Polícia resgata homem antes de ser morto por facção no interior do AC

Policiais militares de Cruzeiro do Sul resgataram em um cativeiro, nesta segunda-feira, 21, um homem que seria executado por membros de uma facção criminosa. A vítima tinha sinais de tortura, estava amarrada e tinha levado um tiro em cada mão.

A Polícia Militar chegou ao local depois de receber uma denúncia anônima de que no bairro da Lagoa integrantes de uma facção mantinham um homem em cativeiro desde o início da manhã desta segunda. Ao apurar as denúncias, os policiais encontraram a vítima.

“O cidadão se encontrava amarrado, com ferimentos nas duas mãos que tinham sido alvejadas por arma de fogo. Junto a ele havia duas pessoas fazendo a guarda dele que foram presas em flagrante e certamente serão levadas ao presídio”, disse o comandante da PM, major Manoel Jorge da Silva.

Vítima é usuária de drogas, diz polícia

O comandante disse que a vítima seria usuária de droga e estaria aguardando o momento de ser executada. “Com certeza seria assassinado, inclusive já apresentava sinais plausíveis que seria”, disse Silva.

O homem, que não teve o nome revelado, foi levado ao Pronto-Socorro e permanece sob cuidados médicos.

“As informações que nos chegam é que, teoricamente, ele pode ser um usuário de drogas e que certamente teria ligação com as mesmas pessoas que o mantinham em cativeiro, mas que teria ferido algumas das regras desses grupos criminosos e certamente seria vítima disso”, falou o comandante.

Detran notifica 614 proprietários para que realizem resgate

O Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC) publicou nesta segunda- feira, 21, no Diário Oficial do Estado (DOE), três editais de notificações de veículos retidos na pátio do órgão, em de Rio Branco.

As notificações são para que os proprietários e instituições financeiras, responsáveis pelos automóveis, façam a retirada de seus bens do pátio de veículos removidos. Os responsáveis tem o prazo de 20 dias a partir da data da publicação para realizar o resgate, mediante ao pagamento de todos os débitos vinculados ao bem.

Nos três editais, foram listados o total de 614 veículos, entre carros e motocicletas. Os editais identificam os automóveis por placas, Unidade Federativa (UF), marca/modelo, ano, cor e números do motor e chassi, além do nome do proprietário.

“Os veículos foram recolhidos pelo departamento por alguma irregularidade, caso o proprietário não faça o resgate, esses automóveis podem ir a leilão de acordo com resolução 623/2016 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran)”, explica o diretor de operações da autarquia, Isaías Brito.

Para reaver suas propriedades, os donos dos bens devem comparecer ao Pátio de Veículos Removidos do Detran, localizado na Avenida Antônio da Rocha Viana, 2005, Jardim Manoel Julião, em Rio Branco das 8h às 17h.

O edital completo pode ser acessado no site do (DOE) nº 12475, na edição de 21 de janeiro de 2019.

ONGS que resgatam animais abandonados relatam dificuldades para se manter

As Organizações Não Governamentais (ONG´s) que visam a proteção e o resgates de animais domésticos abandonados, enfrentam dificuldades para se manterem em pleno exercício das atividades. As associações Amor a Quatro Patas e Patinha Carente no ano passado chegaram a suspender algumas ações após contrariem dívidas.

As associações sobrevivem de doações que atividades que realizam com objetivo de arrecadar fundos para a manutenção das organizações, como: Bazares e pit stop, venda de livros e entre outras.

A Patinha Carente resgatou somente no ano passado, 200 animais, nos últimos dois meses foram 40 resgates, aproximadamente 20 por mês. A organização atende pedido de resgastes de animais abandonados, que sofrem maus tratos, atropelados e fêmeas que deram a luz na rua.

Com as dificuldades, Amor a Quatro Patas, está realizando apenas resgastes de animais que foram vítimas de atropelamento. Já a Patinha Carente continua com as ações de resgate, porém já está acumulando dívidas.

“Nós conseguimos quita-las. Mas infelizmente, no momento só a nossa associação está resgatando. Como estamos fazendo resgates, estamos acumulando valores novos nas clínicas parceiras”, conta Vanessa Facundes, integrante da Patinha Carente.

Amanda Lima, da associação Amor a Quatro Patas, explica que desde outubro do ano passado, a organização não está mais realizando resgastes de todos os animais que necessitam de um lar e atendimento médico veterinário, só estão sendo feito resgastes de animais vítimas de atropelamento.

“Desde final do ano passado, os resgastes normais foram suspensos, abrimos uma exceção para animais atropelados”, explicou. Segundo ela, não há previsão para normalizar os resgastes.

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Falta de voluntários

De acordo com Amanda, além da dificuldade em obter recursos para manter as ações, uma vez que as ONGs sobrevivem basicamente doações, existe um número reduzidos de voluntários.

