Chefe de gabinete contraria médico da Casa Branca e diz que situação de Trump é preocupante

Depois de o médico da Casa Branca, Sean Conley, afirmar neste sábado (3) que Donald Trump, 74, está “passando bem”, o chefe de gabinete do presidente dos EUA, Mark Meadows, disse a jornalistas que o líder republicano está passando por um período “muito preocupante” e que as próximas 48 horas serão vitais para a recuperação do americano.

As informações contraditórias —divulgadas com minutos de diferença e cercadas de polêmicas— deixaram o mundo sem saber qual é o real estado de saúde do presidente americano.

A declaração de Meadows foi inicialmente repassada sob condição de anonimato a um grupo de jornalistas que tem acesso direto aos eventos oficiais e é responsável por distribuir informações da Casa Branca aos demais repórteres.

Ao longo do dia, porém, diferentes veículos de imprensa dos EUA confirmaram que o chefe de gabinete era o responsável pela informação.

“Os sinais vitais do presidente nas últimas 24 horas foram muito preocupantes e as próximas 48 horas vão ser críticas em termos de seu tratamento”, disse Meadows a jornalistas logo após Conley dar uma entrevista coletiva que ia pelo caminho contrário.

O médico da Casa Branca afirmou instantes antes que não teve febre nas 24 horas anteriores, mas foi evasivo ao ser questionado sobre o uso suplementar de oxigênio pelo presidente e deixou dúvidas sobre a data exata do diagnóstico de Covid-19 dado ao líder republicano.

“Estamos extremamente felizes com o progresso do presidente”, disse, em frente ao hospital militar Walter Reed, para onde Trump foi transferido no fim da tarde de sexta-feira para receber atendimento médico imediato caso seja necessário. Não há, entretanto, segundo o médico, uma previsão de alta para o líder americano.

De acordo com Conley e outros membros da equipe que atende o presidente, Trump teve febre baixa, tosse e congestão nasal, mas o médico da Casa Branca deu respostas vagas quando questionado se o republicano precisou de oxigênio suplementar.

O presidente dos EUA, Donald Trump, 74, na Casa Branca, caminha até o helicóptero que o transferiu para o hospital militar – Saul Loeb – 2.out.20/AFP

Mais de uma vez, Conley afirmou que Trump não estava usando oxigênio neste sábado, mas, diante de perguntas mais específicas dos jornalistas presentes, ele evitou cravar uma resposta definitiva.

“Quinta-feira, sem oxigênio. Nenhum neste momento, e ontem [sexta-feira (2)], enquanto estávamos todos aqui, ele não estava recebendo oxigênio”, disse o médico.

A afirmação levantou dúvidas sobre o uso de oxigênio suplementar pelo presidente ainda na Casa Branca, antes da internação no hospital militar. O jornal The New York Times afirmou já neste sábado que Trump precisou receber oxigênio na sexta na residência oficial da Presidência e que, por isso, ele foi internado.

Na tarde de sábado, depois da repercussão do caso, o chefe de gabinete do presidente falou novamente com os jornalistas e adotou um tom mais otimista. “Os médicos estão muito satisfeitos com os sinais vitais [de Trump]. Eu o encontrei por diversas vezes hoje [para debater] vários assuntos”, disse Meadows para a agência Reuters.

Outro ponto que provocou questionamentos foi a data exata do diagnóstico de Covid-19 dado a Trump. O presidente anunciou na madrugada de sexta-feira que ele e sua esposa, Melania, tiveram resultados positivos no teste para coronavírus.

Durante a entrevista coletiva, entretanto, Conley falou sobre “72 horas do diagnóstico”, o que poderia indicar que houve confirmação da contaminação por coronavírus na quarta, mais de um dia antes do anúncio feito pelo presidente e reiterado pela Casa Branca.

Horas depois, Conley publicou um comunicado em que afirma que usou “incorretamente o termo ’72 horas’ em vez de “dia três’ e ’48 horas’ em vez de ‘dia dois’ em relação ao diagnóstico e à administração da terapia de anticorpo policlonal”.

“O presidente recebeu diagnóstico de Covid-19 na noite de quinta-feira, 1º de outubro, e recebeu o coquetel de anticorpos [da empresa farmacêutica] Regeneron na sexta-feira, 2 de outubro”, diz o texto divulgado pela Casa Branca.

O coquetel, conhecido como REGN-COV2, é uma combinação de cópias sintéticas de anticorpos humanos. O medicamento emula a função do sistema imunológico para combater o coronavírus e vem sendo estudado para uso em pacientes nos estágios iniciais da Covid-19.

O médico da Casa Branca, Sean Conley, acompanhando de outros profissionais que atendem o presidente Donald Trump, durante entrevista coletiva em frente ao hospital militar Walter Reed – Ken Cedeno – 3.out.20/Reuters

Apesar dos aspectos que demandaram esclarecimentos, os médicos procuraram passar uma imagem bastante positiva da evolução do quadro clínico de Trump. Segundo Sean Dooley, outro membro da equipe médica, o presidente está com um “bom humor excepcional”.

“O presidente não está no oxigênio nesta manhã, não tem dificuldades para respirar ou andar”, disse Dooley. “Quando estávamos concluindo as rondas multidisciplinares, ele [Trump] disse: ‘Acho que posso sair daqui hoje’, e esse foi um comentário encorajador vindo do presidente.”

Pouco depois do fim da entrevista coletiva, encerrada abruptamente, Trump usou as redes sociais para dizer que, com a ajuda da equipe médica, está se sentindo bem.

“Médicos, enfermeiras e todos do grande Centro Médico Walter Reed, e outros de instituições igualmente incríveis que se juntaram a eles, são incríveis!”, escreveu o presidente. “Um progresso tremendo foi feito nos últimos seis meses no combate a esta praga. Com a ajuda deles, estou me sentindo bem!”

A equipe médica disse que o presidente continua sendo tratado com remdesivir. Trump tomou a primeira dose nesta sexta e o tratamento completo com o medicamento deve durar um total de cinco dias.

O remdesivir é um antiviral desenvolvido inicialmente para o combate ao vírus ebola, mas a FDA (agência de vigilância sanitária dos EUA) autorizou, em agosto, seu uso emergencial para tratamento da Covid-19 em pacientes adultos e crianças.

O último boletim emitido pela Casa Branca, na noite de sexta, informava que Trump estava “muito bem”.

“Ele não está precisando de oxigênio suplementar, mas em consulta com especialistas, escolhemos iniciar a terapia com remdesivir”, diz o comunicado assinado por Conley. “Ele completou sua primeira dose e está descansando confortavelmente.”

Apesar de ter incentivado o uso de hidroxicloroquina e dito que a usava como método de prevenção, o líder americano até agora não tomou o medicamento, cuja eficácia contra o coronavírus não tem comprovação científica.

Segundo os médicos, Trump está “levemente acima do peso”, mas não apresenta fatores de risco que possam agravar a Covid-19. A frequência cardíaca, na faixa dos 70 batimentos por minuto, e a pressão arterial do presidente estão em níveis normais.

Conley afirmou ainda que a saturação de oxigênio de Trump é de 96%. O número representa a concentração de oxigênio transportada pelo sangue e, em pessoas saudáveis, deve ser igual ou superior a 96%.

Concentração igual ou inferior a 92% indica alerta para a possibilidade de alguma alteração no transporte de oxigênio pelo organismo. Caso a medição indique porcentagem igual ou inferior a 89%, a falta de oxigenação é considerada grave.

De acordo com o que a ciência já descobriu sobre os pacientes com coronavírus, entretanto, Trump está dentro do grupo de maior risco, devido a seus 74 anos. Com 1,90 m de altura e 110 kg, seu índice de massa corporal (IMC) é de 30,5, o que o faz ser considerado obeso.

Desde o anúncio do diagnóstico, Trump recebeu mensagens de diversos líderes mundiais e outras personalidades, incluindo seu adversário na eleição de 3 de novembro, o democrata Joe Biden, e o dirigente chinês, Xi Jinping, com quem o republicano tem travado uma espécie de Guerra Fria 2.0, que envolve questões econômicas e geopolíticas, da pandemia de Covid-19 à autonomia de Hong Kong.

Ambos desejaram a Trump e Melania uma rápida recuperação, à semelhança de autoridades como o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, a chanceler alemã, Angela Merkel, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o presidente russo, Vladimir Putin.

