Petrobras eleva gasolina em 4% e diesel em 5% a partir de sábado

A Petrobras informou que elevará os preços médios da gasolina em suas refinarias em 4% a partir do sábado, enquanto o diesel terá aumento de 5%, segundo informações da assessoria de imprensa da estatal nesta sexta-feira.

O reajuste, o primeiro da companhia em outubro, é o terceiro aumento consecutivo da gasolina e o segundo para o diesel desde o final do mês passado.

Com a nova alta, o preço médio da gasolina nas refinarias passa a ser de R$ 1,8140 por litro, de acordo com dados da Petrobras compilados pela agência Reuters, enquanto o valor médio do diesel avança para R$ 1,6350 por litro.

A cotação da gasolina ainda acumula queda de 5,4% frente aos valores praticados no início do ano, mas já opera distante das mínimas registradas em meados de abril, auge das medidas restritivas relacionadas à pandemia de Covid-19 no país, quando o litro chegou a custar menos de 1 real.

Já o valor médio do diesel nas refinarias da estatal apura recuo de cerca de 30% no acumulado de 2020. Nas mínimas do ano, entre o final de abril e medos de maio, o preço do combustível mais utilizado do Brasil girou em torno de R$ 1,30 por litro.

A Petrobras defende que sua fórmula de preços tem como base a chamada paridade de importação, que leva em conta os preços do petróleo no mercado internacional e o câmbio, entre outros fatores.

Nesta sexta, o petróleo Brent recuava 0,56 dólar, ou 1,29%, a US$ 42,78 por barril, às 14h22 (horário de Brasília), mas ainda assim caminhava para firmes ganhos semanais de quase 10%, após o registro de cortes de oferta causados pela passagem de um furacão pelo Golfo do México e por uma greve de trabalhadores “offshore” na Noruega.

O dólar, enquanto isso, era negociado em torno de R$ 5,53, recuando frente ao real em meio a expectativas por novas medidas de estímulo nos Estados Unidos.

Segundo o analista Ilan Arbetman, da Ativa Investimentos, o reajuste do diesel aproxima o produto da paridade internacional, uma vez que a defasagem local era estimada em cerca de 8% antes do movimento desta sexta.

Para a gasolina, porém, ele calculava um hiato maior em relação ao preço externo, em torno de 12% antes do reajuste.

“Eles (Petrobras) estão mais céleres, e também têm feito os ajustes necessários. Tinha espaço para subir preço, tinha hiato… hoje esse hiato está maior na gasolina e é possível que mais ajustes altistas sejam feitos”, afirmou o analista.

O repasse dos reajustes dos combustíveis nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel.

folha

Gasolina e energia elétrica puxam alta nos preços em julho

Os preços no Brasil continuaram a subir em julho, registrando inflação de 0,36%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (7).

O índice é o maior para o sétimo mês do ano desde 2006 e foi influenciado pela alta nos preços da gasolina e da energia elétrica, que sofreram reajuste.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado indicador de inflação oficial do país, fechou julho em alta pelo segundo mês consecutivo, após dois meses de deflação em meio à pandemia da Covid-19.

O resultado veio acima das projeções de mercado. Economistas ouvidos pela Bloomberg estimavam inflação de 0,35% para o mês.

No acumulado do ano, o IPCA é de 0,46%, enquanto nos últimos 12 meses chega a 2,31%. Em julho de 2019, a taxa havia sido de 0,19%.

Dos nove grupos pesquisados pelo IBGE, seis subiram em julho. Puxado pela alta de 3,42% na gasolina, o segmento de Transportes registrou inflação de 0,78% e influenciou em 0,15 ponto percentual no índice do mês.

Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IBGE, disse que a gasolina está revertendo o movimento que teve nos meses de abril e maio. “Já havia subido em junho e voltou a subir em julho”, apontou o pesquisador.

Em julho, a Petrobras decretou o oitavo aumento seguido na gasolina desde maio, quando a empresa iniciou o ciclo de alta, acompanhando a recuperação das cotações internacionais do preço do petróleo após a reabertura da economia em diversos países.

