Ministro do STF afasta presidente do Ibama do cargo em investigação de exportação ilegal de madeira

O presidente do Ibama, Eduardo Bim, é um dos 10 agentes públicos afastados de seus cargos por ordem do Supremo Tribunal Federal na operação Akuanduba.

Bim é alvo da apuração que resultou em busca e apreensão em endereço do ministro Ricardo Salles e do ministério do Meio Ambiente.

A PF investiga a edição de um despacho pelo Ibama, em 2020, que teria permitido a exportação de produtos florestais sem a necessidade de emissão de autorizações.

O despacho teria sido elaborado a pedido de empresas com cargas apreendidas no exterior e resultou na regularização, segundo a PF, de cerca de 8 mil cargas de madeira ilegal.

Gladson Cameli acompanha abertura da sala de crise do rio Madeira

O governador Gladson Cameli segue cumprindo extensa agenda em Brasília. Na tarde desta quarta-feira, 23, o mandatário do Poder Executivo acreano acompanhou a abertura da ‘sala de crise’ do rio Madeira.

A sala de crise é coordenada pela Agência Nacional de Águas (Ana) e desde 2015, monitora, especificamente, o período de cheia do rio Madeira, sendo acionada sempre que haja aumento de vazão d’água.

Caso a vazão na hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, atinja 34 mil metros cúbicos por segundo antes da data programada, por exemplo, se antecipa então o trabalho da sala de crise. O maior nível de vazão foi registrado no último dia 19 de janeiro, quando 31.978 metros cúbicos por segundo foram registrados.

Em 2014, a cheia histórica do Madeira inundou a BR-364, deixando o Acre isolado por terra durante vários dias e trazendo prejuízos milionários. Para Cameli, é preciso estar atento com as variações no nível do Madeira.

“Foi impressionante o que aconteceu em 2014. Por isso, não podemos ser pegos de surpresa. Já determinei ao Corpo de Bombeiros que faça esse acompanhamento rotineiramente. Este ano, inclusive, equipes foram até os trechos da BR-364 verificar a distância entre a água e o nível da pista”, ressaltou.

Ainda não é possível prever uma possível enchente de grandes proporções do rio Madeira. Porém, a Agência Nacional de Águas alerta que as áreas de cabeceira do manancial, na Bolívia, vêm recebendo volumes consideráveis de chuvas, o que vai refletir diretamente na subida do nível do rio, em território brasileiro.

Participaram da reunião por meio de videoconferência, em Rio Branco, o comandante do Corpo de Bombeiros do Acre, coronel Carlos Batista, acompanhado do subcomandante da corporação, tenente-coronel Antônio Velasquez, do coordenador da Defesa Civil Estadual, tenente-coronel James Gomes e do secretário de Meio Ambiente, Israel Milani.

Inauguração da ponte do Rio Madeira deve acontecer até agosto, diz Gladson

O Governador do Estado do Acre, Gladson Cameli, confirmou a inauguração da ponte sobre o Rio Madeira, em Rondônia, para o início do segundo semestre de 2019. A conclusão da obra liga o estado, de uma vez por todas, com as demais regiões do país.

“A ponte do Madeira será inaugurada até agosto, no máximo. Muitos acreditavam que essa ponte não sairia do papel, mas se enganaram. Essa obra é um sonho antigo dos acreanos e, hoje, já é uma realidade”, afirmou Cameli.

Gladson Cameli lembra do esforço pessoal, quando exercia o cargo de senador da República, para garantir os recursos necessários para a obra não parar. Atualmente, quase 90% da construção estão concluídas.

“Travamos uma guerra em Brasília. Eu ia de ministério em ministério garantir que a ponte não ficasse parada e mesmo diante da crise que o Brasil enfrenta, conseguimos os recursos e as obras continuaram”, comenta.

Desde a abertura da BR 364, entre Rio Branco e Porto Velho (RO), a travessia sobre o Rio Madeira, na região do distrito de Abunã (RO), é feita por balsas. O trajeto entre as margens do rio leva, em média, meia hora. Porém, em momentos mais críticos do ano, como nos períodos de cheia e seca, o tempo para fazer o mesmo percurso é superior à uma hora.