Biden e sua esposa, Jill, também fizeram testes para detecção do coronavírus e os resultados foram negativos. Havia risco de que o democrata tivesse se contaminado durante o debate eleitoral da última terça-feira (29).

Ainda é cedo, entretanto, para descartar completamente a possibilidade de infecção devido à chamada “janela imunológica”. Neste período, o indivíduo pode ter se contaminado, mas o organismo ainda não teve tempo de produzir anticorpos e, portanto, os testes podem apontar falsos resultados negativos.

Neste sábado, Biden usou as redes sociais para reforçar a orientação sobre o uso de máscaras como prevenção contra o coronavírus. “Usar uma máscara irá protegê-lo. Mas também protegerá aqueles ao seu redor —sua mãe, seu pai, seu filho, sua filha, seu vizinho, seu colega de trabalho”, escreveu o democrata. “Seja um patriota. Faça sua parte.”

Trump foi visto usando máscara em público em raras ocasiões, uma delas nesta sexta quando caminhava, sozinho, até o helicóptero que o levaria ao hospital em Bethesda. Durante o debate, chegou a zombar do adversário democrata dizendo que ele usava uma “máscara grande demais”, em mais um exemplo da postura contrária ao conhecimento científico sobre o risco de propagação do coronavírus.

Na noite de sexta, o ex-presidente Barack Obama e a candidata à vice-presidência na chapa de Biden, Kamala Harris, abriram um evento virtual de campanha novamente expressando solidariedade ao presidente e à primeira-dama.

“Mesmo quando estamos no meio de grandes batalhas políticas com muita questões em jogo, somos todos americanos e somos todos seres humanos, e queremos ter certeza de que todos estão saudáveis”, disse Obama.

Kamala ofereceu “as mais profundas orações” ao casal e disse que a situação deve ser “um lembrete a todos nós de que devemos permanecer vigilantes e cuidar de nós mesmos e uns dos outros”.

Nas redes sociais, entretanto, muitos usuários tem desejado a morte ou a incapacitação de Trump. O volume de publicações com esse teor levou a equipe de comunicação do Twitter a reforçar a aplicação de uma das políticas da rede.

“Tuítes que desejam morte, lesões corporais graves ou doenças fatais contra qualquer pessoa não são permitidos e deverão ser removidos”, escreveu a equipe.

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Trump será levado a hospital militar como medida de precaução após diagnóstico de Covid-19

O presidente dos EUA, Donald Trump, será levado a um hospital militar nesta sexta-feira (2), menos de 24 horas após anunciar ter recebido o diagnóstico de Covid-19. A medida, de acordo com a Casa Branca, é de precaução.

Trump, 74, ficará em uma suíte especial do hospital Walter Reed, em Bethesda, Maryland, pelos próximos dias. A decisão ocorre para que ele possa receber atendimento imediato caso seja necessário.

Fachada do Centro Médico Militar Nacional Walter Reed, que receberá Trump – Joshua Roberts/Reuters

O presidente estava “fatigado, mas de bom humor”, segundo o informe mais recente do médico da Casa Branca, Sean Conley. Segundo uma fonte ouvida pela agência Reuters, Trump teve uma febre baixa.

Conley também comunicou que o republicano está sendo tratado com antibióticos sintéticos, além de zinco, vitamina D, famotidina, melatonina e aspirina.

O coquetel REGN-COV2, produzido pela farmacêutica Regeneron, faz parte de um grupo de drogas experimentais no tratamento da Covid-19 conhecidas como “anticorpos monoclonais”: cópias sintéticas de anticorpos humanos que agem contra o vírus e que estão sendo estudadas para uso em pacientes nos estágios iniciais da doença.

A técnica já é usada para tratar uma série de doenças, mas as pesquisas sobre sua eficácia no caso do novo coronavírus são incipientes. O dr. Anthony Fauci, principal conselheiro de Trump para o combate à pandemia, é um dos especialistas que afirma que ela pode apresentar resultados promissores.

Trump está dentro do grupo de risco da Covid-19 devido à idade e porque é considerado uma pessoa com sobrepeso. Ele manteve boa saúde durante o mandato, mas o republicano não é conhecido por realizar exercícios regulares ou por seguir uma dieta saudável.

Ele, que minimizou a importância da pandemia e não usou máscara em público até julho, é mais um líder mundial infectado pelo coronavírus, uma lista que inclui o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro; a presidente interina boliviana, Jeanine Añez; e o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

O presidente anunciou que ele e a mulher, Melania, 50, tiveram diagnóstico de Covid-19 na noite de quinta (1º), em uma rede social. Nos últimos dias, ele participou de um debate na TV com o democrata Joe Biden, e esteve em eventos de campanha em outros dois estados do país.

Segundo a Casa Branca, Trump não irá repassar as funções presidencias ao vice, Mike Pence, por enquanto. Pence fez teste, mas não teve diagnóstico de Covid-19.

Localizado a pouco mais de 12 quilômetros da Casa Branca, o hospital Walter Reed tradicionalmente é usado para tratar os presidentes americanos desde os anos 1940, quando Franklin Roosevelt foi examinado no local.

Foi lá que foi conduzida, por exemplo, a autópsia de John Kennedy após ele ter sido assassinado em 1963. O então presidente Ronald Reagan também passou por uma colonoscopia no local em 1985 —por causa da anestesia, ele transmitiu seus poderes temporariamente para seu vice, George H. W. Bush, na ocasião.

Há inclusive um quarto preparado para receber o presidente americano quando necessário. Toda a cúpula do governo, incluindo os familiares de Trump, o vice-presidente e os membros do gabinete, costumam ser atendidos na unidade.

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Hospital que atendeu Bolsonaro omite dois nomes em lista de contaminados por coronavírus

Hospital das Forças Armadas (HFA) apresentou ao Governo do Distrito Federal uma lista de infectados com o novo coronavírus, mas omitiu os nomes de duas pessoas que testaram positivo.

O presidente Jair Bolsonaro, que se recusa a apresentar os resultados de seus exames, e integrantes do alto escalão do governo fizeram testes para detectar a presença do vírus. As amostras foram colhidas por equipes da unidade de saúde, vinculada ao Ministério da Defesa.

O presidente Jair Bolsonaro, de máscara, durante entrevista coletiva para falar sobre coronavírus
O presidente Jair Bolsonaro, de máscara, durante entrevista coletiva para falar sobre coronavírus – Pedro Ladeira/Folhapress

Por ora, o HFA comunicou às autoridades sanitárias do Distrito Federal 17 casos de pessoas infectadas com o vírus causador da Covid-19, os quais estão sendo monitorados.

Segundo o Governo do DF, 15 desses pacientes foram identificados, e Bolsonaro não está entre eles. Porém, segundo o governo local, as identidades de outros dois são mantidas em sigilo.

Os dados sobre os doentes foram entregues depois de a Justiça Federal determinar a apresentação da lista para que, com isso, o Distrito Federal pudesse acompanhar a evolução da pandemia e traçar políticas públicas.

O Governo do Distrito Federal confirmou que há “alguns” integrantes do governo entre os 15 identificados, mas informou que a lista não será divulgada.​

Na última sexta-feira, a juíza Raquel Soares Chiarelli, da 4ª Vara da Justiça Federal em Brasília, havia determinado que o hospital apresentasse a lista de pacientes com coronavírus. A decisão, de caráter liminar (provisória), se deu em ação ajuizada pelo Governo do DF.

Bolsonaro até agora não divulgou cópia dos dois exames clínicos que realizou e que, segundo ele, deram negativo para o novo coronavírus.

Ele fez dois testes, um no dia 12 e outro no dia 17. Nas redes sociais, Bolsonaro informou que ambos deram negativo, mas não mostrou documento formal das análises.

Quando realizou seu exame, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou um memorando oficial assinado por seu médico atestando que a análise não havia detectado o Covid-19.

Até o momento, pelo menos 23 pessoas ligadas à comitiva presidencial que viajou aos Estados Unidos no início deste mês receberam o diagnóstico da doença. Entre elas estão dois ministros: o general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Um dia antes de seu teste ter dado positivo, Heleno se reuniu três vezes com o presidente, sem máscara de proteção. Heleno, um dos ministros mais próximos de Bolsonaro, tem 72 anos. Já Albuquerque tem 61. Por causa da idade, eles fazem parte do grupo de risco para a doença.

No último dia 15, o presidente ignorou orientações dadas por ele mesmo dias antes e pelo Ministério da Saúde ao estimular e participar dos protestos pró-governo sem demonstrar preocupação com a crise do coronavírus.