No início da pandemia, estados e municípios estipularam restrições à circulação de pessoas, com o fechamento de bares, restaurantes e comércio como forma de conter o avanço da doença. Com menos gente nas ruas, o preço da gasolina caiu.

Diante desse cenário, a gasolina, que no início da pandemia custava cerca de R$ 0,90 o litro nas refinarias, chegou a R$ 1,65, em média, em julho. A alta acompanhou as cotações do petróleo, que se recuperaram após o relaxamento das medidas de distanciamento social na Europa e Estados Unidos.

Segundo o IBGE, óleo diesel (4,21%), etanol (0,72%) e gás veicular (0,56%) foram outros itens que subiram os preços, levando o segmento dos combustíveis a um resultado de 3,12% em julho.

Além disso, o grupo Transportes do IPCA registrou uma queda menos intensa das passagens aéreas (-4,21%), um dos setores mais afetados pela pandemia. Em junho, havia despencado 26,01%. Em maio, 27,14%.

Já o grupo Habitação subiu 0,80%, influenciando 0,13 ponto percentual na inflação de julho. O item energia elétrica teve alta de 2,59%, após reajustes tarifários impactarem os preços em 13 das 16 regiões pesquisadas pelo IBGE.

Em Fortaleza, por exemplo, a alta chegou a 5,29%. Já em São Paulo, alcançou 4,49%. Porto Alegre subiu 2,37%, assim como Salvador, Belo Horizonte e Recife também registraram aumento nos preços da energia elétrica.

Alimentação e bebida permaneceu estável, com variação de 0,01%. Do lado positivo, as carnes subiram 3,68%. Outros alimento que aumentaram os preços foram o leite (3,79%), o arroz (2,20%) e as frutas (1,09%). Em contrapartida, tiveram queda batata-inglesa (-24,79%), cenoura (-20,67%) e tomate (-16,78%).

Já Vestuário registrou queda de 0,52%, a terceira taxa negativa seguida do grupo, que já havia caído -0,58% em maio e -0,46% em junho.“Pode estar relacionado à baixa demanda por conta da pandemia”, afirmou o gerente da pesquisa do IBGE.

folha

Nova gasolina se torna obrigatória em agosto e deve ser mais cara

A partir do próximo dia 3 de agosto, toda a gasolina vendida no país terá que seguir novas especificações da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) que melhoram o rendimento dos veículos. A expectativa, porém, é que a melhoria da qualidade tenha impacto no preço do combustível.

As novas especificações foram definidas pela ANP em janeiro, com o objetivo de preencher lacunas na legislação que permitiam a produção ou importação de gasolina de menor qualidade. As novas regras estipulam uma massa específica mínima e um valor mínimo de octanagen RON (sigla em inglês para número de octanas pesquisa).

Na primeira fase das mudanças, que entram em vigor em 3 de agosto, o valor mínimo de RON será 92. Em janeiro de 2022, o número é elevado para 93, mais próximo dos 95 vigentes na maior parte da Europa. Para a gasolina premium, o valor mínimo será de 97 já em agosto deste ano.

As mudanças nas especificações eram defendidas pelas montadoras de veículos por facilitar o ajuste dos motores, mas esbarrava nas características do parque de refino da Petrobras. A estatal diz que vem preparando suas refinarias há alguns meses e que hoje todas já produzem seguindo as novas especificações.

Segundo a estatal, a melhora na qualidade vai permitir redução de 4% a 6% no consumo de gasolina por quilômetro rodado. A Petrobras diz ainda que a nova especificação da gasolina melhora o desempenho do motor, a dirigibilidade e o tempo de resposta na partida a frio, além de manter aquecimento adequado do motor.

A ANP acrescenta que a mudança vai permitir a introdução no país de motores mais eficientes, com menor consumo e menos poluentes. Antes de janeiro, as regras brasileiras não estabeleciam limites mínimos de massa específica nem valor mínimo de RON, o que permitia a importação de gasolinas mais leves.

