Trabalhadores da saúde decidem por greve geral em abril

Em assembleia geral realizada na sexta-feira, 15, o sindicato dos trabalhadores em saúde do Acre (Sintesac) decidiu que a partir do dia 02 de abril os trabalhadores irão cruzar os braços, caso o governo do estado não atenda às exigências da categoria.

Uma das principais reivindicações é a regularização do Pró-Saúde. “O governador se comprometeu a regularizar e não o fez, e este mês já é para iniciar as demissões. Então nós estamos exigindo que ele cumpra a promessa de campanha que é encaminhar o projeto de lei para a Assembleia e regularizar o pró-saúde”, explica o presidente do Sintesac, Adailton Cruz.

A situação do profissionais do Pró-saúde está em discussão desde a gestão passada, são aproximadamente 4 mil funcionários que poderão perder seus cargos caso o atual governo não regulariza a situação.

Outra reclamação dos trabalhadores é quanto a terceirização do atendimento de saúde, que de acordo com o presidente do sindicato precariza a prestação de serviço, sucateando e explorando os profissionais.

“Neste processo todo mundo perde, perde os pacientes, os usuários porque a qualidade de atendimento não melhora e os trabalhadores são extremamente explorados com jornada de 44 horas, salário mínimo, condições pífias de trabalho e a gente não quer esse retrocesso no nosso estado”, diz Adailton.

A reformulação do Plano de Cargos e Carreiras e Remunerações (PCCR) é outra exigência dos profissionais em saúde do estado. De acordo com Adailton, eles estão há dez anos com salários congelados e acumularam perdas de direitos ao longo dos anos.

“A gente está solicitando uma reformulação integral do Plano e que os direitos que foram retirados sejam restabelecidos”, comenta. Outra exigência é a realização do concurso público, conforme o sindicato, o quadro de profissionais está defasado em 5 mil funcionários.

Participaram da assembleia os sindicatos representantes de todas as categorias, deputados e trabalhadores em geral. O Sintesac afirmou que na segunda-feira, 18, haverá uma reunião com o governo para falar do assunto.

A assessoria de comunicação de secretaria de Saúde informou que a pasta está aguardando novas conversas para negociar as reivindicações com as categorias.

 

Governo admite atraso no pagamento do Pró-Saúde, mas Sintesac descarta greve

Com o anúncio do Governo do Acre de que os salários de dezembro dos servidores do Pró-Saúde serão pagos com atraso, o Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sintesac) decidiu manter as atividades dos profissionais que atuam no programa nas unidades geridas pelo Estado. O pagamento estava programado para segunda-feira, 7, mas o Executivo alegou não possuir verba suficiente em caixa para cumprir os vencimentos salariais na data certa.

No comunicado, feito pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) no início da noite de segunda, 7, o governo justificou que a “ausência das medidas legais e necessárias de responsabilidade da gestão anterior” afetaram o pagamento no dia correto. “A falta do empenho orçamentário representa transtornos para o Governo do Estado, para os trabalhadores e para o bom funcionamento da máquina pública”, diz a nota oficial.

O presidente do Sintesac, Adailton Cruz (foto) comentou que o Executivo Estadual informou sobre a situação em uma reunião realizada com todos os sindicatos da área da saúde e representantes governamentais de vários órgãos.

Segundo ele, a alegação foi que a gestão do ex-governador Tião Viana (PT) não deixou bens e nem dinheiro em caixa para realizar os pagamentos. O representante do sindicato disse que não há uma previsão certa para solucionar a situação.

“Os trabalhadores estão muito chateados, eles estão divididos entre manter os trabalhos e deflagrar uma greve. Até o momento decidimos continuar por entender a situação. Nos disseram que o caso é muito complicado, mas que todos os esforços serão aplicados para que os pagamentos sejam feitos de imediato assim que o Orçamento de 2019 for aberto. Segundo eles, isso deve ocorrer entre o dia 15 e 21 deste mês, mas não há data exata”, falou Cruz.

O presidente do Sintesac ressaltou que a categoria estará atenta para as alegações dadas pelo Executivo e que verificará se o Estado realmente não dispões dos recursos. Entretanto, ele elogiou a transparência da gestão.

“Uma greve agora só traria ainda mais prejuízos, principalmente para a população. Infelizmente estamos de mãos atadas. Até lá buscaremos a melhor saída. Dia 10 nos reuniremos novamente com o governo para saber da situação”.

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‘Esforços’

Ainda de acordo com a nota pública, todos os esforços foram feitos para evitar a situação. “O Governo do Estado recorreu a todos os meios legais para o cumprimento do compromisso com os servidores do programa, enviando todos os esforços para tal pagamento, mas não logrando êxito por conta da falta de recursos disponíveis. Diante da urgência que o caso requer, determinamos a imediata reprogramação de pagamento dentro das condições legais e administrativas”.

Na nota, o Executivo se comprometeu a cumprir os vencimentos assim que a abertura do Orçamento 2019 for feita. Além disso, o governo prestou solidariedade com os servidores do Pró-Saúde, suas famílias e os sindicatos da categoria e reconheceu o constrangimento da situação. “Renovamos o propósito em honrar os compromissos assumidos, defendendo a valorização do servidor público como diretriz básica e valor inegociável da atual gestão”, finaliza a publicação.

Médicos continuam em greve no interior do Acre e Saúde diz que eles descumprem acordo

A greve dos médicos do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, chegou ao terceiro dia, neste domingo (25), e a unidade de saúde continua atendendo apenas os casos de urgência e emergência.

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) disse que os profissionais descumprem acordo e que a greve é ilegal.

Em nota enviada ao G1, a secretaria informou que ‘foi surpreendida com a paralisação dos médicos ligados a Anssau que atendem no Hospital do Juruá, já que os profissionais não estão respeitando um acordo, que eles próprios aceitaram, de que o pagamento referente ao mês de outubro seria quitado até o dia 3 de dezembro’.

De acordo com a secretaria, a greve não seria legítima pelo fato dos médicos que prestam serviços no hospital de referências para sete cidades do interior do Acre e mais duas do Amazonas, terem vínculos com a unidade de Saúde com contratos jurídicos, de empresa para empresa. Sendo assim, eles não teriam os mesmos direitos dos servidores celetistas ou estatutários.

A secretaria informou ainda que, por lei, os médicos só poderia suspender a prestação de seus serviços, após 90 dias de atraso no pagamento. Desta forma, o governo exige o retorno imediato do atendimento no Hospital do Juruá.

Impasse

Na manhã deste domingo (25), o médico que representa o sindicato da categoria em Cruzeiro do Sul, Theobaldo Dantas, se posicionou sobre as declarações. Segundo ele, a greve foi deflagrada, após a secretaria ter quebrado a confiança dos profissionais ao não cumprir com as datas do acordo feito para o pagamento de uma parcela do mês de setembro.

