Chegada de matéria-prima garante à Fiocruz a produção de vacinas contra a Covid-19 até maio

A Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), recebeu nesta sexta-feira (2/4) mais 225 litros de IFA (Ingrediente Farmacêutico Ativo), equivalente a 5,3 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Com mais este lote, a produção está garantida até maio.

O IFA é o principal ingrediente da receita. “Ele é o fermento que faz o bolo crescer. Sem ele, sobraria só farinha, açúcar e corante”, metaforiza Norberto Prestes, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos.

Cada vacina ou medicamento tem seu IFA, que também depende de outras substâncias para ser ingerido e fazer o corpo reagir.

Fiocruz já havia recebido IFA nos últimos dias equivalente a 23,5 milhões de doses. Somadas às 11 milhões já produzidas e que estão em processo de controle de qualidade, a Fiocruz garante 35 milhões de doses a serem entregues ao PNI (Programa Nacional de Imunizações).

Até o momento, o Ministério da Saúde já recebeu da Fiocruz 8,1 milhões de doses da vacina, sendo 4 milhões importadas da Índia e 4,1 milhões produzidas até esta sexta-feira (2/4).

Até 31 de março, de acordo com o Instituto de Biotecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), já havia sido entregue ao PNI mais de 2,8 milhões de vacinas Oxford-AstraZeneca.

Há três meses, quando divulgou o primeiro cronograma do acordo com a farmacêutica, a Fiocruz mencionava a disponibilidade de 15 milhões de doses em março.

Até julho de 2021, a promessa é chegar a 100,4 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca entregues ao Ministério da Saúde.

O cronograma de entregas pactuado com o órgão seguirá o esquema de entregas semanais e está sujeito à logística de distribuição definido pela pasta, além dos protocolos de controle de qualidade.

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Foto: Bio-Manguinhos

As consequências da greve de maio

O IBGE divulgou o índice de produção industrial do mês de maio passado com recuo de 10,9% frente a abril. Foi a segunda queda mais acentuada da produção, perdendo, apenas, para o mês de dezembro de 2008 (-11,2%). No ano a indústria ainda cresce 2% e no acumulado de 12 meses o crescimento é de 3%. O recuo compreendeu os bens de capital (-18,3%), bens intermediários (-5,2%), bens de consumo (-15,4%), Duráveis (-27,4%) e Semiduráveis (-12,2%).

No último levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de março do corrente ano, a produção industrial tinha uma ociosidade de 21,9%, ou seja, o parque industrial instalado usava apenas 78,1% de sua capacidade de produção. Com a paralisação dos caminhoneiros, o índice de ociosidade no próximo levantamento tenderá a subir, uma vez que a ausência de matéria-prima e a impossibilidade de escoar a produção fez surgir dois passivos que irão exigir certo tempo de equalização.

A indústria vinha numa recuperação lenta e sofreu um duro golpe no crescimento da produção com a paralisação. O gerente de PMI do IBGE, André Macedo, afirma “que a queda do setor provocada pela paralisação dos caminhoneiros, embora tenha sido um evento pontual, tornou mais difícil analisar se a indústria permanece ou não em trajetória de recuperação, especialmente após um começo de ano mais lento.” (jornal Valor, 05/07/2018)

O mercado financeiro estima que em junho a produção cresça, mas não o suficiente para zerar a queda de maio. “A queda da indústria em maio foi muito forte também quando se toma uma perspectiva mais longa. De acordo com uma série histórica reunida e ajustada sazonalmente pelo UBS desde 1975, foi a quarta maior em 43 anos. Os três maiores tombos anteriores ocorreram em abril de 1990 (-20% ante março) devido ao Plano Collor; em maio de 1995 (-11%), resultado de uma greve de petroleiros; e dezembro de 2008 (-11%), efeito da crise econômica mundial, pós-quebra do banco Lehman Brothers. Assim como outras instituições, o UBS estima uma recuperação parcial da produção da indústria em junho, com aumento de 7%. Tal projeção baseia-se em indicadores já conhecidos, como confiança, emplacamento de veículos e dias úteis, segundo os economistas Fabio Ramos e Tony Volpon em relatório. Flavio Serrano, do banco Haitong, diz que, em junho, o setor virá com um número positivo, mas sua magnitude ainda é incerta. Agora que se sabe o tamanho do estrago que a paralisação dos caminhoneiros provocou na produção industrial de maio, o ponto mais importante é a velocidade com que o setor vai devolver as perdas em junho, diz. Essa velocidade permitirá tirar mais conclusões sobre o ritmo da atividade no país.”