Com a conclusão da ponte, será possível romper o Madeira em poucos segundos. Além disso, não será mais necessário o pagamento de uma taxa para atravessar o rio. Atualmente, o valor cobrado para uma carreta bitrem carregada é de R$ 149. Economia de tempo e dinheiro.

O caminhoneiro Francisco Pereira faz o transporte de cargas para o Acre há 18 anos. Ele acompanha a evolução da obra a cada travessia. Francisco comemora, entusiasmado, a fase final da construção.

“Só Deus sabe as humilhações que já passamos aqui nessa balsa. Já fiquei mais de um dia esperando para atravessar. Com a ponte, será uma maravilha, eu estou contando os dias para a obra terminar e vou fazer de tudo para ser um dos primeiros a atravessar essa ponte”, afirma, empolgado, o caminhoneiro.

Com pouco mais de um quilômetro de extensão, a ponte sobre o Rio Madeira é uma das maiores e mais modernas obras de engenheira executadas na Amazônia. O investimento total é de R$ 148 milhões. A construção está sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit/RO).

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Elevação da BR 364

Os trechos alagados da BR 364 durante a cheia histórica do Rio Madeira, em 2014, estão sendo elevados. Aproximadamente, 16 quilômetros já foram suspensos. Os serviços são executados por uma empresa contrata pela concessionária que administra a hidrelétrica de Jirau.

As obras se concentram na região da antiga vila Mutum-Paraná(RO). Durante a enchente, o nível da água ficou 1,5 metros acima da única rodovia que liga o Acre as demais regiões do país.

O governador Gladson Cameli acompanha de perto as obras de elevação do nível da BR 364. A previsão é que o serviço seja concluído até o próximo mês de abril.

“A elevação da pista é a garantia que o Acre não ficará mais isolado, por terra. A nossa parte fizemos, que foi cobrar o levantamento da pista. Como governador, determinei ao Corpo de Bombeiros fazer o monitoramento constante do nível do Rio Madeira para não sermos pegos de surpresa”, concluiu Cameli.

Instituto SENAI realiza 1ª Mostra de Artesanato Acreano em madeira

Parceria com governo e Banco KFW incentiva artesãos acreanos a melhorar qualidade de suas peças

Pela primeira vez trabalhando na área, o Instituto SENAI de Tecnologia Madeira e Móveis (IST) realizou, nesta sexta-feira, 14 de dezembro, uma Mostra de Artesanato com peças em madeira, produzidas pelos artesãos beneficiados pelo projeto Semana do Suporte Técnico, ministrada no período de 20 a 23 de novembro no próprio IST. O projeto, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Pequenos Negócios, Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) e Banco KFW, teve seu desfecho com a exposição dos produtos que foram confeccionados ao longo dessa experiência inicial.

“Tínhamos duas metas a serem cumpridas. A primeira era implantar a produção enxuta em 25 empresas dos setores madeireiro e moveleiro, e, a segunda, atender 15 artesãos de Rio Branco, Sena Madureira, Cruzeiro do Sul e Porto Acre. E, então, hoje, o que estamos apresentando é o resultado da meta 2. A missão do SENAI era também dar suporte técnico ao Polo Moveleiro de Rio Branco, cedendo um marceneiro e material de consumo para a produção das peças, mas também fizemos o projeto técnico de todas as peças e um ‘flyer’ para cada artesão”, descreveu Tânia Lúcia Guimarães, gerente do IST.

Representando a Federação das Indústrias do Estado do Acre (FIEAC), a vice-presidente Adelaide de Fátima Oliveira comemorou o momento, relatando ser uma vitória de um esforço realizado há muito tempo. “É uma grande alegria ver essas peças. Esse projeto, quando pensamos nele lá atrás, com todo apoio do Governo do Estado, lutamos para trazer esse recurso para dentro do SENAI, que foi contratado pela Secretaria de Pequenos Negócios para fazer esse trabalho para moveleiros, marceneiros e artesãos. Foi um trabalho árduo, feito por muitas mãos. Como Sistema Indústria, estamos muito felizes de poder estar participando desse momento”, declarou.