O mercado de combustíveis espera elevação do preço com a venda de uma gasolina mais nobre. Segundo a Argus Media, empresa especializada em preços de commodities energéticas, contratos de importação de gasolina americana para o Brasil já trazem novos parâmetros de preço.

As cargas negociadas para desembarque e agosto estão, em média, US$ 0,05 por galão (o equivalente a R$ 0,07 por litro) mais caras do que a média apurada em maio e junho. Enquete feita pela empresa no mercado apontou expectativas de elevação do preço entre US$ 0,04 e US$ 0,07 por galão (R$ 0,05 a R$ 0,09 por litro)

A Petrobras diz que eventual elevação de preço será compensada pelo ganho de rendimento do motor, “porque o consumidor vai rodar mais quilômetros por litro”. A empresa destacou ainda que o preço é definido pela cotação no mercado internacional e tem outras variáveis, como frete e câmbio, que podem influenciar o valor final.

O preço de venda da gasolina pelas refinaras da Petrobras representa 28% do preço final do combustível – o restante são impostos e margens de lucro de postos e distribuidoras. Desde maio, com a recuperação das cotações do petróleo, a estatal promoveu oito reajustes no combustível, com alta acumulada de 60%.

folha

Petrobras reduz novamente o preço médio da gasolina nesta quarta-feira, 30

A Petrobras anunciou corte de 1,3% no preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, válido para quarta-feira, dia 30, para R$ 1,4907. No Acre, o preço médio da gasolina pesquisado em 35 postos pesquisados pela ANP é de R$ 4,74. Apesar da redução, é no Acre que se paga o maior valor do produto se comparado ao restante do país.

Em 2018 foram registrados vários reajustes e a gasolina chegou a custar R$ 4,99. Por isso, qualquer anúncio de redução é esperada e cobrada pelos consumidores. “Quando se anuncia redução da gasolina, muitos clientes cobram imediatamente o novo valor. Mas, não é assim que funciona”, comentou a frentista Aline Souza.

O Sindicato dos Postos de Combustíveis do Acre (Sindepac) explica que para qualquer mudança de preço, leva mais tempo, já que o novo valor somente é repassado após a aquisição e reposição de estoque.

No mesmo anúncio, a estatal manteve o preço do diesel em R$ 1,9998, conforme tabela disponível no site da empresa.

Em dezembro, a Petrobras anunciou um mecanismo de proteção complementar em que ela pode alterar a frequência dos reajustes diários do preço do diesel no mercado interno em momento de elevada volatilidade, podendo mantê-lo estável por curtos períodos de tempo de até sete dias, “conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral”.

Já o hedge da gasolina, que passou a ser adotado em setembro, permite a empresa manter os valores estáveis nas refinarias por até 15 dias.

Com informações Agência Brasil

Petrobras reduz valor da gasolina e consumidor acreano comemora

O preço da gasolina nas refinarias ficou mais baixo nesta quinta-feira, 3. O litro passou de R$ 1,5087 para R$ 1,4675. A última redução no preço do combustível ocorreu no dia 28 de dezembro do ano passado. Apesar de não saber quando ou se a redução vai chegar de fato nas bombas dos postos de gasolina em Rio Branco, os consumidores comemoraram a medida.

No Acre, o Sindicato dos postos de combustíveis do Acre (Sindepac) avisa que os novos preços só são conhecidos pelos postos, quando as distribuidoras revendem o produto com novo valor, por isso, o efeito da redução não é imediatamente sentido pelo consumidor local.

“Tomara que baixe o valor mesmo. É muito complicado pagar mais de R$4 pelo litro da gasolina”, comentou o autônomo José Silva que trocou um carro por moto, na tentativa de economizar combustível.

O corte anunciado pela companhia ocorre um dia após forte queda do dólar ante o real, um dos parâmetros utilizados pela empresa em sua sistemática de reajustes. O outro componente de peso é o mercado internacional de petróleo e gasolina, que avançou na véspera.

Vale ressaltar que o preço médio do litro da gasolina nos postos brasileiros terminou o ano de 2018 a R$ 4,344, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O valor representa uma alta de 5,97% em comparação com os R$ 4,099 cobrados pelo combustível na última semana de 2017.