“Atualmente nossa maior dificuldade é a falta de pessoas voluntárias, porque as poucas pessoas que tem, elas tem que desdobrar para poder fazer resgastes, ir para bazar, ir para pit stop, fora o cotidiano dessas pessoas, então a maior falta no momento é de recursos humanos”, comenta.

gatosConselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais

No ano passado, foi sancionada a lei que trata da criação do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Rio Branco (Comparb). A lei complementar de número 43 de 09 de fevereiro de 2018, previa instituir o Conselho formado por 12 titulares e 12 suplentes, membros da sociedade civil organizada e da administração pública.

Entre as ações que devem ser feitas pelo Conselho estão: Incentivar a preservação das espécies de animais da fauna silvestre, bem como a manutenção dos seus ecossistemas, coordenar e encaminhar ações que visem a defesa e a proteção dos animais.

A lei é de autoria do vereador Jackson Ramos, foi aprovada pela Câmara de Vereadores de Rio Branco no dia 29 de novembro do ano passado. Indagado sobre o porquê do não funcionamento do Conselho, Ramos respondeu.

“Provavelmente as ONG´s e as instituições envolvidas não se mobilizaram para tal. Com a lei aprovada basta a sociedade civil se mobilizar para montar o conselho. O que faltava era a lei. Agora está mais fácil; basta os interessados se organizarem e montar o Conselho”, comentou o vereador.

Por ouro lado

Por outro lado, membros do Conselho afirmam que faltou compromisso do poder público. “É a inércia da administração pública mesmo, não foi dado prosseguimento”, disse Vanessa.

Ainda segundo ela, o sentimento é frustação por ver uma luta social não sair do papel. “Fizemos reuniões com o prefeito anterior (Marcus Alexandre) mas, não saiu do papel, o sentimento é de frustação mesmo”, comentou.

Apesar da situação atual do Conselho, Vanessa que membro titular afirma que irá se reunir com a prefeita Socorro Neri na tentativa de solucionar o problema.

“Vamos marcar uma nova com a atual prefeita Socorro Neri, e a gente espera que consiga conquistas, tanto para o Conselho, quanto conquistas maia abrangentes, porque o conselho não vai ter o poder de resolver os casos de maus tratos, de atender os animais que resgatamos, a gente precisa dessas outras soluções também”, afirmou.

“O Conselho vai participar ativamente na elaboração e na execução prática de projetos voltados para a proteção dos animais. Além disso, é uma entidade que vai exercer o papel de fiscalização e auxílio nesses projetos”, disse Ramos na época.

Após quatro dias de buscas, militares resgatam colono perdido na mata em Brasileia

Militares do 10º Batalhão de Polícia Militar do Acre (PMAC), Corpo de Bombeiros e Exército Brasileiro uniram forças para localizar o senhor Pedro Soares, de 49 anos, que saiu para caçar no dia 28 de outubro. O colono foi encontrado nesta quarta-feira, 7, depois de passar aproximadamente onze dias perdido na mata, em Brasileia.

As equipes iniciaram as buscas no feriado do dia 2 de novembro, logo após a solicitação de familiares, e se embrenharam na mata até o km 84 e mais de 90 km de ramal, dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes.

Como o local é de difícil acesso, foi necessário o uso de caminhão, motocicletas e triciclos para abrir caminhos, improvisar pontes, e assim, transpor os obstáculos e seguir as pistas encontradas. Moradores das comunidades Guanabara e Icuriã também auxiliaram os militares.

“Fizemos caminhos, “picadas” dentro da mata e até pernoitamos, inclusive retornamos para buscar alimento, que tinha acabado. Encontramos pistas e seguimos e, graças a Deus, alcançamos nosso objetivo”, relatou o sargento da PMAC, William Barbosa.

O agricultor, que estava debilitado, mas bem, contou das dificuldades e ações para sobreviver aos perigos da selva, como os animais peçonhentos e a temida onça. Ele teve que subir em árvores e se alimentar de palmito e frutas, o que ajudou a deixar pistas por onde passou. Outra preocupação da equipe de buscas era em relação aos indígenas que residem na região.

“As equipes passaram quatro dias dentro da mata, retornaram para a cidade e, mesmo cansados, não desistiram da missão de encontrar o colono. Preparam a logística necessária e continuaram as buscas”, disse o major Fredson Araújo, comandante do batalhão local.

Resgate da história: Unesco vai ajudar na remoção de escombros do Museu Nacional

O Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, começa a receber amanhã (10) tapumes em seu entorno para que sejam iniciadas as obras de contenção e outros procedimentos para manter a estrutura do palácio segura.

Há uma semana, o prédio foi atingido por um incêndio de grandes proporções que destruiu a maior parte de seu acervo de 20 milhões de itens. Neste domingo (9), o acesso aos jardins do palácio já estava fechado para a imprensa.

A vice-diretora do Museu Nacional Cristiana Serejo confirmou à Agência Brasil que, na próxima terça-feira (11), começam a chegar no Rio técnicos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que vão auxiliar nos trabalhos. De acordo com Roberto Leher, o reitor da UFRJ, instituição a qual o Museu é vinculado, a Unesco ofereceu especialistas que já trabalharam em tsunamis e outros desastres para ajudar na remoção dos escombros.