“Pelo nosso contrato com a Anssau, tem até 20 dias do mês subsequente para pagar as empresas que prestam serviço. A Sesacre já tinha quebrado três vezes o acordo para pagar a metade de setembro e fizemos uma paralisação para receber. Com isso, a Sesacre quebrou a confiança com as empresas e foi feita uma nova assembleia geral e foi decidido esperar apenas o tempo contratual, de 20 dias após o final do mês trabalhado”, disse Theobaldo.

O médico afirmou ainda que, de acordo com o setor jurídico do Sindmed, os médicos que prestam serviços no Hospital do Juruá não se enquadrariam nos critérios legais das empresas que prestam serviços diretos para o governo.

“De acordo com o nosso setor jurídico, a Anssau é sublocadora dos serviços para as empresas. Então, a lei que regulamenta a relação entre o estado e um prestador de serviço não é a mesma que vale para a nossa relação com a Anssau, pois nós prestamos serviços para a Anssau e não para o estado”, disse Dantas.

Os médicos afirmam que a greve será mantida até o pagamento do salário de outubro ou se forem obrigados pela Justiça.

“Caso o estado entre com uma ação, nós esperaremos o julgamento da questão, desde que a Justiça nos obrigue a voltar com os serviços. Mas eu não acredito que a Justiça vai ser injusta, pois nós não queremos parar, queremos trabalhar. O que nós temos são contas para pagar”, reclama o médico.

Médicos recebem segunda parte do salário de setembro e encerram greve no interior do AC

Enfermeiros do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, pressionam governo. Apenas casos graves estavam sendo atendidos na cidade

Os médicos do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, decidiram retomar os trabalhos neste sábado (17) após o pagamento da segunda parte do salário do mês de setembro. Os profissionais entraram em greve desde a última segunda-feira (12) e atendiam apenas casos emergenciais na cidade.

Agora, os enfermeiros também pressionam o governo exigindo o pagamento de outubro, que ainda não receberam. A empresa que administra a unidade alegou que o governo não fez os repasses mensais, por isso, o pagamento não foi efetuado.

Neste sábado pela manhã, após receberem a metade do salário de setembro, a categoria decidiu encerrar a paralisação. No entanto, o representante do Sindicato dos Médicos na região (Sindmed), Theobaldo Dantas, alertou que os profissionais podem voltar a reduzir o atendimento, caso não recebam o salário do mês de outubro.

“Continua o mês de outubro pendente, mas tem um indicativo que, provavelmente, a partir do dia 22, caso não seja efetuado esse pagamento, novamente nós faremos a suspensão dos serviços não essenciais”, alertou Dantas.

Os enfermeiros que trabalham na unidade decidiram, em assembleia realizada na tarde desta sexta-feira (16), que vão entrar em greve a partir deste domingo (18), para exigir o pagamento do mês de outubro.

“Toda classe optou pela greve, então, amanhã [domingo,18], a partir das 17 horas, todos os enfermeiros do Hospital do Juruá vão está em greve. Vamos manter apenas os 30% do nosso efetivo trabalhando. E, como os enfermeiros são responsáveis pela classificação, vamos continuar apenas com o atendimento dos serviços emergenciais, assim como estava com a greve dos médicos”, disse a representante do Sindicato dos enfermeiros, Marjane Pedroza.

Com a greve dos médicos, todos os atendimentos no ambulatório do Hospital do Juruá deixaram de ser feitos durante esta semana e, no Pronto-Socorro, 70% dos pacientes voltaram para casa sem uma consulta. Nesta sexta-feira (16), de 100 pacientes que chegaram ao PS, apenas 30 foram atendidos.

Sem acordo, presos encerram greve de fome após uma semana no Acre

Informação foi confirmada pelo Iapen neste domingo (19). Cerca de 4,5 mil presos de seis unidades prisionais do estado entraram em greve na segunda-feira (13)

Sem conseguir um acordo, os detentos de duas unidades prisionais de Rio Branco, encerraram a greve de fome neste domingo (19). A informação foi confirmada pelo diretor do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC).

Dos seis presídios que aderiram à greve na segunda-feira (13), somente os presos do Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro e da unidade Francisco D’Oliveira Conde permaneciam com greve.

“Os detentos cessaram a greve e já tomaram café da manhã e almoçaram hoje”. Questionado se as reivindicações dos detentos tinham sido atendidas, o diretor se limitou a dizer que “não houve acordo”.

Cerca de 4,5 mil presos em greve de fome

Conforme o Iapen, cerca de 4,5 mil presos ficaram em greve de fome em seis presídios do estado. O órgão informou que o movimento buscava regalias e que o sistema penitenciário iria avaliar as reivindicações, mas podia ceder apenas nos casos em que o pedido estivesse previso em lei.

Os presos pediam visitas íntimas a cada 15 dias e a volta da visita das ‘amigas’ que ocorriam todos os finais de semana e agora são liberadas apenas uma vez por mês. As detentas também exigem receber a visita dos maridos.

Além disso, os chefes de facções que cumprem pena no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) no Presídio de Segurança Máxima Antônio Amaro, em Rio Branco, pedem acesso à televisão, rádio e ventilador.

Em Cruzeiro do Sul, representantes dos presidiários apresentaram suas reivindicações aos diretores da unidade. Entre as reivindicações apresentadas estavam o aumento do horário da visita íntima e a revisão dos processos dos que estão com penas vencidas.

Familiares de detentos em greve de fome protestam na entrada do Tribunal de Justiça e em presídio de Cruzeiro do Sul

Familiares de detentos que estão em greve de fome no Presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul, fizeram um protesto nesta quinta-feira (16). Um grupo de ao menos 40 mulheres fechou a entrada do Tribunal de Justiça do município e, após conversar com um juiz, seguiram para a frente do presídio e fecharam as duas entradas do local e a rodovia BR-307.

Com cartazes, o grupo pedia informações sobre o andamento das reivindicações feitas pelos presos que estão em greve de fome desde o último dia 13 de agosto em Cruzeiro do Sul e outras cinco unidades do Acre.

O tenente da Polícia Militar (PM-AC) Silva Lima acompanhou a ocorrência disse que após a conversa com o juiz as mulheres exigiram falar com a direção do presídio. O fechamento no local ocorreu por volta de 11h e durou cerca de 40 minutos. Alunos que seguiam para a aula decidiram descer do ônibus para passar pela barreira e ir a pé para escola.

“Achávamos que após a conversa com o juiz estava tudo resolvido. Quando chegamos na unidade havia um tumulto muio grande de veículos lá. Em outra conversa da PM-AC com as líderes, elas decidiram desbloquear a via. Foram recebidas pela direção da unidade e deixaram o local”, relatou.

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Familiares pediam informações sobre a situação dos presos que estão em greve de fome desde o dia 13 de agosto – Foto/Divulgação/Polícia Militar de Cruzeiro do Sul

Conversa com a direção

Ao G1, a diretora do presídio Manoel Neri, Deyse Januário, informou que os familiares se reuniram próximo à guarita da unidade. O grupo formou uma comissão e pediu para conversar com a direção para saber o andamento das reivindicações e se havia a possibilidade de a situação ser resolvida. Os detentos do município permanecem em greve de fome.

