Eleição para governador: grupo liderado pelo prefeito Zeca Cruz impõe derrota humilhante aos adversários

O grupão que se juntou ao prefeito Zeca Cruz, que ainda é formado por nomes de peso da política bocacrense, como a vice-prefeita Luciana Melo, o secretário de Saúde Manuel Barbosa, praticamente toda a Câmara Municipal de Boca do Acre, além de outras lideranças que não ocupam cargos eletivos, fizeram um trabalho sólido, que se confirmou com uma votação bastante expressiva a favor do governador Wilson Lima.

A diferença foi tão significativa, que se somar a votação, em Boca do Acre, de todos os outros concorrentes ao governo do Amazonas, ainda assim não serve sequer para dar um susto no grupo liderado por Zeca Cruz.

O atual governador e candidato à reeleição, que no cenário estadual teve pouco mais de 42% da votação, em Boca do Acre, alcançou o expressivo percentual de 65,3%, o que em números representa 9.449 votos. Em segundo lugar ficou Eduardo Braga, com 2.749 votos, seguido de Amazonino, com míseros 1.965 votos.

Outros candidatos ao governo ainda tiveram votos em Boca do Acre, como:
RICARDO NICOLAU: 159 votos
CAROL BRAZ: 99 votos
DR ISRAEL TUYUKA: 33 votos
HENRIQUE OLIVEIRA: 5 votos

Boca do Acre também deu seus votos de protesto. Os votos brancos foram 307, enquanto os nulos chegaram ao quantitativo de 1.484. O número de abstenções foi absurdamente alto, talvez um dos maiores dos últimos vinte anos (6.756).

Boca do Acre deu a maioria dos votos para Bolsonaro; diferença para Lula foi pequena

O candidato a reeleição à presidência da república, Jair Bolsonaro, viu o apoio de seus partidários, principalmente do setor agropecuário, ser consolidado em Boca do Acre. Bolsonaro perdeu no cenário nacional e vai para o segundo turno em segundo lugar, mas em Boca do Acre os bolsonaristas se mostraram maioria.

A vantagem para Lula, que venceu no cenário nacional com 48,4%, não foi lá essas coisas. Entre o eleitorado bocacrense, Bolsonaro teve 7.640 votos, contra 7.234 votos do ex-presidente Lula, o que deu uma diferença pequena de apenas 406 votos.

Dos candidatos à presidência da república que ainda tiveram votos em Boca do Acre, temos:
Simone Tebet: 418 votos
Ciro Gomes: 220 votos
Soraya Thronicke: 199 votos
Padre Kelmon: 9 votos
Felipe D’avila: 7 votos
Sofia Manzano: 5 votos
Constituinte Eymael: 1 votos
Léo Péricles: 1 votos

Acre tem 100% de renovação no Congresso Federal

(Foto: Marcelo Camargo/Ag. Brasil)

Oito deputados federais foram eleitos neste domingo (2) pelo Acre. A Câmara Federal teve 100% de renovação, já que nenhum dos deputados conseguiu se reeleger.

O Progressistas e o União Brasil obtiveram três cadeiras cada, das oito disponíveis, e conquistaram o maior número das vagas de deputado federal pelo Acre no Congresso Federal. As duas últimas vagas disponíveis foram preenchidas com candidatos do Republicanos.

A ex-prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, do Progressistas, foi a candidata mais votada das eleições 2022 para o cargo de deputado federal. A ex-gestora teve 25.842 votos válidos neste domingo.

Confira os candidatos eleitos deputados federais pelo Acre:

  • Socorro Neri (Progressistas) – 25.842 votos
  • Meire Serafim (União Brasil) – 21.285 votos
  • Coronel Ulysses (União Brasil) – 21.075 votos
  • Zezinho Barbary (Progressistas) – 19.958 votos
  • Gerlen Diniz (Progressistas) – 19.560 votos
  • Dr. Eduardo Velloso (União Brasil) – 16.786 votos
  • Antônia Lucia (Republicanos) – 16.280 votos
  • Roberto Duarte (Republicanos) – 14.522 votos

Na Baixada da Sobral, Ney Amorim reúne milhares de apoiadores e consolida vitória para o Senado nesta reta final

Milhares de apoiadores da candidatura de Ney Amorim (Podemos) para o Senado participaram da grande caminhada de fechamento de campanha na Baixada da Sobral, no final da tarde desta quarta-feira, 28, em Rio Branco. A caravana do candidato do governador Gladson Cameli para o Senado foi puxada por ele próprio e por outros nove candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados.

Os candidatos a estadual Fagner Calegário, Nil Crispim e Bete Miranda (os três do Podemos) e Michelle Melo (PDT) se juntaram aos apoiadores de Ney Amorim, além candidatos dos candidatos a federal Minoru Kinpara (PSDB), Bruno Moraes, Ludmilla Cavalcante, Artur Neto e Loy Rego (os quatro últimos do Podemos).

“É muito lindo sentir o apoio e o carinho das pessoas nesta reta final de campanha”, afirmou Ney Amorim, que nestes últimos dias vem recebendo novas adesões de candidatos que antes estavam com seus adversários eleitorais.

“Os nossos amigos estão entendendo o nosso projeto para o Acre. De que seremos o senador que ajudará o governador Gladson Cameli em Brasília para continuar a mudança que o Acre tanto precisa”, acrescentou Ney Amorim, ora abraçado à militância, ora caminhando de mãos dadas com as pessoas, ao embalo dos jingles de sua campanha.

Homens e mulheres, jovens e crianças, comerciantes e trabalhadores dos mais diversos setores engrossaram a multidão que percorreu toda a extensão da rua Rio Grande do Sul, desde o bairro João Eduardo até o Ayrton Senna, já próximo da Estação de Tratamento de Água da Sobral.

“O Ney merece essa [vaga para o Senado]. E em especial aqui na Sobral, todos são por ele. Um cara que conhecemos desde que era criança e que sempre esteve do lado das pessoas mais humildes”, disse Francisco Ferreira, 52 anos, que além de morador da região, mantém um pequeno comércio de frutas e verduras na rua principal.

Para a candidata Bete Miranda, do Podemos, a expressiva quantidade de pessoas na caminhada mostra o quanto Ney Amorim cresceu na preferência do eleitor. “Não tenho dúvidas de que as pessoas já assimilaram que o Ney é o melhor nome para o Acre no Senado. Que ele pode fazer muito mais ao lado do governador Gladson Cameli”, ressaltou Bete Miranda.