A recuperação virá do setor automobilístico na visão do mercado. “Para o Santander, a indústria deve recuperar em junho em torno de 80% da produção, puxada pelo segmento de veículos. ‘Será uma devolução importante, mas não integral. Os poucos indicadores coincidentes disponíveis sinalizam aumento de 8% na produção do mês passado’, afirma Rodolfo Margato, economista da instituição. Ele ressalta que a projeção é preliminar. Se realizada, a produção industrial fecharia o segundo trimestre com uma queda expressiva de 4,1% sobre o primeiro, feito o ajuste sazonal.”

A greve foi um duro golpe no setor industrial, retardando o crescimento da produção e a retomada do PIB. Como a discussão do frete ainda não finalizou, a demanda pelo escoamento da produção continua em grande parte parada. Em outro artigo falamos que o setor do agronegócio projeta um acréscimo no custo do frete de 150%, reduzindo a lucratividade do campo. Não aceitando esse prejuízo adverso, o agronegócio decidiu manter a produção estocada até a resolução do conflito causado pelo próprio governo federal ao decidir reviver a SUNAB.

A questão da tabela já chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que requereu dos diversos órgãos públicos manifestação sobre o caso. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) disse que o acordo “feito pelo governo federal para encerrar a greve dos caminhoneiros, cria uma espécie de cartel, tem graves efeitos ao consumidor, prejudica o mercado e representa uma afronta à livre concorrência.”

O Cade lembra ao STF que a ordem econômica possui regulamentação na Constituição Federal (artigo 170 e seguintes), tendo a livre concorrência como princípio (inciso IV, art.170). Portanto, no advento da Constituição de 1988, o tabelamento deixou de ser possível quando não existe interesse social favorável à população.

A ação do governo federal em aceitar o tabelamento ultrapassou a autorização constitucional e feriu o interesse social da população. Favorecer exclusivamente uma classe social em detrimento as demais não encontra amparo na ordem econômica existente na Magna Carta. A consequência, caso persista a tabela, será o repasse ao consumidor do custo do acréscimo relativo ao frete pelos setores produtivos. Num ambiente onde a indústria está ociosa, a economia anda como tartaruga e o governo favorece uma classe, a recuperação não será na velocidade necessária para soerguer o Brasil. Quanto ao Acre, dependente do transporte terrestre, a conta será maior.


Marco Antonio Mourão de Oliveira, 42, é advogado, especialista em Direito Tributário pela Universidade de Uberaba-MG e Finanças pela Fundação Dom Cabral-MG.

Representantes de motoclubes do Acre declaram apoio ao Maio Amarelo

Segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, em 2015, mais de 12 mil motociclistas morreram em acidentes de trânsito no Brasil. Para alertar a classe quanto aos perigos no trânsito, representantes de motoclubes do Acre declaram apoio ao Movimento Maio Amarelo em ato realizado na tarde da quarta-feira 23, na Avenida Amadeo Barbosa.

O Maio Amarelo está em sua quinta edição e tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. Com o tema “Nós somos o trânsito”, o movimento já mobilizou diversos parceiros governamentais e não governamentais para apoiarem a causa.

Para a educadora de trânsito Rebeca de Paula, receber o apoio da classe fortalece as ações do movimento no estado. “Para nós do Detran, é muito importante ter como parceiros os motoclubes, pois eles vivenciam o trânsito no dia a dia e são influenciadores de vários motociclistas no estado.”

