Bolsonaro anuncia o general Fernando Azevedo e Silva para a Defesa

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou hoje (13), por meio das redes sociais, o nome do general de Exército Fernando Azevedo e Silva para o cargo de ministro da Defesa. A pasta seria ocupada inicialmente pelo general Augusto Heleno. Há uma semana, no entanto, Bolsonaro confirmou o nome de Augusto Heleno para o Gabinete de Segurança Institucional. Azevedo e Silva foi chefe do Estado Maior do Exército e comandante da Brigada Paraquedista antes de ir para a reserva.

Atualmente, o general é assessor especial no gabinete da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF). Natural do Rio de Janeiro, Azevedo e Silva foi declarado aspirante a oficial da Arma de Infantaria, em 14 de dezembro de 1976. Foi comandante da Brigada de Infantaria Paraquedista (de 2007 a 2009); comandante do Centro de Capacitação Física do Exército (2009 a 2011); diretor do Departamento de Desporto Militar e presidente da Comissão Desportiva Militar do Brasil do Ministério da Defesa (2012). Foi presidente da Autoridade Olímpica (de 2013 a 2015) e comandante militar do Leste, no Rio de Janeiro, em 2016. Integrou, como atleta, as equipes das Forças Armadas de Voleibol e de Paraquedismo. Disputou os campeonatos Brasileiro (infantil e juvenil), os Jogos Estudantis Brasileiros (JEBs), o Mundial Militar do Conselho Internacional do Desporto Militar, entre outros.

Otimista, Haddad fala em virada e pede para que ódio não guie eleitor

A dois dias do segundo turno das eleições, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, usou hoje (26) as redes sociais para pedir que os eleitores não se de deixem guiar pelo “ódio e pela mentira”. Prometeu ainda “corrigir erros e retomar acertos”. Em tom de otimismo, afirmou: “Vamos virar essa eleição”.

“Sou um professor que vive de salário, com 18 anos de serviços prestados ao Brasil. Vamos virar essa eleição, corrigir os erros e retomar os acertos. O ódio não vai levar o Brasil a lugar nenhum” , ressaltou.

Meio ambiente

Em resposta a setores do agronegócios, Haddad defendeu que não é preciso “derrubar mata pra ampliar a produção” .“Meu programa de governo prevê desmatamento líquido zero. O que pode ser desmatado estará de acordo com a legislação e, em contrapartida, outras áreas serão reflorestadas”.

Para o candidato do PT, a possibilidade de fusão dos ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, levantada por apoiadores do adversário dele Jair Bolsonaro (PSL), pode “falir agronegócio brasileiro”. “Se o Brasil não estiver nos acordos sobre o meio ambiente, os outros países não vão comprar do agronegócio brasileiro.”

Fake news

Reproduzindo uma reportagem publicada no jornal Valor Econômico, que mostra pesquisa da empresa Atlas Político sobre eficácia de fake news que indica que mais de um terço do eleitorado afirma acreditar em duas notícias falsas contra o PT, o que representa ameaça à democracia.

“[É um] gravíssimo atentado contra nossa democracia. E nosso adversário segue tentando manipular a vontade do povo com mentiras e desinformação. Não vai conseguir.”

Mais uma vez, Haddad cobrou de Bolsonaro a participação em debates. “O povo vai acordando para o tiro no escuro que é Bolsonaro. Ele chama de estratégia não ir aos debates. Eu nunca vi alguém que se diz do Exército dizer que a estratégia é se esconder, fugir. Ele não honra nem as Forças Armadas, que diz pertencer.”

Apoios

No Twitter, o candidato do PT postou um vídeo do escritor Ziraldo, de 85 anos, que está se recuperando de um acidente vascular cerebral (AVC) desde setembro, em que ele gravou o voto em Haddad. “Vamos todo mundo votar no Haddad porque é a garantia”, disse o cartunista, falando de forma pausada.

Haddad agradeceu. “Emocionado com a fala do grande Ziraldo, que mesmo diante de sua própria luta não se retira das trincheiras pela democracia.”