De acordo com a Petrobras, a política de preços da empresa para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras “tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo”.

Segundo a estatal, essa “paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”. A Petrobras informa ainda que, “o preço considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços)”.

*Com informações Agência Brasil

Gasolina vendida nas refinarias está mais barata hoje

O preço da gasolina negociada hoje (3) nas refinarias está mais baixo: o litro passou de R$ 1,5087 para R$ 1,4675. A última redução no preço do combustível ocorreu no dia 28 de dezembro do ano passado, quando passou de R$ 1,5554 para R$ 1,5087.

De acordo com a Petrobras, a política de preços da empresa para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras “tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo”.

Segundo a estatal, essa “paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”. A Petrobras informa ainda que, “o preço considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços)”.

Postos de gasolina não cometem crime ao negar nota fiscal

Uma investigação que tramita junto à 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Consumidor do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) considerou como normal o fato dos postos de combustíveis se negarem a fornecer a devida nota fiscal (NF), mas que essa ação de se negar em fornecer o documento fiscal não pode ser efetuada pelos restaurante.

Segundo consta no Despacho N.º 06.2018.00000105-8 mesmo sendo direito dos consumidores em exigir um documento fiscal, “a negativa desse documento não configura, em tese, crime de sonegação fiscal, tendo em vista que, de acordo com o regime de tributação dos postos de combustível, o recolhimento do tributo ICMS é feito por substituição tributária, de modo que o referido tributo é retido na fonte pela distribuidora”.

Assim, para o MPAC, a negativa de entrega de NF ao consumidor mesmo sendo uma desconsideração ao direito do consumidor não significa a ocorrência de crime. “Portanto, acima de tudo, a entrega da nota fiscal deve ser tratada em relação aos postos de combustível na esfera cível, porquanto tem o consumidor direito ao documento”, revela o despacho do MPAC.

Ocorre que a investigação envolvia também as empresas do ramo de alimentação em Rio Branco – restaurantes. Em investigação, o MPAC verificou que muitos deles não emitiam a devida nota fiscal, tendo sido lavrado Termo de Vistoria e Notificação Fiscal.

Restaurantes continuam sob investigação

Mas o MPAC entendeu que os restaurantes são obrigados a entregar a nota fiscal sob pena, inclusive, da prática de crime. Por conta disso e para coletar outros elementos de investigação, o procedimento preparatório em Inquérito Civil.

Agora será expedida requisição à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) para esta informar quais providências foram adotadas em relação aos estabelecimentos investigados que não emitem notas fiscais.

Gasolina e etanol registram alta na semana, segundo pesquisa da ANP

Agência chegou a encontrar postos com gasolina a R$ 6,29

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) registrou, na última semana, alta no preço do litro da gasolina e do etanol vendido nos postos em todo país.

De acordo com dados colhidos pelo órgão regulador em aproximadamente 5,7 mil postos, a gasolina encerrou a semana com valor médio de R$ 4,65 por litro. Na semana anterior, o preço médio foi de R$ 4,62. Durante a pesquisa, a ANP chegou a encontrar estabelecimentos vendendo o combustível a R$ 6,29. A pesquisa abrange o período entre 16 a 22 de setembro.

No mesmo período, o preço do etanol ficou em R$ 2,83. Na semana anterior, entre 9 e 15 de novembro, o valor do litro foi de R$ 2,80.

O diesel comum teve média de preço de R$ 3,64, valor está estável em relação à semana anterior, quando ficou em R$ 3,63. No entanto, o combustível iniciou o mês custando R$ 3,37.

Com novo reajuste, preço da gasolina chega a R$ 5,75 em Cruzeiro do Sul

Em Mâncio Lima, a gasolina passou para R$ 5,80 e em Porto Walter, ainda sem o último reajuste, custa R$ 6,20, o litro

Com o novo reajuste que elevou o preço dos combustíveis, nesta terça-feira (3), o consumidor de Cruzeiro do Sul, segunda maior cidade do Acre, passou a pagar, em média, 30 centavos a mais pelo litro da gasolina e do óleo diesel.

