Cristiano Ronaldo faz três gols e garante empate com a Espanha

O jogo mais esperado da primeira rodada não decepcionou. Em uma partida de alto nível técnico e seis gols, Portugal e Espanha empataram por 3 a 3.

O camisa 7 português, Cristiano Ronaldo, foi o nome do jogo. Converteu o pênalti sofrido por ele, marcou com a bola rolando e, no final, garantiu o empate de Portugal com uma cobrança de falta perfeita.

A Espanha foi melhor durante quase toda a partida. Teve 67% de posse de bola e as melhores chances de gol. Mas não é à toa que Cristiano Ronaldo carrega a fama e o posto de melhor jogador do mundo. No final, comemorou o empate como se fosse uma vitória.

Apesar de ter conquistado apenas um ponto, Portugal não deixou a Espanha liderar o grupo B e as duas seleções seguem favoritas para avançar para as oitavas de final.

O jogo

Portugal começou o jogo com muita intensidade. Tentou a pressão desde o primeiro segundo de jogo e não precisou de muito tempo para abrir o placar. Cristiano Ronaldo entrou na grande área driblando e foi derrubado por Nacho. Apesar da reclamação dos espanhóis, o árbitro italiano Gianluca Rocchi marcou o pênalti. O próprio “CR7” bateu o pênalti, no canto esquerdo de De Gea, que sequer saiu na foto.

O jogo ficou equilibrado a partir daí. Portugal se recusou a recuar e esperar a Espanha. Continuou atacando e, com isso, abrindo espaços para o adversário. Foi assim que, aos 23 minutos, Diego Costa recebeu na entrada da área, iludiu dois defensores com uma finta de corpo e chutou no cantinho esquerdo, sem chances para o goleiro Rui Patrício. A Espanha empatava.

O gol assustou Portugal e animou a Espanha, que apareceu bem no ataque com Iniesta e Isco. Mas justamente quando os espanhóis estavam melhor no jogo, Cristiano Ronaldo voltou a ser decisivo. Aos 43 do primeiro tempo, Gonçalo Guedes recebeu lançamento no ataque e tocou para CR7. O atacante chutou com força, de fora da área. De Gea tentou amortecer a bola, mas falhou e a bola morreu no fundo da rede. Foi o último ato de um grande primeiro tempo.

Segundo tempo

A Espanha continuou a pressão iniciada no primeiro tempo. Portugal não conseguia emendar um contra-ataque eficiente. Na pressão, com toque de bola, a Espanha empatou de novo aos 9 minutos. Após bola alçada na área, Busquets escorou de cabeça para Diego Costa. O brasileiro naturalizado espanhol apenas empurrou para o gol livre.

O time do técnico Hierro, que assumiu a seleção há apenas dois dias continuou pressionando. Acuada, a defesa de Portugal apenas assistiu, aos 12 minutos, o lateral direito Nacho aproveitar a sobra e, de fora da área, acertar um lindo chute, que bateu nas duas traves antes de morrer no fundo do gol. A superioridade técnica da Espanha, enfim, aparecia no placar.

Portugal não conseguia encaixar nenhum ataque eficiente. A defesa espanhola estava segura durante todo o segundo tempo. Mas foi preciso só uma falha para Cristiano Ronaldo aparecer de novo.

O camisa 7 sofreu falta de Piquet perto da área. Com precisão cirúrgica, o melhor jogador do mundo cobrou a falta no ângulo de De Gea, que sequer tentou buscar. Desespero da torcida espanhola, que viu o time dominar quase todo o jogo e, no final, deixar escapar a vitória por entre os dedos.

Quem lidera o grupo B é o Irã, que venceu Marrocos no outro jogo do grupo. Espanha e Portugal aparecem com um ponto cada e Marrocos é a lanterna, com nenhum ponto conquistado.

Na próxima rodada, Marrocos enfrenta Portugal e o Irã joga contra a Espanha.

R7 chega a cinco títulos; Marcelo e Casemiro viram recordistas brasileiros

Português é o jogador em atividade com maior número de taças da Champions. Dupla brasuca do Real deixa Sávio, Roberto Carlos e Daniel Alves para trás

A vitória do Real Madrid por 3 a 1 sobre o Liverpool neste sábado, em Kiev, garantiu a Cristiano Ronaldo o seu quinto título da Liga dos Campeões: quatro pelo clube merengue e um pelo Manchester United, o que faz do português o jogador em atividade com mais taças da competição. Outros dois atletas do time de Zidane também têm marcas a comemorar: Casemiro e Marcelo, com quatro, ficam isolados como brasileiros com mais troféus.

Cristiano Ronaldo entra em um grupo restrito de pentacampeões da Champions, mas ainda fica a um título do recordista Gento (vencedor seis vezes com a camisa do Real Madrid entre as décadas de 50 e 60).

6 títulos

Francisco Gento (Real Madrid, em 1956, 1957, 1958, 1959, 1960 e 1966)

5 títulos

Alessandro Costacurta (Milan, em 1989, 1990, 1994, 2003 e 2007)

Paolo Maldini (Milan, em 1989, 1990, 1994, 2003 e 2007)

Alfredo Di Stéfano (Real Madrid, em 1956, 1957, 1958, 1959 e 1960)

Héctor Rial (Real Madrid, em 1956, 1957, 1958, 1959 e 1960)

Juan Alonso (Real Madrid, em 1956, 1957, 1958, 1959 e 1960)

Juan Santisteban (Real Madrid, em 1956, 1957, 1958, 1959 e 1960)

Marquitos (Real Madrid, em 1956, 1957, 1958, 1959 e 1960)

Rafael Lesmes (Real Madrid, em 1956, 1957, 1958, 1959 e 1960)

José Maria Zárraga (Real Madrid, em 1956, 1957, 1958, 1959 e 1960)

Já Marcelo e Casemiro aproveitam o excelente retrospecto recente do Real Madrid (quatro títulos em cinco anos) para deixar para trás nomes como Daniel Alves (Barcelona), Roberto Carlos e Sávio (Real Madrid), todos tricampeões.