Marilda Brasileiro Rios, representando a Secretaria de Pequenos Negócios, emocionou-se ao recordar o início do projeto e poder testemunhar o seu sucesso, afinal. “Nós queríamos aproximar os artesãos do SENAI. Temos que tirar o chapéu para o SENAI, pois em termos de domínio técnico, de qualidade e foco na qualidade produtiva, o SENAI e a Funtac têm esse olhar e trabalham para isso. Então, fomos em busca de conseguir realizar isso e, para nós, que estamos chegando ao final da nossa gestão, é muito importante ver que tudo foi concretizado”.

Referência

De acordo com a engenheira civil da Funtac, Adriana Paula Cavalcante, o artesanato também estava distante das atividades da instituição. No entanto, o projeto serviu como um despertar para a utilização da estrutura existente em Porto Acre. “Fomos tentando construir, auxiliar com algumas espécies, e acho que deu muito certo. Fizemos 40 peças e a meta eram 30. Mesmo lidando com muita burocracia e dificuldades, pois cada instituição tinha seus procedimentos, hoje é um dia para estarmos muito felizes, porque deu tudo certo”, comemorou.

Para a artesã Lucélia Maia a experiência foi enriquecedora. “Só o fato de estar aqui expondo as nossas coisas já é uma propaganda para nós. Já fiz cursos de marchetaria no SENAI, já conhecia o trabalho daqui, então foi muito interessante. O artesanato em madeira nos dá muito retorno, além de termos muito incentivo como esse, por meio do KFW”, elogiou. “Esse projeto não me completou, e sim, transbordou. A disponibilidade dessa equipe técnica, das parcerias, de fazer os projetos, de ter recurso e espaço para a gente trabalhar, foi algo que me ‘super motivou’. Nunca me senti tão valorizada e com tantas oportunidades para aprender. É isso que me faz sair de Porto Acre, vir para Rio Branco, e depois voltar. O Acre, hoje, é referência em artesanato e não podemos retroceder”, agradeceu a artesã Maria do Socorro Ferreira de Souza.

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Prefeita Socorro Neri vistoria construção de pontes

Com previsão de término para dois meses, a prefeitura de Rio Branco, constrói a ponte mista – de aço e concreto sobre o Igarapé Fundo da Estrada do Quixadá. Nesta terça-feira(24) a prefeita Socorro Neri e secretários vistoriaram a obra executada com recursos próprios e do Ministério das Cidades, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC II.

Em aço e concreto, a ponte tem 23,30 metros de extensão e 10,10 metros de largura, contando com passarelas laterais para pedestres. A parte de fundação está concluída: as 8 estacas em concreto armado, com 12 metros de profundidade, já estão instaladas, bem como as treliças em aço. As próximas etapas da obra serão: a confecção do tabuleiro em concreto armado, construção do guarda corpo lateral da ponte e asfaltamento da via.

A previsão é que a ponte seja entregue à comunidade do Quixadá até o final o verão Amazônico, garantindo a trafegabilidade da comunidade e escoamento da produção agrícola da região.

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13 Pontes em madeira

Seguindo pela Estrada do Quixadá, a prefeita Socorro Neri e os secretários foram ver a obra da ponte do Ramal J.K que é feita com madeira doada pelo Instituto Brasileiro de Recursos Renováveis (IBAMA), para a prefeitura de Rio Branco.

Além do Ramal J.K, a Prefeitura, por meio da secretaria de Agricultura e Floresta (SAFRA), constrói outras 12 pontes de madeira, sendo uma no Ramal Brindeiro, uma no Ramal da Lua, duas no Ramal Baixa Verde, uma no Ramal da Piçarreira1, uma no Quixadá (que funciona como desvio no Igarapé Redenção) três na Reserva Chico Mendes, uma no Panorama, uma no Ramal Clodoaldo e outra no Ramal Barro Alto.

O titular da SAFRA, Jorge Fadell, diz que toda a madeira doada pelo IBAMA para a prefeitura “é de excelente qualidade para obras como as pontes. São madeiras duras e resistentes como a massaranduba, cumaru ferro e cumaru cetim, além de outras espécies”.