Ele também contrariou orientação da equipe médica da Presidência, que o aconselhara a evitar locais com aglomeração.

Sem máscara, participou das manifestações, tocando simpatizantes e manuseando o celular de alguns apoiadores para fazer selfies. “Isso não tem preço”, disse, durante transmissão ao vivo em suas redes sociais.

Bolsonaro permaneceu por cerca de uma hora interagindo com apoiadores. Havia no local várias pessoas idosas, consideradas grupo de risco da nova doença e com taxa de mortalidade maior.

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Hospital alerta para golpe envolvendo coronavírus

Após denúncias de golpes envolvendo o Albert Einstein, o hospital anunciou que deixou de agendar vacinas e exames laboratoriais em domicílio por meio de aplicativos de mensagem instantânea.

Pelas redes sociais, circularam mensagens informando que supostos criminosos fingiam ser funcionários do hospital para ir até as casas dos pacientes com a intenção de praticar crimes.

Uma das vítimas, uma mulher que não quis ser identificada, estava procurando o serviço para agendar um exame do coronavírus. Ela disse ter recebido no WhatsApp o contato de uma conta comercial do aplicativo que seria atribuída ao Albert Einstein. Por lá, são pedidos dados como nome, endereço, telefone e o pedido médico.

Enfermeira observa os monitores da Central de Monitoramento Assistencial do Hospital Israelita Albert Einstein, em SP – Lalo de Almeida -27.maio.2019/ Folhapress

Segundo a vítima, a troca de mensagens ocorreu por volta de 7h da última quarta-feira (18). Passado esse tempo, ela diz que não houve retorno sobre o horário em que o exame seria realizado. No mesmo dia, por volta de 16h, a paciente não estava em seu apartamento quando o interfone tocou. O marido dela atendeu, e a portaria informou que uma pessoa chamada Mariana iria subir para fazer a coleta.

“Neste mesmo instante, ele me telefonou e eu falei que não teve nenhuma confirmação de horário nem valores. Aí ele falou que iria descer para conversar com eles. Nesse momento, o pessoal foi embora”, diz.

A vítima afirma que, posteriormente, pediu à portaria as imagens da câmera de segurança para ver se as pessoas eram, realmente, do hospital. “Era uma moça com roupa de ginástica, um rapaz de camiseta, bermuda e chinelo e não tinham nenhuma mala de laboratório, uniforme, crachá, nada. Ou seja, se a gente tivesse deixado subir, provavelmente eram bandidos, que a gente não sabe qual era a intenção”, revela.

Por meio de nota, o hospital confirma que não faz mais agendamentos via WhatsApp. Para que os procedimentos domiciliares possam ser feitos, os pacientes devem acessar o serviço “Einstein até você”, pelo telefone (11) 2151-1233 e pelo aplicativo Meu Einstein, disponível para download na Apple Store e Google Play.

“Além disso, todos os colaboradores que aplicam vacinas em casa e fazem coleta domiciliar de exames são identificados por uniforme e crachá da instituição”, acrescenta o hospital.

A Secretaria da Segurança Pública, gestão João Doria (PSDB) não localizou boletins de ocorrência sobre esse tipo de golpe. Entretanto, a pasta orienta aos cidadãos que utilizem apenas os canais oficiais das instituições para solicitarem qualquer tipo de serviço.

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MÉDICA BRASILEIRA EM HOSPITAL ITALIANO: ‘NÃO PODEMOS SUBESTIMAR CORONAVÍRUS’

Em estágio no setor de infectologia no Hospital San Raffaele, em Milão, a médica brasileira Renata Naves de Ávila Mendonça, de 34 anos, narra em detalhes como acompanhou, de dentro de uma unidade de combate a epidemias, o crescimento dos casos de coronavírus na Itália. O hospital tem mais de mil leitos. A unidade de infectologia foi construída em 1991, por conta da epidemia da Aids. A infectologista, que foi para passar dois meses no país, estava com passagem de volta marcada para o dia 4 de abril, mas o voo já foi cancelado. Trabalha diariamente no contato com pacientes infectados e relata como é o dia a dia do combate à pandemia e como os italianos, num primeiro momento, descartaram o risco do contágio. Já são mais de três mil mortos no país. O marido está em quarentena no Brasil, depois de visitá-la.

Renata Naves Mendonça: brasileira no front do combate ao coronavírus na Itália Foto: Reprodução
Renata Naves Mendonça: brasileira no front do combate ao coronavírus na Itália Foto: Reprodução

Como foi quando chegou a Milão?

Cheguei dia 31 de janeiro. Vim no meu último mês de residência em infectologia. Naquele momento se falava no coronavírus, mas em tom de piada. Tínhamos na Itália inteira só dois pacientes confirmados. Dois chineses, em Roma. No hospital em que trabalho, tínhamos apenas um leito aguardando um paciente com o vírus. Havia um pavor relacionado aos chineses. As pessoas tinham medo dos chineses na rua. Alimentaram o preconceito com os orientais. Diziam: “isso é coisa de chinês”.  Se falava “a gente aqui é mais organizado”.

Quando percebeu que tudo começava a mudar?

Tudo aconteceu muito rápido. Dia 8 de fevereiro foi o primeiro dia do carnaval de Veneza. Tinha o sonho de conhecer. Fui aproveitar o final de semana, Veneza lotada, os trens lotados. Muita gente junta. Filas gigantescas. As pessoas iam se apertando. Depois, houve alguns outros eventos aqui em Milão. Tinha um bairro aqui lotado. Ninguém esperava. No dia 22, teve a questão da cidade de Codogno, a mais ou menos 60 km de Milão. Surgiram casos de uma pneumonia bilateral. Todos tinham ido num bar.  Alguns eram assintomáticos. O primeiro grande susto.  Foram 60 pesssoas com o virus. Aí se alastrou para a cidade toda. Demoraram muito a fechar a cidade. O barman estava infectado. Os donos. Mas não se estabeleceu a origem do vírus. Tornaram a cidade zona vermelha. Aí em outras cidades da região aconteceram casos. Não vimos o que estava acontecendo.

Qual foi o primeiro paciente em seu hospital?

O primeiro paciente foi um médico de Cremona, que veio transferido, mas não tinha os sintomas. Isso foi em uma sexta-feira. No final de semana fui para Turim. Aí começou o burburinho. Os museus abertos. Algumas pessoas tomando cuidado com máscara, mas a maioria sem se importar. Em fevereiro todo, o virus foi praticamente ignorado. Em 7 de março, fui para Bergamo e voltei à noite. Lá já tinha orientações para tomar distância. Ali o número começou a aumentar absurdamente. Seguraram muito pela questão econômica. Esssa região é responsável por 20% da economia do país. Só fecharam quando o número aumentou. Dia 7 para o dia 8, acordamos com a zona vermelha decretada. E eu sem saber o que fazer. Náo podia entrar nem sair da zona. Houve correria de madrugada para as pessoas fugirem para o sul. Três dias depois toda a Itália foi decretada zona vermelha. Depois que declarou a Italia zona vermelha. Vocë via cada dia as coisas apertando mais. Orientações nos alto-falantes nos ônibus. Motorista de ônibus passaram a colocar faixas para não chegarmos perto, houve limites para o número de pessoas nos supermercados.

Renata Naves Mendonça: trabalho temporário em hospital San Raffaele, em Milão Foto: Reprodução
Renata Naves Mendonça: trabalho temporário em hospital San Raffaele, em Milão Foto: Reprodução

Como a rotina do hospital mudou?

Tivemos que dar alta para pacientes nossos com outras áreas dentro do hospital. Tínhamos 24 leitos que se transformaram em 120. No subsolo funcionava ambulatório e, no térreo, a medicina do sono. Fomos desativando. Eu participei da primeira reunião para decidir isso. Tem gente que defendia não fazer as mudanças. O protocolo inicial foi mais rígido. Extrapolamos a orientação da OMS. Orientava naquele momento utilizar máscara cirúrgica. Usamos a N95 para todos. Num segundo momento, o controle de infecção voltou atrás. Se tornava insustentável, porque estava começando a faltar. Eu fiquei ansiosa de entrar no leito e ver de perto. Os primeiros só os mais experientes viram. Eu entrei na primeira semana. Todo mundo passou a ficar apavorado com o vírus – os leigos -, eu tinha um misto de incerteza sobre o que dizer. Mas entendendo que ali na minha frente não tinha um vírus, mas uma pessoa assustada.  A gente não tinha muita resposta. O primeiro paciente era médico, nos orientava. Os infectologistas corremos para onde todo mundo quer fugir. 