Com a colocação dos tapumes, começam as obras de contenção e outros procedimentos para manter a estrutura do palácio segura e permitir mais buscas nos escombros na tentativa de localizar peças do acervo que tenham escapado do fogo. Uma equipe de especialistas, sob o comando de arqueólogos do museu realizará esse trabalho, com apoio de engenheiros contratados para garantir a segurança nos escombros.

De acordo com Cristiana, o grupo de especialistas é formado também por museólogos do Instituto Brasileiros de Museus (Ibram) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e já está trabalhando no interior do prédio.

Ela explicou que os trabalhos ocorrem em duas frentes: uma estrutural e uma de resgate do acervo. A expectativa é de que no decorrer dessa semana, sejam liberados R$ 10 milhões do Ministério da Educação para ações emergenciais na segurança do prédio. A UFRJ já está fazendo um termo de referência, com a relação dos serviços mais necessários nessa etapa emergencial.

Segundo Cristiana Serejo, o museu vai aceitar também doações de outras instituições. Contatos com essa finalidade já estão sendo feitos pela direção do museu. “O Museu Nacional está tentando se organizar”, afirmou a vice-diretora.

Na manhã deste domingo, um cursinho pré-vestibular da cidade promoveu um aulão nas imediações do museu sobre a história e as memórias da instituição, fundada em 1818. Aos alunos foi pedido que levassem fotos e lembranças do museu. A aula foi aberta para todos que estavam visitando a Quinta da Boa Vista, neste domingo

Durante a aula, professores contaram a história do prédio onde funcionava o museu, como foi sua criação e como se formou seu acervo. Em seguida houve um debate crítico sobre como estão a educação e a cultura no Brasil.

“Cada peça do museu tinha sua história e ela provocava histórias diferentes. Quem foi lá e viu uma múmia, um dinossauro, tem uma história diferente para contar, porque é uma relação pessoal das pessoas com aquele acervo”, disse à Agência Brasil o professor de história do cursinho, Tadeu Lemos

O estudante Luís Henrique Gomes da Costa compareceu ao aulão. Ele contou que visitou o Museu Nacional pela última vez quando era criança. “Gostaria de ter entrado aí mais vezes”, lamentou. Ele se lembra com saudade da parte egípcia do museu, que tinha as múmias; do meteorito na entrada e de alguns fósseis.

A professora do curso Fernanda Lacombe ressaltou a necessidade de não deixar cair no esquecimento a história e a memória do Museu Nacional. Segundo ela, as aulas continuarão a ser dadas não mais durante as visitas ao museu, mas em outros locais: “É uma forma de resistência também, porque o museu queimou, perdeu-se muita coisa, mas a gente continua vindo e deixando claro o que significou a perda dele para os alunos”.

Resgate da tradição marca primeira noite do Arraial Cultural de Brasileia

A 1ª noite do Arraial Cultural de Brasileia iniciou na noite de sábado (23), na Praça Hugo Poli, e foi marcada pela alegria das quadrilhas que se apresentaram, e da população presente com o resgate do tradicional arraia na praça. O evento é promovido pela Prefeitura de Brasileia em parceria com o Governo do Estado e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A programação tem duração de dois dias, 23 e 24 de junho, com início das festividades as 18Hr. Com apresentação de quadrilhas, músicas com artistas da região e bingos, além dos vendedores de comidas regionais e artesanatos da economia solidaria e barracas das escolas do município.

Alessandra Furtado, professora da Escola Rui Lino, destacou a importância desses eventos. “É com muita satisfação que participamos desses eventos que enriquecem a nossa cidade, favorecem o desenvolvimento cultural da nossa população. Fazemos com muito amor e dedicação cada apresentação e incentivando esse trabalho feito com tanto carinho pela gestão da Prefeita Fernanda Hassem que sem dúvida está de parabéns. Sou parceira dela em todas as atividades”.

Essa é mais uma ação da gestão Fernanda Hassem, que tem procurado resgatar as tradições do município em especial durante o aniversário da cidade.

Zé Nilton que trabalha com a comunidade Santa Helena no km 60, um incentivador da cultura, falou dessa importante ação. “Essa cultura aqui estava quase que esquecida e nós como incentivadores desse trabalho, queremos parabenizar a Prefeita Fernanda Hassem por essa valorização, esse resgate que é muito importante principalmente para a juventude”.

O Secretário Municipal de Cultural Raimundo Lacerda, mencionou sobre a expectativa desse importante evento. “As expectativas são as melhores. Essa realização desse arraial é um resgate à cultura. Brasiléia é uma cidade habitada por nordestinos e de outros locais. Essa gestão, pelo empenho da Prefeita Fernanda, foi possível esse resgate”.

De acordo com a Prefeita Fernanda Hassem, a iniciativa é um grande esforço da Prefeitura de Brasileia, afim de manter a cultura ativa no município. “A realização do Arraial Cultural em nossa cidade tem o objetivo de promover o lazer e entretenimento, valorizando a cultura e as nossas tradições. Agradecemos todo o empenho da equipe municipal e o apoio fundamental do SEBRAE, nosso grande parceiro”, finalizou Fernanda.

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