“Elas queriam que fossem atendidas as reivindicações dos parentes delas que estão presos, queriam saber se alguma das situações havia sido resolvida. Nada foi cedido, até porque são reivindicações que não dizem respeito diretamente à nossa unidade. Conversamos tranquilamente, explicamos e elas se retiraram”, destacou Deyse.

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Grupo foi recebido pela direção do presídio e após a conversa deixou o local – Foto/Airton Rodrigues/Arquivo Pessoal

Reivindicações

Os presos de quatro pavilhões do Presídio Manoel Neri da Silva, em Cruzeiro do Sul, estão em greve de fome desde o dia 13 de agosto. Os detentos da segunda maior cidade do Acre decidiram aderir ao protesto que teve início em unidades prisionais da capital do estado.

Conforme a direção do presídio, nos quatro pavilhões estão 403 presos, integrantes de três organizações criminosas que atuam em Cruzeiro do Sul.

Entre as reivindicações apresentadas estão: o aumento do horário da visita íntima e a revisão dos processos dos que estão com penas vencidas. As reivindicações foram encaminhamos ao Poder Judiciário.

No interior, os detentos também aderiram ao protesto no Presídio Evaristo de Moraes, em Sena Madureira e Moacir Prado, em Tarauacá.

Protesto em Rio Branco

Em Rio Branco, na quarta (15), as mulheres de presos fecharam as principais vias da capital pressionando para que as exigências dos presos fossem atendidas. Em nota, o Iapen informou que iria dialogar com as manifestantes, mas não vai cederia às pressões.

O Iapen-AC informou que o movimento busca regalias e que o sistema penitenciário avalia as reivindicações, mas deve ceder apenas nos casos em que o pedido esteja previso em lei.

Trabalhadores dos Correios podem entrar em greve a partir de terça-feira

Os trabalhadores dos Correios podem decidir por deflagrar greve por tempo indeterminado na noite de terça-feira (14). O motivo é a falta de avanço nas negociações que tentam evitar demissões. Eles protestam também contra a nova forma de entrega determinada pela direção da empresa, que amplia a demora para o recebimento de correspondências.

Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Acre (Sintect-AC), Suzy Cristiny, os dirigentes da empresa ainda passaram a cobrar dos trabalhadores a assistência médica que vem consumindo até 40% dos salários daqueles que recebem pouco mais de um salário mínimo.

“Há meses estamos buscando uma negociação, tentando evitar prejuízos para o trabalhador e para a população. Os diretores da empresa querem que o carteiro passe na sua rua a cada três dias, acabando com a entrega diária, prejudicando os moradores e aumentando a carga de trabalho que vai se acumulando”, afirmou a sindicalista.

A presidente do Sintect-AC denunciou uma política de fechamento de agências, o que também prejudicará a população que depende dos serviços de envio de correspondências.

“A empresa é pública, portanto, tem uma responsabilidade social com a população. Temos muitas famílias que sacam dinheiro nas agências, que solicitam CPF e enviam correspondências. Se houver o fechamento, existirá o aumento de filas e a dificuldade de chegar até os Correios mais próximo”, alertou.

De acordo com Suzy Cristiny, todos os anos vários carteiros são obrigados a procurarem o médico por doenças relacionadas a exposição ao sol ou a acidentes. Os atendentes também procuram tratamento de saúde pelo esforço repetitivo que causa lesão nas mãos. Todos os problemas relacionados com as funções, agora, estão sendo cobrados dos trabalhadores.

“O funcionário já ganha pouco, ninguém quer ser carteiro, porque sofre com o sol, com a chuva, com a violência, com acidentes, e a estatal manda descontar do salário o pagamento dos serviços de saúde que deveriam ser custeados pelo patrão”, acusou a presidente do Sindicato.

Caso haja greve, os trabalhadores manterão o mínimo de trabalhadores previsto em lei para atender a população.

“Não queremos entrar em greve, porque sabemos dos problemas, mas, se não houver alguma manifestação, a população ficará sem o serviço em breve pelo consequente caos nas entregas provocado por incompetentes que administram a empresa”, finalizou Suzy Cristiny.

Trabalhadores dos Correios entram em estado de greve

Com centenas de correspondências atrasadas, veículos quebrados e uma série de demissões, os funcionários dos Correios decidiram deflagrar estado de greve, em assembleia realizada na noite de quarta-feira (18/07), na sede do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos do Acre (Sintect-AC).

A deflagração de greve será confirmada em nova assembleia a ser realizada no dia 7 de agosto, quando a equipe nacional de negociação encerrará a rodada de negociações com a direção da estatal.

Segundo a presidente do Sintect-AC, Suzy Cristiny, as únicas propostas da empresa é de sucateamento de todo o serviço, o que inclui demissões, redução do número de agências e corte de direitos dos trabalhadores.

“As propostas resultarão na redução dos serviços para a população. Não concordamos com as medidas que buscam apenas a geração de lucros, pois a empresa é pública e não possui a mesma finalidade de uma empresa privada, assim os Correios possuem papel social, levando cartas e encomendas para localidades do Acre e de outros Estados onde jamais uma empresa privada vai atuar sem ter lucro”, justificou a sindicalista.

Suzy Cristiny alerta a população que o corte de direitos e de investimentos vem prejudicando há anos a população e o trabalhador.

“A população reclama da demora no recebimento das encomendas, mas a culpa é da direção que deixou de priorizar a prestação de serviço, prejudicando a todos. Os funcionários também querem melhorias”, afirmou a presidente do Sintect-AC.

A sindicalista está acompanhando, em Brasília, toda a negociação para buscar alternativas que possam representar avanços para todos.

“Existe uma defasagem muito grande da quantidade de trabalhadores, com isso seria preciso aumentar o número de funcionários, o que poderia resultar na retomada da imagem da empresa que poderia aumentar a quantidade de cliente, mas eles não querem e estão seguindo o caminho inverso, deixando de investir”, finalizou Suzy Cristiny.

Efeito da greve dos caminhoneiros nos preços deve se dissipar este mês

O efeito da greve dos caminhoneiros na inflação deve começar a se dissipar ainda neste mês, com a reversão da alta de preços da gasolina e do gás de cozinha, por exemplo, segundo avaliação de especialistas.

Em junho, a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou alta de 1,26%, a maior taxa para o mês desde 1995, de 2,26%. O resultado superou a previsão de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC), que projetavam variação de 1,15%. Também ficou acima da previsão do BC, que era 1,06% para o mês passado.

Em maio, o efeito do desabastecimento provocado pela greve dos caminhoneiros, no final do mês, se somou às pressões sobre os preços de energia e combustíveis. Com isso, o IPCA teve alta de 0,40%. Em junho, a aceleração ocorreu devido a intensificação dos efeitos da paralisação sobre os preços de alimentos e combustíveis e a da mudança de bandeira tarifária.

