Nesse sentido, representantes de instituições estiveram em reunião nesta sexta-feira, 18, na Secretaria de Segurança Pública do Acre (Sesp).

A convite do gestor da Sesp, Vanderlei Scherer Thomas, reuniram-se as polícias Civil (PC), Militar (PM), Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF), o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), o Corpo de Bombeiros, o Exército Brasileiro, a Aeronáutica e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

De acordo com o secretário, a agenda é estratégica no desdobramento de um encontro de todos os gestores da Segurança Pública das regiões de fronteira brasileira, realizado no início deste mês em Brasília. O encontro foi em decorrência da recente criação do Ministério Extraordinário da Segurança Pública, que pretende estabelecer uma política nacional de segurança em consonância com os estados.

Da ida dos representantes estaduais ao Distrito Federal, duas tratativas foram designadas em forma de protótipo, a serem analisadas e finalizadas junto às instituições para, enfim, serem homologadas. Trata-se do Plano Integrado Estadual de Segurança Pública e do Plano Operacional Padrão Integrado, que, em linhas gerais, envolvem questões relacionadas à gestão e aos procedimentos operacionais a serem adotados a partir de operações conjuntas e contínuas.

“Hoje foi dia de apresentar a essas instituições de segurança a existência desses planos, para que tenham ciência e possam fazer a adesão a eles, de modo a fazer as devidas interferências, cada órgão dentro de sua competência, até chegarmos à finalização dos dois planos e definirmos as áreas de atuação. Os próximos passos serão de novos encontros, visto que o diálogo com Brasília continuará nos próximos dias nesse sentido”, informa o gestor.

Os encaminhamentos sobre a execução dos planos visam a repressão de crimes fronteiriços, principalmente o tráfico de drogas e de armas. Para Vanderlei Thomas, esse é mais um motivo para se comemorar no âmbito da segurança, por ser resultado das solicitações encabeçadas pelo Acre feitas ao governo federal pela necessidade de se olhar para as fronteiras do Brasil.

Esta semana, a proposta da criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que consta na Carta do Acre – assinada pelos Estados durante o Encontro de Governadores pela Segurança, realizado em outubro de 2017, em Rio Branco -, foi aprovada no Plenário do Senado e segue agora para sanção presidencial.

“Temos afirmado que a União precisa fazer o repasse dos recursos devidos para o combate efetivo da criminalidade na área de fronteira, porque segurança pública não se faz sem recursos. E esse é um dever que a União tem com os estados. Aqui sempre estivemos dispostos e estamos na luta no dia a dia nos centros urbanos, mas também sempre dispostos a colaborar com o combate aos crimes de fronteira, desde que nos sejam dados os aportes financeiros condizentes com a atuação”, completou Vanderlei Thomas.

Rocha participa de audiência com Ministro de Segurança

O Deputado Federal Major Rocha (PSDB), participou nesta quarta-feira (16) de uma audiência no Ministério Extraordinário da Segurança Pública, onde levou ao ministro Raul Jungmann alguns detalhes sobre o abandono vivido pela segurança pública no Estado do Acre. Entre informações e dados sobre a violência, Rocha reiterou o pedido de novos recursos para segurança pública acreana.

“O governo do PT no Acre trata com descaso a violência generalizada e a guerra entre as facções criminosas. As forças de segurança pública do Estado estão sucateadas e, infelizmente, estamos perdendo a guerra para a bandidagem.”

O parlamentar tucano destacou o crescente número de homicídios no estado, já próximo das 300 vítimas, algumas das quais crianças, e solicitou o apoio do ministério com mais recursos para aparelhamento da polícia acreana e novos investimentos em inteligência.

“Em 2017 foram mais de 500 homicídios, e em 2018 tudo indica que mais uma vez bateremos o recorde em mortes violentas. O Acre vive situação de desespero, com a população aterrorizada e indefesa. As policias do estado precisam de condições para se antecipar aos fatos.”

O tucano ainda criticou os dados repassados à população pelo governo de Sebastião Viana.

“O governador petista vive em fantasia, manipula os dados da segurança pública, veicula propagandas enganosas, tentando passar uma falsa sensação de segurança para a população. A verdade é que só o crime é organizado.”

Rocha destacou ao ministro o empenho da bancada federal acreana, que destinou de R$ 39,3 milhões, para o aparelhamento da segurança pública no Estado do Acre.