De acordo com a prefeita Socorro Neri, este ano, a manutenção dos ramais que se encontram sob a responsabilidade do Município, na área de abrangência do cinturão verde está entre as prioridades. “Mesmo nesse contexto de crise financeira que atinge a todos os entes públicos no Brasil, estamos empenhados em apoiar aqueles que produzem, por isso, investimos em pontes e melhoramento de ramais”, conclui ela.

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Prefeita Socorro Neri assina novo termo recebendo doação de 1.000 metros cúbicos de madeira apreendida

A Prefeitura de Rio Branco recebeu nesta sexta-feira (13) mais um lote de cerca de 1.000 metros cúbicos de madeira apreendida pela Superintendência Regional do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Naturais Não Renováveis (Ibama). O termo de doação foi assinado pelo superintendente do Ibama no Acre, Carlos Gadelha, em reunião no Gabinete da Prefeita Socorro Neri.

Estiveram presentes os secretários Jorge Fadel, de Agricultura e Floresta, Kellyton Carvalho, de Serviços Urbanos, além do Chefe de Gabinete Civil da PMRB, Márcio Oliveira e o secretário Adjunto de Obras Públicas, Marcos Venicio.

O Chefe de Fiscalização do Ibama/Acre, Sebastião Santos, detalhou aos presentes o trabalho realizado para efetuar a doação. A prefeita agradeceu a presença de todos e reafirmou o compromisso de bom uso do material doado.

A madeira foi apreendida durante a Operação Ponta do Abunã, que está em andamento na fronteira do Acre, Amazonas e Rondônia com participação de fiscais do Ibama e policiais Federal e Militar. O material doado vem sendo utilizado pela Prefeitura em variadas obras e serviços, especialmente a recuperação de pontes no Cinturão Verde de Rio Branco. Mas há possibilidade de uso para implantação de paradas de ônibus na área rural, cercas e passarelas.

No total, levando em conta as doações feitas pelo Ibama desde o ano passado, o Município de Rio Branco já recebeu 1,7 mil m³ de madeira abatida ilegalmente.

As doações anteriores resultaram em importantes obras, como a ponte sobre o igarapé Santa Maria, no Ramal do Brindeiro, com 15 metros de extensão, que desde o mês passado já atende a comunidade.

Iapen apresenta móveis produzidos por reeducandos com madeira reaproveitável

O Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), juntamente com a Superintendência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Acre, realizou na Unidade Prisional Francisco de Oliveira Conde (FOC), em Rio Branco, uma mostra de parte do material produzido na marcenaria da unidade a partir do reaproveitamento de madeira.

A parceria entre as instituições já dura desde 2015, quando o Ibama decidiu priorizar o fornecimento de madeira apreendida ilegalmente ao Iapen, em cumprimento à sua função social de ressocialização de pessoas privadas de liberdade.

“Por lei, precisamos dar destinação social ao que apreendemos. Quando identificamos a potencialidade do Iapen para absorver parte da madeira que se apreende durante ações de fiscalização, encontramos uma forma de contribuir, de fato, em fazer um bem maior para a sociedade”, informou Sebastião da Silva, superintendente substituto do Ibama.

As doações têm ajudado a qualificar mão de obra dentro da unidade, fortalecendo as ações do Iapen no sentido de viabilizar condições de ressocialização, sobretudo, a reeducandos que se encaixam em perfis de bom comportamento, conforme prevê a Vara de Execuções Penais.

A madeira beneficiada dá origem a objetos variados, que vão desde pequenos tabuleiros a portas e mesas de maior porte. A produção é destinada a alguns órgãos do poder público e a encomendas por parte da própria comunidade. A qualidade dos produtos poderá ser conferida, inclusive, durante a 2ª Mostra Laboral Nacional, que apresentará os trabalhos desenvolvidos em unidades prisionais de todo o país, de 24 a 26 de julho, em Florianópolis (SC).

“A grande importância desse projeto é o processo de qualificação e ressocialização, uma forma de conscientizá-los daquilo que eles precisarão dar de resposta à sociedade em forma de trabalho quando cumprirem suas devidas penas”, ressaltou o diretor-presidente do Iapen Aberson Carvalho.