O coordenador do curso de economia do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Márcio Salvato, explicou que a “explosão” da inflação em maio e junho ocorreu devido ao aumento da procura por produtos como a gasolina e o gás de cozinha. “Houve excesso de demanda porque as pessoas estavam querendo fazer estoque. Produtos como gasolina, gás de cozinha subiram. Além disso, teve o efeito de mudança na estrutura de custos com frete”.

Para Salvato, a inflação pode até ficar abaixo do esperado com os preços da gasolina e do gás voltando ao normal. “Deve haver descida dos preços dos produtos que sofreram efeito direto”, disse. Ele destacou que não tem risco se perder o controle de inflação por causa dos efeitos da greve dos caminhoneiros.

Inflação

Segundo o Relatório de Inflação, divulgado em junho pelo BC, a partir deste mês, a despeito dos efeitos defasados da alta do dólar observada desde o final de abril e do aumento projetado para passagens aéreas, em julho, espera-se por taxas de inflação mais baixas. Isso deve acontecer devido à reversão dos efeitos do desabastecimento gerado pela greve dos caminhoneiros, a sazonalidade favorável dos preços de alimentos e a elevada ociosidade da economia.

Para o BC, a retomada da atividade em ritmo mais gradual que o esperado contribui para manutenção da inflação em patamar baixo, mesmo com o efeito pontual da greve dos caminhoneiros.

Para este mês, a previsão das instituições financeiras consultadas pelo BC é que o IPCA fique em 0,35%, e caia para 0,12%, em agosto.

“Esperamos que já em julho esse efeito comece a ser diluído. A gente teve essa pressão agora em junho, mas em julho já deve reduzir”, disse o economista Marcio Milan, da Tendências Consultoria.

Por ser considerada uma alta pontual, o economista lembra que o risco de descumprimento da meta de inflação é zero. A meta é 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. “Mesmo com outros acontecimentos, como câmbio e as tarifas administrativas, o risco é zero. As projeções continuam abaixo do centro. Nossa projeção é que o IPCA fique em 3,7% neste ano”, disse Milan.

As consequências da greve de maio

O IBGE divulgou o índice de produção industrial do mês de maio passado com recuo de 10,9% frente a abril. Foi a segunda queda mais acentuada da produção, perdendo, apenas, para o mês de dezembro de 2008 (-11,2%). No ano a indústria ainda cresce 2% e no acumulado de 12 meses o crescimento é de 3%. O recuo compreendeu os bens de capital (-18,3%), bens intermediários (-5,2%), bens de consumo (-15,4%), Duráveis (-27,4%) e Semiduráveis (-12,2%).

No último levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de março do corrente ano, a produção industrial tinha uma ociosidade de 21,9%, ou seja, o parque industrial instalado usava apenas 78,1% de sua capacidade de produção. Com a paralisação dos caminhoneiros, o índice de ociosidade no próximo levantamento tenderá a subir, uma vez que a ausência de matéria-prima e a impossibilidade de escoar a produção fez surgir dois passivos que irão exigir certo tempo de equalização.

A indústria vinha numa recuperação lenta e sofreu um duro golpe no crescimento da produção com a paralisação. O gerente de PMI do IBGE, André Macedo, afirma “que a queda do setor provocada pela paralisação dos caminhoneiros, embora tenha sido um evento pontual, tornou mais difícil analisar se a indústria permanece ou não em trajetória de recuperação, especialmente após um começo de ano mais lento.” (jornal Valor, 05/07/2018)

O mercado financeiro estima que em junho a produção cresça, mas não o suficiente para zerar a queda de maio. “A queda da indústria em maio foi muito forte também quando se toma uma perspectiva mais longa. De acordo com uma série histórica reunida e ajustada sazonalmente pelo UBS desde 1975, foi a quarta maior em 43 anos. Os três maiores tombos anteriores ocorreram em abril de 1990 (-20% ante março) devido ao Plano Collor; em maio de 1995 (-11%), resultado de uma greve de petroleiros; e dezembro de 2008 (-11%), efeito da crise econômica mundial, pós-quebra do banco Lehman Brothers. Assim como outras instituições, o UBS estima uma recuperação parcial da produção da indústria em junho, com aumento de 7%. Tal projeção baseia-se em indicadores já conhecidos, como confiança, emplacamento de veículos e dias úteis, segundo os economistas Fabio Ramos e Tony Volpon em relatório. Flavio Serrano, do banco Haitong, diz que, em junho, o setor virá com um número positivo, mas sua magnitude ainda é incerta. Agora que se sabe o tamanho do estrago que a paralisação dos caminhoneiros provocou na produção industrial de maio, o ponto mais importante é a velocidade com que o setor vai devolver as perdas em junho, diz. Essa velocidade permitirá tirar mais conclusões sobre o ritmo da atividade no país.”

A recuperação virá do setor automobilístico na visão do mercado. “Para o Santander, a indústria deve recuperar em junho em torno de 80% da produção, puxada pelo segmento de veículos. ‘Será uma devolução importante, mas não integral. Os poucos indicadores coincidentes disponíveis sinalizam aumento de 8% na produção do mês passado’, afirma Rodolfo Margato, economista da instituição. Ele ressalta que a projeção é preliminar. Se realizada, a produção industrial fecharia o segundo trimestre com uma queda expressiva de 4,1% sobre o primeiro, feito o ajuste sazonal.”

A greve foi um duro golpe no setor industrial, retardando o crescimento da produção e a retomada do PIB. Como a discussão do frete ainda não finalizou, a demanda pelo escoamento da produção continua em grande parte parada. Em outro artigo falamos que o setor do agronegócio projeta um acréscimo no custo do frete de 150%, reduzindo a lucratividade do campo. Não aceitando esse prejuízo adverso, o agronegócio decidiu manter a produção estocada até a resolução do conflito causado pelo próprio governo federal ao decidir reviver a SUNAB.

A questão da tabela já chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que requereu dos diversos órgãos públicos manifestação sobre o caso. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) disse que o acordo “feito pelo governo federal para encerrar a greve dos caminhoneiros, cria uma espécie de cartel, tem graves efeitos ao consumidor, prejudica o mercado e representa uma afronta à livre concorrência.”

O Cade lembra ao STF que a ordem econômica possui regulamentação na Constituição Federal (artigo 170 e seguintes), tendo a livre concorrência como princípio (inciso IV, art.170). Portanto, no advento da Constituição de 1988, o tabelamento deixou de ser possível quando não existe interesse social favorável à população.

A ação do governo federal em aceitar o tabelamento ultrapassou a autorização constitucional e feriu o interesse social da população. Favorecer exclusivamente uma classe social em detrimento as demais não encontra amparo na ordem econômica existente na Magna Carta. A consequência, caso persista a tabela, será o repasse ao consumidor do custo do acréscimo relativo ao frete pelos setores produtivos. Num ambiente onde a indústria está ociosa, a economia anda como tartaruga e o governo favorece uma classe, a recuperação não será na velocidade necessária para soerguer o Brasil. Quanto ao Acre, dependente do transporte terrestre, a conta será maior.