“A bancada federal destinou esse recurso para fortalecer as forças policias no estado, com a compra de viaturas, armamento e equipamentos de proteção pessoal. Falta somente o governo realizar o processo de licitação, esperamos que a incompetência petista, não permita que se perca mais esse valor em emendas,” finalizou Rocha.

Governo fortalece segurança pública com novas viaturas e equipamentos

Com a entrega de 15 novas viaturas e 79 coletes balísticos, o governo do Estado continua o processo de fortalecimento do Sistema Integrado de Segurança Pública do Acre (Sisp). A solenidade foi realizada nesta segunda-feira, 14. As camionetes serão entregues à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros, já os coletes balísticos, ao Departamento da Polícia Técnico-Científica (DPTC).

Os equipamentos são a contrapartida do convênio firmado entre os governos estadual e federal em 2016, quando o Acre cedeu cerca de 220 policiais e bombeiros para atuarem na Força Nacional de Segurança Pública, durante as Olimpíadas sediadas pelo Brasil no Rio de Janeiro. O investimento na ordem de R$ 2 milhões é a última parte do pagamento da União correspondente à utilização de tropas acreanas.

“Esse ato simboliza o reconhecimento, valorização e desafio permanente das polícias e demais forças do Acre. O governo aplica mais de R$ 400 milhões por ano na segurança pública, pagando salários em dia e valorizando a tropa com reajustes, para assim fazermos o enfrentamento permanente contra a violência e a pressão do narcotráfico”, afirmou Tião Viana, informando também que nos próximos 40 dias serão entregues fardamentos para os policiais militares.

Segundo a Segurança Pública, desde o início do ano passado, o governo já entregou mais de 100 veículos e motocicletas, um investimento de mais de R$ 9 milhões. Outras 17 viaturas estão previstas para serem entregues ainda neste semestre.

Vanderlei Thomas Scherer, secretário de Segurança do Acre, ressaltou em sua fala a importância do compromisso dos policiais e bombeiros que fizeram parte da Força Nacional. “Essas viaturas são frutos do trabalho dos nossos policiais militares e bombeiros nas tropas federais, é a contrapartida do governo Federal. Elas contribuirão no combate dos crimes transfronteiriços, mas a União não está fazendo o seu apoio na proporção que deveria fazer”, declarou.

Já o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Kinpara, explicou que os equipamentos irão servir para ações tanto na capital acreana, como nos demais municípios. “Isso vai ajudar muito o trabalho da PM não só aqui em Rio Branco, mais no interior. Temos outros equipamentos que ainda virão, mais viaturas e mais motocicletas. Neste ano de 2018, a polícia vai ter um apoio muito grande em equipamentos”, frisou.

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“Esse ato simboliza o reconhecimento, valorização e desafio permanente das polícias e demais forças de segurança do Acre”, disse Tião Viana – Foto/Sérgio Vale/Secom

Forças unidas

O Estado não tem medido esforços para combater a violência e os crimes de tráfico de drogas. Os investimentos e integração entre as forças do Sisp têm garantido uma diminuição de 20,93% dos casos de homicídios em todos os municípios do Acre.

Conforme a Análise Criminal, os primeiros quatro meses de 2018 comparados ao mesmo período de 2017 apresentam 36 homicídios a menos, na comparação dos dois quadrimestres. Além disso, seis cidades não registraram assassinatos este ano.

O combate ao tráfico de drogas tem sido um dos maiores desafios no enfrentamento à violência, só na região do Juruá, foram apreendidos mais de 100 quilos de entorpecentes, fruto de ações ostensivas e de inteligência em investigação. Na capital, a Polícia Civil totaliza a elucidação de 90% dos casos registrados nos últimos 40 dias, mostrando também o esforço para dar resposta aos homicídios em todo o estado.

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Petecão cobra celeridade na liberação de R$ 39,3 milhões destinados à segurança pública do Acre

O coordenador da Bancada Federal do Acre, senador Sérgio Petecão (PSD), se reuniu com o Secretário de Segurança Pública do Estado do Acre (SESP), Vanderlei Thomas, na manhã desta sexta-feira (11), para solicitar ao Governo do Estado celeridade no processo licitatório de recurso, no valor de R$ 39,3 milhões, destinado para o aparelhamento das forças policiais no Estado do Acre. A reunião contou ainda com a presença do Comandante Geral da Polícia Militar do Acre, Marcos Kimpara.

