Incidência de hepatites ainda é alta no Acre, mostra boletim nacional da Saúde

O boletim divulgado nesta segunda-feira, 9, pelo Ministério da Saúde, mostra que o Acre é o segundo em número de cassos de hepatite A e o 3º em hepatie C. Se ranqueadas as taxas de incidência de hepatite A, entre as 27 capitais brasileiras, em 2017, pode-se observar que oito delas apresentaram taxa superior à nacional (1,0 caso por 100 mil habitantes), a citar em ordem decrescente: Macapá (6,0), São Paulo (5,8), Florianópolis (2,7), Rio de Janeiro (2,2), Manaus (1,8), Boa Vista (1,5), Curitiba (1,2), Macei L (1,1). Belém apresentou a menor taxa de incidência dentre as capitais com casos notificados, com 0,7 casos por 100 mil habitantes em 2017. João Pessoa e Vitória não apresentaram nenhum caso notificado nesse ano. Rio Branco não figura nesse contexto porque quando comparadas as taxas observadas nos estados e em suas respectivas capitais, observase que a incidência estadual de hepatite A foi maior do que a da respectiva capital em 10 das UF brasileiras, a saber: Acre, Tocantins, Rondônia, Distrito Federal, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Goiás, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Pará, Paraíba e Espirito Santo.

De 1999 a 2017, foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) 587.821 casos confirmados de hepatites virais no Brasil. Destes, 164.892 (28,0%) são referentes aos casos de hepatite A, 218.257 (37,1%) de hepatite B, 200.839 (34,2%) de hepatite C e 3.833 (0,7%) de hepatite D. A incidência de hepatite A permaneceu mais elevada em crianças menores de dez anos de idade em relação às outras faixas etárias, independentemente do sexo, até o ano de 2016. Dos casos acumulados de hepatite A no país, aqueles ocorridos nessa faixa etária correspondem a 53,8% (1999 a 2017). Já em 2017, as maiores taxas ocorreram entre os indivíduos na faixa etária de 20 a 39 anos.