Em crise devido à pandemia, microempresários acreanos estão fechando seus negócios

Além de colocar em risco a vida das pessoas, o novo coronavírus também afetou boa parte dos recursos financeiros de inúmeros brasileiros. E, diante aos 26 Estados, além do Distrito Federal, o Acre está ocupando a 5º colocação decorrente a crise econômica, levantamento feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Por conta disso, muitos microempresários tiveram de fechar seus negócios.

A pesquisa apresenta, entre as 29 mil micro e pequenas empresas estabelecidas no Acre, aproximadamente 25 mil são microempresas com proprietários individuais. E conclui-se que cerca de 68% destes microempresários tiveram que arcar com prejuízos, levando-os a fechar seus estabelecimentos em decorrência da crise ocasionada pela pandemia.

A doença afetou diretamente estes empreendedores, pois a cidade está tendo de cumprir com recomendações de restrição a determinados estabelecimentos, em virtude ao isolamento social, a fim de evitar aglomerações e a proliferação do vírus.

O decreto estabelecido pelo governo do Estado prevê a suspensão de atividades comerciais e de outros estabelecimentos, considerados como atividade não essenciais, por tempo indeterminado até que a situação possa se normalizar.

A direção do Sebrae frisou que está fazendo ações para que na medida do possível, estes empresários não saiam prejudicados, além de terem o direito a crédito para conseguirem manter os negócios durante esta à pandemia.

Ufac e Sebrae selecionam projetos de ideias inovadoras

A Universidade Federal do Acre (Ufac), em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Acre (Sebrae-AC), está com seleção aberta para processo de pré-aceleração de start-ups no projeto Laboratório de Inovação do SebraeLab. Serão selecionadas 16 propostas de inovação.

A seleção é aberta a comunidade interna, estudantes de outras instituições de ensino superior, empreendedores de diversos segmentos e empresas juniores. O prazo final para inscrição é 10 de março.

Os interessados devem realizar as inscrições exclusivamente pela internet, através do Moodle/Ufac, com link disponível no site www.ufac.br/sebraelab. Cada proposta deve ter uma equipe responsável composta por, no mínimo, dois integrantes.

O SebraeLab tem como objetivo a aplicação de metodologias ágeis e de educação empreendedora, incentivando a criação e o desenvolvimento de empreendimentos inovadores no Estado. O projeto ocorre conforme acordo de cooperação técnica e plano de trabalho celebrados entre Ufac e Sebrae-AC em agosto de 2017.

Para mais informações, consulte o edital SebraeLab/Ufac n.º 1/2019.

Prefeitura de Brasileia e SEBRAE capacitam merendeiras

A Prefeitura de Brasileia através da Secretaria de Educação, visando melhorar a qualidade da merenda escolar que será ofertada aos alunos das escolas municipais, realizou na quarta-feira, 30, uma capacitação com o tema Manipulação de Alimentos, ofertada a todas as merendeiras da cidade e da área rural, graças à parceria com o SEBRAE.

A capacitação contou com a presença da Secretária de Educação Luíza Amaral, no ato representando a prefeita, Nutricionista Ildicélia Ferreira, Itamar Costa da Vigilância Sanitária, Hellem Kelma do SEBRAE, que ministrou a palestra sobre manipulação de alimentos e Fernando Carvalho, palestrante sobre Relações Interpessoais.

A palestrante do SEBRAE, Hellem Kelma, destacou a parceria com a prefeitura, e falou que a formação das merendeiras irá proporcionar melhoria na qualidade da merenda nas escolas, “O SEBRAE foi procurado pela prefeitura para realizar a palestra sobre manipulação de alimentos. Considero um tema importante, porque quando se trata de alimentos precisamos ter todo cuidado, estamos dando dicas de como conduzir melhor os alimentos, como separar alimentos de produtos de limpeza, para que gere um bom atendimento às crianças”, disse.

Nutricionista da Prefeitura de Brasileia, Ildicélia Ferreira, afirma que a capacitação proporcionada às merendeiras vem fortalecer o trabalhado realizado nas escoas desde 2013, e agora com a pareceria do SEBRAE. “A capacitação das merendeiras vem sendo realizada no município desde 2013 pela nossa equipe, agora estamos fortalecendo esse trabalho com a parceria do SEBRAE, a formação das merendeiras que atuam direto com a alimentação na escola vai garantir maior qualidade no preparo e cuidado da merenda de cada escola”, afirmou.

A Secretária de Educação Luíza Amaral, falou que a formação contribui para que as merendeiras ampliem o cuidado com a alimentação e desenvolva também uma boa relação com o aluno. “Oferecer uma boa merenda aos alunos é uma orientação da Prefeita Fernanda Hassem. O aluno tem que ser bem tratado na escola, com merenda e atendimento de qualidade”.

Vale ressaltar que a Prefeitura de Brasileia irá fomentar pelo menos 30% dos recursos da alimentação escolar com a aquisição de alimentos diretamente da agricultura familiar, visando maior qualidade dos alimentos e geração de renda ao trabalhador rural do município.

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Moderna: Nova sede do Sebrae no Acre conclui projeto de sinalização tátil

Está concluído o projeto de sinalização visual e tátil na parte interna da sede do Sebrae no Acre. A partir de agora os colaboradores e clientes podem caminhar sobre uma trilha metálica para conduzir deficientes visuais. Os sinais paralelos indicam o rumo e as bolinhas dão o sinal de alerta para cruzamentos ou entradas e saídas de portas e elevadores.

Esta trilha pode ser chamada de piso tátil, superfície tátil, pavimento tátil ou podotáteis e está disciplinada pela norma NBR 9050, publicada em 2004 pela Associação Brasileira de Normas Técnicas. É composta por peças de alto relevo em desenho universal e de fácil reconhecimento pelo tato nas calçadas ou dependências de grandes edificações com grande circulação de pessoas.

A analista Sara Casas, gestora das obras da nova sede, lembra que os deficientes visuais também podem estar entre os clientes, colaboradores, prestadores de serviço e parceiros da casa. Sara informa que o projeto de acessibilidade do Sebrae contempla todas as alternativas. Para os cadeirantes foram construídas duas rampas laterais que conduzem ao elevador no primeiro piso onde estão as salas de treinamento e o auditório.

O projeto inclui sinalização em braile em totens em cada andar e nas portas de gabinetes. Com exceção do piso tátil, todo o projeto de sinalização e identidade visual foi desenvolvido pela Assessoria de Comunicação (Ascom).

A nova sede foi inaugurada em outubro passado como sendo referência em projeto que reúne sustentabilidade e acessibilidade. O Diretor-Superintendente, Mâncio Cordeiro, classifica a sede como um conceito e não um prédio. “Foi projetado para o atendimento ao cliente de forma integrada, com aproveitamento da energia solar e das águas das chuvas”, resume.

A ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Fórum Nacional de Normalização, é quem cria as Normas Brasileiras para aplicação legal através de uma comissão reunindo produtores, consumidores, universidades, centros de pesquisa e laboratórios, entre outros.

“Nosso maior legado é no campo da cultura do Sebrae”, diz Mâncio Cordeiro

Diretor-superintendente do Sebrae no Acre fala sobre o legado de seu quadriênio na organização

O que mudou nos procedimentos desta diretoria?

Até 2015 o Sebrae/AC manteve a prática regular de fóruns anuais de planejamento para alinhar suas ações ao planejamento do Sebrae Nacional. No primeiro semestre de 2015, ao planejar mais uma rodada de revisão estratégica, resolvemos buscar algo mais. Tendo como pano de fundo o planejamento Nacional, concentramos nossa energia em conectá-lo muito profundamente com a realidade local, absolutamente peculiar e única, mas sem perder a essência do sistema Sebrae e manter sua identidade e alinhamento com as propostas do Sebrae Nacional. Paralelamente focamos intensamente nossa criatividade e esforço para resgatar e fortalecer a crença e confiança de nossos colaboradores no potencial de nossa região, de nossa organização e no seu próprio potencial individual para fazer a diferença. Sabíamos que não haveria evolução da organização sem que houvesse a evolução de cada um de seus colaboradores. E precisávamos contemplar muito bem isso em nossos planos.

Quais foram os recursos utilizados para montar este planejamento?

Para desenvolver soluções inovadoras para esse duplo desafio buscamos o apoio da Amana-Key, uma empresa brasileira reconhecida por sua atuação inovadora e participativa na área de estratégia. Por meio de workshops altamente interativos e abertos, construímos em conjunto o novo mapa estratégico do Sebrae/AC, que além dos desafios da realidade local, focou na maior valorização dos colaboradores, acreditando mais no potencial de cada um. Afirmamos uma visão de humanização, sentimento e prosperidade, além do próprio desenvolvimento de negócios.