De acordo com Petecão, o processo licitatório precisa ser concluído com rapidez pelo Governo do Estado do Acre a fim de que o Ministério da Segurança Pública garanta o pagamento ainda antes do início do período eleitoral. “O prazo para liberar o recurso vai até o dia 6 de julho, ou seja, três meses antes das eleições. Essa é a principal preocupação da bancada neste momento. Vencido este prazo, o pagamento fica adiado para somente após as eleições, conforme estabelece a Lei”, ressalta o senador.

Com os recursos, a Secretaria de Segurança Publica do Acre pretende adquirir uniformes, novos equipamentos de defesa pessoal, armamento, munições e equipamentos de informática para as polícias militar e civil. Ainda está prevista a aquisição de 191 novos veículos que ajudarão no combate ao crime.

Balanço da segurança aponta mais de 200 prisões nos primeiros meses do ano

Forças de segurança apresentaram, na manhã de ontem, 9, balanço das operações realizadas nos primeiros quatro meses deste ano. Prisões apreensões de drogas, armas, veículos, munições, cumprimento de mandados de busca e apreensão foram as principais atividades destacadas neste período.

De acordo com os dados repassados houve ainda redução de crimes praticados no município, o que permite o avanço do trabalho investigativo.

Foi uma média de quase dois presos por dia nesses primeiros quatro meses, ou seja, 246. Ainda foram apreendidos 62 quilos de drogas, 120 veículos recuperados e foram cumpridos 130 mandados de prisão e 76 de busca e apreensão.

As ações foram apresentadas pelos Coordenadores das delegacias Repreensão a Entorpecentes (DRE), de Combate a Roubos e Extorsões (Decore), Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e de Combate ao Crime Organizado (Decco) apresentaram resultados das operações.

Segundo informou o Delegado Cristiano Bastos, coordenador da DIC, o mesmo número de prisões também diz respeito aos inquéritos policiais (mais de 240), que viraram processo, o que levará a condenações posteriores.

O delegado ainda destaca a elucidação da maioria dos casos de homicídios através da DHPP. “Nós temos emitido para a justiça todos os inquéritos que foram identificados os autores. A gente trabalha buscando todas as linhas investigativas, buscando todas as informações possíveis para que o crime não fique impune, então a DHPP tem fortalecido a sua investigação”, disse.

O Delegado Alcino Sousa diz que o fruto destes resultados é a parceria entre os delegados, e a união de esforços. Por isso a divisão está mostrando a atuação do carro chefe da Polícia Civil.

O trabalho de troca de informações, o alinhamento entre os delegados, entre os setores de investigações trazem o resultado. Duas prisões por dia, uma média, dois procedimentos encaminhados à justiça, ou seja, a gente está fazendo o trabalho tanto da investigação como do complemento.

Medida de segurança: Deracre realiza retirada de balseiros de pontes da capital

A intensidade de chuvas sobre as cabeceiras do Rio Acre provoca o acúmulo de entulhos e pedaços de madeira que estavam às margens do manancial nas principais pontes e passarelas que cortam a área urbana de Rio Branco.

Com o objetivo de evitar qualquer tipo de danos a essas estruturas, técnicos do Departamento Estadual de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) realizam a retidas de troncos e galhos de árvores.

“O intuito destas atividades é resguardar o fluxo de navegação no rio e refutar qualquer peso excessivo nas pilastras das pontes da capital, assim como na ponte do Riozinho do Rola, que é o principal afluente do Rio Acre”, destaca o diretor de operações em exercício do Deracre André Mansour.

O gestor informa que esse trabalho é realizado desde o início do período de inverno, em ações que contam com a parceria do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil do Acre. Centenas de metros cúbicos de balseiros já foram retiradas das colunas das pontes.

“O volume de entulhos aumenta a cada subida da lâmina d’água, por isso as equipes técnicas estão em alerta, trabalhando nos três períodos para realizar a remoção desses balseiros”, diz.

Tião Viana e equipe de Segurança discutem eficácia nas ações operacionais propostas

Assim que chegou das agendas de São Paulo (SP), o governador Tião Viana se reuniu com as equipes de frente do Sistema Integrado de segurança Pública (Sisp) nesta quarta-feira, 15, na Casa Civil, para tratar da efetividade das ações e operações de combate à criminalidade e do reforço dos efetivos na capital e no interior.

O governador conversou com os gestores que estão liderando os trabalhos das polícias e Corpo de Bombeiros e agradeceu a atenção e resposta dada ao momento pela tropa.

Na manhã desta quarta, 15, representantes do Sisp concederam entrevista coletiva para a imprensa acreana, a fim de anunciar todas as medidas que o Estado vem adotando para coibir e prevenir qualquer ação criminosa.