Ao final, Ney Amorim agradeceu a militância, classificando-a de “maravilhosa e aguerrida”. “A minha gratidão a todos que compareceram e a todos que apoiam a nossa campanha. Sem dúvidas, daqui a poucos dias estaremos colhendo os frutos dessa vitória linda, graças ao apoio de cada um dos nossos candidatos aliados, de cada um dos nossos militantes e das pessoas que entenderam o nosso propósito por um Acre melhor”, concluiu Ney.

MPE oficia partidos e coligações sobre condutas vedadas no dia das eleições

O Ministério Público Eleitoral (MPE) expediu, nesta quinta-feira, 29, um ofício a partidos políticos e coligações com informações sobre as normas que devem ser seguidas nas eleições gerais, que ocorrem no próximo domingo, 2. O documento foi assinado pelos promotores eleitorais das nove zonas do estado.  

Aos eleitores será permitida apenas manifestação silenciosa, revelada exclusivamente por meio de acessórios como bandeiras, broches e adesivos. O uso bonés, camisas e similares são permitidos se custeados pelo próprio eleitor. 

Já aos mesários é vedado o uso de vestuário que contenha qualquer propaganda política, estes devem, ainda, retirar do recinto de votação quem não guardar a ordem a atentar à liberdade eleitoral.  

Em relação aos fiscais de partidos e coligações são determinadas uma série de normas, entre elas destaca-se a necessidade de crachás contendo apenas o nome do fiscal e a sigla do partido político ou coligação a que sirvam, sendo vedada a padronização do vestuário. O crachá deverá ter medidas que não ultrapassem 15cm de comprimento por 12cm de largura. 

O documento informa também que é vedado no dia do pleito, até o término do horário de votação, a aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado ou com instrumentos de propaganda eleitoral de modo a caracterizar manifestação coletiva, com ou sem utilização de veículos. 

Constituem crimes, no dia da eleição, o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata, a arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna, a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos e a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos nas aplicações de internet.  

Termina nesta quinta-feira a propaganda eleitoral no rádio e na TV

Termina nesta quinta-feira, 29, a propaganda eleitoral no rádio e na TV, no primeiro turno, dos candidatos que irão concorrer nas Eleições deste ano. Também encerram, hoje, reuniões públicas ou comícios, utilização de carro de som, além dos debates políticos.

Caso ocorra segundo turno para presidente ou governador, o horário eleitoral gratuito será transmitido de 7 a 28 de outubro. A divulgação paga de propaganda, na imprensa escrita, poderá ser feita até esta sexta-feira, 30.

Em 2022, a Lei 14.291/22 retomou a propaganda partidária no rádio e na TV – que havia sido extinta em 2017. A norma teve origem no Projeto de Lei 4572/19, aprovado em 2021 pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

A Justiça Eleitoral alerta que, no dia da eleição, qualquer ato de propaganda poderá ser caracterizado como crime de boca de urna.

Coordenador de campanha é preso em flagrante por crime eleitoral no município de Feijó

No início da tarde desta quinta-feira, 29, uma equipe a Polícia Civil em Feijó prendeu, em flagrante, o coordenador de fiscais partidários da coligação “Avançar para Produzir Mais”, R.M.V, de 31 anos de idade, pelo crime de corrupção eleitoral

A prisão em flagrante originou-se de denúncias anônimas, feitas diretamente para o telefone de um policial civil e por meio do disk denúncia (190) do CIOSP.

Diante da denúncia, os investigadores da polícia, por volta das 08h, dirigiram-se até o barco de R.M.V, ancorado no cais da cidade.

Durante a lavratura do auto de prisão, restou claro, por meio das testemunhas ouvidas, de prints de conversas de whatssap, apresentados na delegacia que o flagranteado, agindo em comunhão de esforços com uma servidora do alto escalão da Secretária Municipal de Educação estariam praticando o crime do artigo 299 do código eleitoral, consubstanciado na prática de dar dávida ou qualquer outra vantagem para obter voto.

Diante da irrefutável prática delitiva, foi dado voz de prisão a R.M.V e apreendidos alguns bens como combustível, barco, crachás de fiscais de partido e santinhos do candidato a deputado estadual Marcus Cavalcante, candidata a deputada federal Meire Serafim e do candidato ao senador Alan Rick.

Foi arbitrado o valor de R$ 10.000,00 (dez mil), a título de fiança, o qual foi recolhido, tendo o preso livrado-se solto. O Inquérito será remetido ao Poder Judiciário para posterior análise e providências

Servidores da Saúde cobram melhorias nas condições de trabalho e abonos salariais

As manifestações ocorreram em diversos locais do estado ao mesmo tempo, entre eles estão a Capital e Cruzeiro do Sul, que tiveram o início do movimento em frente a maternidade de ambas as cidades.

Os profissionais da saúde do Estado, juntamente com os médicos de Rio Branco, iniciaram na manhã de terça-feira, 8, greve por tempo indeterminado, fazendo diversas reivindicações para que voltem ao trabalho. Os demais profissionais da saúde da capital acreana devem aderir ao movimento hoje, dia 9.

As manifestações ocorreram em diversos locais do estado ao mesmo tempo, entre eles estão a Capital e Cruzeiro do Sul, que tiveram o início do movimento em frente a maternidade de ambas as cidades. Em Rio Branco, os manifestantes seguiram para a Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac).

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (SINTESAC), as principais reivindicações são que sejam cumpridas as promessas do governador, que foram acordadas em reuniões durante o mês de junho de 2021, entre elas está a bonificação de insalubridade, assim como o auxílio Covid, para quem trabalha diretamente com pacientes da doença, além disso, a correção da inflação, referente a 2020 e 2021 também é citada, assim como muitas melhorias nas estruturas de diversos hospitais, e a contratação de mais profissionais, mediante concursos públicos.

Outras cidades que também estão participando das manifestações são Tarauacá, no Hospital Dr. Sansão Gomes e Senador Guiomard, no Hospital Geral Dr. Ary Rodrigues.

Vale ressaltar que, devido ao alto percentual de gastos com pessoal do Estado, muitas destas reivindicações não podem ser atendidas até que esta porcentagem esteja abaixo dos 49% do arrecadado.