Como infectologista, que conselhos daria aos brasileiros? 

Para pessoas no geral é muito complicado lidar com o que não pode ver. A gente lida com o inimigo invisível aos nossos olhos. É algo complicado, não está estampado na cara de ninguém que ela porta aquele vírus. A gente não tinha a percepção. Achava que ia chegar aos poucos e a gente ia dar conta. Os países que tomaram medidas mais firmes precocemente se saíram melhor. Estou em uma cidade das mais ricas da Itália. Hospital mais rico. E estamos vendo toda a dificuldade de lidar com todo uma população ao mesmo tempo. Com o medo. Nem pagando tem vaga na UTI. Me sentindo cansada. Meu celular não para de tocar com fake news. A minha mãe está aqui, mas foi muito difícil dizer para ela que ela não poderia colocar a mão no rosto quando está na rua. Isso é uma coisa que as pessoas precisam entender. A questão de se apegar à mortalidade de 2% prejudica. A mortalidade acima de 60 anos é 16%. Tenho falado com vários com vários hospitais públicos e privados e a falta de insumos é grave aí no Brasil. Já tem falta de UTI. Aqui estamos fazendo terapias, seguindo o exemplo o exemplo da China. Resgatamos o Kaletra ( lopinavir + ritonavir), inventado nos anos 90 para os pacientes com HIV. Até medicina chinesa foi usada. Dentro da enfermaria em que trabalho, já vi quatro mortos. 

Como enfrentar? 

A gente não pode ir para uma guerra subestimando um inimigo que não conhece. Não podemos subestimar o coronavírus. O exemplo é fundamental. E os erros cometidos na Itália podem ser evitados.  Tem um outro medicamento que está sendo utilizado, criado para o Ebola:  Remdesivir. A questão é que faz parte de um protocolo de pesquisa. Está dentro do protocolo de pesquisa. Um medicamento só pode ser vendido para a população depois de passar em fase de estudo.  Não há droga eficaz no momento. A única medida é se afastar. A questão da higiene. Mudar hábitos é muito difícil. O contato para o vírus é extremamente importante. Ele não mata o hospedeiro, mas se difunde. Apesar de não ter índice de letalidade do ebola. 

Como vocês, médicos, se protegem no hospital?

Entro pelo subsolo, retiro todos os acessórios, minha aliança está guardada em casa. Troco por outra roupa. Entro no andar de máscara, óculos e touca. É quarto com pressão negativa. Coloco uma luva, uma capa impermeável. Tudo que leva para o quarto do paciente é levado para fora, para o lixo. Ninguém leva para o quarto nada pessoal, nem celular. Se o paciente assina o papel, alguem está com o plástico e veda o papel. São duas luvas, óculos, máscara com viseira. Temos que tomar cuidado para não sentar em lugar algum. Tem um kit de estetoscópio em cada quarto. Aparelhos individuais para cada paciente. E me preocupa porque isso não vai acontecer no Brasil. Tem que ter toda uma estratégia para pensar no que levar para dentro do quarto. Tenho que levar seringa, touca, tenho que levar, tem um saquinho, pacote fechado. Tudo que tira quando sai da antessala tem uma forma de tirar corretamente para não se contaminar. Tira a primeira luva, depois a segunda. A minha mão está ardendo. Ressecada e grossa como nunca esteve.

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China construirá hospital para mil pacientes com coronavírus em dez dias

A China começou a construir nesta sexta-feira (24) um hospital destinado a receber até mil pacientes com coronavírus que ficará pronto em 3 de fevereiro, segundo a imprensa estatal.

Segundo imagens transmitidas pela televisão, máquinas pesadas preparavam o terreno onde o estabelecimento será construído em Wuhan, cidade epicentro da epidemia que tem 11 milhões de habitantes.

O hospital de 25 mil m2  só aceitará pacientes com a pneumonia viral de origem desconhecida. Segundo o último balanço desta sexta (24), a doença matou 26 pessoas e contaminou 830. Todas as mortes ocorreram na China, mas há casos de infecção em outros nove países: Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Singapura, Arábia Saudita, Nepal e EUA.

O hospital aliviará a escassez de recursos médicos, já que faltam leitos nos hospitais destinados a receber os pacientes contaminados pelo novo coronavírus. 

“Mobilizamos todos os operários em Wuhan para trabalhar por equipes garantindo trabalho 24 horas por dia”, declarou Zhang Chongxi, chefe da construtora Wuhan Construction, segundo a agência.

Essa não é a primeira vez que o país constrói um hospital às pressas diante de um surto. Em 2003, durante a epidemia do Sars (síndrome respiratória aguda grave) que deixou cerca de 650 mortos, a China construiu um hospital em uma semana.

O prédio era pré-fabricado. Segundo a agência de notícias Xinhua, o novo hospital construído em Wuhan foi concebido seguindo o mesmo modelo.

Às vésperas do Ano-Novo Lunar, a China impôs restrições de transporte sobre mais de 40 milhões de habitantes. A cidade de Wuhan, onde a maioria dos infectados foi registrada, foi colocada em quarentena na quinta-feira (23).

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Atendimentos no Santa Juliana são retomados

A Diocese de Rio Branco informou que os serviços básicos oferecidos pelo hospital Santa Juliana foram retomados. A decisão de suspender o atendimento via Sistema Único de Saúde (SUS) foi tomada e anunciada pelo Bispo Dom Joaquim Pertinez no último sábado, 9, por falta de repasse por parte do governo do estado.

A assessoria de comunicação da Diocese não informou quais atendimentos foram retomados. A unidade realiza vários procedimentos médicos que os hospitais não suprem a demanda como partos e cirurgias.

O hospital estava com os pagamentos de novembro, dezembro e janeiro atrasados, a dívida chegava a R$ 5 milhões. Os médicos estavam com salários atrasados e decidiram não iriam mais trabalhar.

O governo do estado divulgou por meio de nota ainda nesta quarta-feira, 13, que havia efetivado o pagamento. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre) o valor pago foi de mais de R$ 2,9 milhões.

“Em janeiro, o governo publicou decreto no qual determina que todos para evitar prejuízos nos serviços oferecidos à população, a atual gestão da Secretaria de Saúde do Estado do Acre (Sesacre) tem se esforçado para garantir o pagamento dos convênios”, afirmou a nota.

Por falta de pagamento hospital Santa Juliana suspende atendimento do SUS

Desde a último sábado, 09, o Hospital Santa Juliana deixou de atender pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida anunciada por meio de ofício ao Governo do Estado foi tomada por causa da dívida de R$ 5 milhões deixada pela gestão anterior.

Com a suspensão dos atendimentos via SUS, os seguintes serviços deixaram de serem oferecidos a população acreana; consultas médicas, cirurgias, internações, partos e qualquer outro tipo de atendimento que faça parte do convênio.

Ainda no ano passado, a Igreja Católica, por meio da diocese de Rio Branco, fez diversas tentativas para solucionar o problema e evitar que os serviços não fossem cancelados para pacientes do SUS, porém a dívida não foi quitada.

No documento enviado pela diocese e assinado pelo bispo dom Joaquim Pertinez, a insitituição justificou a decisão e lamentou que ter que trocar tal medida.

“Os atrasos sucessivos geram impactos e vão acumulando déficits nas contas do hospital até o ponto em que chegamos, de suspender o atendimento de novos pacientes. Lamentamos ter que tomarmos tal decisão e reforçamos o nosso compromisso com a defesa da vida e a prestação de serviço de qualidade à população acreana”, diz o documento.

Provas para vagas no Hospital do Amor ocorrem dia 24

Profissionais que se inscreveram no processo seletivo do Hospital de Amor, unidade de Barretos no Acre, deverão fazer a prova no dia 24 de fevereiro, o local da prova já foi definido. O exame acontecerá na Uninorte no Bloco C, às 8h da manhã (horário local).

“Esta prova é específica por categoria, para medir o nível de conhecimento de cada profissional”, explicou o diretor do hospital João Paulo Silva. De acordo com ele, os aprovados no processo seletivo passarão por capacitação em Barretos.

As vagas são para enfermeiro, técnicos em enfermagem, técnico de radiologia e auxiliar administrativo. A seletiva é dividida em três etapas: Envio de currículos, prova e entrevista.