Além das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), a ação também tem o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Exército Brasileiro.

“Equipes das polícias Militar e Civil e dos Bombeiros estão em campo, forçando o recuo de criminosos. Nossa resposta: mais bandidos presos. Agradeço ao general Costa Neves e ao coronel Valone, que nos fortalecem com a cooperação auxiliar de militares do Exército em áreas de fronteira”, ressaltou o governador.

Cerca de 500 homens, entre policiais civis, militares, bombeiros e homens do Exército Brasileiro estão patrulhando locais vulneráveis, sendo que o Exército atua nas entradas e saídas das cidades, em locais situados na faixa de fronteira.

“Essa agenda demonstra a preocupação do governador com a segurança e seu comprometimento para liderar um processo de travessia num momento de dificuldade. Ele está empenhado pessoalmente nesse trabalho, desde o operacional às instituições parceiras e ao Sisp”, destacou o secretário de Segurança Pública, Emylson Farias.

Medidas ostensivas

Medidas ostensivas têm resultado em várias ações. Entre elas, ônibus estão sendo monitorados, com a presença de policiais, e ainda nesta quarta serão cumpridos 40 mandados de busca e apreensão.

“A articulação com o Ministério Público e o Poder Judiciário tem sido fundamental nesse trabalho e foram fundamentais para a expedição imediata desses mandados”, destacou Farias.

Cerca de 100 policiais, além de todos os delegados de Polícia Civil, estão trabalhando em regime de plantão, para que os mandados judiciais sejam cumpridos o mais rápido possível. Homens da Polícia Militar estão saturando os bairros com abordagens a pessoas e veículos em vias públicas nos locais mais vulneráveis.

A tropa do Corpo de Bombeiros também está nas ruas para atender as ocorrências de forma célere. 

Bancada vai destinar R$ 70 milhões para Segurança

A bancada do Acre vai propor emenda ao Orçamento da União para destinar R$ 70 milhões para a segurança pública no Estado. A decisão foi tomada durante reunião, na tarde desta quarta-feira, 15, entre os três senadores e oito deputados federais que integram a bancada parlamentar no Congresso. Eles estiveram com o secretário de Segurança Pública, Emylson Farias da Silva. A ideia é destinar recursos federais que permitam dar melhores condições para o combate ao crime no Acre. O senador Jorge Viana (PT) disse que o momento é de união, lembrando que a crise na segurança pública atinge diversos estados brasileiros. “Não dá para enfrentar o crime sem união”, disse. Ele defende apoio às autoridades estaduais.

Mais cedo, Jorge Viana cobrou na tribuna do Senado agilidade no exame do novo Código Penal, que está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele quer mais rigor na aplicação de penas que atentam contra a vida humana, como forma de aplacar a onda de insegurança que o Brasil atravess. “Por que não votamos o novo Código Penal, que está dormindo nas prateleiras da Comissão de Constituição e Justiça do Senado?”, cobrou. O Código Penal é da década de 40 do século passado. “As leis penais brasileiras, hoje, nos impõem situações que alguém precisa matar quatro pessoas para poder pegar 10 anos de cadeia. A vida não vale nada”, discursou.

Em discurso na tribuna, Viana lembrou que, desde janeiro, criminosos têm promovido ataques em várias cidades do país, como Manaus, Boa Vista, Natal e, mais recentemente, Vitória e Rio de Janeiro. Na noite de terça-feira, Rio Branco foi palco de violência, com bandidos ateando fogo em ônibus.  “O fato é que essa ação de organizações criminosas nos impõe uma união nacional, para que a gente possa fazer frente a essa situação, que para mim é a mais grave no caos que o Brasil enfrenta do ponto de vista econômico, do desemprego”, disse.

Segundo o parlamentar, o aparato legal brasileiro tem distorções graves. “Hoje, se uma pessoa for acusada de maus tratos a algum animal e for acusada de maus tratos a uma criança, ela pega uma pena maior se tiver maltratado o animal”, denunciou. Ele disse que o Acre conviveu com o crime organizado, no passado. “Conseguimos, graças à união das instituições e à confiança da sociedade, virar essa página, mas a violência ainda teima”, disse, lembrando que, desde janeiro, foram 40 mortes que considerou “estranhas”.

Jairo Carvalho cobra investimentos em Segurança Pública em Rodrigues Alves

Na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta terça-feira (14), o deputado Jairo Carvalho (PSD) falou sobre Segurança Pública. Disse que em Rodrigues Alves a situação não é das melhores com o aumento dos casos de roubos e assaltos.