Uma mãozinha do Governo Federal

Se tudo correr como o previsto, na próxima sexta-feira, 7, finalmente a ponte sobre o Rio Madeira será inaugurada. Um sonho do povo acreano que se realiza, colocando fim as esperas cansativas para fazer a travessia na balsa. Há muita expectativa para a agenda da próxima sexta, especialmente porque é aguardado o anúncio do presidente Jair Bolsonaro de obras importantes para o Acre, como o Viaduto da Corrente, recuperação de ramais nos municípios de Brasiléia, Epitaciolândia, Plácido de Castro, Xapuri e Acrelândia. Há em curso outras ideias para revitalização urbanística de Rio Branco, como a 5ª Ponte do Rio Acre. É esperado também o anuncio de recursos rodovias, segurança pública, Estrada de Pucallpa, entre outros. Uma agenda que coloca em destaque não somente a gestão de Bolsonaro, mas principalmente a do governador Gladson Cameli que caminha para fortalecer sua reeleição. O progressista ficará gigante, sem sombra de dúvida. Mas, não basta apenas o anúncio, os recursos precisam chegar ao Estado e, principalmente, as obras precisam acontecer.

A PONTE

Com 1.517 metros de cumprimento, a ponte é a terceira maior já construída pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e uma das maiores obras de engenharia da Amazônia. Acrescentando os dois acessos da BR-364 às cabeceiras, o complexo viário possui 3,84 quilômetros de extensão.

RECEBIDO COM VAIAS

O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom não está em uma fase muito boa com a população. No sábado, 1, durante uma visita ao mercado Elias Mansour foi recebido com vaias.O chefe do Executivo municipal ainda não conseguiu mostrar a que veio. Insatisfação é sentimento comum entre o povo da capital.

DESAPROVAÇÃO

Na realidade, a população da Capital não tem demonstrado aprovação por quase toda a equipe do prefeito. Um dos mais criticados é o secretário de Saúde do Município, Frank Lima. É visto como um negacionista quando se refere a pandemia da Covid-19.

IRONIA

Por falar em pandemia, Frank, em entrevista para CBN na manhã de segunda-feira, 3, o secretário destacou a importância de se levar a sério as medidas adotadas para conter a pandemia na Capital. O irônico de tudo é que um dia desses estava caminhando no Ipê sem máscara.

NÃO FAÇA O QUE FAÇO

“Houve um afrouxamento do governo e da prefeitura em relação às medidas, mas é preciso dizer que o vírus continua circulando. Se brincar, volta a terceira onda. É necessário lavar as mãos demoradamente, USO DE MÁSCARAS e distanciamento social. Faça o digo, mas não faça o que faço!

DENÚNCIA

Leitor manda mensagem a coluna dizendo que alguns servidores da Prefeitura de Rio Branco estão sendo exonerados e suas rescisões estão sendo esquecidas. Apesar de terem direito, essas rescisões, na maioria dos casos, são demoradas de receber. Apenas alguns “sortudos” tem o privilégio de receber com rapidez.

DE PARABÉNS

Nesse ponto, vale novamente parabenizar a ex-prefeita Socorro Neri que deixou o cargo com todas as rescisões pagas.

MUITO TRABALHO AINDA

Temos, hoje, 12% da população da capital acreana vacinada. Para se ter a conhecida imunização de rebanho é preciso que 70% dos rio-branquenses já tenham recebido o imunizante. Olhando esses números percebemos o quanto estamos distantes do ideal. Desanimador!!

NOME DE PESO

Jorge Viana na disputa ao Senado em 2022 dificulta o pleito, sem sombra de dúvida. O PT pode estar sofrendo desgaste, mas o ex-senador não. Tem eleitorado fiel, e sua bagagem enquanto político se coloca em uma posição de destaque na disputa. Um adversário de peso.

TINHA SIDO REELEITO

Se não fosse a estratégia errada do PT em lançar dois candidatos ao Senado em 2022, Jorge Viana teria sido reeleito. Isso é fato!

GOVERNO

Não se sabe ao certo qual cargo Jorge irá disputar em 2022, mas certamente participará do pleito. Em carta aberta divulgada na semana passada falou sobre sua pretensão de brigar pelo Governo do Acre. Gladson X Jorge, um duelo de gigantes.

CONVITE INUSITADO

Por falar em Jorge Viana, o petista recebeu um convite inusitado de David Hall, do Cidadania. O jovem convidou o ex-senador para ser seu candidato a vice nas eleições de 2022.

JUSTIFICATIVA I

Ele usou como justificativa o convite feito por Ciro Gomes a Lula, meses atrás, para que este seja o seu vice na corrida para o Planalto. “Ciro Gomes propôs que Lula tivesse a grandeza de aceitar ser seu vice em nome de um projeto de país que pudesse pôr um fim a essa odiosa polarização”, escreveu.

JUSTIFICATIVA II

“E nesse mesmo espírito eu convido o ex-governador Jorge Viana a ter a grandeza de ponderar o meu convite a ser meu vice-governador, contrariando o personalismo pedante de seu correligionário, para juntos somarmos em nome da renovação e de um projeto de estado que esteja à altura do atual momento que estamos vivendo”, continuou.

ALEAC

Quem tem pretensão também de participar do pleito em 2022 é o ex-prefeito de Tarauacá, Rodrigo Damasceno. Está em conversas com seus aliados para concorrer a uma das vagas na Assembleia Legislativa do Acre.

SAINDO DO MDB

Eliane Sinhasique, vai deixar o MDB após dez anos no partido. Ela comunicou sua desfiliação ao presidente do partido, deputado federal Flaviano Melo na última sexta-feira.

SINHASIQUE DISSE

“Tive uma conversa sincera, aberta, franca e amistosa com o deputado federal Flaviano Melo, presidente do MDB. Nada como colocar as cartas na mesa e jogar limpo com as pessoas que te deram oportunidades para fazer um bom trabalho político. Minha eterna gratidão Flaviano”, afirmou.

NO PODEMOS

Tudo indica que Sinhasique se filiará ao PODEMOS, atualmente presidido pelo ex-deputado Ney Amorim. E pela declaração do ex-petista a imprensa, Sinhasique é mais que bem-vinda na legenda.

CONDENADO

O ex-prefeito de Acrelândia, Jonas Dales da Costa Silva, foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) nesta segunda-feira (3). Ele deve devolver aos cofres públicos o valor de R$ 41.322,48. A penalidade foi aplicada porque o executivo pagou indevidamente verbas rescisórias e honorários advocatícios. Jonas tem o prazo de 30 dias para fazer a devolução.

