Governo muda realidade no Complexo de Florestas do Rio Gregório e investe R$ 43,6 milhões em qualidade de vida e inclusão social

Após a construção da BR-364, realizada pelo governo do Estado, a região do Complexo de Florestas Estaduais do Rio Gregório, entre Tarauacá e Cruzeiro do Sul, surgiu como meio de inclusão social. Os tantos hectares de terra não utilizada que pertenciam a poucos proprietários, passaram a constituir o lar de mais de 500 famílias, pessoas que antes moravam em áreas isoladas.

Na gestão do governador Tião Viana, a região recebeu os maiores investimentos, que garantem a mudança de vida com inclusão social e produção sustentável. Foram aplicados R$ 43,6 milhões em diversas ações, desde a agricultura e manejo sustentável, até cursos técnicos e construção de casas.

Nesta quarta-feira, 15, Tião Viana visitou a região e inaugurou as unidades de Gestão Ambiental Integrada (Ugai) do Liberdade e do Acuarua. Junto da comunidade, celebrou também a evolução social que está ocorrendo tanto ali, quanto nas áreas do entorno, como a Reserva Extrativista (Resex) do Rio Liberdade e na vila Santa Luzia, em Cruzeiro do Sul.

“Temos aqui o resultado de uma comunidade alegre, cheia de esperança, que saiu de condições inacreditáveis de dificuldade e está prosperando. Ela vence as dificuldades com sua identidade, com sua visão de trabalho e de organização, melhorando a vida. Fazem a proteção dos recursos naturais e encontram a saída para uma economia mais inteligente”, disse o governador.

Reconhecimento

Composta pelas florestas públicas estaduais do Mogno, do Rio Liberdade e do Rio Gregório, o Complexo tem em seu território 14 associações, que de forma organizada, são parcerias do governo na execução das ações e investimentos.

Em todos que estavam reunidos na Ugai do Liberdade, na manhã desta quarta-feira, havia o sentimento de agradecimento e reconhecimento por tudo que o governador Tião Viana e sua gestão realizaram. Uma das ações que estão ocorrendo, é o projeto de manejo comunitário para o trabalho com madeira legalizada, gerando renda e uso inteligente da área.

“Há 20 anos, quando não existia um pedaço de terra para o trabalhador, e só uma pessoa era dono das terras, o governo da Frente Popular tirou essa gente aqui da miséria. Tirou a terra da mão de um para dar a tantos trabalhadores, o governo criou a Floresta dando a concessão de uso para as famílias. Hoje, o governador Tião Viana está legalizando os moradores para trabalharem com madeira de manejo comunitário, está entregando ainda as máquinas para a comunidade”, afirma Jorge Luiz da Conceição, presidente da Associação do Tauari.

Renilda Costa, conhecida como Branca, liderança da Resex do Rio do Liberdade, também deu seu depoimento, reconhecendo o trabalho que tem mudado vidas na região. “Nós como pais, queremos um ambiente melhor para nossa família. Foi isso que o governador fez, por isso não deixaria de agradecer por tudo que foi realizado em nossa área. Um governador como esse, não sei se ainda vamos encontrar, ele valoriza os produtores”, disse, apontando para os caminhões que foram entregues para a comunidade.

Lembrando os tantos investimentos em armazéns para a produção, habitação, bônus de produção sustentável, piscicultura, kits de farinha, fruticultura, manejo comunitário, entre outros, Edegard de Deus, secretário de Meio Ambiente, também falou sobre os avanços.

“Agradecimento muito especial ao governador Tião Viana, pois ele construiu a possibilidade de ter esses recursos para investir nas famílias acreanas. Lembro que essa estrada era apenas um caminho. Hoje temos essa rodovia que é fruto do esforço de nosso governo”, disse Edegard.

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Batalhão de Policiamento Ambiental realiza operação no Complexo de Florestas do Gregório

Com o intuito de combater ações criminosas, o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), realizou operação de fiscalização no Complexo Estadual de Florestas do Gregório, situado em Tarauacá e Cruzeiro do Sul.

Durante a ação, a tropa efetuou abordagens nas florestas dos rios Liberdade, Acuraua, Tauari, Gregório e comunidade Morro da Pedra, a fim de garantir a segurança dos comunitários e vistoriar quaisquer irregularidades.

“O governo do Estado, por meio do Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) e do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), tem intensificado as fiscalizações em unidades de conservação. Além de combater os crimes contra o meio ambiente, o BPA patrulha ilegalidades de diferentes naturezas”, explica o coronel Antônio Teles, comandante do batalhão.

As operações dispõem de um efetivo policial qualificado para esse tipo de policiamento. Vistorias em todo o estado estão sendo promovidas simultaneamente, em especial neste período de estiagem, quando a probabilidade de focos de calor aumenta.

“A fiscalização é realizada na BR-364 e também nos ramais adjacentes”, observa Teles. Segundo ele, os quadriciclos adquiridos pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) facilitam o acesso dos policiais.