Marco Antonio Mourão de Oliveira, 42, é advogado, especialista em Direito Tributário pela Universidade de Uberaba-MG e Finanças pela Fundação Dom Cabral-MG.

Argentina: greve geral atinge vários setores e envolve sociedade civil

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) anunciou que vai parar a Argentina nesta segunda-feira (25), em reação à política econômica adotada pelo governo. É a terceira greve geral em dois anos e meio da gestão do presidente Mauricio Macri.

A paralisação atinge o transporte publico, os postos de gasolina e os bancos. Movimentos sociais de esquerda cortarão as principais vias de acesso à capital, Buenos Aires. Amanhã (26), os argentinos enfrentam outro desafio: derrotar a seleção da Nigéria, no jogo na Rússia. Sem essa vitória, o país ficará fora da Copa do Mundo de Futebol.

Às vésperas das paritárias, as negociações entre sindicatos e empresários, as centrais sindicais tomam a paralisação como demonstração de força. Paralelamente, a paralisação ocorre cinco dias após o primeiro desembolso dos US$ 50 bilhões que o Fundo Monetário Internacional (FMI) colocou à disposição do governo argentino.

A medida vale pelos próximos 36 meses e tem o objetivo de ajudar o país a superar a crise cambial e colocar as contas em ordem. Em troca do empréstimo, o governo se comprometeu a reduzir os gastos públicos e a inflação, que este ano deve chegar a quase 30%.

Centrais sindicais prometem uma paralisação de 24 horas, que ganhou o nome de reação ao “brutal ajuste econômico” imposto pelo FMI. Para alguns setores da economia, o momento atual é comparado à crise de 2001, apontada como a pior da história recente da Argentina.

Reivindicações

Os diferentes sindicatos têm pauta comum: reajuste de salários para combater a elevação do custo de vida, que em 2017 chegou a 25%. Também reivindicam garantias para evitar demissões.

Por sua vez, o governo anunciou que vai reduzir o tamanho do Estado e o programa de obras públicas – que esperava usar para reativar a economia e gerar empregos. O ministro da Fazenda, Nicolas Dujovne, disse que o crescimento econômico será menor e a inflação será maior do que o esperado. Segundo ele, o acordo com o FMI impediu o agravamento da crise.

Desde dezembro, o peso argentino perdeu metade de seu valor. Segundo o presidente do Banco Central argentino, Luis Caputo, a desvalorização terá um custo no curto prazo. “Foi o melhor que pode ter acontecido”, resumiu Caputo, informando que a medida obrigou a Argentina a buscar o apoio do FMI e estabilizar a economia.

Pressão

O ministro do Trabalho, Jorge Triaca, afirmou que a greve geral “não serve para coisa alguma, porque não vai resolver os problemas dos argentinos”. Segundo ele, o objetivo da gestão Macri é manter o diálogo com as centrais sindicais. O sindicato dos caminhoneiros ameaçou parar o país e voltou atrás, após conseguir aumento de 25%. Mas outras categorias não obtiveram o mesmo.

A Igreja Católica também divulgou um documento, apelando ao governo para não adotar políticas de ajuste que aumentem a desigualdade. Em nome do papa Francisco, que é argentino, religiosos apelaram para que o interesse social se sobreponha ao econômico.

O governo e o próprio FMI têm ressaltado que o atual programa vai garantir a manutenção dos programas sociais, para proteger os “mais vulneráveis”

Eletricitários param atividades por 72 horas contra a privatização da Eletrobras

Os empregados da Eletrobras Distribuição Acre pretendem fazer uma greve de 72h a partir do dia 11 de junho contra a privatização da empresa. O ato será em frente à sede da Eletroacre.

O objetivo dos trabalhadores do setor elétrico é pela suspensão do processo de privatização da empresa, como também a saída do presidente do grupo Eletrobras, Wilson Ferreira Jr. O Governo Federal está tentando vender as distribuidoras, incluindo a Eletroacre, por um valor de R$ 50 mil, sendo o patrimônio da empresa acreana mais de R$ 900 milhões.

O presidente do Sindicato dos Urbanitários do Acre, Fernando Barbosa, ressaltou a importância da mobilização de todos os envolvidos, principalmente a população acreana que será, sem dúvida, a mais prejudicada caso ocorra à venda da empresa.

“A união de todos os envolvidos é de suma importância. A privatização não trará benefício para ninguém. Os funcionários correm o risco de perder seus empregos, o serviço prestado vai precarizar ainda mais e a população vai pagar uma conta de energia bem mais alta”, disse o presidente.

A categoria briga também pelo dissídio coletivo de trabalho que venceu em maio. A proposta da empresa é de recompor apenas 70% do INPC e incluir uma cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que dá poderes à companhia para alterar benefícios como o plano de saúde, o que está sendo rejeitado pelos empregados.

A paralisação terá início à 0h de segunda-feira e irá até a 0h de quarta-feira, 13. A expectativa é que 24 mil funcionários do sistema Eletrobras participem da greve. O movimento deve parar as áreas administrativas e atividades fins, como operação e manutenção de todas as empresas de geração, transmissão e distribuição de energia como Furnas, Chesf, Eletrosul, Eletronorte, Eletrobras e o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), além das distribuidoras dos estados do Piauí, Rondônia, Roraima, Acre e Amazonas.

Greve dos caminhoneiros chega ao fim no Acre

Após uma semana de bloqueios, a greve dos caminhoneiros está encerrada no Acre, anunciou na tarde desta terça-feira, 29, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Caminhões e Caçambas do Estado do Acre (Sintraba), Júlio Farias. Apesar da afirmação, até o fim da tarde haviam dois pequenos focos de manifestação na BR-364 e na Estrada Transacreana, nas proximidades do Aterro de Inertes da Prefeitura de Rio Branco. “Espero que o Temer tenha entendido o recado”, disse Júlio Farias, que espera que os políticos mudem sua postura em relação a questões como o imposto dos combustíveis.

As federações, sindicatos e associações ligadas aos caminhoneiros aceitaram o acordo firmado com o Governo Federal e estão recomendando o desbloqueio das estradas estudais e federais em todo o País. O principal fator para o fim do movimento é a redução em R$0,46 no preço do litro do óleo diesel nas bombas. Atualmente, o Acre pratica o preço mais alto nos combustíveis: a gasolina, por exemplo, passou de R$5 durante os bloqueios. Vários postos ficaram fechados e há estimativas não oficiais de prejuízos acumulados em R$150 milhões durante a semana de paralisação.

Júlio Farias pede que o Governo do Acre reveja a alíquota do ICMS do combustível, hoje em 25% -a mais alta do País.

Os aeroportos estão funcionando normalmente, bem como o abastecimento de gás de cozinha. O varejo de alimentos não foi duramente afetado no Acre mas alguns produtos tiveram seus preços majorados inexplicavelmente.

Greve dos caminhoneiros deve gerar desabastecimento de hortifrutigranjeiros nos supermercados do Acre

A greve dos caminhoneiros no Acre deve gerar desabastecimento na próxima semana de alimentos hortifrutigranjeiros, informou o empresário Adem Araújo, da rede Araújo de Supermercados, a maior do Acre.