“Este final de semana percorri a BR-364, entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul. A rodovia está em péssimas condições principalmente no trecho entre Sena Madureira e Feijó. Veja no vídeo a qualidade do asfalto colocado na rodovia”.

Deputado estadual Luiz Gonzaga, do PSDB, ao criticar a qualidade do asfalto da BR-364 que liga Rio Branco a Cruzeiro do Sul

Em defesa dos servidores públicos, Leo de Brito diz não a reforma administrativa

O deputado federal Leo de Brito (PT-AC) se posicionou contrário a PEC 32 durante audiência na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados realizada nesta segunda-feira, 26.

O parlamentar acreano disse defender a construção de uma proposta que vá valorizar os servidores públicos.

“Nós temos que discutir uma política de valorização dos servidores e não essa proposta apresentada pela base do presidente Bolsonaro que defende o apadrinhamento e a perseguição aos servidores públicos”, pontuou o deputado.

A base do presidente Bolsonaro pretende apressar a votação da Reforma Administrativa, que está prevista para ser votada na CCJ no mês de maio.

Secretários criticam demora na atualização do vacinômetro de Bolsonaro e falam em intenção política

Secretários de Saúde criticam o que veem como demora na atualização do painel de vacinação do Ministério da Saúde, que divulga quantas doses de imunizante contra a Covid-19 foram aplicadas.

No domingo (25), a página do Localiza SUS mostrava 37.846.525 doses aplicadas, enquanto a soma dos números das secretarias registrava 41.468.622 já na noite do sábado (24).

No caso de São Paulo, a diferença se destaca. A página do ministério mostrava 8,8 milhões de doses aplicadas na noite deste domingo (25), enquanto o vacinômetro do governo de São Paulo já registra mais de 10 milhões desde a manhã de quinta-feira (22). Neste domingo, atingiu 10,7 milhões.

A pasta argumenta que o sistema é alimentado por estados e municípios, atualizado a cada quatro horas e que tem solicitado mais celeridade no envio dos dados aos entes da federação.

Os secretários afirmam que têm sido pressionados por órgãos de controle e pela população que, baseados nos números do ministério, cobram mais agilidade. Bolsonaristas também têm feito ataques, insuflados pelo presidente.

Eles veem possível motivação política no atraso para fortalecer a narrativa de Bolsonaro de que tem entregado vacinas e elas não tem sido dadas. No final de março, o presidente chegou a divulgar em suas redes sociais alguns cards que mostravam a diferença entre as vacinas distribuídas e as aplicadas.

Segundo os secretários, a atualização é tecnicamente muito simples, o que contribui para que enxerguem má vontade.

Auxiliares do ministério rebatem os secretários: são alguns governadores que estão demorando para enviar os dados para a plataforma para prejudicar o governo federal.

Em nota, o Ministério da Saúde afirma que o sistema Localiza SUS “é alimentado por estados e municípios e é atualizado a cada 4 horas. O Ministério da Saúde tem, inclusive, solicitado aos entes federativos para que as informações sejam inseridas no sistema com a maior celeridade possível. De acordo com a Medida Provisória 1026 e portaria nº 69 do Ministério, esses dados devem ser inseridos no sistema em até 48 horas.”

O governo de São Paulo diz à coluna, em nota, que qualquer atraso deve ser atribuído ao governo federal.

“O vacinômetro do estado de São Paulo contém informações atualizadas em tempo real, a cada quinze minutos. As estatísticas da campanha de imunização contra Covid-19 em SP são publicadas de forma transparente, inclusive com segmentação de primeira e segunda dose, bem como das 645 cidades”, afirma.

“Os dados são extraídos da plataforma estadual VaciVida, que possui interoperabilidade com o sistema federal. Portanto, eventual delay está sob responsabilidade do próprio Governo Federal, considerando inclusive que o próprio painel do Localiza SUS que contém as estatísticas da vacinação do Brasil indica em nota de rodapé o atraso de atualização dos dados contidos na RNDS (Rede Nacional de Dados em Saúde)”, completa.

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Gilmar Mendes pauta para hoje processo sobre suspeição de Moro

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pautou para esta terça-feira (9/8) o julgamento do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que questiona a suspeição do ex-juiz Sergio Moro nos processos que envolvem o petista. O julgamento será feito pela Segunda Turma do STF. Mendes é favorável à suspeição de Moro. E deve ser acompanhado pelos ministros Ricardo Lewandowski e Nunes Marques, formando maioria em favor do ex-presidente.

Caso a suspeição de Moro seja aprovada, todas as provas coletadas nos processos envolvendo o ex-presidente Lula serão anuladas. Com isso, todo o trabalho que feito pela Justiça Federal do Distrito Federal terá que começar do zero. Nada poderá ser aproveitado, aumentando as chances de prescrição do caso. Na segunda-feira, o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF, anulou todas as condenações contra Lula na Justiça Federal do Paraná, transferindo os processos para o Tribunal do DF. Com essa ação, Fachin queria preservar Moro e os demais processos da Lava-Jato.

Agora, se a 2ª Turma do STF decidir pela suspeição contra Moro, não só as provas contra Lula serão anuladas. Poderá haver um efeito cascata em todos os demais processos da Lava-Jato. O ex-juiz e procuradores da República da força-tarefa que investigaram corrupção na Petrobras foram pegos combinando ações, inclusive forjando provas e testemunhas. Eles negam irregularidades. Os diálogos, registrados por meio da Operação Spoofing, foram liberados para a defesa de Lula.

Guedes alerta que é ‘irresponsável’ furar teto de gastos ‘para fazer política, para ganhar eleição’

Em meio à pressão para tirar do teto os gastos com o Renda Cidadã, novo programa social que o presidente Jair Bolsonaro quer tirar do papel na esteira do aumento de sua popularidade, o ministro da EconomiaPaulo Guedes deu um alerta à ala política do governo. Nesta sexta-feira, 2, ele criticou a ideia de furar o teto de gastos da economia brasileira para “fazer política” e “ganhar eleição”.

Como revelou o jornal, o relator da PEC que criará o novo programa, senador Marcio Bittar (MDB-AC), tem buscado ampliar sua rede de “conselheiros” e se consultou inclusive com o ministro do Desenvolvimento RegionalRogério Marinho, que defendeu tirar o novo programa do teto. Isso depois de ter tido divergências com a Economia sobre como financiar o Renda.