“Conversando com o nosso vereador Salatiel e ele me dizia que a Segurança Pública está um caos em Rodrigues Alves.

Há mais de três meses não tem uma viatura. O índice de roubos e assaltos tem aumentado porque não tem estrutura nenhuma”, denuncia o parlamentar.

Jairo Carvalho lamentou que os policiais não tenham nem mesmo o básico, que seria uma acomodação adequada. “O mais grave é que em Rodrigues Alves o quartel da PM está há mais de sete meses numa reforma que não termina. A PM estava na casa de um cidadão, pois o governo não pagou o aluguel e eles tiveram que sair de lá. Isso é uma vergonha! Como pode? O nosso Estado está um faroeste”, disse ele.

Como iniciativa prática para a resolução do problema, o deputado apresentou uma indicação solicitando mais investimentos na Segurança de Rodrigues Alves e Jordão, como a melhoria do quartel e o aumento do efetivo policial. “Eu faço essa indicação ao governo do Estado para que possa olhar com carinho para o interior. A insegurança chegou também ao nosso povo do interior, ao povo que tem menos acesso às nossas autoridades. Estou clamando como uma voz no arauto. Deixo aqui meu apelo.

Peço aos nossos deputados, vamos juntos cobrar do governo do Estado para que se tenha mais investimentos. Recebi uma ligação do Jordão: ‘deputado nos socorre, nos ajude no Jordão, porque a Segurança é zero’. O povo do Jordão está abandonado pelo poder público”, pontua Jairo Carvalho ao comentar a ligação do sindicalista João Cruz.

Em relação a esse episódio envolvendo o gestor do Deracre, Cristovam Pontes, Jairo Carvalho acentuou que é preciso ter a iniciativa e recuperar as rodovias estaduais que são atribuições da autarquia em vez de tentar responsabilizar os parlamentares pela situação em que se encontra o Deracre atualmente.

“Secretário vá trabalhar, vá trabalhar secretário! Vá fazer alguma coisa. O mato está fechando a estrada de Plácido de Castro. É só buraco para tudo que é canto. Faça alguma coisa secretário. Esse secretário é tão desinformado, nunca foi liberado um centavo das nossas emendas. Pelo menos nunca chegou nada ao meu gabinete. Não sei o que aconteceu com o seu projeto, deputado Nelson Sales. Não vamos deixar que engavetem esse projeto”, disse o parlamentar ao lembrar o projeto que torna as emendas parlamentares impositivas no Orçamento Estadual.

Sindicatos ligados à Segurança são contrários a PEC 287/2016

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Acre (Sinpol-AC), juntamente com as associações dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Acre (Adepol), dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen) e os sindicatos dos Policiais Federais do Acre (Sinpofac) e dos Técnicos e Agentes em Ações Socioeducativas do Acre (Sintase), aderiu na manhã desta quarta-feira (8), na Praça Povos da Floresta, no Centro de Rio Branco, a paralisação nacional de 24 horas em protesto ao Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 287/2016.

De acordo com o delegado de Polícia Civil e presidente da Adepol, Cleilton Videira o principal objetivo dessa ação, que é nacional, “é trazer para a nossa sociedade o esclarecimento daquilo que são as propostas feitas nessa PEC 287, uma proposta de mudança constituição elaborada pelo grupo de trabalho do presidente Michel Temer e é uma alteração que traz sérios prejuízos à carreira de atividade policial e também para todos os demais membros da sociedade, servidores públicos. Traz uma equiparação ao regime previdenciário da iniciativa privada, regulamenta uma aposentadoria com idade mínima de 65 anos”.

Videira afirma ainda que “com isso, o governo federal se propõe a ter uma polícia envelhecida para combater um criminoso jovem. E se esse policial quiser se aposentar com 100 por cento do valor do teto do INSS, ele vai ter que trabalhar durante 49 anos”.

A PEC 287 trata das reformas previdenciárias e foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça durante a madrugada do dia 15 de dezembro de 2016, o que gerou uma série de discussões em torno na forma como deputados foram substituídos para que houvesse a aprovação da mesma, além do horário em que a votação aconteceu.

Na última terça-feira (7), deputados da base governista tentaram acelerar a tramitação da reforma previdenciária, o que não aconteceu devido o regimento e pela atuação de parlamentares da oposição. Um nova comissão está prevista para ser instalada hoje.

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