Como são notados os efeitos destas ações?

A mudança de postura refletiu no Programa Sebrae de Excelência da Gestão – PSEG, por meio do qual metas extremamente ousadas foram atingidas a partir de 2016, o que reforçou a crença dos colaboradores em relação ao seu próprio potencial. Ano após ano, metas mais realistas e desafiadoras foram superadas. Desde então, o planejamento estratégico tornou-se uma atividade central da instituição, construído sempre por múltiplos atores de diferentes instâncias e com a contribuição de parceiros, fornecedores, sociedade, colaboradores entre outros. Em 2018, nossos principais eixos de atuação foram revisitados, vários desafios e propostas de atuação foram avaliadas e redimensionadas. Focamos nossa visão de futuro em 2023 e a partir dela elaboramos nosso mapa estratégico para o período. Os participantes foram estimulados por referenciais desafiadores e convidados a se posicionar em relação aos temas mais relevantes para o futuro do Sebrae no Acre. Suas considerações foram capturadas e compiladas para a criação de um mapa estratégico detalhado.

De que forma a crise econômica influenciou nos resultados?

As projeções macroeconômicas negativas para o país no ano de 2018 e a redução substancial do cenário de receitas do Sistema Sebrae fizeram com que o Sebrae Nacional estabelecesse novas diretrizes para a construção do plano e orçamento de cada Sebrae nas Unidades da Federação. Consequentemente foram necessárias medidas de redução dos recursos em projetos, gerando novas estratégias para a execução das ações. O Sebrae/AC adotou medidas de redução de despesas nas tipologias de suporte e gestão operacional, diminuição das despesas de viagens, entre outras medidas necessárias frente ao novo cenário. Mesmo assim, conseguiu atingir as metas estabelecidas, buscou potencializar as ações em busca de eficácia, eficiência e efetividade, tendo como base o planejamento estratégico, a visão da cadeia de valor e dos processos de trabalho, além das boas práticas da gestão de projetos.

O aperto não atingiu o ânimo dos colaboradores?

Nossa gestão continuou a valorizar os colaboradores, mantendo a progressão de carreiras dentro da instituição, compartilhando responsabilidades, estimulando-os a atingirem as metas estabelecidas e valorizando o seu desempenho e resultados. Por meio desse processo, mais do que criar planos específicos, buscamos estabelecer condições favoráveis para um fluxo contínuo de inovações estratégicas originadas em várias partes de nossa organização e em diferentes momentos. Porém coordenadas e sistemicamente integradas. Os “planos estratégicos” tornaram-se documentos vivos, que direcionaram e integraram sistemicamente iniciativas de nossos colaboradores de modo que o Sebrae/AC pudesse aproveitar ao máximo o potencial criativo de seus colaboradores, tornar-se estrategicamente ágil e fazer o uso mais efetivo e eficaz de seus recursos.

Quais foram os principais resultados deste quadriênio?

Nosso primeiro grande teste veio logo após a posse efetiva em 2015. As enchentes ocorridas entre fevereiro e março de 2015 em todo o Estado foram um dos piores desastres climatológicos das últimas décadas. Empresas atingidas tiveram suas atividades prejudicadas e tiveram que demitir funcionários – o que provocou arrefecimento da economia local. Nesse contexto de crise, o que mais nos norteou e energizou foi o senso de propósito de nossa instituição. Movidos por ele, implantamos o projeto S.O.S Empresas do Acre para contribuir para a recuperação dos negócios atingidos. Em linha com nossa identificação com a causa do empreendedor e da pequena empresa lançamos uma cartilha com linguagem direta e didática, que chegasse a todo nosso público e fizesse a diferença naquele momento tão difícil. Nosso cuidado e preocupação com o propósito da instituição estiveram no centro de tudo que fizemos, sobretudo nos momentos em que revisamos nossa estratégia e nossos planos para a criação das condições ideais para realização de nossa visão de futuro. Manter a chama do propósito sempre acesa e viva em nosso dia a dia é um dos legados importantes que esperamos ter deixado.

Como foi o processo de conscientização sobre as peculiaridades regionais?

Até mesmo naquele primeiro momento de crise, cuidamos de nunca deixar de lado aquilo que torna nosso Estado e nossa região únicos no Brasil e no mundo. Na publicação que fizemos na época das enchentes, abordamos a importância do respeito ao meio ambiente e fizemos recomendações de práticas sustentáveis, que não só ajudam a natureza, como também contribuem para o melhor aproveitamento dos recursos. Nas revisões estratégicas que realizamos em 2015 e 2018, bem como em todas as ações para execução desses planos, nos orientamos pela premissa de que as empresas têm mais chances de sobrevivência quando atuam coletivamente e geram benefícios para a comunidade onde estão inseridas, inclusive o ecossistema do qual fazem parte.

Quais empreendimentos se alinham a este propósito?

Estimulamos a descoberta e o uso de ativos da biodiversidade e da cultura acreanas, unindo ciência e conhecimento tradicional à geração de oportunidades. Perseguimos estratégias na área de ecologia industrial e na formação de arranjos produtivos com mínimo impacto ambiental e máxima inclusão. Buscamos estimular a criação de empreendimentos socialmente justos e ambientalmente responsáveis. Nos esforçamos por estimular e apoiar empreendedores que pensem não apenas na preservação do meio ambiente como também na sua recuperação, com vistas a assegurar o futuro das próximas gerações. Trabalhamos por uma comunidade de pequenos negócios única no país e no mundo, que dissemine tecnologias verdes, de baixo impacto ambiental, uso responsável dos recursos, próxima de todas as comunidades e contributiva para a elevação dos padrões educacionais e da qualidade de vida de todas as pessoas.

De que forma os colaboradores do Sebrae contribuem com a estratégia?

Desde o início enfatizamos, em nossa gestão, a importância do mais amplo e profundo envolvimento e engajamento de todos os colaboradores no desenvolvimento de nossa organização. As revisões estratégicas de 2015 e 2018 foram feitas com participação de todos os colaboradores da organização, conselheiros e outros representantes de públicos interessados, que puderam manifestar livremente seus pontos de vista e compartilhar suas ideias. Um trabalho meticuloso de mediação e conciliação de visões levou a documentos estratégicos robustos, que buscaram espelhar ao máximo as crenças e conhecimentos de todos os colaboradores e parceiros.

O público externo também participa destas ações?

As revisões da estratégia abarcaram a própria cultura da organização, buscando estabelecer valores e princípios organizacionais alinhados com as convicções e inclinações reveladas pelas pessoas que formam a equipe. Dentre esses valores, consta explicitamente a própria integração, expressa como o compromisso de tomar sempre a iniciativa de cooperar, trabalhar em conjunto e criar relacionamentos internos e externos ganha-ganha. Essa postura de alta integração e participação foi além das fronteiras da própria instituição. Durante a gestão nos empenhamos em construir e fortalecer redes com diversos parceiros privados e públicos. Um bom exemplo é o Fórum Permanente de Desenvolvimento do Estado do Acre, que envolve todo setor produtivo, acadêmicos, governo e prefeituras. Nossa atuação pautou-se bastante por estratégias de criação, formação e fortalecimento de redes de relacionamento com base na crença de que parceiros locais é que têm conhecimento mais específico e qualificado sobre as vocações e ativos únicos e distintivos de cada região bem como das necessidades dos empreendedores locais. Por essa estratégia buscamos a capilaridade, a escala e a qualificação necessárias para realizarmos plenamente nosso propósito.

Os colaboradores têm incentivo para a progressão profissional?

Sempre afirmamos que não acreditávamos na evolução da organização sem a evolução das pessoas que a compõem. Estimulamos e apoiamos todos os colaboradores a ingressarem em um processo permanente de autodesenvolvimento de tudo que precisavam para elevar sua contribuição para o Sebrae e sobretudo para nossos clientes. Ao mesmo tempo, buscamos uma melhoria contínua nas práticas ligadas à gestão de carreiras e ao desenvolvimento de competências. Inovamos nas atividades de avaliação, progressão, responsabilização individual e outras, tendo como objetivo elevar continuamente o valor adicionado por cada colaborador à organização e, ao mesmo tempo, o senso individual de crescimento profissional de cada um. Ao apresentarmos a todos os colaboradores nossa nova equipe gerencial no início de 2015 fizemos questão de afirmar que todos que estavam naquele auditório poderiam e teriam a capacidade de gerirem uma Unidade da instituição. Essa crença no potencial das pessoas foi reafirmada diversas vezes durante nossa gestão. Sempre acompanhada do incentivo e do estímulo para que as pessoas assumissem a dianteira por seu autodesenvolvimento para realizarem plenamente todo o seu potencial. Nada detém uma equipe em que todos buscam natural e autonomamente aprender e evoluir a cada dia. Esse é um legado fundamental.