“Uma coisa é você furar o teto porque você está salvando vidas em ano de pandemia, e isso ninguém pode ter dúvidas. Se a pandemia recrudescer e voltar em uma segunda onda, aí sim nós decisivamente vamos fazer algo a respeito. E aí sim, é o caso de você furar o teto”, declarou.

Paulo Guedes
‘Uma coisa é você furar o teto porque você está salvando vidas em ano de pandemia’, disse Guedes. Foto: Dida Sampaio/Estadão

“Agora, você furar teto para fazer política, para ganhar eleição, para garantir, isso é irresponsável com as futuras gerações. Isso é mergulhar o Brasil no passado triste da inflação alta”, prosseguiu. “Tem gente que quer furar teto. Nós não vamos furar o teto. Se a doença vier, nós furamos o teto de novo. Agora, sem doença, furar o teto pra fazer política… É outro governo, não é o nosso.”

Guedes defendeu ainda que é preciso encontrar uma forma de “aterrissar” o auxílio emergencial, pago a informais e desempregados devido à crise da covid-19, e arranjar um meio de incluir os 40 milhões de invisíveis que foram detectados a partir desse programa. “Outro problema diferente é o teto, de onde vem esse dinheiro”, afirmou.

ministro criticou de forma velada sugestões de tirar o Renda Cidadã do teto de gastos, mecanismo que limita o avanço das despesas à inflação. “Na hora em que País está voltando (após crise da covid-19) você vai para um cenário de irresponsabilidade fiscal?”, questionou. “Tem gente que quer furar teto, mas não vamos furar”, avisou.

Guedes falou à imprensa após críticas feitas pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, em reunião com investidores na manhã desta sexta. Como mostrou o jornal, Marinho disse que foi Guedes o autor da proposta de usar dinheiro de precatórios para financiar o Renda Cidadã. O ministro da Economia rechaçou a ideia publicamente nesta quarta, 30.

Mais cedo, Guedes já tinha dito que não acreditava nessas possíveis declarações. Mas disse também que, se Marinho falou isso, é “despreparado”, “desleal” e “fura-teto”. Em nota divulgada pouco antes da fala de Guedes, o ministério informou que não houve “desqualificações ou adjetivações de qualquer natureza contra agentes públicos”.

Já no final da noite desta sexta, sem voltar a atacar Marinho, como fez em rápida fala no meio da tarde, Guedes tentou se desvencilhar de polêmicas com colegas do governo e parlamentares.”Deve ser a opinião dele. O Marinho é bem informado e deve entender muito mais de política do que eu”, disse. “A economia está voltando, as reformas prosseguem e daí começam essas lutas paralelas. Não estou interessado em briga. Tento me concentrar na parte econômica. Fico 60 dias sem aparecer, recusando convites para dar entrevista”, acrescentou.

‘Não se acorvadem’

Em defesa do teto de gastos, Guedes convocou a classe política a aprovar as medidas de ajuste e contenção de despesa que fazem parte da PEC do pacto federativo. “Tenham coragem, enfrentem o desafio político, não se acovardem”, disse. O ministro defende essas medidas para abrir espaço no Orçamento para abrigar o Renda Cidadã. “Escolhas são difíceis, mas elas têm que ser feitas”.

Em meio à pressão, Guedes fez questão de dizer que está “retomando” a conversa do pacto federativo com o relator Márcio Bittar (MDB-AC) e disse que a ação política “é importante e decisiva”. Mas ele reconheceu a influência das eleições municipais nas discussões do programa. Segundo o ministro, a proximidade das votações “agudizam os problemas”, que são os dois: a inclusão dos “brasileiros invisíveis” no Renda Cidadã e a fonte de financiamento do programa.

O ministro da Economia defendeu a consolidação de 27 programas sociais já existentes, sem citar quais, e injetar “um pouco mais de recursos que existem”, mencionando o “desconto simplificado para saúde e educação”. “Isso é dinheiro para a classe média alta. Então pega R$ 10 bilhões. Cada R$ 10 bi são 35 reais a mais no Renda Brasil (nome antigo do Renda Cidadã, mas que pode ser retomado)”, disse. O ministro também elencou a possibilidade de tributar dividendos. ”É uma consolidação de programas com uma transferência de renda mesmo. Tem que atacar tudo ao mesmo tempo”, disse.

Teto

teto de gastos citado por Guedes é uma regra criada em 2016 para segurar as despesas públicas do governo federal. Na prática, ele impede que os gastos do governo cresçam mais que a inflação do período, o que prejudicaria o controle da dívida brasileira.

O governo Jair Bolsonaro tenta viabilizar o Renda Cidadã para incorporar e substituir o Bolsa Família, aumentando o repasse por família. Mas, sob o teto de gastos, o governo ainda tenta encontrar a melhor forma de encaixar os custos adicionais no Orçamento. Nas últimas semanas, o presidente já rejeitou em declarações públicas diversas opções sugeridas pela equipe econômica para abrir espaço nas tabelas – mudanças no seguro-desemprego, no seguro-defeso e no piso das aposentadorias, por exemplo.

Na segunda-feira, 26, após reunião de Bolsonaro com ministros, equipe econômica e líderes partidários no Palácio da Alvorada,  o senador Márcio Bittar (MDB-AC) anunciou duas novas ideias de fontes de recursos: o dinheiro que, hoje, é reservado no orçamento para o pagamento de precatórios (dívidas do governo já reconhecidas pela Justiça) e parte do Fundo Nacional de Desenvolvimento e Manutenção da Educação (Fundeb).

As duas fontes sugeridas não levariam ao rompimento do teto de gastos. O dinheiro dos precatórios já está no Orçamento, e seria apenas remanejado. O Fundeb não afeta o teto porque, quando foi criada, a regra de austeridade excluiu gastos com educação e saúde da trava constitucional. A proposta apresentada, no entanto, sofreu críticas de entidades e de parlamentares e gerou impacto negativo no mercado. A ideia de adiar o pagamento de precatórios foi chamada de “calote”, e o uso do Fundeb foi visto como tentativa de “burlar” o teto.

Mal-entendidos

Guedes voltou a tentar justificar eventuais mal-entendidos com o que chama de espontaneidade e negou qualquer tipo de problema com outras autoridades. “Reconheço e elogio o trabalho do Congresso. Não tenho diferença pessoal com ninguém. Nunca ofendi o presidente Rodrigo Maia. Sou espontâneo e transparente. Isso explica minha confiança no presidente Bolsonaro e a dele em mim”, completou.

Ainda assim, Guedes não deixou de criticar os parlamentares. “Tem muita coisa parada no Congresso. Os políticos não deixaram andar a privatização dos Correios, da Eletrobrás e do Porto de Santos. Dizem que havia boatos de acordo de Maia com partidos de esquerda para evitar privatizações. Acordos políticos são legítimos. Também soltaram boatos de que nós na economia não tínhamos proposta de reforma tributária, e temos”, disse.

Guedes também criticou tentativas dentro do próprio governo de se aumentar gastos, sem citar nominalmente desta vez o ministro Marinho. “Dei um R$ 1 trilhão para a Saúde, mas não vou dar R$ 1 trilhão para alguém que quer ficar famoso de forma rápida. Temos um programa liberal muito claro, que é o caminho da prosperidade. A economia está alinhada com o programa liberal e conservador do presidente Bolsonaro, mas tem sempre alguém querendo puxar para outro caminho, da miséria, que a Venezuela seguiu e a Argentina está seguindo.”

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Dólar vai a R$ 4,207, maior valor nominal da história

A cotação do dólar voltou a subir nesta segunda-feira (18) e fechou a R$ 4,207, maior valor nominal (sem contar a inflação) da história. O recorde em valores reais (corrigido pela inflação brasileira) é de 2002, quando a moeda chegou a R$ 4 nominalmente, que hoje seriam R$ 10,80.

O dólar está em trajetória de alta desde o leilão do pré-sal, em 6 de novembro. A expectativa do mercado era de alta participação dos estrangeiros e grande entrada de dólares no país, o que não se concretizou. 

Desde então, a cotação da moeda americana acumula alta de mais de 5%, indo de R$ 3,99 a quase R$ 4,21 nesta segunda (18).

Nesta sessão, o dólar subiu 0,4% ante o real, terceira moeda emergente que mais se desvalorizou, atrás do peso colombiano e rand sul-africano. Na outra ponta, o peso chileno e o argentino se recuperam depois de fortes desvalorizações nas últimas semanas.

O movimento desta segunda (18) foi impulsionado pelo temor de investidores com o acordo comercial entre China e Estados Unidos. Os países vêm negociando há meses o que chamam “fase 1” do acordo, que retiraria algumas tarifas de importação entre si. 

Segundo a rede de televisão americana CNBC, chineses estariam pessimistas com relação ao acordo com a relutância do presidente americano Donald Trump em remover tarifas a importações chinesas.

“A instabilidade da América Latina pesa na cotação há algumas semanas. Hoje, isso se juntou ao mau humor do mercado, que reflete a falta de um acordo entre China e Estados Unidos”, afirma José Francisco de Lima, economista-chefe do Banco Fator.

Países da América Latina vivem instabilidade nas últimas semanas, com protestos no Chile, no Equador, na Bolívia e na Venezuela. 

Carlos de Freitas, economista-chefe da Ativa Investimentos, aponta que também há um efeito sazonal na alta do dólar. “No último trimestre do ano temos remissão de dividendos de companhias brasileiras para investidores estrangeiros, em dólar”, diz.

Com a notícia, índices acionários americanos fecharam estáveis. A Bolsa brasileira caiu 0,3%, a 106.269 pontos. O volume negociado foi R$ 27 bilhões, sendo que R$ 9 bilhões foram exercício de opções ​de ações.

O risco-país medido pelo CDS (Credit Default Swap) de cinco anos sobe 2,2%, a 124 pontos, maior valor desde a aprovação da reforma da Previdência em segundo turno no Senado, em 23 de outubro. Neste período, o CDS chegou ao menor patamar desde 2013.

Além dos protestos nos países vizinhos, analistas citam a saída de Jair Bolsonaro do seu partido, o PSL, como um componente de instabilidade no Brasil. 

No ano, há saída de mais de R$ 34,5 bilhões em investimento estrangeiro da Bolsa de valores brasileira. Este é o pior saldo desde 2008, ano da crise financeira.

Segundo o relatório de movimento de câmbio contratado do Banco Central (BC) da última quarta (13), o déficit de dólares na balança financeira em 2019 é de R$ 152 bilhões, superior ao total retirado no mesmo período de 2018.

Freitas aponta que, neste montante, há empresas brasileiras que emitem mais dívidas no Brasil, onde o juros está mais baixo, em detrimento de dívidas no exterior.

A queda do juros no Brasil é outra explicação para a alta do dólar no país. Com a Selic na mínima histórica, a 5% ao ano, o carry trade perde força. 

O carry trade é uma estratégia de investimento em que o ganho está na diferença do câmbio e do juros. Nele, se toma dinheiro a uma taxa de juros menor em um país para aplicá-lo em outro, com outra moeda, onde o juro é maior.

Em 2016, com a Selic a 14,25%, o diferencial entre a taxa brasileira e a americana ficou ao redor de 13,75% ao ano. Hoje(18), com a Selic a 5% e o juro americano a 1,5%, esse diferencial fica ao redor de 3,5%, e perde atratividade frente ao investidor estrangeiro.

Além de afetar o carry trade, o juro baixo deixa o hedge cambial —proteção contra oscilação do dólar— mais barato e vantajoso. Geralmente, essa proteção é feita por meio da compra de um contrato de dólar futuro na Bolsa brasileira, a um juro semelhante ao carry trade, de 3,5%. O valor é bem inferior a volatilidade do dólar no país, que chegou a 12% nos últimos 100 dias.

Quando o investidor estrangeiro entra no país com dólares e usa o hedge para se proteger, não há impacto na cotação da moeda e o valor do dólar não cai.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) evitou comentar a alta do dólar. Ao chegar ao Palácio da Alvorada na noite desta segunda-feira (18), foi questionado se o governo tomaria alguma ação para conter a disparada da moeda americana. 

“O dólar subiu? Conversa…. quer o telefone do Roberto Campos [presidente do Banco Central]?”, disse.

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Aprovação do governo Bolsonaro cai 15 pontos e vai a 34%, diz Ibope

Índice de aprovação é inferior ao de FHC, Lula e Dilma no mesmo período do primeiro mandato. Reprovação subiu de 11% para 24%

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (20) mostra os seguintes percentuais de avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL):

  • Ótimo/bom: 34%
  • Regular: 34%
  • Ruim/péssimo: 24%
  • Não sabe/não respondeu: 8%

A avaliação positiva do presidente caiu 15 pontos percentuais desde a posse. Em fevereiro, segundo a pesquisa, 19% consideravam o governo “ruim/péssimo”; 30%, “regular”; e 39% o avaliavam como “bom/ótimo”.

Pesquisa Ibope  — Foto: Arte/G1Pesquisa Ibope  — Foto: Arte/G1

Pesquisa Ibope — Foto: Arte/G1

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas entre 16 e 19 de março.

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 2 pontos, para mais ou para menos.

Maneira de governar

A pesquisa também avaliou a opinião dos entrevistados sobre a maneira de governar do presidente da República:

  • Aprovam: 51%
  • Desaprovam: 38%
  • Não souberam ou não responderam: 10%

Em fevereiro, 57% aprovavam e 31% desaprovavam.

Confiança

Outro ponto questionado pelo Ibope foi sobre a confiança dos entrevistados em relação ao presidente:

  • Confia: 49%
  • Não confia: 44%
  • Não souberam ou não responderam: 6%

Em fevereiro, 55% afirmaram confiar no presidente e 38% disseram não confiar.

Comparação com outros presidentes

O Ibope fez uma comparação entre os resultados de pesquisas de avaliação da administração dos últimos presidentes eleitos, realizadas no mesmo período de governo.

Avaliação dos últimos presidentes eleitos, feita nos três primeiros meses de governo — Foto: Arte/G1Avaliação dos últimos presidentes eleitos, feita nos três primeiros meses de governo — Foto: Arte/G1

Avaliação dos últimos presidentes eleitos, feita nos três primeiros meses de governo — Foto: Arte/G1

A avaliação positiva de Jair Bolsonaro é inferior àquelas registradas para Fernando Henrique Cardoso (1º mandato), Lula (1º e 2º mandatos) e Dilma Rousseff (1º mandato). No entanto, ela é maior que as de Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff no início do segundo mandato.

Sobre a pesquisa

  • Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
  • Entrevistados: 2.002 pessoas
  • Quando a pesquisa foi feita: 16 e 19 de março
  • Nível de confiança: 95%

Foto: Fábio Motta/Estadão

Economia com mudanças para militares será de R$ 10,45 bilhões

A economia líquida com as mudanças nas carreiras para os militares corresponderá a R$ 10,45 bilhões nos próximos 10 anos, divulgaram hoje (20) os Ministérios da Economia e da Defesa. O valor é resultante da economia de R$ 97,3 bilhões com a reforma da previdência dos militares, menos o custo de R$ 86,85 bilhões decorrente da reestruturação.

Em 20 anos, informaram os dois ministérios, a economia com as novas regras para os militares saltará de R$ 10,45 bilhões para R$ 33,65 bilhões. Veja aqui a síntese da proposta.

Ao entregar a proposta de emenda à Constituição que reforma a Previdência Social, em 20 de fevereiro, a equipe econômica anunciou que as novas regras para as pensões dos militares gerariam economia de R$ 92,3 bilhões em 10 anos. Esse valor, no entanto, não considerava o impacto dos aumentos de adicionais para os militares nem a reestruturação da carreira para as Forças Armadas.

Segundo o Ministério da Economia, a reforma na Previdência dos militares também deverá gerar economia de R$ 52 bilhões nos estados. Isso porque, de acordo com a proposta, policiais militares e bombeiros estarão submetidos às mesmas regras de aposentadoria que as Forças Armadas.

A transferência para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) das contribuições dos militares temporários, que ficam até oito anos nas Forças Armadas, gerará impacto positivo de R$ 10,3 bilhões. Essa mudança, no entanto, não terá efeito fiscal porque o dinheiro que ficava no orçamento do Ministério da Defesa passará para o INSS, sem impacto no Orçamento Geral da União.

O projeto que reformula a carreira e a Previdência dos militares está sendo apresentado pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho; pelo secretário especial adjunto da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco; pelo secretário de Previdência, Leonardo Rolim; e por representantes do Ministério da Defesa e das Forças Armadas.

Rodrigo Forneck assume a presidência da Comissão de Constituição e Justiça

O vereador Rodrigo Forneck (PT) assumiu nesta quarta-feira, 20, a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara de Vereadores de Rio Branco. O parlamentar substitui Eduardo Farias (PCdoB), que renunciou ao cargo.

“Agradeço aos colegas que acreditam em mim para desenvolver esse trabalho. Esse é mais um desafio que encaro no mandato, pois reconheço a importância da CCJ para esta casa. Já estou por dentro dos trabalhos da Comissão e, assim como Eduardo Farias fez, daremos a celeridade necessária aos projetos de autoria do Executivo e Legislativo que estão em tramitação”, destacou Forneck.

Além de ser líder do Executivo na Câmara, Rodrigo também preside as comissões de Direitos Humanos, Cidadania, Criança, Adolescente e Juventude; Cultura; Saúde e Assistência Social a de Orçamento, Finanças e Tributação.

Câmara de Vereadores discutiu nesta manhã situação da previdência dos servidores públicos

A Câmara de Rio Branco realizou nesta sexta-feira, 15, uma audiência pública para debater e explanar a situação da previdência no Executivo e Legislativo. A iniciativa foi do vereador Rodrigo Forneck (PT).

Rio Branco possui o Certificado de Regularidade Previdenciária aprovado pela União, o que demonstra o equilíbrio das contas públicas do município. Em 2018, a Prefeitura alcançou a primeira colocação no Indicador de Situação Previdenciária (ISP), que avalia as capitais do Brasil.

A audiência contou com a participação dos parlamentares Lene Petecão, Artemio Costa, Mamed Dankar e João Marcos, do ex-vereador Raimundo Vaz, de servidores públicos, sindicalistas, de representantes do Conselho Fiscal e de gestores do Instituto Previdenciário de Rio Branco (RBPREV), que esclareceram dúvidas e apresentaram a dinâmica das contas públicas.

“Rio Branco encontra-se numa situação estável, haja vista que desde 2013, anualmente são realizadas reavaliações da situação financeira de futuro. E a alíquota complementar de financiamento, aprovada ainda pelo prefeito Marcus Alexandre, estabelece um plano de equilíbrio atuarial”, explicou a diretora-presidente do RBPREV, Raquel de Araújo Nogueira.