O valor do aumento foi o mesmo em praticamente todos os postos da cidade que passaram de R$ 4,45, a gasolina, para R$ 5,75 e o óleo diesel subiu de R$ 4,44 para R$ 4,74.

A variação média do preço dos combustíveis em Cruzeiro do Sul é mínima de um posto para outro. Quase todos passaram a vender com 30 centavos a mais o preço, tanto da gasolina, quanto do óleo diesel, a partir desta terça-feira (3). Em alguns, a diferença é de apenas 1 centavo.

O novo preço gerou reclamações por parte dos consumidores que pagam um dos preços mais elevados do país pelo litro da gasolina. “Não tem mais jeito mesmo, então vamos levando. Vamos rir para não chorar”, lamentou o aposentado Heleno da Silva.

Os comerciantes de Cruzeiro do Sul alegam que, além da carga tributária, a logística para trazer o produto até a cidade, que fica a 642 quilômetros de Rio Branco, contribuem para o preço alto praticado nos municípios do Vale do Juruá.

“O transporte pra cá é muito caro. Devido ser um produto de risco, tem muitas taxas e muitas impostos em cima. Então, ninguém traz combustível pra cá pelo mesmo preço que traz a mercadoria comum”, alega o empresário Raimundo Oliveira.

O preço dos combustíveis em Cruzeiro do Sul não é o mais caro da região do Vale do Juruá. Em Mâncio Lima, a gasolina passou para R$ 5,80 e em Porto Walter, ainda sem o último reajuste, custa R$ 6,29, o litro.

Procon e ANP fazem fiscalização em postos na capital paulista

O Procon de São Paulo e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) fazem hoje (15) uma fiscalização para detectar abusos e irregularidades nos postos de gasolina na capital paulista. Ao todo, são 15 equipes, com 150 fiscais e 50 viaturas, que envolvem também o Instituto de Pesos e Medidas.

Segundo o secretário estadual adjunto da Justiça e Defesa da Cidadania, Luiz Solto Madureira, a ação deve atingir pelo menos 90 postos. Os estabelecimentos são fiscalizados contra possíveis fraudes nas bombas, a qualidade do combustível, preços abusivos e falta de informações ao consumidor. A partir do histórico das notas fiscais, os técnicos verificam se está sendo feito o repasse do desconto de R$ 0,46 no litro do óleo diesel ao consumidor. A redução do valor do combustível foi uma das medidas tomadas pelo governo federal para atender às demandas levantadas pela paralisação dos caminhoneiros.

O primeiro posto fiscalizado, no Glicério, região central da capital, foi selecionado devido a problemas anteriores. O estabelecimento chegou a ser fechado e atualmente funciona sob uma liminar judicial.

De acordo com o secretário adjunto, o estabelecimento praticava uma fraude também encontrada em outros locais, em que um compressor de ar era usado para burlar o sistema que indica a quantidade de combustível colocada no tanque do veículo. “Esse compressor impulsiona o combustível. Obviamente, o volume que vai ao tanque é bem menor do que é marcado na bomba”, detalhou Madureira.

Os outros postos que foram alvo da ação de hoje também foram selecionados a partir de suspeitas dos órgãos de controle. “Nós temos um serviço de inteligência que faz uma pré-avaliação e depois as equipes vão ao local e fazem a verificação”, ressaltou o secretário.

Observatório da Crise mostra desabastecimento em município do Acre

O Observatório da Crise de Abastecimento nos Municípios afirmava, até a manhã desta sexta-feira, 1, que o município de Epitaciolândia, na divisa do Acre com a Bolívia, vivia o drama da falta de combustíveis. O Observatório é uma plataforma criada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) para acompanhar a situação durante e depois dos bloqueios realizados pelos caminhoneiros na maioria das rodovias do País. A greve já terminou nos Estados, segundo a Polícia Rodoviária Federal mas o abastecimento ainda está sendo normalizado.