Edegard de Deus, gestor da Sema, ressalta a importância da ação integrada. “Essa parceria com o Batalhão da Polícia Ambiental é fundamental para que possamos manter a ordem e proteger nossa floresta, bem como a comunidade que habita nela.”

Complexo de Florestas do Gregório

No Complexo de Florestas, onde vivem aproximadamente mil famílias, o governo do Estado já investiu R$ 38,8 milhões na política de desenvolvimento sustentável, proporcionando mais qualidade de vida aos moradores e uma economia diversificada, ao mesmo tempo que garante a preservação das unidades de conservação e a redução do desmatamento ilegal.

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Tião Viana apresentará experiências do Acre em fórum de florestas tropicais da Noruega

O governador Tião Viana participa nesta semana do Oslo Tropical Forest Forum [Fórum de Florestas Tropicais de Oslo], na Noruega, a convite do governo norueguês e do Programa Global REM/KfW (REDD Early Movers – pioneiros na conservação). O gestor acreano vai compor a mesa de debates na qual será apresentada a experiência de sucesso com a diversificação da economia em bases sustentáveis no estado e dialogará sobre novas possibilidades de cooperações.

Tião Viana também participa de reunião com o ministro do Clima e do Meio Ambiente da Noruega, Ola Elvestuen, e do lançamento do programa REM/KfW no Equador, que foi inspirado na experiência acreana, pioneira nesse modelo de desenvolvimento sustentável. A agenda na Noruega não tem qualquer custo para os cofres do governo do Estado, pois é custeada pelas entidades internacionais que realizaram o convite, entendendo que o Acre é uma experiência que deve ser compartilhada.

“É uma oportunidade de apresentar nossa experiência bem-sucedida em assegurar a evolução da renda, melhorar a economia do estado, ter uma queda no desmatamento e defender nossa Amazônia”, declarou o governador. Ele pontuou ainda que a missão não terá qualquer custo para o Acre e tem a possibilidade expressiva da conquista de novas cooperações financeiras para o desenvolvimento comunitário em bases sustentáveis.

A participação acreana é fruto das parcerias que o estado tem realizado nos últimos anos, o que tem assegurado os investimentos na agricultura familiar, valorização cultural das comunidades indígenas, inclusão social e construção de um modelo de desenvolvimento sustentável eficiente. Com o banco de desenvolvimento alemão KfW, o governo desenvolve o programa REM, uma evolução do REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal).

Na primeira ação em todo o mundo dessa parceria, o governo do Estado recebeu mais de R$ 100 milhões. Os investimentos foram destinados ao fortalecimento da agricultura sustentável (beneficiando 6.469 famílias), reservas extrativistas (contemplando três mil famílias de extrativistas e seringueiros), comunidades indígenas (5.283 beneficiários), pecuária diversificada sustentável (beneficiando 2.085 famílias de agricultores) e fortalecimento institucional do Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa).

Agora, o Acre vive a segunda fase do programa REM/KfW, com nova doação de cerca de R$ 115 milhões. Além do KfW, o Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial do governo do Reino Unido (BEIS – sigla em inglês) está fazendo parte da parceria. A mesa da qual o governador fará parte está sendo organizada pela Força-Tarefa dos Governadores para Clima e Florestas (GCF – Governor’s Climate and Forests Task Force), grupo do qual o Acre é um dos fundadores.

Parceria norueguesa

O Fórum de Florestas Tropicais de Oslo, realizado há 10 anos, é organizado pela Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (Norad – Norwegian Agency for Development Cooperation), em nome do Ministério do Clima e do Meio Ambiente da Noruega. “Esperamos dessa missão um resultado de grande oportunidade para o futuro do Acre”, explica Tião Viana.

Por meio do programa Fundo Amazônia, o governo norueguês já doou mais de R$ 2,9 bilhões para o Brasil desenvolver políticas públicas de desenvolvimento sustentável e controle do desmatamento. Gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Fundo Amazônia capta doações para investimentos não reembolsáveis, destinados a ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia.

O Acre captou do Fundo Amazônia, até o momento, R$ 60 milhões para o financiamento do projeto Valorização do Ativo Ambiental Florestal, R$ 16,8 milhões para o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e mais R$ 15 milhões para o reaparelhamento e fortalecimento institucional do Corpo de Bombeiros Militar do Acre.

Essas ações são executadas com eficiência pelo governo, associadas às políticas públicas para fomento às atividades sustentáveis de geração de renda, como no caso do REM/KfW. Com o Projeto Desmatamento Ilegal Zero, o governo poderá acessar mais de R$ 82 milhões do programa Fundo Amazônia.

O trabalho realizado pelo Estado, que oportuniza o desenvolvimento das comunidades rurais e incentiva a conservação florestal, é um dos fatores que credencia o Acre a ser convidado para esse e futuros encontros em outros países. Nos últimos doze anos, o desmatamento ilegal foi reduzido em 66%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 400%.