De que forma o Sebrae se alinha às inovações do Século XXI?

Ao preparamos nossa primeira revisão estratégica, em 2015, orientamos nossa criatividade por uma questão desafiadora: “como seria o Sebrae no Acre se pudéssemos desenhá-lo a partir de uma folha em branco, considerando toda a experiência do grupo que o constitui e conhecimentos disponíveis hoje em pleno século XXI?”. Essa disposição para pensar o futuro sem amarras, reinventar o que fosse necessário, ousar e inovar foi permanente. Estimulamos todos a dialogar e se posicionar quanto aos principais desafios externos que percebiam para a organização a curto, médio e longo prazos (2 anos, 4 anos, 10 anos e até 35 anos!). E a aplicar os mesmos horizontes de tempo para o próprio legado da instituição para os pequenos empreendimentos e o próprio Estado. Essa disposição a enxergar o futuro e preparar-se para chegar a ele sempre a tempo, da melhor maneira possível, foi uma tônica em nossa gestão. Como um exemplo dentre vários destacamos a criação do SebraeLab na Universidade Federal do Acre, o primeiro laboratório de inovação dentro de uma universidade pública federal.

Como foi a receptividade às novas tecnologias?

Em nossa relação com a tecnologia sempre cuidamos de honrar a intenção muitas vezes expressa por nossos colaboradores de preservar relações humanizadas e respeitosas, interna e externamente. Mas ao mesmo tempo sempre desafiamos todos a conhecerem e abraçarem novas tecnologias, inclusive para viabilizar essa intenção.Em nossa revisão estratégica de 2018 demos um passo além, acolhendo as visões oriundas de nossos próprios colaboradores em relação às possibilidades de plataformas e recursos digitais para orientação, networking, facilitação e automação de transações. E, ao mesmo tempo, em relação à nossa responsabilidade por ações para ampla difusão das soluções tecnológicas oferecidas pelo Sebrae e sua disponibilização à sociedade e ao mercado. Buscamos plantar as sementes para a evolução natural e eficaz do Sebrae rumo a novas tecnologias digitais e outras tantas que venham a surgir, trazidas por avanços científicos e comportamentais, locais e globais.

Qual foi o processo que levou o Sebrae do Acre ao grupo dos cinco melhores do Brasil?

Desde o primeiro momento, nossa gestão procurou se manter muito consciente dos desafios e adversidades típicos de um Estado e uma região ainda distantes do ideal em diversas dimensões básicas. Mas esse realismo nunca nos afastou de uma visão muito elevada de ideal, de sonhos ousados, mas que jamais consideramos impossíveis. Muitas vezes tivemos que lutar contra o ceticismo e a descrença, compreensíveis. Mas, em nossa visão, inadmissíveis frente à nossa responsabilidade e ao nosso poder de contribuição. Nossa primeira fonte de mobilização contra essas barreiras mais sutis foi a plena conscientização de todos quanto ao propósito maior da organização e o significado de seu trabalho. Trabalhamos para avançar em todos a compreensão e a internalização de princípios para a adoção de novos comportamentos e hábitos que ajudassem o Sebrae no Acre a avançar na realização de seu propósito.

Na prática, como foram distribuídas as missões?

Envolvemos ao máximo nossos colaboradores e parceiros na concepção e desenvolvimento de estratégias que acelerassem a realização desse propósito organizacional. Orientamos revisões do desenho organizacional para reinvenções ou ajustes que criassem as melhores condições organizacionais para a execução das estratégias concebidas. Buscamos e aportamos novos conhecimentos e competências relevantes, visando equipar a estrutura com a expertise ideal para a realização efetiva das estratégias. E por fim nos debruçamos sobre a revisão de processos de fazer acontecer visando o desenho e implantação de jeitos de trabalhar que otimizassem o uso dos recursos e permitissem à organização realizar seu propósito de forma cada vez mais eficiente, fazendo o melhor uso possível dos recursos.

Quais foram os resultados deste esforço?

Nossa fé inabalável nessas possibilidades nos ajudou a colher reconhecimentos. O Sebrae no Acre tornou-se referência no Sistema Sebrae pelo avanço no modelo de gestão da Fundação Nacional da Qualidade – FNQ, mudando de faixa dois ciclos seguidos, alcançando a faixa 5 no ciclo 2015-2016 e faixa 6 no ciclo 2016-2017. Por conta de uma mudança na metodologia de apuração do programa nos afastamos da faixa 7 no ciclo de 2018 – mas ainda assim a faixa foi mantida e o Sebrae no Acre foi uma das poucas unidades do Sistema a aumentar a pontuação.

De todas as realizações, qual é a mais importante?

Independentemente de todas evidências e reconhecimentos exteriores, estamos convictos que nosso maior legado está efetivamente nos pontos mais sutis que destacamos aqui. Senso de propósito, valorização da sustentabilidade em sua acepção mais ampla, alta integração e participação de todos, postura inovadora, crença na evolução contínua e empenho inquebrantável na realização da utopia, em sua acepção mais positiva. Esperamos que tenham sido estas as nossas principais contribuições: valores e posturas que sejam transmitidos às próximas gerações como o fundamento para realizações cada vez mais elevadas e benéficas do Sebrae para nosso Estado, nossa região e nosso país. Agradecemos com emoção a todos colaboradores e parceiros dessa incrível jornada.

Sebrae no Acre está entre os cinco melhores do Brasil segundo a FNQ

A estudante Nilcéia Siqueira da Rocha, integrante do programa Menor Aprendiz, está debruçada sobre um calhamaço de fichas de inscrições para uma palestra. À sua frente, o estagiário Tiago Araújo usa o SGC (Sistema de Gestão de Credenciados) para conferir a avaliação dos clientes sobre outra palestra, um trabalho que tem como finalidade prestar contas do evento para o setor Financeiro.

Tiago e Nilcéia são dois pequenos exemplos da complexa engrenagem que fez o modelo de gestão do Sebrae no Acre ser posicionado em alto grau de maturidade segundo avaliação da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ) em 2017 e em 2018, onde permanece elevado à faixa número 6, de uma escala até 7, do Programa Nacional de Qualidade, principal referência em sistemas de gestão eficiente no Brasil e que serve de guia para grandes empresas brasileiras e transnacionais.

O Modelo de Excelência em Gestão (MEG), em 2017, observa oito critérios: Liderança; Estratégias e Planos; Cliente; Sociedade; Informações e Conhecimentos; Pessoas, Processos e Resultados. Neste 5º ciclo do Programa Sebrae de Excelência de Gestão (PSEG), o Sebrae no Acre avançou 20,7% e obteve uma pontuação de 562,25 garantindo uma colocação entre os melhores do Brasil e como o melhor da Região Norte.

“Se a avaliação de 2018 tivesse os mesmos parâmetros de 2017 o Sebrae no Acre poderia ter saltado para a faixa 7”, avalia o diretor-superintendente, Mâncio Cordeiro. “Os eixos potencializadores que fizeram a diferença neste ciclo foram a estrutura organizacional ágil e flexível, a governança, a transparência, a atuação estratégica nas redes, a interação da Direção com as partes interessadas, a construção participativa do Direcionamento Estratégico, a forte atuação na construção do ambiente de negócios, a avaliação de desempenho de pessoas e equipes, o ambiente para inovação e experimentação, os kits de processos e o comprometimento de força de trabalho”, enumera Mâncio.

Neste ciclo, o Sebrae no Acre alcançou cinco exemplos de Boas Práticas – o kit de processos, o café com a diretoria executiva, o direcionamento estratégico, a Startup Sebrae e o Sebraelab Ufac – elevando para sete o número de boas práticas indicadas pela FNQ.

Os resultados mereceram comemoração por parte da diretoria e de colaboradores. A economista Soraya Neves de Menezes, analista do Sebrae no Acre há 27 anos, diz que o novo direcionamento estratégico foi o ponto preponderante para posicionar a organização no patamar atual. “Foram quatro anos de construção, mapeando os processos para identificar os gargalos e fazer os ajustes necessários. Antes, não tínhamos este mapeamento, o processo emperrava na relação entre o setor técnico e o administrativo”, explica Soraya.

A também economista Ruama Araújo atribuiu o sucesso dos resultados à liderança do diretor-superintendente Mâncio Cordeiro. Gestora de Atendimento da região do Baixo Acre e Purus, que inclui o posto da OCA, o Sebrae Lab e o Sebraelab Ufac, Ruama lidera 34 colaboradores e estagiários e atende a uma clientela de 10 municípios.