De outro lado, o Observatório diz que não falta combustível em regiões isoladas do Acre, como os municípios de Rodrigues Alves e Santa Rosa do Purus, onde o acesso é feito pela via fluvial ou aérea. O relatório informa, em tempo real, o percentual de Municípios que decretaram situação de emergência em razão da crise e os problemas enfrentados pelos gestores com a greve. Até a publicação desta matéria, dia 30 de maio, 1.892 prefeitos contribuíram com o questionário elaborado pela CNM. Segundo o relatório, 90,22% dos gestores afirmaram que seus respectivos Municípios estão com algum tipo de restrição decorrente da falta de combustível. Dentre os gestores (6,42%) que apontaram outras restrições na pesquisa, 54,14% deles disseram que sofrem com restrições nos alimentos. Logo em seguida, estão os medicamentos com 18,35%, ração para animais (12,41%) e água (3,06%).

grafico

Preço da gasolina, diesel e etanol é R$4,72; R$5.05, e R$4, 10 no Acre

A greve dos camioneiros apenas fez aumentar o preço dos combustíveis, colocando-os, em definitivo, como os altos do País. O valor médio  para o litro da gasolina, diesel e etanol foi de R$4,72; R$5.05, e R$4, 10.  De acordo com o levantamento pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), o litro do diesel, principal motivo para as reivindicações dos transportadores, saltou de 3,595 reais para 3,788 reais entre a semana encerrada no último dia 26 e a pesquisa anterior – finalizada em 19 de maio. Alta de 5,36% no período.

O aumento no óleo levou os caminhoneiros autônomos a iniciarem uma paralisação que já dura 8 dias. Nesta segunda-feira, o governo publicou decreto em que outras medidas prevê a redução de 0,46 centavos no preço do diesel, ainda assim algumas rodovias seguem paradas.

O preço médio mais barato foi o do Paraná, por 3,596 reais. O custo médio da gasolina saiu de 4,284 reais para 4,435 reais de uma semana para outra. A menor cotação média foi a de Santa Catarina: 4,168 reais por litro.

O etanol que era vendido por 2,784 reais fechou a semana passada custando 2,818 reais. O álcool  mais barato é o do Mato Grosso (2,602 reais). O botijão de gás de 13 kg também ficou mais caro, passando de 66,97 reais para 67,02 reais. As variações são ainda maiores: enquanto no Mato Grosso o preço médio é de 96,55 reais, na Bahia o valor 57,80 reais.

Medo de um eventual desabastecimento gera fila em postos de Rio Branco

O medo de um eventual desabastecimento no Acre por causa da greve dos caminhoneiros levou vários motoristas aos postos de gasolina da capital. Na manhã desta quinta-feira, 24, era grande a fila em alguns postos. Ernande Negreiros, empresário do ramo, afirma que ainda não há, pelo menos por enquanto, situação de desabastecimento em Rio Branco. Porém, a situação preocupa. O Sindicato dos Postos de Combustíveis no Acre ainda não se manifestou sobre uma possível falta do produto.

A greve gera a falta de combustíveis em estados como Pernambuco, Espírito Santo, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

No final da noite desta quarta-feira, 23, pelo menos 50 caminhões já haviam ocupado a lateral da BR-364, nas proximidades do bairro Belo Jardim, em Rio Branco.

O Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens do Estado do Acre – Sintraba informou que no início da manifestação, 20 caminhoneiros do Acre haviam aderido ao movimento. Outros 30 eram de outros estados. Eles vão pressionar para que os motoristas de caminhões de combustíveis paralisem.

Senadores propõem teto de 18% para ICMS de gasolina e 7% sobre diesel

Em meio às reações de parlamentares e do governo após a paralisação de caminhoneiros em diversos estados do país devido à alta do preço dos combustíveis, os senadores Randolfe Rodrigues (REDE-AP) e Romero Jucá (MDB-RR) apresentaram hoje (23) um projeto que prevê a limitação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrado sobre a gasolina, o álcool e o diesel.