Até o momento, não há falta de produtos nos supermercados, mas se a greve continuar a possibilidade de escassez é iminente. “A situação ainda está relativamente tranquila, faltando uma ou outra marca de produtos, mas sem muita importância.

Os preços devem ser manter, o que pode acontecer é termos algumas faltas de produtos mais significativos se a greve se estender por muito tempo. Ainda não estão faltando os principais, mas semana que vem certamente isso vai acontecer.”

Sindicato garante abastecimento nos postos

Nesta segunda-feira, 28, o Sindicato dos Postos de Combustíveis do Acre (Sindepac) informou que a maior parte dos postos de Rio Branco já está reabastecida. Aqueles postos que ainda não receberam o combustível esperam para carregar, devido a demanda de carretas nas bases de distribuição.

A previsão de normalização do reabastecimento é até esta terça-feira. Em Rio Branco, cerca de 80% dos postos já estão reabastecidos.

Greve dos caminhoneiros

Caminhoneiros autônomos permanecem ocupando a lateral da BR-364, em Rio Branco, no KM-04 sentido Porto Velho. Há paralisações na AC-40, na frente do Parque de Exposições Wildy Viana; e na BR-364 em Feijó.

Kenedy Cândido, um dos líderes do movimento, afirmou que a manifestação continua por tempo indeterminado, apesar de o presidente Michel Temer ter anunciado no último domingo a redução de 0,46 centavos no litro do diesel.

Petroleiros deflagram greve de 72 horas a partir de quarta-feira

No momento em que o governo federal negocia o fim da paralisação dos caminhoneiros, que entrou hoje (27) no sétimo dia, os petroleiros organizam uma greve nacional “de advertência“. A paralisação de 72 horas será a partir da próxima quarta-feira (30). A mobilização é liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados.

Os petroleiros preparam para hoje atrasos e cortes de rendição nas quatro refinarias e fábricas de fertilizantes: Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia.

Para amanhã (28), a FUP e seus sindicatos promovem o Dia Nacional de Luta, com atos públicos e mobilizações.

Em nota, a FUP informou que a paralisação dos petroleiros pretende pressionar o governo federal a reduzir os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, também é uma manifestação contra a eventual proposta de privatização da Petrobras e a gestão do presidente da empresa, Pedro Parente.

“A greve de advertência é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria”, diz o comunicado da FUP.

Polícia Federal ouve líderes de caminhoneiros para saber se há incentivo de empresários a greve no Acre

No estado, há três pontos onde os caminhoneiros estão parados. Em Rio Branco, 59 postos estão desabastecidos

Após o presidente Temer acionar as forças armadas para desbloquear as rodovias federais interditadas, a Polícia Federal convocou alguns líderes dos caminhoneiros do Acre para depor devido à paralisação da categoria no estado.

A PF quer investigar se os empresários de algum setor estão contribuindo, incentivando e até orientado a paralisação de seus empregados – configurando assim uma greve liderada pelos patrões, o que é proibido por lei. Essa prática é conhecida como locaute.

A PF não informou quantos motoristas estão sendo ouvidos e também não deu mais detalhes sobre a ação.

O presidente do Sindicato dos Caminhoneiros e Máquinas Pesadas do Acre, Júlio Farias, disse que a polícia pediu informações sobre o movimento, assim como em todo o país.

“A gente explicou que não estava tirando o direto de ir e vir de ninguém. E ninguém está ali forçado. Cada um parou seu caminhão porque não aguenta mais pagar R$ 5 no litro do combustível”, diz.

Farias garantiu que o movimento não está sendo incentivado por nenhum caminhoneiro. “Queriam saber se tinha alguém por trás do movimento, mas é da categoria. A gente não aguenta mais pagar imposto”, diz.

O caminhoneiro Kennedy Cândido foi ouvido e liberado ainda no início da noite de sábado. Ele contou que a polícia questionou se algum empresário estava por trás do protesto.

“Vim dar meu depoimento e já estou voltando para o movimento. Queria saber se alguma empresa está nos apoiando, mas a única empresa é que população que tem nos ajudado. Perguntaram o motivo da manifestação e os veículos que estavam passando. Mas, nós estamos prontos para agir com inteligência em algumas medidas contra nós e vamos continuar dentro da lei”, destaca.

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Após serem ouvidos, caminhoneiros foram liberados da sede da PF – Foto/Guilherme Barbosa/Rede Amazônica Acre

No Acre, os motoristas estão estacionados em trechos das Brs 364, 317 e também da rodovia Transacreana. A paralisação no estado ocorre desde a noite de quarta-feira (23) e está no quarto dia.

Neste sábado (26), o Sindicato dos Revendedores de Derivados de Petróleo do Acre (Sindepac) informou que ao menos 59 postos já estão desabastecidos. As cargas de combustíveis foram estacionadas em uma área às margem da BR-364.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF-AC) informou também neste sábado que não havia necessidade de uma ação mais enérgica porque a paralisação no estado é considerada pacífica e não obstruía vias, apenas parava os caminhões, impedindo a distribuição de cargas.

Por causa da greve dos caminhoneiros, 175 candidatos no Acre têm prova da 2ª fase da OAB suspensa

Exame aconteceria neste domingo (27) e foi remarcado para o dia 10 de junho. Segurança e distribuição das provas ficariam comprometidas, de acordo com a OAB

A (OAB) suspendeu a segunda fase do XXV Exame de Ordem, que aconteceria em todo o país neste domingo (27). O órgão atribui a decisão aos reflexos da paralisação dos caminhoneiros. No Acre, 175 candidatos fariam a prova no domingo.

A informação foi confirmada pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB-AC), Marcos Vinícius Jardim, neste sábado (26). Segundo ele, apesar de o estado ter condições de aplicar a prova mesmo com a paralisação dos caminhoneiros, por ser uma prova a nível nacional, ela vou suspensa.

“Como é a mesma prova no país inteiro, inclusive no mesmo horário de Brasília, e vários estados estão com dificuldade de locomoção devido à paralisação, decidiram suspender. Como iria ter que suspender para um, suspendeu para todos”, disse Jardim.

De acordo com a Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado, não há condições de logística para a entrega e aplicação das provas de forma uniforme, com segurança, sigilo e eficiência em todo o território nacional.

A Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado divulgou, na quinta-feira (25), que a prova foi remarcada para o próximo dia 10 de junho em todos os polos de aplicação no país.

No Acre, a prova é aplicada somente na capital, Rio Branco. Conforme novo cronograma, no dia 6 de junho, será divulgado os locais de realização da prova e ao final do concurso, ainda no dia 10 de junho, a coordenação do exame deve divulgar o gabarito preliminar.

No dia 29 de junho será divulgado o gabarito definitivo e o resultado preliminar da segunda fase do XXV Exame de Ordem. O resultado final do exame deve ser divulgado no dia 12 de julho.