Ruama considera o diretor-superintendente Mâncio Cordeiro como o condutor do processo rumo ao topo do ranking da FNQ. “Ele pegou o cajado e disse: vamos nesta direção. Fomos todos participar do planejamento estratégico. Sem isso a gente não ia parar para pensar nisso. Nós precisávamos de fluxos para ter dias mais leves, para fazer um serviço mais profissional. Acima de tudo, fomos puxados pela liderança”, disse Ruama.

A gestora fala tendo como parâmetro sua experiência durante a gestão anterior quando iniciou suas atividades no Sebrae no Acre. “Antes existia uma divisão entre as áreas técnica e administrativa. Houve uma mudança muito grande nesta cultura através da pessoa do Mâncio”, diz.

A classificação do Sebrae no Acre no grupo das melhores unidades da Federação, diz Ruama, eleva a autoestima de todos os envolvidos na engrenagem e só tende a otimizar a produtividade e o relacionamento entre si e com a clientela. “É um desempenho reconhecido pela FNQ, uma entidade altamente reconhecida e respeitada”, observa.

Este reconhecimento, de acordo com ela, vem num momento muito importante, em que o Sebrae sofre ameaças externas bastante graves, de perda de recursos. Em 2015, na primeira reunião de planejamento estratégico, Ruama lembra que Mâncio norteou os debates a partir da pergunta: “quem vai se lamentar se o Sebrae deixar de existir?”. Neste momento, diz ela, toda a engrenagem deve estar mobilizada para conter as ameaças. “Mas, lamentavelmente, nem todos estão conscientes disso, permanecendo em suas zonas de conforto”, diz.

Murielly Nóbrega, gestora Cadeia de Valor da Mandioca, um dos programas mais notáveis do Sebrae no Acre, começou suas atividades como colaboradora no fim da gestão anterior, de modo que não tem parâmetros para comparar.

Mas, segundo ela, participar de um processo avaliado e aprovado pela FNQ deixa qualquer pessoa orgulhosa. “Caberá a nós, a partir de agora, levar este progresso adiante, não deixar que haja recuos”, comentou ela.

Autoestima

O resultado da última avaliação do Sebrae foi divulgado no dia 6 de dezembro, em reunião da Abase (Associação Brasileira dos Sebrae/Estaduais), em Brasília, com a participação das diretoras Sídia Gomes e Rosa Nakamura. A permanência na faixa 6 por dois anos seguidos é motivo de muita comemoração pela Diretoria Executiva.

O diretor-superintendente Mâncio Cordeiro, lembra que esta é uma meta que vem sendo almejada desde sua posse, em 2015, quando realizou o Planejamento Estratégico que foi revisado em abril deste ano.

“É uma vitória espetacular, que envolve todo o pessoal do Sebrae, da sua capacitação profissional e do esforço de cada um que começou a acreditar no seu potencial”, comentou o diretor.

O diretor atribui o resultado à autoestima da equipe de profissionais que lidera os processos e que participam com muita determinação de todas as metas do Planejamento Estratégico de 2015.

A reunião do Planejamento Estratégico de 2015 teve participação de todos os colaboradores, estagiários, prestadores de serviço e até de fornecedores, com a consultoria da empresa paulista Amana-Key.

Enquanto faziam a reunião e planejamento notou-se que a gestão do Sebrae no Acre seguia o modelo do Sebrae Nacional, sem uma identidade regional. Com o objetivo de romper com essa dependência em relação aos programas e recursos do Sebrae Nacional, Mâncio adequou o planejamento da instituição com a realidade do Estado, mas sem perder a essência do sistema Sebrae, mantendo sua identidade e alinhado com as propostas do Nacional.

A estratégia deu certo resultando numa escalada, entre 2016 e 2018, da 9ª para a 5ª posição entre os 22 Estados, excluindo o Sebrae Nacional no topo, em primeiro lugar. Desta forma o Acre está posicionado entre os cinco melhores Estados.

Em abril de 2018, o Sebrae realizou nova reunião do Planejamento Estratégico e fez uma reformulação em busca da excelência para elevar sua pontuação e garantir a presença do Acre entre os melhores e, se possível, subir de faixa.

A meta foi alcançada, mas por conta de uma alteração nos parâmetros de avaliação da FNQ para o MEG 21 o Sebrae do Acre não progrediu para a faixa 7. “As alterações realizadas no MEG 21, em relação ao anterior, podem ser facilitadoras para o futuro, mas complicadoras no presente, pois saímos de um modelo para outro”, comentou Mâncio.

Mas, mesmo assim, o diretor considera uma vitória espetacular, pois vários Estados perderam pontos e foram rebaixados. O Sebrae do Acre, entretanto, não só manteve sua posição entre os cinco melhores como ampliou sua pontuação.

“É importante registrar que o Sebrae no Acre está ficando tão sólido que, mesmo com a mudança continuamos crescendo enquanto vários estados caíram de faixa. Esta é uma vitória sensacional, pois em oito meses nós fizemos o que os outros ciclos pediam que a gente fizesse em um ano e meio. Se a gente tivesse sido avaliado com a mesma régua do ano passado possivelmente iríamos para o topo com o Sebrae Nacional”, disse Mâncio.

O superintendente afirma não ter dúvidas de que o Sebrae no Acre ainda tem muito caminho a percorrer, mas agora no rumo de ser o melhor Sebrae do Brasil. “Acho que este é o legado mais importante que deixamos. O legado é cultura, mudança de postura. A pessoas aprenderam a ousar e agora acreditam que podemos ser os melhores. Somos respeitados pelos Sebrae de todo o Brasil. O melhor legado que fica não é o prédio, é o que está dentro dele”, afirma Mâncio.

Ranking do Sebrae mostra Acre em 24º em desenvolvimento econômico local

O Acre é apenas o 24º no Índice Sebrae de Desenvolvimento Econômico Local (ISDEL), indicador de desenvolvimento econômico local aderente à abordagem de desenvolvimento econômico concebida e adotada pelo Sebrae de Minas Gerais desde 2014, denominada Desenvolvimento Econômico Local. O Acre ganhou nota 0,3308 no rankeamento liderado por São Paulo e onde Maranhão é o último.

Este é um contexto em que Rio Branco figura com o melhor desempenho entre os municípios do Acre mas é somente o número 479 no ranking das cidades brasileiras: ocupa a 1ª posição no Ranking do Acre e a 479ª posição no Ranking Brasil

Nessa abordagem, o Sebrae Minas entende que as seguintes dimensões são responsáveis em promover o desenvolvimento econômico local: Capital Empreendedor, Tecido Empresarial, Governança para o Desenvolvimento, Organização do Sistema Produtivo Local e Inserção Competitiva.

Capital Empreendedor é o estoque de capacidades empreendedoras do território manifestado pela quantidade e qualidade de empreendedores, empresas e lideranças.

Tecido Empresarial se refere à intensidade e à qualidade das relações empreendedores e seus negócios. Portanto, a capacidade do Tecido Empresarial está relacionada à oferta de Capital Empreendedor. O Tecido Empresarial é representado no local pelas redes formais e informais de empreendedores e empresas, que se unem para atuar coletivamente em prol dos seus interesses. Um bom tecido empresarial contribui para a proteção e promoção dos empreendedores e seus negócios e facilita a interlocução com os demais atores do território.

Na Governança para o Desenvolvimento lideranças do poder público, do mercado e da sociedade cooperam para a construção de um projeto consensual de desenvolvimento econômico baseado em uma visão comum de futuro construída de maneira compartilhada, participativa e democrática com toda a comunidade.

A governança para o desenvolvimento refere-se a atividades que podem ou não derivar de responsabilidades legais e formalmente prescritas e não dependem, necessariamente, do governo para que sejam aceitas e assumidas pelos atores de uma localidade.

Por fim, a Governança para o Desenvolvimento se materializará em um grupo de lideranças, constituído de forma paritária e trisetorial, que tem por finalidade: diagnosticar a realidade, definir prioridades, planejar, implementar ações e estabelecer uma instância de decisão e monitoramento para a dinamização das potencialidades e superação dos desafios do desenvolvimento econômico local.

Organização Produtiva é a maneira como cada território organiza suas atividades econômicas para gerarem renda e riqueza. É o modelo onde as empresas e empreendedores dos diversos setores e segmentos econômicos interagem com as condições do ambiente de negócios (ambiente geral e ambiente tarefa) para alavancar, fomentar e dinamizar a economia local.

A Inserção Competitiva entende-se como sendo o conjunto de ações necessárias para que o território se posicione externamente de maneira competitiva, contribuindo para a dinamização de sua economia. Dentre as ações possíveis estão aquelas que estimulam a cooperação técnico-científica, o aumento das relações de comércio exterior, o intercâmbio cultural e social dentre outras.