A intenção da proposta é evitar que cada estado cobre uma tarifa diferente sobre os produtos, o que acaba encarecendo o preço dos combustíveis. Randolfe propôs ontem (22) o projeto de resolução do Senado, que precisa da assinatura de 41 senadores para que comece a tramitar. A matéria vai contar com a coautoria do líder do governo no Senado, Romero Jucá, que fez um pronunciamento na tribuna do plenário nesta tarde apoiando a medida. Randolfe e Jucá começaram a recolher assinaturas para apresentar o projeto nesta terça-feira e, no final da tarde, tinham conseguido a assinatura de 18 senadores.

Caso seja aprovado por 54 dos 81 senadores, o tributo cobrado sobre os preços da gasolina e do álcool ficará limitado a 18%. Já o teto para as operações com o diesel será de 7%. Segundo Jucá, o projeto dará um “alento” e vai “descomprimir” os sucessivos aumentos do preço do petróleo causados, segundo ele, por questões conjunturais como as altas internacionais do petróleo, do dólar e as “inseguranças” que o mercado já aponta no Brasil devido às eleições de outubro.

“O Senado tem o poder de fixar uma alíquota igualitária para a cobrança de ICMS no Brasil. Reduzir o percentual [do ICMS] necessariamente não vai baixar a arrecadação nominal desses impostos para os estados, porque está havendo um aumento de preço, do dólar e, portanto do valor final da cobrança. Se a gente reduzir a cobrança do percentual, mas aumentar o valor do básico que será calculado, teremos um valor nominal ainda alto”, argumentou o líder do governo.

Vai tramitar só no Senado

De acordo com Randolfe Rodrigues, a proposta é uma tentativa de solucionar a crise e dialogar com os caminhoneiros, já que a política de preços subsidiados aplicada nos últimos anos “fracassou”. “A [alternativa do governo de zerar a] Cide [Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico] representará redução de R$ 0,05, mas um terço do preço do combustível está no ICMS. Com o projeto que apresentamos, cabe só ao Senado apresentar uma resposta sobre o tema”, disse.

O parlamentar explicou que, como se trata de um projeto de resolução, as novas regras são competência exclusiva do Senado e não precisam passar pela Câmara. Após a fala de Romero Jucá, a sessão do Senado, que estava no momento de comunicado das lideranças, foi transformada em uma sessão de debates sobre o assunto, com a maioria dos parlamentares que falaram manifestando apoio ao projeto.

Petrobras anuncia novo aumento para o diesel e a gasolina

Os preços do diesel e da gasolina voltam a subir nas refinarias a partir de amanhã (22). Segundo informações do site da Petrobras, a gasolina subirá 0,9% e o diesel 0,97%. Com a alta, o preço da gasolina passará a custar R$ 2,0867, enquanto o do óleo diesel sobe para R$ 2,3716.

Este é o 11º aumento do preço da gasolina nos últimos dezessete dias. A exceção ocorreu entre os dias 12 e 15 deste mês, quando a estatal interrompeu a sequência de altas ao manter o preço da gasolina em R$ 1,9330, e entre os dias 19 e 21 quando os preços passaram para R$ 2,0680. Ao longo do mês de maio, o preço da gasolina subiu 16,07%.

O produto iniciou o mês custando R$ 2,0877 na porta das refinarias, sem a incidência de impostos, e passará a valer a partir da meia-noite de hoje R$ 2,0867, contra os R$ 2,0680 que vigora desde o último aumento, no sábado passado (19).

Já o óleo diesel, que aumentará 0,97%, acumula alta de 12,3% desde o dia 1º de maio. Com o último aumento, o preço do produto passará de R$ 2,3488 – preço que passou a valer também no último sábado – para R$ 2,3716. É o sétimo aumento consecutivo do produto.

A Petrobras rebate as criticas às altas constantes dos derivados a atribui as elevações de preços às oscilações do preço do barril do petróleo no mercado externo. Segundo a estatal, “os combustíveis derivados de petróleo são commodities e têm seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente, para cima e para baixo”.

Segundo a companhia, a variação dos preços nas refinarias e terminais é importante para que a empresa possa competir de forma eficiente no mercado brasileiro.