Na FOC há cerca de 80 reeducandos, sendo homens e mulheres inseridos em projetos de ressocialização em atividades de horticultura, granja e marcenaria para o público masculino e confecção de bolsas, oficinas de reciclagem, horticultura, limpeza e roçagem para o feminino. Com o artesanato, que envolve os dois públicos nas celas, esse número se aproxima de mil.

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Prefeitura de Rio Branco recebe novo lote de madeira doada

A prefeitura de Rio Branco recebeu nesta sexta-feira (21) novo carregamento de madeira do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). O superintendente do Ibama, Carlos Gadelha e o diretor do órgão ambiental, Sebastião Santos, entregaram a madeira para o diretor da secretaria de Agricultura e Floresta (SAFRA), Jorge Rebolças, na Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos do município (UTRE).

São 400 metros cúbicos de madeira. A carga foi transportada em 8 carretas, 1 prancha, 1 caçamba e 2 caminhões de cargas. Entre as espécies doadas estão sucupira, ipê, maçaranduba, cambará, angelim, roxão e roxinho.

A exemplo da remessa anterior, de 200 metros cúbicos, já doada pelo Ibama à Prefeitura, a madeira foi apreendida pela Operação Ponta do Abunã, realizada na fronteira do Acre, Amazonas e Rondônia. Este e o lote anterior, entregue na sexta-feira (15), ficarão depositados na UTRE. O secretário de Agricultura e Floresta, Mário Jorge Fadell, explica que a madeira será utilizada pela prefeitura para a construção de paradas de ônibus na área rural, recuperação de pontes, confecção de mesas e bancos para instalações públicas como a Ceasa, Mercados Municipais e feiras, confecção de estacas para cercar equipamentos públicos como a rodoviária, UTRE, Ceasa, Mercados. Os resíduos deverão ser utilizados na caldeira das instalações da Emurb. “Com a doação reduzimos o custo das obras que vamos executar”, explicou.

O diretor do Ibama, Sebastião Santos, disse que a operação na região do Abunã deverá ter continuidade e que novas doações serão feitas à prefeitura de Rio Branco, “que temos certeza, emprega muito bem o material doado em benefício da comunidade”.

Pontes

Quando recebeu a primeira doação de madeiras do Ibama, na sexta-feira (15), a prefeita Socorro Neri determinou que, após o beneficiamento, a madeira fosse usada para a construção de duas pontes na comunidade do Catuaba – na Estrada Jarbas Passarinho e na reforma das passarelas na Travessa Jaciara, no bairro da Conquista, e Rua 10 de Julho (conhecida popularmente como ´Rua da Tripa´), o que vai reduzir em 60% o custo geral da obra.

As pontes atenderão a vários ramais que compõem o Cinturão Verde de Rio Branco, as zonas de produção familiar do município que abastecem os mercados da cidade. As passarelas e pontos de ônibus são equipamentos essenciais à mobilidade nos bairros.

Doações anteriores do Ibama à prefeitura de Rio Branco, já resultaram em importantes obras, como a ponte sobre o igarapé Santa Maria, no Ramal do Brindeiro, com 15 metros de extensão, que já está em pleno funcionamento.

Socorro Neri recebe nova doação de madeira do Ibama-AC

A prefeita Socorro Neri recebeu na última sexta-feira, 15, lote de cerca de 200 metros cúbicos de madeira apreendida pela Operação Ponta do Abunã, realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na fronteira do Acre, Amazonas e Rondônia.

O repasse foi feito à prefeita pelo superintendente do Ibama no Acre, Sebastião Santos, em ato realizado na Unidade de Tratamento de Resíduos Sólidos de Rio Branco (UTRE), onde a madeira permanecerá até ser levada para beneficiamento. Santos coordena as operações na região de Alto Alegre do Abunã, em Rondônia, base das atividades do Ibama. Os secretários Marcio Oliveira, Chefe da Casa Civil; Jorge Fadel, de Floresta e Agricultura; e Kellington Carvalho, de Serviços Urbanos, estiveram presentes.

