Apesar do rebanho forte, últimos dez meses foram de desemprego na pecuária

Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) aponta que a maioria dos estados da região Norte apresentou saldo positivo na geração de empregos formais no setor da agropecuária nos últimos dez meses.  O maior destaque foi do Pará, seguido de Tocantins, que gerou 613 postos de trabalho; depois o Amazonas com a geração de 469 postos; e de Rondônia, que criou 174 vagas. O destaque negativo no setor é do Estado do Acre, que perdeu 164 postos de trabalho. Em 2018, foram feitos em todo o Norte do Brasil 44.285 admissões e 41.653 desligamentos na agropecuária. O saldo positivo de 2.632 representa um crescimento de 2,64% na geração de empregos.

O Pará criou 1.515 novos postos de trabalho na agropecuário de janeiro a outubro de 2018. Os dados apontam um crescimento de quase 3% no setor.

Foram feitas neste período 23.376 admissões contra 21.861 desligamentos, no setor da Agropecuária em todo o Pará. Apesar do saldo positivo na criação de emprego, se comparado com o mesmo período de 2017, o Estado diminuiu o índice de crescimento. Em 2017 foram criados 1.855 postos de trabalho de janeiro a outubro.

Criadores do Acre vacinam mais de 98% do rebanho bovino

Cerca de 1,3 milhão de bovinos e bubalinos foram vacinados na 39ª Etapa de Erradicação da Febre Aftosa, de acordo com registros do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf/AC). O montante representa 98,96% da quantidade total de animais que deveriam ser imunizados entre maio e junho deste ano, período que ocorreu a campanha.

O coordenador estadual do Programa da Febre Aftosa, Jean Carlos Torres, destaca que o rebanho total do estado ultrapassa os três milhões, contudo, nesta etapa da campanha, apenas 1,3 milhão de animais, com até dois anos de idade, deveriam ser imunizados.

“A inadimplência registrada é menor que 5% e as equipes do Idaf já estão visitando essas propriedades, notificando os criadores para que eles possam vacinar o rebanho e informar ao instituto no menor espaço de tempo possível”, afirma Torres.

De maio de 2017 a maio deste ano, o estado registra uma desobrigação de imunização de 900 mil animais a menos, gerando, assim, menos gastos para os criadores de animais.

O coordenador estadual do Programa da Febre Aftosa destaca que a próxima etapa de vacinação contra a doença será realizada no Acre em novembro deste ano e será a penúltima campanha antes da retirada da obrigação da vacina no Acre, que se inicia em 2019.

“Na próxima campanha, teremos que vacinar o rebanho todo do estado, que hoje corresponde a cerca de 3,1 milhões de animais”, adiantou o coordenador.

Prazo de imunização do rebanho contra febre aftosa termina dia 15 de junho

Há 13 anos o Acre comemora a marca livre de aftosa com vacinação. Para continuar garantindo que o rebanho bovino do Estado tenha uma carne de qualidade e livre da doença, são desenvolvidas anualmente campanhas de vacinação por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) para conscientização com os criadores e pecuaristas.

Este ano a vacinação é realizada em duas etapas: maio e novembro. Porém, neste primeiro período, houve a prorrogação até 15 de junho. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), os estados de Acre e Rondônia estão livres da febre aftosa. Portanto, as doses das vacinas serão disponibilizadas até março de 2019.

Pensando em organizar todo o calendário das próximas etapas de vacinação, o governo do Acre, por meio do Idaf, começou a organizar uma campanha com os órgãos parceiros para que toda a classe de produtores de bovinos e bubalinos esteja consciente a não perder o prazo de imunização do rebanho.

“Atualmente temos cerca de 1,2 milhão de bovinos e bubalinos que recebem as vacinas todos os anos, garantindo assim que o gado acreano esteja livre da aftosa, mas para que tenhamos esse sucesso, que segue há mais de 10 anos, o governo desenvolve políticas públicas de incentivo ao setor”, destacou o diretor-presidente do Idaf, Ronaldo Queiroz.

Queiroz diz ainda que a retirada da vacina, prevista para o próximo ano depois do calendário vacinal de maio, reflete todo o esforço do governo em consonância com o setor privado, que desde 2005 desenvolve um trabalho sério e de qualidade para que todo o rebanho esteja livre da aftosa.

Para o coordenador estadual do Programa da Febre Aftosa, Jean Carlos Torres, a meta de segurança vacinal em todo o estado já foi cumprida.

“O próximo desafio é trabalhar sem a vacina, já que vamos necessitar do maior apoio dos setores privados e produtivos”, declara Torres. O produtor rural fez sua parte. Estamos há quase 18 anos sem foco de febre aftosa no estado. Segundo a OIE, o Brasil é livre da doença em todo seu território, sendo um dos maiores exportadores de carne bovina. Os países que compram a nossa carne questionam por que continuar a vacinação se não existe mais a doença”, disse Torres.

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Idaf, Seap, Amac, Seaprof e outros órgãos parceiros traçam estrategias para conscientizar produtores de gado a não perderem o prazo de vacinação do rebanho – Foto/Marcelo Torres