Sebrae Acre cede 35 computadores em comodato para Junta Comercial do Acre

O presidente da Junta Comercial do Estado do Acre (Juceac), Carlos Afonso Cipriano, e o diretor-superintendente do Sebrae no Acre, Mâncio Cordeiro, assinaram termo de cessão em comodato de 35 computadores, seis monitores e duas licenças do banco de dados Oracle para a modernização do Parque Tecnológico Rede Simples.

Os computadores foram entregues à Juceac nesta segunda-feira, 5, para serem redistribuídos ao Corpo de Bombeiros e às 22 Prefeituras do Estado com a finalidade de equipar as Salas do Empreendedor implantadas pelos prefeitos. A Junta, as Prefeituras e os Bombeiros, entre outros, são parceiros do Sebrae na implantação da Rede Simples em todo o Estado do Acre.

O diretor Mâncio Cordeiro lembrou que a implantação da Rede Simples no Acre é um dos projetos mais valiosos de seu mandato à frente da Diretoria Executiva do Sebrae no Acre, que termina no final deste ano. “Quis o destino que a gente participasse ativamente deste projeto e que as principais ações desta instituição acontecessem durante a nossa gestão. Então a gente fica contente, pois este compromisso resulta em uma garantia de que o processo anda”, declarou Mâncio, lembrando que a parceria do Sebrae com as Juntas Comerciais e Prefeituras estão sendo feitas em todo o Brasil para consolidar a Rede Simples, graças ao entusiasmo do presidente nacional do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

Mâncio destacou que todas as ações executadas durante o seu quadriênio foram pensadas para colher resultados apenas nas gestões futuras. “Espero que essa luta tenha continuidade nos próximos anos, porque a Diretoria Executiva não fez nada sozinha, desde o planejamento estratégico em 2015 até a revisão dele em 2018. Então vocês têm um papel importante que é cobrar do Sebrae para que estes programas continuem acontecendo”, concluiu.

O gerente da Unidade de Desenvolvimento de Ambiente de Negócios do Sebrae no Acre, Nilton Cosson, explicou que a cessão em comodato do equipamento de informática foi um excelente negócio para todos os parceiros. “Iríamos alugar o equipamento a um custo de R$ 70 mil, que acabamos destinando em cursos de capacitação nos municípios”, argumentou.

O presidente da Junta Comercial, Carlos Afonso, disse que só pode agradecer. “Sem este apoio do Sebrae seria muito difícil. Agora avançamos consideravelmente. Quando a gente caminha junto dialogando a gente sempre alcança nossos objetivos. Agora vamos torcer para que os novos gestores tratem disso como política de Estado e não como um projeto isolado de política partidária”, comentou Carlos Afonso.

Também participaram do evento pela Junta Comercial do Acre, a gestora da Rede Simples naquela instituição, Marilene da Silva Lima; a analista de Sistemas, Érika Henrique Medina e a analista de Registro Empresarial, Caroline Simão. Pelo Sebrae, além do diretor-superintendente, participaram as diretoras Técnica, Sídia Gomes e de Administração e Finanças, Rosa Nakamura e a gestora do Projeto de Apoio à Implantação da Rede Simples do Sebrae no Acre, Miriam Paiva.

Embrapa e Sebrae lançam livro sobre Indicação Geográfica

Como os agricultores do Juruá se organizaram para comprovar a qualidade diferenciada da farinha de mandioca produzia na região? De que forma a história e a cultura regional participam do processo de constituição de características particulares desse produto? Como essa certificação pode contribuir para valorizar o produto no mercado? Estas e outras questões estão presentes no livro “Indicação Geográfica da Farinha de Mandioca de Cruzeiro do Sul, Acre”, lançado pela Embrapa Acre e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), no dia 27 de setembro, durante a terceira edição do Festival da Farinha, em Cruzeiro do Sul.

A publicação reúne resultados de pesquisas desenvolvidas para apoiar agricultores familiares do Juruá na obtenção do selo de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência, conquistado pelo produto em 2017. Composta por oito capítulos produzidos por profissionais da Embrapa e instituições parceiras, a obra tem o objetivo de compartilhar informações sobre a produção de farinha de mandioca no Juruá e dar visibilidade à Indicação Geográfica como ferramenta de fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca no Acre e como estratégia de desenvolvimento local. Além de contextos históricos e atuais do processo produtivo, os conteúdos destacam aspectos simbólicos da diferenciação desse produto e permitem vislumbrar o caráter intrínseco da Indicação Geográfica

“Por meio de estudos técnicos buscamos evidenciar desde a caracterização da cadeia da mandioca, melhorias no processo de produção, definição de padrões de identidade e características físicas e químicas que enfatizam a qualidade da farinha de Cruzeiro do Sul e sua vinculação com um “saber fazer” particular dos agricultores do Vale do Juruá, até a identificação do potencial da região produtora para a Indicação Geográfica. De modo complementar, a partir de abordagens midiáticas, agregamos informações sobre a percepção de produtores e gestores públicos do Juruá e consumidores de diferentes localidades, que confirmam a notoriedade e qualidade do produto, considerado por muitos como a “melhor farinha” do Brasil”, explica a pesquisadora da Embrapa Acre, Joana Souza, uma das editoras técnicas do livro.

A versão impressa do livro será distribuída gratuitamente a produtores rurais, gestores públicos e representantes de instituições parceiras em projetos envolvendo a cadeia produtiva da mandioca. O formato digital está disponível no site www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1086100/indicacao-geografica-da-farinha-de-mandioca-de-cruzeiro-do-sul-acre

Componente humano

Segundo a pesquisadora da Embrapa Acre, Virgínia Álvares, que coordenou parte dos estudos desenvolvidos e também participa da editoria da publicação, por contemplar tanto questões agronômicas da produção de mandioca como relacionadas à tecnologia de alimentos, vinculados a um viés histórico-cultural, o conhecimento disponibilizado ajuda a compreender a própria região do Juruá e a essência do processo de IG. Entre os aspectos mais relevantes da obra está o componente humano como principal elemento impulsionador da Indicação Geográfica. “Embora outros fatores sejam considerados, é o conhecimento tradicional dos agricultores, adquirido ao longo de mais de cem anos de tradição e traduzido no modo peculiar de fazer, que determina efetivamente a qualidade da farinha de Cruzeiro do Sul”, diz.

Para a analista do Sebrae, Murielly Nóbrega, editora da publicação e responsável pelas ações de apoio e manutenção da IG da farinha de Cruzeiro do Sul, o livro traduz esforços conjuntos de instituições e pessoas na execução de diferentes projetos e chega como um presente para produtores rurais, estudantes e profissionais da pesquisa e fomento à produção. “Além de uma gama de informações técnicas sobre a cadeia produtiva da mandioca, diferentes públicos poderão conhecer, com detalhe, o processo de obtenção e implementação da Indicação Geográfica do primeiro produto acreano a conquistar esse selo diferencial”.

Fonte de emprego e renda para mais de duas mil famílias rurais dos municípios de Mâncio Lima, Marechal Thaumaturgo, Porto Valter, Rodrigues Alves e Cruzeiro do Sul, a produção de farinha é a principal atividade econômica do Juruá. Em agosto de 2017, após mais de uma década do início do processo, a farinha de Cruzeiro do Sul (como o produto é conhecido), recebeu o selo de Indicação Geográfica, concedido pelo junto ao Instituto Nacional Propriedade Industrial (INPI, espécie de atestado oficial da sua qualidade diferenciada que funciona como estratégia de valorização do produto no mercado.

Sebrae no Acre participa de debate em São Paulo sobre a cadeia do bambu

O diretor-superintendente do Sebrae no Acre, Mâncio Cordeiro, fez palestra na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) sobre oportunidade de negócios na cadeia produtiva do bambu. Mâncio representava o Sebrae Nacional no seminário “Economia do Bambu no Brasil: Tecnologia e Inovação na Cadeia Produtiva”, realizado dia 28 de agosto passado por iniciativa da Fiesp em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Bambu (Aprobambu), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Ministério de Ciência. Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC).

O evento teve participação de empresários, pesquisadores, profissionais liberais, agentes públicos da União e Estados, além de produtores rurais. A Embrapa participou do seminário, representada pelo seu escritório regional no Acre, sob a chefia do pesquisador Eufran Amaral, parceiro do Sebrae.

“Nós fomos escolhidos pelo reconhecimento do Sebrae Nacional de que fazemos um bom trabalho na área, pois temos a maior floresta de bambu nativo do mundo, estimada em 4,5 milhões de hectares. Este foi um evento de extrema importância porque a indústria estava presente. Ali estavam representantes a maior fatia do PIB brasileiro e que vai ser um dos maiores consumidores dos produtos do bambu, seja para a construção civil, alimentos, cosméticos, enfim, a Fiesp reúne o maior mercado nacional para este produto”, avaliou Mâncio.