Segundo líder do Executivo na Câmara, Rodrigo Forneck, os vereadores têm papel de cuidar da cidade. “A nossa missão também passa pelo zelo com a máquina pública, em especial, com servidores, que merecem um salário justo e pago em dia, boas condições de trabalho e a garantia da aposentadoria”, salientou o parlamentar, que também preside da Comissão de Orçamento, Finanças e Tributação.

Como desdobramento da audiência, Forneck sugeriu que a casa legislativa encaminhe à Prefeitura a proposta para a criação de cargos no RBPREV e, posteriormente, a realização de concurso público, tendo em vista que o instituto foi criado em 2013 e carece de um quadro mais amplo de servidores.

Lene Petecão apresenta anti projeto de contingência

A vice-presidente do parlamento municipal, vereadora Lene Petecão (PSD) apresentou no grande expediente desta terça-feira, 12, o anti projeto de contingência de alagamentos na cidade de Rio Branco, com a aquisição de grades plásticas ou metal em bueiros da cidade.

“Pode parecer coisa sem relevância, mas através da utilização dessas grades nos bueiros e bocas de lobo da cidade, conseguiremos reduzir o número de lixo que entope as galerias e córregos para onde escorrem a agua. Isso não seria tão necessário se todos que aqui moram fizessem sua parte em manter os ambientes limpos”, disse Lene.

A vereadora recebe diversas mensagens em seus canais de comunicação, onde moradores relatam o entupimento dos córregos, causados pelo lixo, o que provoca alagamentos até em áreas altas da cidade.

“Em uma de nossas capacitações, pude conhecer esse projeto e achei de grande valor para nossa cidade e estou apresentando agora para aprovação dos meus colegas, essa seria mais uma forma de contribuir com a gestão de nossa cidade”, destacou a vereadora.

Mailza Gomes apresenta proposta a governador Gladson Cameli e Ufac

A senadora Mailza Gomes (Progressistas) esteve na Casa Civil na manhã desta sexta-feira, (8) em reunião com o governador Gladson Cameli e a reitora da Universidade Federal do Acre (UFAC), Guida Aquino, para apresentar a proposta de implantação e execução do Parque Tecnológico do Acre. 

Mailza destacou que o projeto já tem apoio do Ministério da Educação “O governador Gladson demonstrou total interesse e apoio. Junto com o MEC e a UFAC como executora, estamos num grande avanço. A união do estado, a universidade, o governo federal e o legislativo é importante para termos resultados positivos. Estou muito otimista”, pontuou. Cameli abraçou o projeto e disse que que tem total apoio do estado “Pode contar comigo. A viabilidade desse parque vai trazer desenvolvimento , e favorece nossa regiao, situada numa área de fronteira. O estado está de portas abertas”, destacou. O governador  defendeu a importância do investimento, especialmente pelo desenvolvimento e oportunidades de empregos que vai trazer para o Acre. 

A reitora salientou que a Ufac como executora do projeto incentiva a pesquisa e traz oportunidade para os  alunos “Isso porque promovem o desenvolvimento de empresas por meio de soluções e tecnologias desenvolvidas por universidades e seus pesquisadores”, disse. 

Participaram da reunião o vice-reitor, Josimar Batista, o pró-reitor de Planejamento, Alexandre Hid, o secretário de Indústria, Ciência e Tecnologia, Anderson de Abreu, além de assessores e técnicos.

Oposição escolhe deputados para compor mesa diretora

Se os acordos políticos valerem, já está praticamente definida a composição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), ao menos no que se refere à sua direção executiva. Na manhã desta quinta-feira, um dia antes do início da nova legislatura e da eleição que definirá os nove nomes que dirigirão a Aleac, os parlamentares de oposição e os que se dizem independente escolheram Jenilson Leite, Maria Antônia, Jonas Lima e Chico Viga como os nomes que comporão o que está sendo chamada de uma “chapa plural”.

A eleição da Mesa Diretora ocorre nesta sexta-feira, em sessão marcada para logo após a posse dos novos parlamentares.

Caso sejam aceitos e eleitos com os demais já anunciados, a composição da Mesa Diretora ficará a seguinte: Presidente: Nicolau Júnior (PP); Primeira Vice-Presidência: Jenilson Leite (PCdoB); Segunda Vice-Presidência: nome a ser definido; Terceira Vice-Presidência: Maria Antônia (Pros); Primeira Secretaria: Luís Gonzaga (PSDB); Segunda Secretaria: nome a ser indicado pelo MDB; Terceira Secretaria: Jonas Lima (PCdoB); Quarta Secretaria: nome a ser definido; Quinta Secretaria: Chico Viga (PHS).

“Nessa composição plural, acreditamos que todas as forças políticas presentes na Aleac estarão representadas. Essa a forma mais democrática que encontramos de dirigir a Casa do Povo”, explicou o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), dos articuladores desse acord

Bestene e Vagner Sales discordam

Acordos só são realmente cumpridos quando todos os envolvidos concordam. No caso da eleição da Mesa Diretora da Aleac, há controvérsias. O deputado José Bestene (PP) foi o primeiro a discordar desse acordo. No início da semana, ele veio a público para se posicionar contra o acordo, afirmando que ainda haveria muita água a rolar em baixo da ponte até que todos os votos fossem computados. Seus argumentos e impedimentos não ficaram tão claros quanto o seu desejo de melar os acordos entre oposição e situação.

O segundo contrário é o ex-prefeito de Cruzeiro do Sul Vagner Sales (MDB) que discordou de nome do PSDB para a Primeira Secretaria. Sales defende o nome de um emedebista para a função.

PSD defende voto aberto para escolha de presidente do Senado

Em reunião nesta quarta-feira, 29, com a presença de todos os oito senadores, da deputada federal Marfisa Galvão (PSD-AC), e do presidente nacional, ex-ministro Gilberto Kassab, o Partido Social Democrático decidiu por apoiar o “Voto Aberto” para a escolha do novo presidente do Senado que comandará a casa legislativa nos próximos dois anos.

“Tivemos uma ótima reunião onde ficou claro que o partido está trabalhando em consonância com a transparência e atento aos anseios da sociedade”, disse Petecão. O PSD deseja colaborar para a construção de uma nova política em nosso país onde o desejo dos eleitores seja sempre respeitado.

A escolha dos sete cargos que compõem a Mesa Diretora do Senado poderá não ser concluída nesta sexta-feira (1º), primeiro dia dos trabalhos do Congresso e primeiro dia do mandato de dois terços dos senadores escolhidos nas eleições de outubro passado.