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Paralisação dos caminhoneiros acontece desde quarta-feira (23) em três pontos de rodovias do Acre – Foto/Reprodução/Rede Amazônica Acre

Paralisação dos caminhoneiros

Caminhoneiros protestam contra os aumentos no preço do diesel em rodovias federais e estaduais desde segunda-feira (21). A mobilização é nacional. No Acre, o movimento iniciou na quarta-feira (23) e três pontos de rodovias do estados estão com caminhões parados no acostamento.

Na capital acrena, Rio Branco, ao menos 59 postos estão sem gasolina neste sábado (26), segundo o Sindicato dos Revendedores de Derivados de Petróleo do Acre (Sindepac).

Conforme o sindicato, apenas sete postos de Rio Branco estão com gasolina e ainda tem etanol e diesel. Na capital, 66 postos são sindicalizados.

Conforme o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros e Máquinas Pesadas do Acre, Júlio Farias, o movimento deve continuar por tempo indeterminado. Segundo ele, o movimento é pacífico e tem permitido a passagem de carro de passeio, vans, ônibus e caminhões carregados de materiais perecíveis e cargas vivas.

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Paralisação dos caminhoneiros deixa ao menos 59 postos sem gasolina em Rio Branco – Foto/Dayane Leite/Rede Amazônica Acre

Transporte público, segurança e voos cancelados

O diretor da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans), Gabriel Forneck, afirmou que a frota de ônibus segue operando normalmente neste sábado (26). Segundo ele, aos finais de semana, a frota já é reduzida, então, não houve alteração.

O Superintendente da Polícia Rodoviária Federal do Acre (PRF-AC), Cezar Henrique, informou que os caminhoneiros que continuam no movimento estão com os carros parados no acostamento e que não estão obstruindo a pista. Porém, segundo ele, vários caminhoneiros já deixaram a paralisação no estado.

O diretor do Central de Abastecimento de Rio Branco (Ceasa), Janderson Rodrigues, afirmou que o abastecimento segue normal neste sábado. De acordo com ele, quatro caminhões carregados de frutas e outros produtos chegaram de outros estados.

Dois voos foram cancelados no aeroporto de Rio Branco por causa da falta de combustível de aviação, informou a companhia aérea Latam neste sábado (26). A companhia sugere aos passageiros que liguem antes de ir para o aeroporto para saber se seu voo foi cancelado ou atrasado.

A Gol informou que os três voos previstos para esse sábado (26) estão confirmados.

Soluções para a greve impactam 2019, dizem especialistas

A equipe econômica discorda das projeções pessimistas

Reduções de tributos, subsídios, reserva de mercado. As medidas apresentadas para tentar pôr fim à greve dos caminhoneiros poderão agravar o rombo nas contas públicas e ampliar as incertezas em relação à recuperação econômica. A avaliação é de especialistas ouvidos pela Agência Brasil, para os quais o pacote tem efeito somente no curto prazo e deixará uma herança complicada para 2019.

Segundo os economistas, os investidores interpretaram as mudanças temporárias na política de preços da Petrobras como intervencionismo, o que levou às ações da companhia a cair quase 15% nos últimos dias. As consequências, no entanto, podem ir além do mercado financeiro e atingir a economia real, inclusive as taxas de inflação e os juros.

“O preço dos alimentos disparou. Os combustíveis aumentaram significativamente nestes dias, e o custo será repassado para os demais preços da economia lá na frente, num efeito cascata”, diz a professora de economia Virene Matesco, da Fundação Getulio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro. Segundo ela, o governo deveria ter exigido o fim da greve antes de atender as reivindicações dos caminhoneiros.

De acordo com a professora, as projeções de crescimento da economia este ano, que estavam em torno de 2,5%, podem cair. “Por causa da fragilidade econômica brasileira, os impactos tendem a se alastrar para o ano que vem.”

Reformas ainda mais urgentes

Professor do Ibmec do Rio de Janeiro e economista da Órama Investimentos, Alexandre Espírito Santo diz que o problema maior vai ficar para 2019. “O próximo governo terá uma dor de cabeça a mais. Cada gasto adicional este ano complicará o cumprimento do teto de gastos no próximo. Se o próximo governo não fizer minimamente as reformas da Previdência e tributária, vai ter shutdown [interrupção] em muitos ministérios no próximo ano”, adverte.

Até agora, as medidas anunciadas pelo governo têm impacto fiscal de R$ 7,5 bilhões a R$ 7,9 bilhões neste ano. Desse total, de R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões referem-se à redução a zero da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre o diesel e R$ 4,9 bilhões dizem respeito às transferências do Tesouro Nacional para subsidiar o congelamento do preço do combustível pela Petrobras.

A conta pode aumentar em mais R$ 9 bilhões caso o Senado aprove a redução do PIS/Cofins para o diesel. Os estados também deixarão de arrecadar com a antecipação da mudança da base de cálculo do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), mas o impacto não será uniforme porque as alíquotas variam entre cada unidade da Federação.

Especialista em combustíveis e diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires defendeu que o governo optasse pela diminuição temporária da Cide, do PIS/Cofins e do ICMS, com a condição de que os tributos voltassem ao normal assim que o preço do petróleo caísse no mercado internacional.

“O impacto nas contas públicas seria bem parecido com o do modelo atual, mas com a vantagem de que o preço cairia apenas na bomba, sem afetar a política de preços da Petrobras”, diz. Segundo Pires, o intervencionismo na companhia terá consequências além da queda das ações e poderá dificultar as vendas de refinarias da estatal no Sul e no Nordeste, previstas para este ano.

Governo

A equipe econômica discorda dessas projeções pessimistas. Ao anunciar as medidas, o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, reconheceu que a greve dos caminhoneiros pode ter impacto relevante no Produto Interno Bruto (PIB), caso o movimento persistisse. Segundo ele, as desonerações não terão impacto nas contas públicas porque a Lei de Responsabilidade Fiscal obriga o governo a definir a fonte de recursos que compensarão a perda de arrecadação.

Sobre as transferências do Tesouro para cobrir os prejuízos da Petrobras, o ministro disse que a despesa não desrespeitará o teto de gastos nem a regra de ouro (que proíbe aumento da dívida pública para cobrir despesas correntes do governo). Conforme Guardia, o governo vai pedir os R$ 4,9 bilhões por meio de crédito extraordinário no Orçamento, despesa excluída do limite de gastos. Em contrapartida, terá de cancelar outros R$ 4,9 bilhões de despesas que já estavam contingenciadas (bloqueadas).

Em relação ao PIS/Cofins, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que o governo não trabalha com perda de arrecadação e que caberá ao Congresso Nacional, ao votar o projeto, definir de onde sairá o dinheiro que custeará a iniciativa.

PF abre 37 inquéritos em 25 estados para investigar empresários

Raul Jungmann diz que patrões “irão pagar por isso”

A Polícia Federal (PF) abriu 37 inquéritos em 25 estados para investigar se houve apoio de empresas de transporte à paralisação dos caminhoneiros, o chamado locaute, o que é ilegal e punível com prisão e multa.