Redenção econômica

Participaram do seminário os ministros Blairo Maggi (MAPA) e Gilberto Kassab (MCT) além do presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho. A palestra de Mâncio foi realizada dentro do painel “Perspectivas e Desafios da Cadeia Produtiva do Bambu”, falando sobre as oportunidades de negócios no cenário atual.

“Todo dia digo que o bambu pode ser nossa redenção econômica, mas não temos negócios gerados, embora o Acre possua a maior floresta nativa. Então precisamos estabelecer se pode ou não gerar recursos e, se pode, como vamos viabilizar esta cadeia produtiva da floresta para o mercado ou do plantio para o mercado”, explicou.

No mesmo evento ficou definido o dia 19 de setembro para a realização de uma reunião entre o Sebrae Nacional, Sebrae Acre, a Embrapa Nacional, Embrapa do Acre, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC) para viabilizar recursos visando iniciar ações que possam consolidar a cadeia produtiva do bambu no Brasil.

Pró-bambu e observatório

O chefe-geral da Embrapa no Acre, Eufran Amaral, voltou empolgado do evento. De acordo com ele, o seminário foi um momento histórico. “Nós discutimos desde a questão do potencial até os gargalos para geração de negócios com a presença de pesquisadores, produtores, ministros, secretários e diretores, todos em prol da cadeia produtiva do bambu e dentro do principal centro econômico do país”, analisou Eufran.

O pesquisador informou que a partir da experiência da parceria do Sebrae com a Embrapa foi possível contribuir com alguns encaminhamentos no Seminário, dentre eles a possibilidade da criação de um laboratório nacional para a observação do bambu sob gerência da Fiesp e a criação de um programa de incentivo à semelhança do Proalcooll, que incentiva a fabricação de álcool combustível na cadeia produtiva da cana-de-açúcar.

“Foram nossas contribuições para avançar nesta cadeia, trabalhando desde ações de bioeconomia até no fortalecimento de manejo de florestas nativas no Acre. O Sebrae contribuiu muito com isso e a Embrapa contribuiu com o conhecimento que tem sobre a cadeia”, finalizou Eufran.

Projeto Taboca

A escolha do diretor-superintende do Sebrae no Acre, Mâncio Cordeiro, para representar o Sebrae Nacional na Fiesp deve-se à importância estratégica do Estado na cadeia produtiva, pela presença da maior floresta de bambu do mundo em seu território e pelos estudos já desenvolvidos pela instituição e suas parcerias.

“Nós estamos estudando, realizando oficinas e estimulando o aproveitamento do bambu de forma sustentável. Trata-se de um negócio já consolidado. Na China, a cadeia produtiva do bambu movimenta cerca de 17 bilhões de dólares. Mesmo o Acre possuindo a maior floresta nativa, praticamente ainda engatinha neste processo”, informa o analista Nilton Cosson, gerente de Desenvolvimento de Ambiente de Negócios do Sebrae.

Uma das mais importantes iniciativas nesta área, realizada pelo Sebrae no Acre, é o projeto “Taboca – O Bambu do Acre”, em parceria com o Governo do Estado e Embrapa, para aproveitamento desta gramínea gigante, o que coloca o Estado em posição de vantagem no eventual programa nacional em andamento a partir do seminário na Fiesp. “O ativo que possuímos nos permite um patamar bem mais avançado, basta saber como usar com sabedoria. O Acre pode ser a ponta de lança deste processo”, afirma.

Sebrae e BNDES promovem seminário sobre empréstimos

No próximo dia 15, em Brasília, e dia 16 em Rio Branco, o Sebrae e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) estarão realizando o seminário “Oportunidades de Crédito”. O evento é destinado para Microempreendedor Individual (MEI), Microempresa (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) e conta com a parceria do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e Sicredi.

O analista do Sebrae, Jailson Barbosa de Araújo fará a palestra de abertura do evento orientando os empreendedores sobre a documentação necessária para a aprovação do cadastro junto às instituições. “O pré-requisito básico é estar fora do cadastro de inadimplentes de outros bancos e de órgãos federais como a Receita, FGTS e a Previdência”, adianta Jailson.

Estando com a documentação em ordem, os empresários ouvirão as propostas de cada um dos quatro bancos parceiros para seus principais produtos financeiros visando a expansão ou a implementação de negócios.

“O grande problema do empreendedor é o acúmulo de pendências que acabam por deixá-lo no vermelho. Daí quando surge uma oportunidade de crédito atraente por facilidades e juros baixos, lá na frente ele descobre que está negativado”, observa Jailson.

Por esta razão, o analista orienta os empresários para que busquem orientação do Sebrae e dos bancos para que possam, juntos, estabelecer um plano de ação visando a recuperação do crédito. Interessados em participar do seminário “Oportunidades de Crédito” podem fazer inscrições pelo telefone 0800 570 0800.

Seminário “Oportunidades de Crédito”

Dia 15/08 – Auditório em Brasileia – 19h às 22h
Dia 16/08 – Auditório Sebrae – Rio Branco – 19h às 22h
GRATUITO

“Alcançamos nossos objetivos”, avalia diretora do Sebrae-Acre

Com foco nos conceitos de sustentabilidade e inovação, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Acre (Sebrae no Acre) foi destaque durante as cinco noites da Expoacre 2018. Mas as ações da instituição foram realizadas durante os três turnos, com a programação começando a partir das 8 horas no Campus do Agronegócio e até o fim da noite no espaço Sebrae onde ocorreram bate-papos entre empresários experientes e jovens empreendedores, desenvolvimento de atividades com quem está iniciando a carreira empresarial, tecnologia e muitas alternativas de inovação.

Sídia Gomes, diretora técnica do Sebrae no Acre, lembra que a instituição é uma das realizadoras da feira agropecuária e esteve presente no evento desde o planejamento. Ela destaca que o órgão realizou diversas atividades nos três turnos dos cinco dias de evento. As ações alcançaram alunos do ensino fundamental e médio de Rio Branco, além dos estudantes universitários e o grande público que passou pela exposição.

“Esta feira foi positiva. Alcançamos nossos objetivos. Buscamos o conceito inovador para os negócios do futuro e estamos certos de que o evento foi um sucesso. Com olhar para o futuro, nosso diferencial foi a sustentabilidade e as diversas alternativas de inovação para os negócios. Nossas ações alcançaram crianças, com oficinas de games e robótica, jovens, ensinando a desenvolver negócios inovadores, e empresários, levando as novidades”, declarou Sídia.

Diretora administrativa e financeira do Sebrae no Acre, Rosa Nakamura lembra que a entidade inovou e adotou a concepção de compartilhamento de espaço, formando uma loja âncora que abrigou os empreendimentos que são ou já foram apoiados pelo órgão, todos modelos e destaques de sucesso. Ela acrescenta que todos os estandes do Espaço Sebrae, assim como alguns produtos expostos, foram feitos com material reciclável.

“Em todos os setores, buscamos trabalhar e demonstrar ao empresariado local que é possível trabalhar dentro da sustentabilidade, tecnologia e inovação. Também mostramos que o empresário precisa buscar esses fatores para manter seus negócios e expandi-los, é necessário mudar e se adequar à nova realidade do mundo. As empresas não têm sucesso se não focam na sustentabilidade. Tivemos uma boa recepção do público e isso foi bom”, comemorou Rosa.

Proprietário da Club Import, loja virtual de eletro-eletrônicos importados, o empresário Felipe Barroso esteve durante os cinco dias de Expoacre com um estande no Espaço Sebrae. Ele afirma que o público esteve muito presente no local e elogiou a iniciativa do Sebrae no Acre. “Ficar no Espaço Sebrae foi muito positivo, é uma bela vitrine. Estamos muito alegres de participar da feira estando em parceria com o Sebrae”, encerra Barroso.

As noites da Expoacre deste ano encerraram, mas o Sebrae no Acre continua desenvolvendo seu trabalho de apoio e fomento às micro e pequenas empresas na sua sede, localizada na Rua Rio Grande do Sul, 109, Bairro Centro.

Fecomércio/AC apresenta ComércioMais no Sebrae/AC

Representantes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC) apresentaram as propostas da rede ComércioMais de convênios aos dirigentes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Acre (Sebrae/AC). A reunião, ocorrida na manhã desta quinta-feira, 12, na sede do Sebrae/AC, contou com a participação dos superintendentes das duas instituições.

A rede ComércioMais de convênios é destinada ao empresariado acreano para garantir ainda mais benefícios no comércio de bens, serviços e turismo, e também aos seus colaboradores e dependentes legais. O projeto possui parcerias com empresas de vários segmentos, e a intenção principal é levar benefícios aos usuários, sejam eles o empresário, comerciário e dependentes legais de ambos, tudo isso com condições e preços mais competitivos e favoráveis aos beneficiários.

