Operação Luz na Infância da Polícia Civil prende 2 pessoas por pornografia infantil

Uma ação conjunta envolvendo as Polícias Civis do Distrito Federal e de 18 estados brasileiros e autoridades da justiça argentina, culminou com a prisão de duas pessoas no Acre suspeitas de envolvimento com pornografia infantil. A Operação deflagrada na manhã de quinta-feira, 22, pelo Ministério da Segurança Pública (MSP) é a terceira fase da operação Luz da Infância.

A ação integrada dá continuidade aos trabalhos de identificação de crimes relacionados ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados pela internet. No Brasil, ao todo foram cumpridos 69 mandados de busca e apreensão, simultaneamente em Buenos Aires 41 mandados de busca foram cumpridos.

Na capital acreana a policia cumpriu três mandados de busca e apreensão, na ocasião foram apreendido computadores, notebooks, celulares e Hd’s externos contendo material pornográfico infantil.

Segundo a delegada Elenice Frez, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), durante as buscas foram encontrados vários vídeos e fotografias de crianças e adolescentes sendo abusadas.

“É muito triste fazer esse trabalho, mas, ao mesmo tempo, é satisfatório, pois se nós não fizermos esse trabalho o território vai ficar livre para quem é consumidor desse mercado. A operação visa mesmo é coibir, alertar de que isso é crime e é punido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e a pena é alta”, enfatizou a delegada.

Ainda de acordo com a delegada, nas cenas e fotos é possível detectar a idade das crianças, muitas delas tinham entre 3 a 11 anos de idade. “Precisamos fazer o papel de conscientizar a população de que essa conduta é criminosa, é nefasta e destrói a vida de crianças. Essas crianças que foram abusadas não vão crescer da maneira saudável que o ECA prevê que elas devam crescer, algumas delas têm a sua dignidade maculada ainda no berço”, disse.

O delegado Alcino Junior lembrou que é possível chegar até a pessoa que baixa ou compartilha, arquivos pornográfico contendo crianças, uma vez identificada a pessoa responderá criminalmente por isso.

“Esse rastro digital acabou com a representação desses três mandados de busca. Cada arquivo tem uma espécie de RG e quem está cometendo esse crime uma hora ou outra vai ter uma visita da delegacia especializada e responder por isso. Cada arquivo que é baixado, que é repassado, nós temos como saber de qual computador saiu e para onde foi repassado”, frisou.

Sobre a operação Luz da Infância

A Operação Luz na Infância teve início em outubro de 2017, quando foram cumpridos 157 mandados e presos 112 abusadores. Na segunda edição, ocorrida em maio de 2018, houve cumprimento de 579 mandados de busca, resultando na prisão de 251 pessoas.

Na terceira fase da operação o Brasil contou com a cooperação entre a Secretaria Nacional de Segurança Pública, a Polícia de Imigração e Alfândega dos EUA, o Corpo de Investigações Judiciais (CIJ) do Ministério Público Fiscal da Cidade Autônoma de Buenos Aires e as Polícias Civis do Brasil para o desenvolvimento e aprimoramento da atividade de repressão à exploração sexual infantojuvenil.

Homem preso no Acre comandava rede de pornografia infantil, diz Polícia Federal

Uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã de sexta-feira, 30, resultou na prisão de 4 pessoas por pedofilia e compartilhamento de pornografia infantil. A ação denominada de operação Protetor é um desdobramento da Operação Hades realizada em fevereiro deste ano no Acre que resultou na prisão de um homem identificado como a pessoa que controlava a rede de pornografia infantil.

Durante a operação foram cumpridos nove mandados judiciais, sendo cinco de busca e apreensão, três de prisão preventiva e um de prisão temporária, nos estados do Ceará, Maranhão e São Paulo.

As investigações é em decorrência da ação realizada PF no Acre. Segundo a PF, o homem preso na capital acreana administrava uma rede de troca de mensagens, imagens e vídeos de conteúdo pornográfico infantil, na qual foi possível identificar outros abusadores em três estados diferentes.

As vítimas eram desde bebês, com apenas 4 meses de vida, até crianças de 8 anos de idade. Os criminosos participavam de mais de 40 grupos de compartilhamento de pornografia infantil pela internet. Ainda de acordo com a polícia eles cometiam os abusos, registravam e compartilhavam na internet.

De acordo com a PF, foram identificadas aproximadamente 12.000 fotos e vídeos com conteúdo pornográfico infantil no computador pessoal do preso, o que totalizou mais de 126 gigabytes de conteúdo indevido que era compartilhado via internet.

Entre os casos, um dos agressores era o próprio pai quem cometia os abusos e registrava as cenas de estupros e compartilhava na rede, a vítima tem apenas dois anos de idade. O pai foi preso no Ceará.

Segundo o delegado responsável pelo inquérito Augusto Maneta, os abusadores eram pessoas próximas as crianças, tinham acesso direto a elas.

“As pessoas presas na ação de hoje tinham fácil acesso as vítimas, eram pais, padrinhos e tem um caso específico que o suspeito chegou a trabalhar em uma escola de ensino infantil. Tinham acesso e se aproveitavam de um momento de descuido para realizar esse tipo de aviso”, contou o delegado

Entre o material apreendido estão smartphones, computadores, hd´s, pen drives e cartões de memória que serão submetidos a exame pericial.

Também poderão ser coletadas amostras de DNA dos presos com a finalidade de se elucidar outros crimes de estupro e abuso sexual.

Os criminosos irão responder pelos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, bem como pelo crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal.