Instituto de Matemática é um dos diferenciais da educação

Nos últimos anos, a educação do Acre tem elevado a sua qualidade de ensino, como mostram os resultados de avaliações como o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Este ano, por exemplo, o Estado apresentou elevado crescimento e alcançou a maior nota da Região Norte no ensino fundamental.

Para alavancar o ensino e consequentemente os índices avaliativos, o governo acreano adotou diferentes políticas educacionais, como a criação de espaços inovadores de incentivo ao conhecimento, como o Instituto de Matemática, Ciências, Filosofias e Ética (IMCFE).

Considerado referência em inovação, o IMCFE é um dos legados da gestão do governador Tião Viana, para a educação amazônica. Na prática, o instituto atua para complementar o ensino público acreano e incentivar o desenvolvimento intelectual da juventude.

“O grande diferencial é que todos os serviços são gratuitos e disponibilizados para o público em geral. E buscamos sempre ofertar atividades inovadoras que possibilitem a formação da nossa população em diferentes ramos”, explica Eliomar Amorim, coordenador do espaço.

Mais de 40 mil atendimentos

No estabelecimento são oferecidas atividades educacionais em todas as áreas do conhecimento. De exatas a humanas tem cursos que contribuem para o desenvolvimento de novas habilidades e a qualidade da educação acreana.

Desde que iniciou sua atuação em 2014 o espaço já realizou cerca de 44 mil atendimentos. Entre os serviços ofertados pelo instituto destacam-se: Cursos de Robótica, Matemática Financeira e divertida, Lógica, Xadrez e Filosofia.

”Aqui é um lugar diferenciado, né?! Porque é um local que não tem em outros lugares. Aqui a gente vem e, além de estudar assuntos que não fazem partem da grade da escola, a gente pode aprimorar o que já viu na sala de aula. Eu acho fantástico!”, conta o estudante de robótica Amóm Franco.

Alunos medalhistas

A maneira diferenciada de ofertar diferentes temas fez com que o Instituto se tornasse referência em uso de tecnologias para ensino, e seu trabalho tem apresentado resultados. Tanto que seus alunos têm se destacado a nível nacional, em diversas competições, como nas Olimpíadas Brasileira de Matemática (Obmep) e em torneio de Cubo Mágico.

Como é o caso do estudante Daniel Oliveira, medalhista de ouro em torneio nacional de Cubo Mágico em 2018. O estudante frequenta o espaço desde que estudava o ensino médio e continuou após o término do ensino básico.

” Comecei a frequentar aqui quando ainda era estudante do ensino médio e não parei mais. Fiz quase todos os cursos, e hoje esse espaço é a minha segunda casa”, conta.

Aliás, foi no órgão que ele aprendeu as técnicas de cubo mágico por meio de um curso oferecido no local. A conquista de Oliveira se tornou um marco, já que foi a primeira vez que o estado emplacou um representante local num torneio nacional de Cubo Mágico.

Indicação a prêmios

Além dos destaques estudantis, o IMCFE foi um dos espaços do Norte indicado ao prêmio nacional Darcy Ribeiro. O prêmio busca reconhecer experiências e personalidades importantes para a educação do país. Na competição o Instituto acreano ficou entre os 10 melhores colocados.

No Juruá

Por seu sucesso, além da sede em Rio Branco – situada nas instalações do Centro de Referência de Inovações Educacionais (Crie), o instituto expandiu sua atuação também para a região do Vale do Juruá. E em março, deste ano, foi inaugurado um polo em Cruzeiro do Sul.

Ambos os estabelecimentos fazem parte da estrutura da Secretaria Estadual de Educação e Esporte (SEE) e são vinculados à Diretoria de Inovação. Para funcionar contam com apoio direto da administração estatal.

Anulada questão de matemática do Enem por ser repetida; MEC vai apurar

Questão foi usada em vestibular da UFPR em 2013

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou hoje (12) que uma das questões da prova de Matemática e suas Tecnologias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 foi anulada por já ter sido usada em um vestibular da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 2013, descumprindo os requisitos de ineditismo e sigilo do exame.

“A questão foi elaborada em 2012 para o Inep, por um professor que, à época, estava vinculado à UFPR. No entanto, posteriormente, em 2013, a questão foi utilizada no vestibular da própria Universidade, para ingresso em 2014, o que não deveria ter ocorrido”, informou o órgão por meio de comunicado à imprensa.

Segundo o Inep após constatar a repetição, o Ministério da Educação (MEC) instaurou uma sindicância para apurar responsabilidades, que pode resultar em processos administrativo, cível e até criminal.

O reitor da UFPR, Ricardo Fonseca, colocou a Instituição à disposição para colaborar com a apuração. A Universidade tem um Acordo de Cooperação Técnica assinado com o Inep para integrar o processo de elaboração e revisão de itens do Banco Nacional de Itens (BNI).

A questão anulada tem número diferente a depender do caderno de prova do Enem 2018. Nos cadernos amarelo, laranja e verde, é a número 150. No caderno Azul, 163, no Cinza, 170 e no Rosa, 180.

No Acre, candidatos dividem opiniões em relação à prova de matemática do Enem

Matemática, essa é sempre uma das provas mais temidas pelos candidatos que fazem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como não poderia ser diferente, esse ano a disciplina foi apontada como sendo uma das mais difíceis por quem fez o teste em Rio Branco, capital acreana, e Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do estado. Mesmo assim, os candidatos dividiram opiniões.

Professora de português há cinco anos, Cibele francisca, de 31 anos, disse que faz o Enem todos os anos para testar os conhecimentos. Segundo ela, que é formada em letras português pela Ufac, a prova de matemática foi a mais difícil.

“Achei mais difícil, não sei se é porque sou formada em português e amo ler, então, gosto mais da parte das humanas, mas a prova em relação ao ano passado estava bem mais difícil”, disse.

Cibele conta que faz o Enem há pelo menos cinco anos e que sonha tirar nota 1000 na redação um dia. “Gostei bastante do tema da redação, hoje foi matemática e biologia. Acho que para as pessoas que saíram agora do ensino médio, que estão com o conhecimento fresquinho, a facilidade foi maior”, falou.

A professora afirma que mesmo tendo feito para testar os conhecimentos, esse ano ela fez o exame para tentar outra faculdade. “Se os projetos que estou pensando derem certo, pretendo cursar psicologia, porém, como em Cruzeiro do Sul não tem o curso, eu teria que ir para Rio Branco, então, dependo de outros projetos, porque tenho família”, acrescentou.

A universitária Antônia Nadia Feitosa Azevedo, de 33 anos, foi uma das primeiras a concluir a prova na Escola Professor Flodoardo Cabral. Ela disse que tem boas expectativas. “Estou concluindo a faculdade de educação física e pretendo fazer português. A prova estava boa, tive dificuldade em matemática, era a mais difícil, mas estou otimista em conseguir uma vaga”, destacou.

Acre avança no ensino de matemática e português revela pesquisa do MEC

O Acre apresentou a 5ª maior evolução no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e está entre os nove Estados que conseguiram avançar em matemática e português. A grande maioria dos Estados não conseguiu evoluir ou simplesmente retrocederam nessas disciplinas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo Ministério da Educação (MEC).

Nesse contexto, é baixíssimo o percentual de brasileiros às vésperas de concorrer a uma vaga no ensino superior com conhecimento adequado em Língua Portuguesa. Apenas 1,62 % dos estudantes da última série do Ensino Médio que fizeram os testes desse componente curricular no Saeb alcançaram níveis de aprendizagem classificados como adequados pelo Ministério da Educação.

Se nada for feito pelo ensino médio brasileiro, em breve os anos finais do Ensino Fundamental vão superar a última etapa da Educação Básica em relação aos ganhos de aprendizagem. O alerta vem dos resultados do Saeb e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As evidências demonstram um ensino médio praticamente estagnado desde 2009, e que tem agregado muito pouco ao desenvolvimento cognitivo dos estudantes brasileiros.

Estudantes participam da VI Feira Nacional de Matemática

Estudantes e pesquisadores de mais de 10 estados brasileiros participam, entre os dias 23 e 25 de maio, da VI Feira Nacional de Matemática. O evento, que está sendo realizado pela primeira vez na região Norte, será sediado em Rio Branco e está sendo organizado pelos Institutos Federais do Acre (Ifac) e Catarinense (IFC), e pelas Universidades Federal do Acre (Ufac) e Regional de Blumenau (Furb).

Durante os três dias de evento, cerca de 100 pesquisas, experiências e atividades matemáticas serão apresentadas a toda comunidade. Os trabalhos irão abordar temáticas envolvendo a matemática aplicada e/ou com inter-relação com outras disciplinas, tratar também sobre materiais e/ou jogos didáticos e discutir assuntos relacionados à matemática pura.

Dentre os estados brasileiros que mais somam trabalhos que serão apresentados durante a VI Feira Nacional de Matemática estão: Santa Catarina (36), Acre (24), Rio Grande do Sul (08), Bahia (08), Amapá (07), Pará (04), Tocantins (04), Minas Gerais (02), Pernambuco (02), Ceará (01) e Espírito Santo (01).

Veja quais trabalhos serão apresentados na VI FNMAT

Conforme programação, a abertura oficial do evento será realizada no dia 23 de maio, a partir das 19 horas, no Teatro Universitário da Ufac. A apresentação dos trabalhos terá início no dia 24 de maio, das 08h às 17h30, no Centro de Convenções da Ufac. A partir das 17h30 serão realizadas atividades culturais.

Já no dia 25 de maio, o evento começa às 08h, também no Centro de Convenções da Ufac, e se estendem até às 12h. O encerramento das atividades está previsto para acontecer às 16h, juntamente com a premiação dos melhores trabalhos.

O evento é gratuito e aberto a toda comunidade.

Feira de Matemática já tem mais de 100 projetos

Mais de 100 projetos envolvendo experiências, pesquisas e atividades matemáticas serão apresent ados na 4ª Feira Nacional de Matemática que começa dia 23 de maio em Rio Branco. A feira vai até o dia 25 próximo. Na lista dos estados brasileiros que mais somam trabalhos a serem apresentados na 4ª  Feira Nacional de Matemática estão: Santa Catarina (40), Acre (24), Rio Grande do Sul (10), Amapá (09), Bahia (08), Tocantins (06), Pará (04), Espírito Santo (02), Minas Gerais (02), Pernambuco (02) e Ceará (01).

Pela primeira vez,  as atividades acontecerão em um  município da região Norte.  A organização do evento está sendo promovida pelo Instituto Federal do Acre (Ifac), Universidade Federal do Acre (Ufac) e Furb.

Conforme os organizadores, dos 108 trabalhos aprovados, 68 estão relacionados à matemática aplicada ou contam com inter-relação com outras disciplinas, 39 projetos abordam temas ligados à materiais e  jogos didáticos e um trabalho refere-se à área de matemática aplicada.

Dos trabalhos inscritos três abrangem a categoria Educação Especial e outros três a categoria Educação Infantil. Além disso, 19 projetos estão ligados ao Ensino Fundamental – Anos Iniciais, e 20 trabalhos tratam sobre o Ensino Fundamental – Anos Finais. A categoria Médio e Ensino Superior contam com 33 e 24 trabalhos, respectivamente. Também serão apresentados seis projetos na categoria Professor.