Segundo o representante do grupo Gaviões da Amazônia, Erick Assis, os motoclubes são movimentos organizados que existem em todo o país. Para uma pessoa se tornar membro, é necessário obedecer a alguns critérios, como respeitar as regras de trânsito.

“Eu mesmo passei dois anos para entrar em nosso grupo e receber meu colete. Hoje queremos conscientizar os companheiros”, afirma.

Em 2017, a Coordenação de Estatística do Detran registrou 35 mortes envolvendo motociclistas em todo o estado. Esse número representa 46% do total de fatalidades registradas durante todo o ano.

“Estamos aqui em nome de todos os motoclubes e motogrupos do Acre realizando este ato em apoio ao Movimento Maio Amarelo. Temos visto o alto índice de acidentes envolvendo motociclistas, e isso tem nos preocupado”, declarou o representante do Esquadrão Foursquare, Sérgio Sá.

Maio Amarelo: Prefeitura realiza palestras em escola

A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTRANS), realizou na manhã desta segunda-feira (21) mais um ciclo de palestras educativas sobre o trânsito com estudantes da capital. A equipe de Educação no Trânsito do órgão esteve nas salas de aula repassando informações sobre segurança no trânsito.

O ciclo de palestras faz parte das ações de educação e de conscientização que o órgão está realizando em virtude das atividades do Maio Amarelo. Segundo o Gerente de Educação Luís Eduardo, as palestras alertam sobre como evitar acidentes, ressaltando a importância do uso dos itens de segurança obrigatórios, sempre trabalhando o lúdico das crianças. “O foco dessas palestras é reforçar conhecimentos das crianças sobre segurança no trânsito e principalmente faze-las entender que elas são parte desse trânsito”.

Voltado ao público infantil, as ações foram realizadas durantes três dias, em salas de aula, de 08h as 12h da manhã e à tarde das 14h às 17h. Aproximadamente 300 crianças de 6 a 9 anos receberam as palestras que traziam conhecimentos sobre o trânsito de forma lúdica.

As palestras nas escolas têm o objetivo de educar as crianças enquanto aprendizes e futuros condutores. “O nosso trabalho nas escolas é contínuo. Trabalhar a educação para o público infantil é semear bons frutos no futuro. Hoje eles ajudam a conscientizar os pais, fiscalizando-os e repreendendo-os. Amanhã eles serão condutores e saberão como agir corretamente no trânsito”, explicou Luís Eduardo.

Campanha Maio Amarelo é lançada em Rio Branco

A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito de Rio Branco (RBTRANS) lançou na tarde de ontem, 16, a Campanha Maio Amarelo. Com o tema ‘Nós somos o trânsito’, o objetivo é de conscientizar a população a buscar um trânsito seguro e reduzir o número de acidentes.

Esta é a quinta edição e durante sua execução serão feitas palestras, blitz educativas e orientações aos condutores. A coordenação e desenvolvimento das atividades é da RBTRANS.

Umas das preocupações nesta edição é reduzir o número de acidentes envolvendo motociclistas. De acordo com o diretor Gabriel Forneck, a maioria dos acidentes envolvem estes condutores.

“Na verdade, tivemos uma redução, mas ainda corresponde a 51% dos acidentes de trânsito que ocorrem no município de Rio Branco. Para se ter uma ideia quando a gente pega só acidente que envolve motos, 28% é de choque entre os próprios motociclistas”, diz.

Foneck comenta que, por causa da pressa, muitos ultrapassam sinal vermelho, sobem nas calçadas. E isso acaba ocasionando estes acidentes. Por isso o foco da RBTRANS na campanha Maio Amarelo deste ano são os motociclistas.”

O tema de 2018 propõe o envolvimento direto da sociedade nas ações e propõe a redução de acidentes envolvendo motos. Trata-se de um estímulo a todos os condutores, seja de caminhões, ônibus, vans, automóveis, motocicletas ou bicicletas, e aos pedestres e passageiros, a optarem por um trânsito mais seguro.

De acordo com os dados da superintendência, quase metade dos acidentes registrados envolvendo motocicletas tiveram vítimas fatais, 48,72%.