O diretor da Secretaria Municipal de Floresta e Agricultura (Safra), Jorge Rebolças, e o secretário-adjunto de Obras Públicas, Jorge Rebolças, também participaram.

A madeira foi transportada em cinco carretas. A carga continha toras de espécies como tuari-carvão, sucupira, ipê, maçaranduba, cambará, angelim, roxão, roxinho e um caminhão de madeira processada. “Vamos usar em obras sociais, como pontes, passarelas, pontos de ônibus e outras”, disse Socorro Neri, durante saudação aos integrantes da comitiva que transportou a madeira até Rio Branco.

Os destinos finais dessa doação, após o beneficiamento da madeira, serão a construção de duas pontes na comunidade do Catuaba; na Estrada Jarbas Passarinho e na reforma das passarelas na Travessa Jaciara, no bairro da Conquista, e Rua 10 de Julho (conhecida popularmente como ´Rua da Tripa´). A Secretaria Municipal de Obras Públicas (Seop) calcula que o uso de madeira doada reduza em pelo menos 60% o custo geral da obra.

As pontes que serão construídas atendem a vários ramais que compõem o Cinturão Verde de Rio Branco, as zonas de produção familiar do município que abastecem os mercados da cidade. As passarelas e pontos de ônibus são equipamentos essenciais à mobilidade nos bairros.

A Operação Ponta do Abunã continua até o fim deste ano com a previsão de apreender ao menos mais 10 mil metros cúbicos de madeira, que será doada também para unidades do Exército Brasileiro, Prefeitura de Porto Velho (RO) e Prefeitura de Rio Branco.

Prefeita recebe afeto e gratidão de morador

Um bom exemplo da concretização das doações é a ponte sobre o igarapé Santa Maria, no Ramal do Brindeiro, que está sendo construída com madeira apreendida pelo Ibama em ações anteriores à Operação Ponta do Abunã. A obra, com 15 metros de extensão, foi inspecionada pela prefeita Socorro Neri e pelo superintendente do Ibama. “Este ramal é importante para o Cinturão Verde pois conecta ao Ramal da Castanheira em uma região produtora de goma de mandioca e hortaliças”, observou Jorge Fadel, da Safra.

Na visita, a prefeita recebeu o afeto do comerciante José Ermildo, amigo da família de Socorro Neri em Tarauacá. Ermildo mora há cinco anos no Ramal do Brindeiro e lembrou com tristeza dos dias de forte chuva que prejudicaram a ponte. “A água levou tudo mas o pessoal da Prefeitura veio rápido. Vejo que está ficando muito boa a nova ponte”, disse José Ermildo, que possui uma chácara próxima do Igarapé Santa Maria. A prefeita retribuiu o carinho e compreensão do morador e reafirmou seu compromisso de fazer o melhor para as comunidades de Rio Branco.

O representante do Ibama também comemorou ao ver o resultado de seu trabalho, o combate aos ilícitos ambientais, transformar-se em algo útil para a população. “Satisfação pessoal enquanto servidor público por estar contribuindo com a sociedade”, disse Sebastião Santos.

Comunidade e governo planejam safra de manejo madeireiro no Antimary

A política de desenvolvimento sustentável do Acre consiste na manutenção da floresta e crescimento socioeconômico, para isso o governo do Estado tem impulsionado atividades produtivas, a exemplo do manejo comunitário.

A Floresta Estadual do Antimary (FEA) foi à primeira do país a receber o certificado internacional FSC (Conselho de Manejo Florestal) e realizar exploração de manejo, via concessão florestal. A atividade madeireira, promovida desde 2009, já gerou R$ 4 milhões aos comunitários da região.

Nesta quarta-feira, 16, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) promoveu reunião com as famílias para tratar sobre a safra de manejo madeireiro, deste ano, bem como sobre políticas públicas nas áreas de saúde, educação, segurança, infraestrutura, entre outras.

“O manejo no Antimary tem garantido a preservação da floresta e gerando renda às famílias. A safra do ano passado rendeu 22 mil metros cúbicos de madeira legalizada e manejada. Estamos agora traçando o cronograma da exploração sustentável deste ano, planejamento anual que é realizado em parceria com a comunidade”, salientou o secretário de Estado de Meio Ambiente, Edegard de Deus.