MP denuncia Fernando Haddad pela segunda vez em oito dias

Ministério Público quer abertura de ação penal por corrupção passiva

O Ministério Público do Estado de São Paulo denunciou hoje (4) o ex-prefeito da capital paulista e atual candidato à vice-presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, por corrupção passiva, associação criminosa, e lavagem de dinheiro. A denúncia aponta que Haddad teria solicitado e recebido indevidamente da UTC Empreiteira o valor de R$ 2,6 milhões em 2013.

Essa é a segunda ação do MP de São Paulo contra Fernando Haddad nos últimos oito dias. Na anterior, o Ministério Público propôs uma ação civil de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de São Paulo.

“[Fernando Haddad] solicitou e recebeu indiretamente, vantagem indevida de R$ 2.600.000,00. Depois, agiu por interpostas pessoas de forma a dissimular a natureza, a origem, a localização e a movimentação dos valores provenientes, direta e indiretamente, daquela infração penal”, diz a denúncia, assinada pelo promotor Marcelo Batlouni Mendroni.

Na denúncia, o MP diz que João Vaccari Neto, na época tesoureiro do PT, teria “em nome de Haddad” pedido dinheiro a Ricardo Ribeiro Pessoa, controlador da UTC Participações, para o pagamento de dívidas com gráficas responsáveis pela impressão de material de campanha do ex-prefeito em 2012.

Pessoa foi preso em uma das fases da Operação Lava Jato e firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República em 2013. O grupo empresarial UTC entrou com pedido de recuperação judicial no ano passado.

Nota de Haddad

Em nota, a assessoria de Haddad rebateu o MP afirmando que a denúncia se baseia em uma narrativa sem provas do empresário Ricardo Pessoa. “Surpreende que, no período eleitoral, uma narrativa do empresário Ricardo Pessoa, da UTC, sem qualquer prova, fundamente três ações propostas pelo Ministério Público de São Paulo, contra o ex-prefeito e candidato a vice-presidente da República, Fernando Haddad”.

“É notório que o empresário já teve sua delação rejeitada em quase uma dezena de casos e que ele conta suas histórias de acordo com seus interesses. Também é de conhecimento público que, na condição de prefeito, Fernando Haddad, contrariou no segundo mês de seu mandato, o principal interesse da UTC de Ricardo Pessoa na cidade: a obra confessadamente superfaturada do túnel da avenida Roberto Marinho”, acrescentou a assessoria de Haddad.

PT anuncia Fernando Haddad como candidato a vice-presidente

Ex-prefeito de São Paulo compõe chapa com o ex-presidente Lula

O PT confirmou, na madrugada desta segunda-feira (6) Fernando Haddad como candidato à Vice-Presidência da República, na chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula, que está preso desde abril em Curitiba, aclamado no último sábado (4) como candidato à Presidência na convenção nacional do partido.

O anúncio sobre Haddad foi feito na conta oficial do Twitter de Lula. O registro do nome do candidato a vice ocorreu minutos antes de o prazo legal se encerrar, por volta das 23h55 de domingo (5). O nome de Haddad foi escolhido após reunião da executiva nacional do PT e negociações com o PCdoB, que terminaram por volta das 23h45.

Fernando Haddad nasceu em São Paulo, no dia 25 de janeiro de 1963. Na Universidade de São Paulo (USP), foi graduado em direito, mestre em economia e doutor em filosofia. Passou a ser professor na instituição em 1990. É filiado no PT desde 1983.

Foi ministro da Educação de 2015 a 2012 nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Teve participação direta no desenvolvimento de projetos como o Programa Universidade para Todos (ProUni), o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Em 2012 foi candidato e elegeu-se prefeito da capital paulista. Em 2015, retomou a atividade docente na USP paralelamente ao exercício do mandato.

Publicou diversos artigos acadêmicos e livros, entre eles O Sistema Soviético (1992) e Em Defesa do Socialismo (1998).