Ao longo da reunião, o superintendente da Fecomércio/AC, Deywerson Galvão, apontou os benefícios para aqueles que desejem aderir ao programa. “São descontos variados em muitos setores de serviços. Vai desde a alimentação à estética. Então, com essa adesão, todos saem ganhando: de empresário e seus dependentes aos colaboradores e seus dependentes”, disse.

O superintendente do Sebrae/AC, Mâncio Cordeiro, afirma que este é mais um benefício trazido pela Federação do Comércio. “Tanto para as empresas quanto para os colaboradores. Deveremos apresentar este convênio aos nossos colaboradores e acreditamos que eles devem usufruir de tudo que nos foi mostrado”, enfatizou.

O empresário que desejar fazer parte da Rede ComércioMais de Convênios deve procurar a sede da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre, situada na Avenida Getúlio Vargas, 2.473, 4º andar, Bosque. A adesão é simples e garante mais benefícios ao empresário acreano. A Central de Atendimento do SESC no bairro Bosque e no Centro também prestará orientações sobre a Rede Fecomércio de Convênios.

No Acre, Educação Empreendedora do Sebrae é inserida nas escolas

O Programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos – JEPP existe há cinco em Rio Branco, e tem como objetivo desenvolver o protagonismo infanto-juvenil e trabalhar com eixos temáticos do empreendedorismo de forma lúdica, como sustentabilidade, organização financeira e economia.

Logo envolveu os municípios de Jordão, Capixaba e Vila Campina/Plácido de Castro. No começo deste ano foi somada a cidade de Epitaciolândia. Na última quinta-feira, 05, foi assinado o Termo de Adesão para a inserção do projeto nas escolas municipais de Brasiléia.

O evento ocorreu no Escritório Regional do Alto Acre, com a presença da diretoria executiva do Sebrae e gerentes, o vice-prefeito de Brasiléia, Carlos Armando, a secretária municipal de educação Ramiege Rodrigues, gestores municipais, alunos e professores. Na oportunidade também foram entregues os certificados da capacitação do JEPP para os professores da rede de ensino do município.

“O Sebrae tem levado um belíssimo trabalho aos municípios e, desde que iniciamos a nossa gestão, o Sebrae tem dado apoio para o desenvolvimento local. Nossos professores estão de portas abertas para receber esse projeto tão importante no desenvolvimento de nossos alunos”, afirma o vice-prefeito Carlos.

De acordo com o diretor-superintendente, Mâncio Cordeiro, o programa de Educação Empreendedora é encarado pela atual gestão como uma das principais iniciativas da instituição. “Como organização temos uma missão extremamente nobre e muitos programas. Nós entendemos que a educação empreendedora é o principal deles e, atualmente, é o programa que o Sebrae no Acre mais coloca recursos, por entender que a educação é que vai garantir um futuro melhor para essas crianças. Nós vimos aqui várias crianças que não sabem direito o que vão fazer amanhã, mas empreender pode ser uma oportunidade ímpar para que elas possam ter perspectiva de vida. O Sebrae está dando sua colaboração nesse sentido”, afirma o diretor.

Desde o início até o presente momento o projeto, o JEPP alcançou cerca de 30 mil alunos do ensino fundamental e busca expandir o seu alcance, inserindo cada vez mais cidades em sua área de atuação.

Essa expansão só é possível através de parcerias entre Sebrae e prefeituras.

“Este é um momento de grande satisfação para educação municipal, pois ao implantarmos o JEPP em nossas escolas, é possível trazer para aproximadamente 1200 crianças um vislumbre acerca da visão empreendedora e desenvolver em cada aluno o espírito empreendedor”, afirma a secretária municipal de educação de Brasiléia, Ramiege Rodrigues, comemorando o acordo e visualizando o avanço que o ensino terá na cidade.

Artesanato acreano movimenta 200 mil reais em rodada de negócios do Sebrae

O artesanato acreano tem alcançado destaque no mercado nacional. Através do Projeto Comprador, rodada de negócios promovida pelo Sebrae em parceria com o Governo do Estado, 30 artesãos acreanos tiveram a possibilidade de negócios com 12 empresários e lojistas vindos de Alagoas, Bahia, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais.

O resultado do evento ultrapassou a estimativa da instituição, alcançando o montante de mais de 200 mil reais em vendas. Isso foi resultado de um trabalho iniciado em 2016, com clínicas de design realizadas pelo Sebrae que possibilitaram que as peças em madeira, palha, látex, sementes e outras matérias primas presentes na biodiversidade local alcançassem uma excelência exigida pelos compradores. Esse resultado aponta o potencial do artesanato acreano no restante do país.

Além disso, a experiência serviu como uma troca de conhecimento entre compradores e artesãos. “Nossos artesãos, além de venderem, puderam ouvir o que o mercado está demandando. Dessa forma, possibilita o ajuste de suas peças de acordo com a necessidade do público comprador, aperfeiçoando suas técnicas, linhas de produção e transformando-os em produtos mais comerciais para suprir a necessidade dos compradores”, afirma Marcos Maciente, gestor do projeto de artesanato do Sebrae no Acre.

Uma próxima rodada de negócios já é programa para o próximo ano. “Outros empresários e lojistas, ao saber do sucesso da rodada, já entraram em contato para estarem presentes na próxima edição. Isso mostra que o artesanato acreano pode conquistar mais espaço no mercado nacional”, finaliza Maciente.

Projeto Comprador do Sebrae incentiva o mercado da Economia

A Economia Criativa é o setor que conecta criatividade, cultura, sustentabilidade e inovação. O artesanato acreano, por exemplo, é feito pensando na biodiversidade e na identidade cultural do Estado. Com o objetivo de proporcionar aos artesãos do Projeto Brasil Original uma rodada de negócios, o Sebrae no Acre promoveu no dia 14 de junho a abertura do Projeto Comprador, que reuniu cerca de 30 artesãos de Rio Branco e Cruzeiro do Sul.

O evento contou com a presença de 12 empresários e lojistas vindos de Alagoas, Bahia, São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais e foi essencial para que os artesãos recebessem dicas sobre o que vender ou não, além de traçar estratégias de melhoria ou sugestões para a criação de novos produtos.

Para o analista do Sebrae no Acre, Marcos Maciente, o projeto permite aos vendedores conhecer o que o mercado nacional pensa das peças. “A grande maioria dos que participaram ainda não possuem um produto estabelecido no mercado, então essa foi a chance de sentir a opinião dos compradores em relação a esses objetos”, comenta Maciente.

A artesã Márcia Fecury participou da Clínica de Design, que antecedeu o Projeto Comprador, em 2016. “Eu iniciei com o curso de design e foi uma experiência única, comecei a ter outros olhares e ver outras maneiras de produzir as peças.”, comentou Márcia. Antes de iniciarem as vendas no Projeto Comprador, os artesãos participaram de uma palestra, com a consultora Rozana Trilha, sobre como formar preço, conversar com os empresários e vender seus produtos.

Sebrae e Epitaciolândia apostam na educação empreendedora

Implantado em Rio Branco há cinco anos, o Projeto Jovens Empreendedores Primeiros Passos (JEPP) logo envolveu os municípios de Jordão, Capixaba e Vila Campina/Plácido de Castro. Na última segunda-feira, 28, foi a vez de Epitaciolândia aderir através da assinatura do prefeito Tião Flores em um termo de contrato com o Sebrae no Acre.

Desde o início do projeto, o JEPP alcançou 30 mil alunos da rede municipal. Para o diretor-superintendente do Sebrae no Acre, Mâncio Cordeiro, a Educação Empreendedora é prioridade. “Em 2017, nós atendemos 15 mil alunos e, neste ano, temos como meta atingir 16.500 estudantes. Para que essa ação aconteça, o Sebrae precisa consolidar parcerias robustas com as prefeituras, assim, temos sucesso na implantação e alcance do programa de Educação Empreendedora”, ressalta.

Epitaciolândia será o primeiro município do Alto Acre a participar deste projeto, cuja metodologia será aplicada em todas as escolas da rede municipal, nas zonas urbana e rural. “Cerca de 2.000 crianças do município, e os gestores, serão multiplicadores dessa metodologia e irão ter noções do que é empreendedorismo. Nós esperamos realizar a Feira do Jovem Empreendedor com essas crianças no mês de outubro e tenho certeza que será um sucesso”, comemora Flores.

O Secretário de Educação Cleomar Portela destaca a importância da implantação da metodologia no ensino das escolas. “Quando iniciamos a oficina nesse ano, reunimos 150 professores que fizeram as atividades com muito entusiasmo. Vamos atender quatro escolas na zona urbana e 12 escolas na zona rural”.