São 45 mil hectares de floresta que beneficiam, atualmente, 40 famílias, com média anual de R$ 12 mil que, somadas a renda do extrativismo de castanha, chega até R$ 20 mil.

Agenor Nascimento, presidente da Associação de Seringueiros da FEA, destacou a relevância da atividade econômica. “Além da melhoria da nossa renda familiar, o manejo também nos proporcionou outros benefícios, como a pavimentação do ramal, que facilita não somente a retirada de madeira manejada, mas também o nosso deslocamento”.

A expectativa é que, em 2018, 30 mil m³ de madeira legal sejam comercializadas. Marky Brito, diretor de Floresta da Sema, explica que a atividade econômica está aliada à conservação dos recursos. “Diferentemente do entorno, no Antimary o desmatamento está estabilizado. Além disso, temos garantido acesso à escola, unidades de saúde, por meio da pavimentação de mais de 40 quilômetros de ramal”.

O Conselho da Floresta Estadual do Antimary é composto pela comunidade, por meio das duas associações, e Sema. A unidade de conservação é gerida pelo Estado. Marilvado Freitas, presidente da Associação Agroextrativista Verdes Floresta do Igarapé Sossego, a parceria tem resultado em melhorias. “Temos desenvolvido um trabalho de parceria que resultou na melhoria da vida das famílias que vivem aqui”, frisou.

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A expectativa é que, em 2018, 30 mil m³ de madeira legal sejam comercializadas – Foto/Maria Meirelles/Secom

Policiamento comunitário

Segurança pública também foi pauta da reunião, que contou com a participação do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA). Além de realizar o enfrentamento e repressão ao crime na zona rural, a Polícia Militar também atua de maneira preventiva.

“Temos estado dentro da reserva fazendo um trabalho de policiamento comunitário rural, esclarecendo dúvidas sobre o que é ou não legal, crimes ambientais, entre outras questões. Isso aproxima a comunidade da polícia, ao mesmo tempo em que garante segurança das famílias”, salientou o comandante do BPA, coronel Antônio Teles.

Cooperativa de Rio Branco aposta em reaproveitamento de madeira

Com o apoio do governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços Sustentáveis (Sedens) e da Secretaria de Pequenos Negócios (SEPN), a Cooperativa de Produção de Moveleiros do Acre (Coopermoveis) segue com o compromisso de beneficiar famílias com geração de trabalho e renda.

O novo projeto da cooperativa, localizada no Polo Moveleiro de Rio Branco, aposta na reutilização de resíduos de madeira para confecção de peças artesanais. Assim, tudo tem sido reaproveitado para dar origem a mesas, jarros e outros objetos de decoração.

De acordo com o conselheiro fiscal da Coopermoveis Raimundo Mota, esse é um projeto que poderá ser lançado no mercado nacional. Para isso, os cooperados contam com o apoio do Sebrae para concluir um plano de negócios, que dará origem a uma produção em série para ser apresentada em um showroom, com previsão para ser realizado ainda no primeiro semestre deste ano.

“Nós pretendemos concluir um estudo de identificação de alguns tipos de móveis mais aceitos no mercado nacional para expandirmos os negócios, inclusive, estamos em diálogo com o comércio. Com os investimentos da Secretaria de Pequenos Negócios, temos toda a estrutura para isso, até com máquina computadorizada que vai controlar a escala de produção”, frisa.

A Coopermoveis está há doze anos no mercado e movimenta anualmente cerca de R$ 700 mil na economia no Acre. Por envolver diretamente mais de 20 famílias, o governo investiu em galpões, maquinário de ponta e caminhões para acelerar o fluxo de trabalho.

A união de moveleiros que outrora trabalhavam sem estrutura mostra que o incentivo do governo tem contribuído com a formação de novas associações e cooperativas no estado.

“Viemos do fundo de quintais e tínhamos o sonho de trabalhar com mais dignidade. Sem o apoio do governo não teríamos conseguido chegar até aqui. Foi assim que nos fortalecemos”, conclui Mota.