A previsão inicial era que a prova acontecesse em 10 de fevereiro e a entrevista nos dias 18 e 19 deste mesmo mês. Porém, devido ao grande número de inscritos foi preciso adiar a realização da prova.

“Informamos que precisamos alterar as datas da programação do processo seletivo devido à grande demanda de currículos recebidos, superando às expectativas”, esclareceu João Paulo.

O diretor lembrou ainda que todos os selecionados para fazerem a prova serão informados via telefone. “Vale destacar que todos os candidatos que obtiverem seus currículos selecionados conforme o perfil do Hospital, irão receber uma ligação da instituição confirmando sua participação na segunda etapa”, garantiu.

Gladson Cameli garante atendimentos do Navio Hospital

O governador do Estado Acre, Gladson Cameli, visitou as instalações do Navio de Assistência Hospitalar ‘Doutor Montenegro’ e afirmou que o governo estadual será um grande parceiro deste importante trabalho realizado pela Marinha do Brasil nos rios da Amazônia.

“A Marinha leva saúde para quem mais precisa, que são os nossos ribeirinhos e o Estado tem mais é que contribuir e ajudar este belíssimo trabalho. Como governador, quero construir e ampliar essas parcerias para que possamos levar esses atendimentos para as pessoas mais carentes”, disse.

Nesta quarta-feira, 6, o Navio Hospitalar está ancorado em Cruzeiro do Sul. Acompanhado do prefeito em exercício do município, Zequinha Lima, Gladson Cameli foi recebido com honrarias militares pelo comandante da embarcação, Capitão de Corveta Costa Bueno.

Para Gladson Cameli, a área da Saúde é prioridade em sua gestão. O governador determinou a renovação de convênios com a Marinha do Brasil para que os atendimentos feitos por meio do Navio Hospitalar não sejam interrompidos.

“Quero dizer e tranquilizar a população que os atendimentos feitos pelo Navio Hospitalar não serão paralisados, já renovamos os contratos com a Marinha, através da Secretaria Estadual de Saúde”, garantiu Cameli.

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Operação Acre 2019

Em sua 19º edição, o Navio de Assistência Hospitalar “Doutor Montenegro” saiu de Manaus (AM), no dia 8 de janeiro, com destino a Cruzeiro do Sul para a realização da “Operação Acre 2019”.

Comunidades isoladas dos municípios de Juruá, Itamaraty, Carauari, Eirunepé, Ipixuna, Guajará, no Amazonas, e das cidades acreanas de Cruzeiro do Sul, Rodrigues Alves, Porto Walter, Marechal Thaumaturgo, Mâncio Lima, todos localizados às margens do Rio Juruá, recebem atendimentos em saúde até o próximo dia 30 de abril.

A tripulação é composta por 70 militares e inclui uma equipe de saúde de 28 militares. Estão sendo ofertadas consultas médicas e odontológicas, exames clínicos e laboratoriais, cirurgias de pequeno porte, pré-natal, exames de mamografia e raio-X, palestras educativas, distribuição de medicamentos e atenção farmacêutica. A estimativa é que sejam atendidas cerca de 20 mil pessoas nos dois estados.

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Convênio que prevê recursos para Hospital do Amor ainda não foi assinado

Inaugurado no final de novembro do ano passado o Hospital do Amor de prevenção e tratamento contra o câncer de Barretos pretende iniciar os atendimentos no mês de março, porém até o fechamento desta matéria o Governo do Estado não havia assinado um convênio que prevê a injeção de recursos para o hospital.

O Jornal Opinião tentou contato com a secretaria Estadual de Saúde para saber se existe o planejamento para a assinatura do termo, fomos informados por meio da assessoria de imprensa da Sesacre que ainda está sendo estudado.

“O diretor que é responsável pela pasta disse que ainda está em processo, não tem nada definido, ainda está sendo avaliado, eles estão trabalhando nisso, não está parado”, afirmou a assessoria.

Segundo o diretor do hospital, João Paulo Silva, foram feitas diversas tentativas no intuito de que o documento foi assinado, na gestão passada, porém a assinatura não ocorreu.

“Esse convênio foi construído pelo estado e por Barretos, com orientação técnica da PGE, infelizmente o antigo governador não assinou, tentamos até o dia 28 de dezembro, tentamos até via judiciário com o doutor Marcos Contrin que foi quem idealizou isso aqui”, disse.

O convênio tem cinco anos de validade, o valor pago pelo Estado nos primeiros 12 meses é de apenas R$90 mil, a partir do segundo ano, esse valor sobe para R$ 143 mil mensais.

“O que representa 143 mil/mês? Se o valor do tratamento de uma mulher com câncer de mana para fazer quimioterapia ou radioterapia custa mais de 200 mil reais, por paciente”, questiona João Paulo Silva.

A construção do hospital custou as cofres públicos 31 milhões de reais, porém o montante é resultado de uma negociação idealizada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) face a uma multa trabalhista imputada ao Estado do Acre.

“Esse convênio é uma contrapartida que o estado da para a instituição para a utilização dessa estrutura. O maior parte do recurso para manter o hospital é de Barretos, o Ministério da Saúde tem a contrapartida pelos procedimentos realizados, tem as contrapartidas do estado, emendas parlamentares e outras frentes financeiras”, explica Silva.

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Capacidade de atendimento é de mais oito mil procedimentos mensais

A unidade tem capacidade para 8.390 atendimentos ao mês entre exames, atendimentos ambulatoriais e pequenas procedimentos cirúrgicos, confirmou o diretor da unidade de prevenção.

“A estrutura conta com essa unidade fixa e duas unidades móveis que são as carretas que vão percorrer os municípios. Todas as estruturas têm uma capacidade de 8.390 procedimentos que vão ser realizados ao mês, eles entre procedimentos invasivos que são cirurgias de pequeno porte atendimento ambulatorial, mamografia e PCCU” explicou Silva.

Ainda de acordo com o diretor a equipe que atuará no hospital será composta por médicos de várias especialidades como: Mastologista e ginecologista, além de profissionais de enfermagem, técnicos e enfermeiros, psicólogos e assistente social.

“O diagnóstico e a prevenção são as melhores armas contra o câncer, tenho certeza que no máximo dois anos nós teremos uma outra realidade no Acre, onde as mulheres não mais morrerão de câncer”, afirmou.

Com o início do novo governo, João Paulo afirma acreditar que a gestão atual não irá se opor a selar o acordo, uma vez que a instituição irá acelerar os procedimentos de prevenção e tratamento de câncer de mana e uterino no estado.

“Eu ainda não sentei com o secretário Alysson Bestene, fiz o convite para vir aqui conhecer a estrutura, mas ainda não sentamos. Mas eu imagino que o novo governador não vai se opor a isso”, destaca Silva.

Vereadores visitam instalações do Hospital do Amor

A presidente em exercício da Câmara de Rio Branco, vereadora Lene Petecão (PSD), juntamente com o prefeito em exercício, o vereador Antonio Morais (PT) visitaram na quarta-feira, 30, o Hospital de Amor, onde puderem conferir as instalações e conversar com o diretor da unidade, João Paulo Silva.

A Unidade, que é uma das mais avançadas do país, atenderá o público feminino no combate ao câncer de mama e colo de útero, e conta também, com três carretas equipadas que irão integrar o programa de prevenção em todo o Estado do Acre.

“Isso aqui representa mais saúde para as mulheres de nosso Estado. O diagnóstico precoce é essencial na luta pela cura de um câncer. Fico feliz que também exista um trabalho itinerante. Dessa forma, poderemos chegar até aquelas mulheres que moram no interior do Estado e não possuem condições de vir até a unidade de saúde”, disse Lene.

A vereadora lembra que com essas unidades, será possível fazer o rastreamento, com a prevenção e detecção precoce do câncer de mama, do grupo de mulheres na faixa etária de 40 a 69 anos, e do câncer de colo de útero, entre 25 e 64 anos, em todo o estado.

O prefeito em exercício frisou sobre a dimensão do trabalho social que será realizado em todo o Acre. “Essa obra é de uma importância sem tamanho. A implantação do Hospital de Amor deve beneficiar ao menos 90 mil mulheres em todos os municípios, reduzindo a incidência de câncer avançado no Estado. Vou convidar a prefeita Socorro Neri, tão logo ela chegue a Rio Branco, para também realizar essa visita à unidade. E desde já coloco a Câmara de Rio Branco a disposição da direção do hospital”, falou Antonio Morais.