Em entrevista no Palácio do Planalto, o ministro extraordinário da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que já podem ter ocorrido prisões, mas não deu detalhes.

“Temos comprovado seguramente que essa paralisação, em parte teve desde o início, a promoção e o apoio criminoso de proprietários, patrões de empresas transportadoras que podem ter certeza, irão pagar por isso”, disse.

As situações que, caso comprovadas, podem se enquadrar na prática de locaute, de acordo com Jungmann, são: empresas que não permitem ou não mobilizam os motoristas para entrega de cargas e que dão suporte seja financeiro, seja com fornecimento de alimento ou ordem para que os motoristas permaneçam paralisados.

Segundo ele, o setor de transporte de cargas é concentrado em poucas empresas de grande porte. “A Polícia Federal está intimando todas essas empresas, não apenas as que são suspeitas, mas todas para apresentar as consequências e as decisões tanto do governo quanto do Supremo Tribunal Federal”, acrescentou o ministro.

Desbloqueios

De acordo com o governo, cerca da metade das vias obstruídas pelos caminhoneiros foi desbloqueada. De acordo com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, a prioridade é desbloquear rodovias que dão acesso a aeroportos estratégicos e termelétricas, o que “basicamente já aconteceu”.

A Polícia Rodoviária Federal informou, que até 19h, foram registrados 586 pontos de bloqueios por manifestações de caminhoneiros e 577 desbloqueios. Segundo a PRF, a maioria dos bloqueios é parcial e sem prejuízo à livre circulação. No final da manhã, o balanço da PRF era de 596 pontos bloqueados e 544 liberados. O número total de bloqueios variou durante o dia.

Nesta tarde, o governo editou um decreto que permite a motoristas e servidores de órgãos e entidades da administração pública, bem como as Forças Armadas, de conduzirem os caminhões com cargas consideradas essenciais, como itens de abastecimento hospitalar.

“Motoristas já estão disponibilizados e já estão conduzindo veículos de transporte de carga e combustível para suprir nesse esforço do abastecimento”, disse. “O aeroporto de Brasília e o Porto de Suape são exemplos disso”.

Perguntados pelos jornalistas quando o governo prevê o fim do movimento, os ministros disseram que não há uma data certa. “Não é de uma hora para outra, mas estamos caminhando para normalizar a situação”, disse Etchegoyen.

Multas

Jungmann informou que desde o início da paralisação de caminhoneiros, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) emitiu 400 autos de infração, com multas que somam R$ 2,03 milhões, correspondente a infrações de trânsito.

Conforme ele, tem sido aplicadas as multas de R$ 100 mil por hora contra entidades ou empresas que estejam promovendo interdições de estradas pelo país, conforme estipulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Jungmann e Etchegoyen concederam entrevista a jornalistas após a segunda reunião de hoje do gabinete de monitoramento no Palácio do Planalto. Amanhã (27), o grupo reúne-se novamente pela manhã e à tarde.

Temer e ministros se reúnem para avaliar desbloqueio de rodovias

O presidente Michel Temer e ministros do gabinete de crise, criado para monitorar a paralisação dos caminhoneiros, participam agora de manhã de uma reunião no Palácio do Planalto para avaliar a efetividade das medidas tomadas para liberar as rodovias e reabastecer o país com os produtos retidos nos caminhões. Entre essas medidas está o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), editado ontem (25) pelo presidente Michel Temer. A reunião começou por volta das 9h20.

A paralisação dos caminhoneiros chegou hoje ao sexto dia. Na última quinta-feira (24), o governo federal anunciou acordo com lideranças de algumas associações da categoria, mas várias estradas continuaram obstruídas, ainda que parcialmente.

Devem participar da reunião os ministros Raul Jungmann, da Segurança Pública, Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional, o general Silva e Luna, da Defesa, e Eliseu Padilha, da Casa Civil. Após a reunião, os ministros devem divulgar, em entrevista coletiva, um balanço das ações.

De acordo com o último balanço feito ontem pelo ministro Raul Jungmann, após o acordo com as lideranças dos caminhoneiros, as interdições diminuíram de 938 para cerca de 500, sendo que em nenhuma das restantes houve interrupção total do trânsito.

Governo segue monitorando abastecimento devido à greve dos caminhoneiros

O governo do Acre segue monitorando e tomando precauções devido à paralisação nacional dos caminheiros, que já chega ao quinto dia consecutivo. Desde o início da greve, o governo estabeleceu um gabinete de gestão de crise para avaliar as decisões a serem tomadas e providências necessárias.

“Diante do quadro atual, o governo já se antecipou e está tomando as providências para salvaguardar interesses da população do Acre. Fizemos diversas reuniões, garantimos que as coisas estão andando dentro do melhor espírito normalizado”, declarou Djalma.

Por orientação da Casa Civil, os órgãos e autarquias do Estado estão racionando o uso de veículos oficiais, definindo ações prioritárias para que não haja prejuízos com o abastecimento de combustível.

Durante reunião com o desembargador e governador em exercício, Francisco Djalma a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) informou que já executa um plano de contingenciamento para assegurar o funcionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Mantivemos contato com os fornecedores para que nos seja garantido combustível para as ambulâncias”, disse Rui Arruda, titular da pasta.

O Estado entrou, ainda, em contato com a Advocacia Geral da União (AGU) para orientações sobre as providências que o órgão está tomando. Nesta sexta-feira, a AGU acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que a greve seja declarada ilegal. Em Brasília, o governador Tião Viana segue acompanhando a situação e em tratativas com outros governadores e ministérios, buscando alternativas para a situação.

Acordo com caminhoneiros não vai levar a aumento de imposto, diz Marun

Ministro diz que o acordo vai custar R$ 5 bilhões do orçamento

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse hoje (25) que os subsídios concedidos pelo governo à Petrobras para controle dos preços do combustível não serão custeados por aumento de impostos. “Não vai ser por [aumento de] impostos”, garantiu. Segundo ele, R$ 5 bilhões do Orçamento da União serão destinados para este fim.

Para entrar em acordo com os caminhoneiros e encerrar a greve, o governo comprometeu-se a fixar os preços do diesel a cada 30 dias, levando em conta a redução imediata de 10% que também faz parte do acerto. A Petrobras seguirá com a política de reajuste de preços atual e o governo vai pagar à companhia a diferença.

Mesmo em uma situação de ajuste fiscal, em entrevista à Globo News, Marun defendeu a medida. “A Petrobras é um patrimônio do Brasil”, afirmou.

Apesar do acordo firmado ontem (24), o protesto dos caminhoneiros prosseguiu hoje (25). Diante da situação, o presidente Michel Temer autorizou o uso das forças federais para retirar os caminhões das estradas.

Perguntado se o governo errou a não prever o início do movimento ou não diagnosticar sua força durante as negociações, Marun diz: “Não admito que governo Temer errou”, e acrescentou: “Agimos em conformidade com a lei e com o Estado de Direito”.