Depois de seis meses, preço da gasolina volta a subir no interior do Acre e o litro ultrapassa R$ 5

Justificativa dos donos de postos para o reajuste são as dificuldades devido à pequena margem de lucro. Litro da gasolina subiu de R$ 4,95 para R$ 5,25

Consumidores de Cruzeiro do Sul amanheceram a quarta-feira (16) com surpresa nas bombas dos postos de gasolina. O preço da gasolina, que estava estabilizado desde o final do ano passado, foi reajustado e pulou de R$ 4,95 para R$ 5,25.

A justificativa dos donos de postos para o reajuste são as dificuldades devido à pequena margem de lucro. Eles falaram ainda que o preço foi mantido sem reajuste a custa de redução da margem de lucro.

Raimundo Oliveira, proprietário de um dos postos da cidade, disse que o preço atual já era para ser praticado desde outubro de 2017. Ele nega que o valor seja abusivo e diz que os postos são fiscalizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

“Em novembro, fizemos uma promoção. Desde então, sofremos vários aumentos quase que todos os dias e não repassamos ao consumidor. Seguramos esse preço de novembro até ontem terça, 15. Mas, infelizmente, fizemos os cálculos e chegamos à conclusão que não podíamos mais segurar o preço sem aumento”, argumentou.

Oliveira informou ainda que o valor R$ 5,25 era para ter sido praticado ainda em outubro do ano passado. “Os preços são monitorados pela ANP. Temos um teto de margem de lucro e somos fiscalizados para não ultrapassarmos a margem permitida”, complementou.

ANP recebeu 5 denúncias sobre qualidade do combustível vendido no AC e fez 23 fiscalizações em 2018

Dados mostram que Agência Nacional do Petróleo encontrou uma infração por qualidade em postos de combustível de Rio Branco esse ano

Rio Branco – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) recebeu, até esta quarta-feira (9), cinco denúncias sobre a qualidade do combustível vendido nos postos de Rio Branco. Os dados foram repassados ao G1 nesta quinta-feira (10).

Somente em 2018, a agência fez 23 ações de fiscalização em postos de combustível em Rio Branco e foi encontrada uma infração por qualidade, segundo os dados. As denúncias são feitas pelo centro de relações com o consumidor da ANP no número 0800 970 0267.

Conforme o órgão, nem todas as infrações por qualidade podem ser consideradas “adulterações”. Em nota, a ANP informou que o combustível é considerado não-conforme quando há desvio em relação a qualquer um dos itens da especificação definida pela agência para o produto.

Em 2017, a agência recebeu 15 denúncias sobre a qualidade do combustível vendido em Rio Branco. Foram feitas 70 ações de fiscalização em postos da capital, sendo que em seis foram registradas infrações e nenhuma infração por qualidade.

Segundo a agência, o produto considerado não-conforme não é necessariamente resultado de adulteração proposital e pode ser resultante de contaminação.

Fraude e adulteração

A empresária Marlene Oliveira, de 51 anos, afirmou que teve problemas em um posto de combustível de Rio Branco recentemente. Ela contou que foi vítima de “fraude” e a filha de adulteração de combustível.

“Meu carro estava na reserva, parei em um determinado posto, pedi para colocarem R$ 20 de combustível, quando liguei o carro, o ponteiro continuava baixo. Fiz o teste em outro posto no dia seguinte e a autonomia subiu. Então, cheguei à conclusão de que fui fraudada. A bomba contou, mas a gasolina não entrou no tanque do meu carro”, reclamou a empresária.

Marlene contou ainda que a filha teve problemas com o mesmo posto. Segundo ela, o prejuízo da filha foi grande, já que precisou trocar várias peças do carro, após abastecer.

“Minha filha abasteceu e perdeu a gasolina, porque estava água pura e teve que trocar todos os bicos, mexer com a injeção eletrônica. O carro dela não voltou ao normal até hoje. Minha funcionária também teve problema ao abastecer nesse mesmo posto e teve que trocar peças da moto”, afirmou Marlene.