Atendimentos

O diretor do hospital, João Paulo Silva frisou que os atendimentos na unidade de saúde devem começar a partir do mês de março. Segundo ele, o processo seletivo para preenchimento das vagas de trabalho já teve início. “A estrutura macro está toda pronta, restando apenas pequenos ajustes. Já demos início ao processo seletivo e se tudo ocorrer conforme o previsto, os atendimentos devem começar no mês de março’, frisou.

Hospital do amor deve começar a funcionar em março

O hospital do Amor destinado a prevenção e tratamento do câncer de mama e de colo uterino deve começar a funcionar no mês de março, e para dar funcionalidade a estrutura que já está pronta, a unidade abriu processo seletivo para contratação de profissionais de diversos áreas no intuito de compor o quadro funcionários.

As vagas são destinadas para enfermeiro, técnicos em enfermagem, técnico de radiologia e auxiliar administrativo. A seletiva é dividida em três etapas: envio de currículos, prova e entrevista.

  Interessados em participar da seleção devem enviar currículo em formato PDF, entre os dias 30 de janeiro a 04 de fevereiro para o e-mail: curriculo.riobranco@hcancerbarretos.com. A prova acontecerá em 10 de fevereiro e a entrevista nos dias 18 e 19 deste mesmo mês.

“Esta prova é específica por categoria, para medir o nível de conhecimento de cada profissional”, explicou o diretor do hospital João Paulo Silva. De acordo com o diretor, os aprovados no processo seletivo passarão por capacitação em Barretos.

“Todo mundo que for aprovado no processo seletivo, vai ter que ir para Barretos para passar por um treinamento, eles são muitos rigorosos. A gente vai começar a atender em março, mas ainda de forma meio tímida, porque a equipe estará em capacitação”, garantiu.

Ainda segundo o diretor da unidade de Barretos no Acre não um número definido de vagas, o hospital irá criar um banco de reserva para chamar os profissionais de acordo com a necessidade.

“O hospital vai abrir um banco de dados de RH (recursos humanos) todas as pessoas que fizerem o processo seletivo e forem aprovadas vão migrar para o banco i informativo do RH e serão chamadas de acordo com a demanda”, esclareceu.

Além da unidade fixa, o hospital conta ainda com mais unidades móveis que devem percorrer os municípios acreanos realizando exames de mamografia e exames preventivos do Câncer do Colo do Útero (PCCU), segundo Silva, cada carreta (unidade móvel) terá uma equipe.

Porém, neste primeiro momento não há previsão para essas carretas, que são as unidades móveis, comecem a atender. Cada unidade móvel contará com uma equipe que acompanhará os trabalhos nos municípios acreanos.

Após acidente, direção do Hospital do Juruá presta assistência

Acidente aconteceu na manhã de sexta, 4, e matou dois funcionários da unidade, em Cruzeiro do Sul

A Direção do Hospital Juruá, em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, afirmou que a Associação Nossa Senhora da Saúde (Anssau), que administra a unidade, está dando apoio total as famílias das duas vítimas da explosão que aconteceu no local na manhã de sexta-feira, 4. O fato ocorreu durante a manutenção no ar-condicionado do setor de depósito da repartição e causou a morte de Erison Guedes, 18 anos, e Marcelo Silva, 44, ambos funcionários do local.

Além de Guedes e Silva, uma terceira pessoa também foi atingida pela explosão e sofreu lesões devido aos estilhaços. Maria da Conceição, coordenadora do setor de limpeza da unidade e esposa de Marcelo Silva, foi encaminhada para a emergência do local, onde recebeu atendimento médico. Até o fechamento desta edição, a Direção do Hospital do Juruá informou que a mulher estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e não corre risco de vida.

“Foi uma tragédia lamentável, mas foi um acidente pontual no setor de manutenção e nenhum paciente e outros funcionários foram atingidos. A explosão foi localizada e não afetou nenhum outro setor nem prejudicou o funcionamento. Estamos prestando toda a assistência possível às famílias das duas vítimas. Vamos aguardar o desenrolar desse fato para aguardar como se posicionar em relação a isso mais a frente”, afirmou Marcos Lima, diretor do Hospital do Juruá.

Segundo o Corpo de Bombeiros do Acre, Marcelo Silva morreu no momento do acidente. Já Erison Guedes recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Em entrevista ao site G1 Acre, Francisco Costa relatou que no momento da explosão estava aguardando para fazer um exame quando ouviu um barulho forte. “A gente ouviu como se fosse um tiro, todo mundo correu e eu não podia andar. Me tiraram e ficou todo mundo aqui fora em pânico”.

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‘Suspeita de gás acetileno’

Ao Opinião, o major Cláudio Falcão, do Corpo de Bombeiros, declarou que a suspeita é de que a explosão tenha sido causada por uma garrafa de gás acetileno. Entretanto, a causa concreta do acidente será conhecida após a perícia.

“Uma das garrafas de gás acetileno que estavam sendo utilizadas para solda pode ter causado e explosão. Também havia a suspeita de que tenha explodido a parte do condensador com o compressor do ar-condicionado, mas aparentemente não houveram danos nessa parte do aparelho refrigerador”, disse.

Falcão garantiu ainda que o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil vão realizar perícias no local para averiguar a causa da explosão. “O local não ficava dentro do hospital. As perícias vão ser realizadas para que se tenha uma conclusão concreta e verdadeira dos fatos. O prazo de conclusão das perícias sempre é de 30 dias. Até lá, aguardamos o término para saber e informar todos os detalhes dessa grande tragédia que tirou a vida dessas duas pessoas”.

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Governo presta solidariedade

Em nota divulgada na sexta, o Governo do Acre se solidarizou com a tragédia e prestou apoio as famílias das vítimas. “O Governo do Estado do Acre vem a público se solidarizar com os familiares das vítimas do acidente bem como oferecer a assistência necessária aos demais funcionários e colaboradores da saúde daquela unidade, ainda profundamente abalados com o ocorrido”, diz a publicação oficial. De acordo com a nota do Executivo, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) já acionou “as autoridades competentes”, que “já instauraram procedimento investigativo para apurar as causas do ocorrido e as responsabilidades subsequentes”, finalizou.

Gladson e Alysson Bestene visitam Maternidade e Hospital da Criança

O senador e governador eleito, Gladson Cameli (Progressistas), esteve na Maternidade Bárbara Heliodora e no Hospital da Criança, na tarde deste sábado, 22. Acompanhado do seu futuro secretário de Saúde, Alysson Bestene e do médico Wagner Bacelar, que no seu governo será o diretor-geral do complexo que forma as duas unidades, o novo governador foi ver de perto as reais condições de funcionamento dos prédios e ouvir os servidores e pacientes.

Ele constatou que tanto a maternidade quanto o hospital necessitam urgentemente de reparos. Pisos quebrados, postos de enfermarias desativados por causa de goteiras imensas, além de salas ambulatoriais fechadas são apenas alguns dos problemas que serão herdados pela nova gestão.

Há menos de duas semanas, Gladson Cameli também visitou as enfermarias do Pronto-Socorro de Rio Branco, constatando as condições precárias em que se encontra a unidade de saúde.

Na maternidade, Gladson Cameli doou fraldas e brinquedos para mães e crianças internadas e verificou que, na Maternidade Bárbara Heliodora, o maior problema é a falta de leitos. Por conta disso, segundo os funcionários, a sala de observação é constantemente improvisada para acomodar as parturientes, quando a capacidade das salas de leitos se esgota. Essa situação gera transtornos como por exemplo, o de mães terem de dormir praticamente sentadas.

A maternidade recebe grávidas de todo o estado e também dos municípios do Amazonas e de Rondônia. Por isso, a demanda por acomodações dignas, há muito tempo já deveria ser uma prioridade.

“Estou aqui pra dizer a vocês que tenham paciência porque vamos trabalhar para que tenham ambiente de trabalho saudável, com dignidade e valorizando cada um de vocês, nossos grandes”, afirmou o governador eleito, cujas palavras de encorajamento alegraram as pessoas, em cada setor que ele visitou.

Moradora de Ipixuna, no Amazonas, a dona de casa Ivanete Souza da Silva, de 18 anos, há dois meses espera no Hospital da Criança uma cirurgia de correção de intestino para a sua filha, Maria Elisa, de 11 meses. Gladson fez questão de ouvir atentamente a sua história de luta.

Para o governador eleito, que assume a partir do dia 1º de janeiro, será preciso traçar estratégias para melhorar o atendimento, garantindo o diálogo entre os servidores e a administração, e promovendo um esforço conjunto para que as duas unidades voltem a funcionar com as condições dignas para as famílias acreanas.

