Veja como os criminosos usam grupos de WhatsApp para aplicar golpes

Uma mensagem chega no WhatsApp. A foto e o nome são de uma pessoa conhecida, que faz parte do mesmo grupo de trabalho que você participa no aplicativo de mensagens. O conteúdo informa que o grupo será excluído e que um novo será criado. Mas, para entrar, uma senha será enviada e deve ser repassada ao usuário caso tenha interesse em participar do grupo.

Após clonar o número, golpistas utilizam o contato para solicitar dinheiro de amigos e familiares – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/ND

Ao clicar no código, a pessoa simplesmente fica sem acesso ao aplicativo, ao mesmo tempo que amigos e familiares recebem mensagens estranhas. A ficha cai e você descobre que foi vítima de um golpe e o seu número no WhatsApp foi clonado.

A nova estratégia vem fazendo vítimas em todo o País, inclusive em Joinville, no Norte do Estado. Na última semana, uma mulher, que não quis ser identificada, teve seu número bloqueado após cair no golpe.

“Eu recebi uma mensagem de outra pessoa, de um grupo de trabalho, falando que o grupo seria excluído e se eu tinha interesse em continuar no grupo. Para isso, ela ia me mandar uma senha que eu poderia entrar e sair do grupo a hora que quisesse. Eu disse que tinha interesse, recebi o código por SMS e passei para ela”, relembra.

Alerta: golpistas informam que grupo será excluído como estratégia para clonar o número – Foto: Whatsapp/Reprodução/ND

Após enviar o código, a vítima cai no golpe. Os golpistas, então, mandam mensagem aos outros participantes do grupo bem como para os contatos pessoais dizendo: “Oi, precisava de um grande favor seu. Tive o cartão bloqueado e preciso de um dinheiro emprestado. Depois, te devolvo”.

Se a pessoa responder que vai depositar, os criminosos, então, mandam os dados bancários para a transferência com nome e CPF. Lembrando que os golpistas se passam pela vítima, usando o aplicativo com mesmo número e foto.

Entre as mensagens enviadas, golpistas pedem dinheiro aos usuários – Foto: Whatsapp/Divulgação/ND

Segundo o especialista em segurança digital, Paulo Bousfield, o pedido do código é a principal forma de clonagem dos números usados, posteriormente, para aplicar golpes.

“Para clonagem, ele (o golpista) precisa desse código de ativação que é enviado por SMS. Por isso, é importante que a pessoa nunca repasse esses números e desconfie sempre quando receber uma mensagem desse tipo”, explica.

Golpistas chegam a arrecadar R$ 5 mil reais

Na última semana, a reportagem da NDTV entrou em contato com um dos golpistas que se passava por um usuário. Na mensagem, a equipe questiona como funciona o esquema. A pessoa, então, conta que o golpe é praticado com frequência e que diariamente o grupo chega a arrecadar R$ 5 mil.

Golpistas estão sempre procurando uma nova abordagem- Foto: Whatsapp/Reprodução/ND

Outras técnicas semelhantes também já foram usadas para aplicar golpes em usuários nas redes sociais. Paulo conta que a cada nova divulgação da técnica, pela mídia, os suspeitos procuram uma nova abordagem.

“Essa abordagem envolvendo os grupos de trabalho ainda não tinha visto. Mas não é de se estranhar, já que eles (os golpistas) estão sempre propondo uma nova abordagem para ter as informações das vítimas”, explica.

Denúncia ajuda a polícia a identificar suspeitos

De acordo com especialistas, as contas em banco, usadas pelo grupo, são em nome de laranjas, o que acaba dificultando a localização dos autores dos golpes. Em Santa Catarina, a Polícia Civil não conta com uma delegacia especializada em crimes virtuais, mas tem investido em ações para tentar diminuir os números.

De acordo com o delegado Vinicius Ferreira, a melhor forma de ajudar a identificar esses casos é a denúncia.

“O importante é denunciar e tomar todas as medidas administrativas no próprio aplicativo ou rede social, além, é claro, de procurar a polícia e fazer o registro, já que, com base nisso, as informações são compiladas, e fica mais fácil a identificação da autoria”, explica.

ndmais

Suspeito de matar três pessoas é arrancado de delegacia e assassinado a golpes de foice e pauladas

Revoltados com o assassinato de três pessoas, populares invadiram a delegacia do município de Capixaba na tarde desta quinta-feira (27) e retiraram da cela um homem identificado apenas como Elison, conhecido popularmente na localidade como Testinha, e o assassinaram golpes de foice e pauladas.

Segundo informações da polícia, a vítima foi presa acusada de matar três pessoas na fronteira do Brasil com a Bolívia. O suspeito foi preso após diligências da Polícia Civil em um ramal do município onde estaria escondido e foi conduzido à delegacia que em seguida foi invadida por populares.

Os invasores arrancaram o preso da polícia e mesmo tentando fugir, ele foi alcançado e assassinado a golpes de pauladas e foice. Quando perceberam a aglomeração de pessoas, os policiais de plantão chegaram a pedir apoio, mas o reforço não conseguiu chegar a tempo de evitar a invasão.

A polícia realiza diligências na tentativa de identificar os envolvidos no linchamento de Testinha, mas até o momento nenhum informação sobre os acusados foi repassada pelos autoridades que apuram o crime que assustou a população da pequena cidade localizada na fronteira Brasil/Bolívia.

Outro detalhe que chama a atenção é a situação precária da delegacia do município de Capixaba. A estrutura está completamente deteriorada e não oferece condições de trabalha nem segurança para os policiais que prestam serviço no local e os presos que são conduzidos a unidade.

delega 01 1

delega 02

Homem é morto a golpes de faca no bairro Liberdade, em Rio Branco

O peão de fazenda, Marivaldo Fabrício da Silva, de 43 anos, foi assassinado na noite desta quarta-feira (05), após uma discussão no km 14 da BR-364, localizado no bairro Liberdade, em Rio Branco. Ele foi alvo de uma facada no peito.

A informação é de que ele havia discutido com um homem identificado apenas como “Plínio”, em uma bebedeira na tarde daquele dia. Quando foi a noite, eles teriam se encontrado na rua e em posse de uma faca, Plínio matou Marivaldo. Após o crime o homem fugiu tomando rumo ignorado.

O socorro chegou a ser chamado por populares mas, quando a ambulância chegou ao puderam confirmar o óbito. A área do crime foi isolada pela Polícia Militar até a chegada da perícia que após os procedimentos de coleta de informações, encaminharam o corpo do homem à base do Instituto Médico Legal (IML). O caso ficará sob a responsabilidade da Polícia Civil.