A gestora do JEPP, Joelma Mourão, explica que a metodologia do JEPP desenvolve o protagonismo infanto-juvenil e trabalha com eixos temáticos do empreendedorismo de forma lúdica, como sustentabilidade, organização financeira e economia. “O aluno vai trabalhar sempre com a teoria e a prática e, com o passar do tempo, ele vai se tornando uma pessoa mais consciente do seu papel na sociedade e descobrindo outras possibilidades de se colocar no mundo”, finaliza Joelma.

Semana do Microempreendedor começa hoje no Acre

O Sebrae no Acre realiza de 14 a 19 de maio a Semana do Microempreendedor Individual (MEI). A programação começa nesta segunda-feira, 14, e se encerra no sábado 19. O evento ocorre em todos os municípios acreanos, e tem como objetivo retirar empreendedores da informalidade.

Esta é a décima edição do mutirão anual do Sebrae que é realizado em todo o pais. Segundo o Sebrae/AC em todo o Brasil existem 6.823.885 empresas enquadradas no regime tributário, sendo 14.209 em território acreano.

Neste ano, a mobilização também terá como foco a orientação do MEI para estimular vendas, visto que a última pesquisa do perfil do MEI apontou que 31% dos empreendedores apontam a dificuldade de conquistar cliente como principal problema enfrentado e 25% dos que fecharam o negócio relataram que não tinham lucro.

No Acre a programação do MEI será voltada para os microempreendedores individuais com o intuito de alvo de estimular o conhecimento na área de gestão, a atividade incluem cerca 42 oficinas, 90 palestras, orientações para preenchimento da declaração anual e dúvidas em geral.

Nas palestras serão abordados vários temas, como: Inovação e Mercado, Acesso a Crédito, Motivacional, Manipulação de Boas Práticas em Alimentos, Relações Humanas no Trabalho, Atendimento ao Cliente, Como se Formalizar como MEI, Direito Previdenciário entre outros temas.

O evento conta com programação nos 22 municípios acreanos Semana Estratégia Nacional de Educação Financeira. A abertura da semana acontece a partir das 8h30 no auditório da Oca em Rio Branco.

Sebrae leva atendimento empresarial à Cidade do Povo

O programa Negócio a Negócio é uma iniciativa do Sebrae para fornecer atendimento e orientação empresarial gratuitamente para microempreendedores individuais e donos de microempresas.

A ideia é auxiliar nas principais dificuldades que os micros e pequenos empreendedores encontram no dia a dia da gestão de seu negócio e indicar outras soluções do Sebrae alinhadas às suas necessidades.

No Acre, as atividades foram reiniciadas no começo de fevereiro, com início na Cidade do Povo. Os atendimentos são conduzidos por um Agente de Orientação Empresarial que realiza visita nas empresas.

Após a visita, é aplicado um diagnóstico de gestão básica, abrangendo temas como finanças, operações e mercado. Feito o diagnóstico, é sugerido soluções que o Sebrae oferece para melhoria do empreendimento.

O planejamento é que apenas no mês de fevereiro, os agentes atendam 172 empresas só em Rio Branco. Dessa forma, o empreendimento recebe atendimento especializado com foco em gestão empresarial, de forma presencial, gratuita e continuada.

“O grande diferencial do Negócio a Negócio é que ele vai até você. Não há a necessidade do empresário ter a iniciativa de buscar o Sebrae ou se deslocar até um ponto de atendimento”, ressalta a gerente adjunta da Unidade de Orientação Empresarial, Maysa Gonçalves.

Para os microempreendedores individuais ou donos de um pequeno negócio interessados em receber uma visita, podem agendar em um ponto de atendimento do Sebrae ou liguem para 0800 570 0800.

Negócios: Sucesso e inovação são marcas de empresas parceiras do Sebrae/AC

Com a missão de apoiar os micro e pequenos negócios do Acre, o Sebrae tem realizado um amplo trabalho de orientação, capacitação e inovação nos empreendimentos do Estado.

Muitas empresas alcançam, através dos cursos, oficinas e palestras da instituição, um melhor desempenho na gestão do seu negócio, o que reflete em vendas e crescimento.

Biojóias Cores da Mata: joias com as cores da floresta

É o caso da artesã Rodney Paiva, que trabalha com artesanato desde 2004. Seu trabalho na área iniciou quando participou de um curso na Fundação Bradesco para trabalhar com artesanato em semente. Após isso, criou a marca Cores da Mata.

No fim de 2004, o artesanato da empreendedora passou por uma avaliação para participar de uma feira promovida pelo Sebrae e não foi aprovada. Nisso ela viu a necessidade de buscar melhorias em seus produtos.

Encontrou no Sebrae a oportunidade de participar de um curso de beneficiamento de madeira e semente. A partir disso não parou mais de buscar progressos.

“Já participei de diversas oficinas e cursos que aprimoraram meu trabalho. Essa busca por melhorias acabou me garantindo o Prêmio de Excelência da UNESCO, em uma escola de arte em Montevidéu, Uruguai. Em 2016 ganhei o Prêmio TOP 100 – Sebrae Nacional, e sem o apoio do Sebrae no Acre eu não teria conseguido alcançar esses prêmios. Hoje sou reconhecida em todo o país pelo meu trabalho”, afirma a artesã.

Rodney, atualmente vende seus produtos na loja “Biojóias – Cores da Mata”, que se encontra no Quiosque do Bambu, na entrada do Parque do Tucumã. “Depois que eu assumi esse quiosque, fiz cursos também na área de gestão, oficinas de empreendedorismo e aprendi a administrar o meu negócio”, acrescenta.

A “Biojóias – Cores da Mata” funciona de segunda a sexta, das 15h às 20h.

Doutor da Borracha: inovação em moda direto da floresta

José Rodrigues de Araújo, mais conhecido como doutor da Borracha, é conhecido internacionalmente por seu trabalho de artesanato com látex. Nascido no seringal, como gosta de frisar, mora na zona rural de Epitaciolândia, onde possui um atelier para a produção de seus produtos. Com trabalho de base exclusivo em borracha, o Doutor produz sapatos, colares, pulseiras, chaveiros, além de trabalhar com produtos sob encomenda. Seus produtos são respeitados em todo o país e também no exterior através da sua marca de mesmo nome.

Seu trabalho começou em 2005, após ter a ideia de fazer artesanato de borracha. Em 2007 participou da primeira feira comercial em Rio Branco, onde começou a ter seus produtos conhecidos. Em 2008 que o Sebrae começou a acompanhar o trabalho do artesão.

“Em 2008 tive contato com o Sebrae e tive a oportunidade de expor meus produtos na Expoacre daquele ano. Foi quando comecei a ter apoio na parte de comercialização e orientação do Sebrae. Através desse apoio, alcancei a exportação dos meus produtos, por exemplo”, conta o Doutor.

Em crescente ascensão, os produtos do Doutor da Borracha são conhecidos internacionalmente, já tendo sido exportados para a Holanda e tendo o lançamento de uma de duas coleções em uma feira em Milão, na Itália.

“O Sebrae me ajudou a fazer sucesso. No final de 2016 ganhei o Prêmio Top 100 Sebrae. Isso significa que hoje sou considerado um dos 100 melhores artesãos do Brasil e um dos quatro artesãos do Acre”, acrescenta.

Os produtos do Doutor da Borracha podem ser encontrados na loja de artesanato Acre: Made in Amazônia, no Via Verde Shopping, e em uma loja de artesanatos no Novo Mercado Velho.

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Marina Modas: inovação na área de moda popular no Acre

A empresa Marina Modas já está há aproximadamente seis anos no mercado de confecção e moda popular no Acre. Atualmente, possui 17 funcionários e trabalha há dois anos com o Sebrae.

Para o proprietário da loja, Tiago Tadeu, as orientações e capacitações oferecidas pelo Sebrae foram e continuam sendo imprescindíveis no crescimento da empresa.

“Eu e minha equipe participamos das palestras e cursos que o Sebrae oferece. Nos ajudaram bastante na organização da loja e na parte de atendimento. O atendimento prestado por meus funcionários teve uma melhora de 90% após começarmos a seguir as orientações do Sebrae”, afirma Tiago.

O empreendedor destaca que melhorar a vitrine é uma mudança relevante e que impacta positivamente os clientes. “Através de orientações do Sebrae, conseguimos fazer com que nossa vitrine ficasse mais atrativa e isso acabou atraindo mais clientes para dentro da loja, tendo um aumento considerável nas vendas”, acrescenta.

A empresa tem como foco a venda de moda popular. Em 2016, recebeu o Prêmio ALI – Agentes Locais de Inovação do Sebrae, como empresa inovadora no ramo de confecção. A loja funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30, na Avenida Brasil, 579, Centro.