Também participaram da visita, o deputado eleito José Bestene (Progressistas) e profissionais da Saúde que fazem parte da equipe de transição do novo governo.

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Hospital de Urgência e Emergência realizou mais de 3,6 mil cirurgias

Procedimentos cirúrgicos de urgência e emergência necessitam de cuidado especial. Para ter sucesso nesse tipo de atendimento, é preciso celeridade nos agendamentos, profissionais qualificados e que estejam sempre correndo contra o tempo na missão de salvar vidas.

O Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) é a unidade de referência para a população acreana em casos de lesões graves ou situações críticas quando há risco de morte. Por dia, são centenas de atendimentos de pacientes que chegam com ferimentos graves, necessitando de intervenção urgente ou procedimento cirúrgico que pode ser determinante para que continuem vivos.

“Pela própria característica, o Huerb é unidade de saúde que está sempre trabalhando no limite da vida das pessoas. É impossível o trabalho não ser tenso, mas, mesmo com as dificuldades, a grande maioria dos nossos funcionários cumpre de forma muito honrosa com essa missão que é salvar vidas”, afirma Michelle Melo, gerente-geral do Huerb.

Quando se fala, especificamente, em cirurgia, os números comprovam a importância da unidade para a saúde acreana. Somente entre os meses de janeiro a novembro deste ano, foram realizadas no Huerb mais de 3,6 mil cirurgias, sendo mais de 1,7 mil ortopédicas e cerca de 300 neurológicas.

Para atender essa demanda, são necessários os recursos citados acima, mas é preciso também um considerável montante financeiro. Apenas com a aquisição de material ortopédico para cirurgias, o investimento é superior a um R$ 1 milhão.

Para atender toda a demanda, além do recurso financeiro, é necessária uma equipe profissional qualificada e em grande quantidade. Só no centro cirúrgico, são nove enfermeiros, 40 técnicos de enfermagem e 45 médicos cirurgiões de diversas especialidades, como bucomaxilofacial, cirurgia-geral, plástica, torácica, vascular, neurocirúrgica, obstétrica, oftalmológica, ortopédica e urológica, que se revezam em plantões e atuam conforme a demanda no centro cirúrgico do hospital.

Esses profissionais são essenciais para garantir um atendimento emergencial e de qualidade à população.

“Temos uma grande demanda no Huerb. Ele recebe e atende os pacientes que sofrem acidentes de trânsito ou são vítimas de violência. São mais de 3,6 mil cirurgias realizadas este ano até novembro, com a certeza de que os nossos profissionais se esforçam ao máximo para garantir a vida de cada paciente que chega até aqui, independentemente do seu estado”, finaliza Michelle.

Hospital das Clínicas abre processo para preencher 57 vagas em residência médica

A Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre) publicou na sexta-feira (23) um edital de concurso para preenchimento de 57 vagas para programas de residência médica da Comissão de Residência Médica (Coreme) do Hospital das Clínicas do Acre para o exercício de 2019. A vagas são para várias especialidades e divididas em dois grupos.

As vagas são para: Anestesiologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Básica, Clínica Médica, Infectologia, Medicina de Família e Comunidade, Obstetrícia e Ginecologia, Ortopedia e Traumatologia, Pediatria, Medicina Intensiva Pediátrica, Neonatologia.

Somente o Programa de Residência Médica em Cirurgia Geral (3 anos) pode oferecer o Título de Especialidade em Cirurgia Geral. O Programa de Residência Médica em Cirurgia Básica, tem a duração de 2 anos obrigatórios, e não confere Certificado em Cirurgia Geral.

As inscrições devem ser realizadas no Hospital das Clínicas do Acre, na Comissão de Residência Médica (COREME) diretamente, ou através dos Correios: das 8h00 do dia 03/12/2018 às 17h do dia 04/01/2019 (hora Acre). A inscrição custará R$ 300,00.

As especialidades sem pré-requisito serão em etapa única, com provas de conhecimentos médicos, de múltipla escolha, com 100 questões nas áreas básicas de Pediatria, Medicina de Família e Comunidade, Clínica Médica, Cirurgia Geral e Obstetrícia e Ginecologia, com 04 horas de duração.

Para a Especialidade com pré-requisito com 50 questões nas áreas de pré-requisito. Todas as provas estão previstas para ocorrerem no dia 23 de Janeiro de 2019, às 8h00, na UFAC.

Informações e dúvidas existentes podem ser esclarecidas através do e-mail: coreme.acre.concursos@gmail.com ou no site www.saude.ac.gov.br

Hospital do Amor de Barretos inaugura unidade no Acre para prevenção do câncer

Hospital conta ainda com duas unidade móveis de atendimento

A população acreana contam a partir de agora com um novo espaço destinado a prevenção e tratamento do câncer de mama e de colo uterino. A Unidade de prevenção foi inaugurada na manhã de ontem, 20.

Além da unidade fixa, o hospital, o Estado contará ainda com mais unidades móveis que devem percorrer os municípios acreanos realizando exames de mamografia e exames preventivos do Câncer do Colo do Útero (PCCU).

A unidade tem capacidade para 8.390 atendimentos ao mês entre exames, atendimentos ambulatoriais e pequenas procedimentos cirúrgicos. O diretor da unidade de prevenção, João Paulo Silva, falou como será o funcionamento do local.

“A estrutura conta com essa unidade fixa e duas unidades móveis que são as carretas que vão percorrer os municípios. Todas as estruturas tem uma capacidade de 8.390 procedimentos que vão ser realizados ao mês, eles entre procedimentos invasivos que são cirurgias de pequeno porte atendimento ambulatorial, mamografia e PCCU” explicou Silva.

Ainda de acordo com o diretor a equipe que atuará no hospital será composta por médicos de várias especialidades como; Mastologista, ginecologista, físico e profissionais de enfermagem, técnicos e enfermeiros, psicólogos e assistente social.

Para a construção da Unidade, o governo do Acre entrou com contrapartida de R$ 31 milhões. O recurso é oriundo de uma negociação face uma multa trabalhista imputada ao Estado do Acre.

O governador Tião Viana participou da inauguração e falou do empenho do Estado na viabilização da unidade. “O que governo fez aqui foi atender o e entendimento do Ministério Público do Trabalho com a direção do Hospital do Câncer e aquilo que era multa de infração de anos passados, converteu-se em um benefício de mais de R$ 30 milhões nessa unidade que vai salvar vidas”, disse o governador.

O gerente do Hospital do Amor de Barretos em todo o Brasil, Rafael Júnior, disse que com a instalação da unidade de prevenção deve reduzir os casos de morte por câncer de mama e de útero no Estado.

“O diagnóstico e a prevenção são as melhores armas contra o câncer, tenho certeza que no máximo dois anos nós teremos uma outra realidade no estado do Acre, onde as mulheres não mais morrerão de câncer” afirmou.

Carretas do Hospital de Amor chegam ao Acre

As mulheres acreanas estão muito perto de contar com um avanço significativo no que diz respeito à saúde preventiva.

É que está prevista para o próximo dia 20, a inauguração da unidade do Hospital de Amor de Barretos no Acre, considerado centro de referência nacional no tratamento de câncer. Excelência em oncologia, o Hospital de Amor de Barretos registra mais de 4,1 mil atendimentos por dia, oferecidos 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A implantação e operação do “Programa de Rastreamento do Câncer de Colo de Útero e Mama”, será executado por meio de uma unidade fixa e duas unidades móveis. A construção da parte física está completa e a outra boa notícia é que as duas carretas que vão percorrer todos os municípios, realizando exames de mamografia e Papanicolau (PCCU) em todas as mulheres que se enquadrarem nos critérios de inclusão (que tenham de 40 a 69 anos para a prevenção do câncer de mama e 25 a 64 anos no caso do câncer de colo de útero), já chegaram ao Acre.

“Isso aqui representa mais saúde para as nossas mulheres. O diagnóstico precoce é essencial na luta pela cura de um câncer. Essas unidades móveis têm capacidade de realizar 57 mamografias e 70 exames de Papanicolau por dia. Isso vai ser muito importante para as mulheres que moram no interior”, destaca João Paulo Silva, diretor do Departamento de Atenção Primária, Ações Programáticas e Políticas Estratégicas (DAPE) da Sesacre.

A unidade fixa contará com toda a tecnologia de ponta e será dividida em alas onde serão realizados os exames, além disto, ainda contará com uma área para a realização de cirurgias de pequeno porte, além de toda área administrativa e área de educação continuada.

A capacidade é de mais de 8 mil procedimentos por mês.

“Como vimos aqui a estrutura macro está toda pronta, restando apenas pequenos ajustes. Se tudo correr como o previsto, inauguramos a Unidade do Hospital de Amor no Acre já no próximo dia 20 de novembro”, destaca João Paulo Silva.

Defendida pelo governador Tião Viana como mais um grande avanço na saúde pública acreana, a implantação do Hospital de Amor no Acre deve beneficiar ao menos 90 mil mulheres em todos os municípios, reduzindo a incidência de câncer avançado no Estado.

Sem receber há dois meses, médicos decidem atender só casos de urgência no Hospital do Juruá, no interior do AC

Direção orienta que pacientes com casos de menor gravidade busquem unidades de Saúde. Médico diz que Hospital do Juruá ‘está entrando num caos’

Os médicos que atendem no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, paralisaram as atividades a partir desta segunda-feira (12), em protesto contra o atraso no pagamento dos salários de setembro e outubro. Apenas os atendimentos emergenciais não foram suspensos.

Em assembleia da categoria na semana passada, os profissionais concordaram em esperar até esta segunda com a promessa de que os salários seriam regularizados, o que não ocorreu, segundo o médico Teobaldo Dantas, representante do Sindicato local. Ele diz que o governo está há cerca de 4 meses sem fazer o repasse para Associação Nossa Senhora da Saúde (Ansau), entidade que administra o hospital.

O G1 procurou a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.

“Tivemos uma assembleia geral, a Ansau passou a problemática para os médicos e estipulamos até o encerramento do expediente bancário do dia 12, para que o governo depositasse o dinheiro na conta da Ansau. O repasse não foi feito e a entidade não pode sanar seus compromissos com os funcionários”, explicou o médico.

O atraso nos salários também atinge outros profissionais, como enfermeiros e técnicos de enfermagem. Dantas afirma que o governo demais de R$ 13 milhões à entidade.

“Não somos só nós os médicos, tem a questão dos funcionários da Ansau que ainda não receberam o mês de outubro e podem a qualquer momento fazer uma paralisação. O Hospital do Juruá está entrando num caos. Quem mais sofre com esse atraso é a população”, lamentou Dantas.

Sem previsão para regularizar, diz direção da unidade

O diretor clínico do hospital, Marlon Holanda, disse que os atendimentos emergenciais estão mantidos na unidade.

“Parou o atendimento não essencial. O atendimento de urgência e emergência está mantido. Nossa orientação é que casos de menos gravidade, as pessoas busquem as unidades de Saúde do município e, nos casos graves, ou com risco de vida busquem o Pronto-Socorro. Não temos uma previsão de quanto tempo essa restrição no atendimento vai demorar,” informou.

Holanda disse ainda que a direção já comunicou entidades da suspensão parcial do atendimento. “Elaboramos um documento comunicando ao Conselho Regional de Medicina, Ministério Público e ao Sindicato dos Médicos que se esse prazo não fosse cumprido, os serviços não essenciais como exames agendados, consultas ambulatoriais, fichas azul e verde no Pronto Socorro seriam suspensos,” acrescentou.

O Hospital do Juruá é responsável pelo atendimento de pessoas que residem em 8 cidades acreanas e duas do estado do Amazonas.

Hospital diz que fechar portões foi ‘erro’ e que atendimentos seguem normais em Rio Branco

Gerente diz que todos vão ser atendidos, mas que houve mudanças nas salas de atendimento. Portões amanheceram fechado na última quinta (1) e pacientes reclamaram

A direção do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) decidiu fazer uma coletiva de imprensa para falar sobre o fechamento dos portões da unidade que causou polêmica e reclamações de pacientes na última quinta-feira (1).

Nesta segunda (5), a gerente-geral do hospital, Michele Melo, afirmou que o fechamento foi “um erro” que já foi resolvido.

A gerente explicou que trabalham para melhorar o fluxo de atendimento na unidade e que, após conversas, foram determinadas algumas medidas. Nisso, algumas pessoas da equipe decidiram fechar, sem comunicação prévia ou decisão da direção do hospital, os portões no cadeado.

“Foi uma medida equivocada que logo nós resolvemos. O interessante não era deixar fechado no cadeado, mas informar à população que nós teríamos um novo fluxo de entrada no hospital. Foi um erro de entendimento que, desde já, peço desculpas a todos e que já foi resolvido”, destaca.

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Novo fluxo

Michele afirma que o atendimento permanece normal e que, além dos pacientes levados pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), também vão atender os usuários ambulatoriais e encaminhá-los para outras unidades como Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades de Referência de Atenção Primária (Uraps).

“Temos aproximadamente seis entradas de acesso no hospital e precisamos fazer com que o fluxo funcione para o servidor e também para o usuário. O que a gente fez foi transladar o fluxo de entrada do hospital para a porta de emergência lateral, assim o controle é maior e a gente teria uma maior qualidade na questão do acolhimento. Dessa forma receberíamos de forma mais segura todos os usuários que entrassem”, afirma.

Assim, conforme a gerente, todos permanecem sendo atendidos, mas em salas diferentes. Ela também afirma que a medida foi tomada por uma questão de segurança, pois atendem casos de pessoas vítimas de violência.

“Nesse momento em que nós estamos diante de tanta violência, às vezes, temos usuários do SUS que participaram de brigas, casos de violência e é uma forma de a gente controlar melhor a entrada de pessoas dentro do Huerb. Porém, a assistência continua igual, ninguém vai ficar sem atendimento”, explica.

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Término de contratos dos servidores

O Huerb tem cerca de 1,2 mil funcionários, segundo a gerente. Ela afirma que não houve demissões em nenhum setor da unidade, mas que o contrato de alguns servidores temporários precisaram ser renovados.

“Algumas pessoas tiveram acesso a essa informação e interpretaram que houve exonerações. Eles saíram de um contrato e foram para outro, mas não foram exonerados de nenhuma forma”, destaca.

Falta de médicos

Michele também nega a falta de médicos escalados para atender os pacientes. Ela afirma que há médicos escalados em 24 horas.

“Os plantonistas da emergência são de escala de 24 horas. Existem algumas especialidades que ficam de sobreaviso, mas estão escalados. O que acontece, muitas vezes, é que no período noturno nós temos o descanso que todo profissional faz. As vezes temos dois médicos e um foi descansar e apenas o outro está atendendo. E as vezes o paciente entende que estamos com deficit de médicos, mas não é isso”, afirma.

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Huerb altera fluxo de atendimento para melhor assistência em urgência e emergência

Para melhorar a qualidade da assistência prestada aos que necessitam de atendimento no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), o acolhimento dos pacientes passou a ser realizado pela porta de entrada de urgência e emergência da unidade.

Com a nova medida, todos que chegarem ao hospital serão regulados pela mesma entrada, e para que isso se torne possível, a gestão do Huerb realizou um remanejamento dos profissionais para essa entrada, local em que o cidadão será avaliado e, de acordo com o resultado dessa classificação, pode receber o atendimento ou encaminhamento a outras unidades de saúde.

“Vale ressaltar que o hospital continuará atendendo demanda espontânea, só que agora as pessoas que realmente precisam de urgência e emergência irão às salas de avaliação e serão encaminhados conforme sua necessidade”, explica a diretora do Huerb, Michelle Melo, para quem não há dúvida de que a mudança vai trazer resultados satisfatórios e ajudar a salvar vidas.

“Com a alteração no fluxo, a assistência aos pacientes de urgência e emergência será ainda mais efetiva, pois os profissionais poderão dar uma atenção maior a esses pacientes e os profissionais também atuarão com menos exaustão e sobrecarga de trabalho, já que a atenção será ainda mais focada na rede de urgência e emergência”, explica a diretora.

Foi constatado que mais de 70% da população atendida no Huerb não são casos de urgência e emergência, e sim ambulatorial, serviço que está disponível nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), URAPs e Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Mesmo com a alteração, será mantido o mesmo quantitativo de profissionais. E ao contrário de alguns boatos, não há redução no quadro de profissionais lotados no hospital.

“Não houve nenhum corte de servidor. Estamos com a mesma quantidade de profissionais, tanto na área técnica, como nas áreas de enfermagem e de médicos. O que fizemos foi remanejar alguns profissionais por conta do novo fluxo”, afirma Michelle.