Empresários de Pernambuco conhecem experiências do setor madeireiro no Acre

Com o objetivo de conhecer experiências bem-sucedidas desenvolvidas pelo setor madeireiro local, empresários de Pernambuco estão visitando o Acre desde a última quarta-feira, 1. Vieram ao Estado o presidente do Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias e Tanoarias de Pernambuco (Sindiserra) e diretor-adjunto da Federação das Indústrias de Pernambuco (FIEPE), José Oliveira Borba Pacífico, e o conselheiro-fiscal da FIEPE e diretor do Sindiserra, Samoel José Gomes da Silva.

No primeiro dia de agendas no Acre, eles foram até o Complexo Florestal Industrial de Xapuri para conhecer o trabalho dos empreendimentos ali instalados. Já na quinta-feira, 2, os empresários estiveram no Instituto SENAI de Tecnologia Madeira e Móveis Carlos Takashi Sasai, em Rio Branco. Nesta sexta-feira, 3, José Pacífico e Samoel Gomes seguiram visitando madeireiras da capital acreana. Ainda hoje, às 19h, os empresários comparecerão ao Jantar da Indústria, evento que faz parte das comemorações dos 30 anos da FIEAC. A programação também incluiu também participação na edição 2018 da Expoacre.

Segundo José Pacífico, tem sido extremamente proveitoso conhecer o trabalho do setor madeireiro do Acre. “Lá no nosso Estado o segmento não está tão avançado como aqui. Por isso viemos verificar, de perto, algumas das práticas realizadas no Acre. Tenho notado que as madeiras em si, bem como os materiais utilizados no Estado, são de primeira qualidade”, avalia o presidente do Sindiserra.

Para Samoel Gomes da Silva, a vinda ao Acre representou um acréscimo significativo de novos conhecimentos. “Tem sido uma visita muito enriquecedora. Viemos observar o trabalho do setor madeireiro, verificar o que está sendo apresentado na Expoacre e também conhecer o Instituto SENAI de Tecnologia Madeira e Móveis, uma unidade que desenvolve experiência realmente inovadoras. Inclusive, vamos tentar viabilizar um empreendimento dessa magnitude em Pernambuco, pois nosso Estado é carente nessa área”, ressalta conselheiro-fiscal da FIEPE e diretor do Sindiserra.

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Evento discute experiências de seringueiros em reserva no Acre

No ano em que se completa 30 anos da morte do líder ambientalista Chico Mendes, o Programa de Pós Graduação em Agronomia com área de concentração em Produção Vegetal da Universidade Federal do Acre (Ufac) organizou uma programação especial que discutiu preservação ambiental com ênfase na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes. Participaram do encontro estudantes, pesquisadores, entidades públicas e extrativistas.

A mesa de honra do evento contou com a participação do coordenador do Programa de Pós Graduação em Produção Vegetal, professor Márcio Martins; da vice coordenadora do curso de Engenharia Agronômica e curadora do herbário do Parque Zoobotânico, professora Almecina Balbino; do professor titular da Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Lin Chau Ming e do Diretor de Pós Graduação, Francisco Pinheiro, representando a Reitoria.

“Há 30 anos um líder seringueiro perdia a vida em nome de uma causa. É importante não esquecermos isso. Aproveitar a data para refletir sobre a necessidade de conciliar a vida das pessoas que vivem na floresta e o desenvolvimento com a preservação ambiental”, avaliou Pinheiro na abertura do evento.

Na ocasião foram lançados dois livros: “Experiências Etnobotânicas na Reserva Extrativista Chico Mendes”, organizado pelos professores Lin Chau Ming, Maria Christina Amorozo e Almecina Balbino, que descreve as experiências de estudantes de diferentes regiões do país que puderam vivenciar o cotidiano com seringueiros da Resex Chico Mendes; e “Dentro dos Seringais da Reserva Extrativista Chico Mendes, do ex seringueiro Paulo Silva, conhecido como Gaudêncio, que retrata diferentes momentos do cotidiano da liderança comunitária que se preocupa com o bem estar de seus conterrâneos.

Tião Viana apresentará experiências do Acre em fórum de florestas tropicais da Noruega

O governador Tião Viana participa nesta semana do Oslo Tropical Forest Forum [Fórum de Florestas Tropicais de Oslo], na Noruega, a convite do governo norueguês e do Programa Global REM/KfW (REDD Early Movers – pioneiros na conservação). O gestor acreano vai compor a mesa de debates na qual será apresentada a experiência de sucesso com a diversificação da economia em bases sustentáveis no estado e dialogará sobre novas possibilidades de cooperações.

Tião Viana também participa de reunião com o ministro do Clima e do Meio Ambiente da Noruega, Ola Elvestuen, e do lançamento do programa REM/KfW no Equador, que foi inspirado na experiência acreana, pioneira nesse modelo de desenvolvimento sustentável. A agenda na Noruega não tem qualquer custo para os cofres do governo do Estado, pois é custeada pelas entidades internacionais que realizaram o convite, entendendo que o Acre é uma experiência que deve ser compartilhada.

“É uma oportunidade de apresentar nossa experiência bem-sucedida em assegurar a evolução da renda, melhorar a economia do estado, ter uma queda no desmatamento e defender nossa Amazônia”, declarou o governador. Ele pontuou ainda que a missão não terá qualquer custo para o Acre e tem a possibilidade expressiva da conquista de novas cooperações financeiras para o desenvolvimento comunitário em bases sustentáveis.

A participação acreana é fruto das parcerias que o estado tem realizado nos últimos anos, o que tem assegurado os investimentos na agricultura familiar, valorização cultural das comunidades indígenas, inclusão social e construção de um modelo de desenvolvimento sustentável eficiente. Com o banco de desenvolvimento alemão KfW, o governo desenvolve o programa REM, uma evolução do REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal).

Na primeira ação em todo o mundo dessa parceria, o governo do Estado recebeu mais de R$ 100 milhões. Os investimentos foram destinados ao fortalecimento da agricultura sustentável (beneficiando 6.469 famílias), reservas extrativistas (contemplando três mil famílias de extrativistas e seringueiros), comunidades indígenas (5.283 beneficiários), pecuária diversificada sustentável (beneficiando 2.085 famílias de agricultores) e fortalecimento institucional do Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (Sisa).

Agora, o Acre vive a segunda fase do programa REM/KfW, com nova doação de cerca de R$ 115 milhões. Além do KfW, o Departamento de Negócios, Energia e Estratégia Industrial do governo do Reino Unido (BEIS – sigla em inglês) está fazendo parte da parceria. A mesa da qual o governador fará parte está sendo organizada pela Força-Tarefa dos Governadores para Clima e Florestas (GCF – Governor’s Climate and Forests Task Force), grupo do qual o Acre é um dos fundadores.

Parceria norueguesa

O Fórum de Florestas Tropicais de Oslo, realizado há 10 anos, é organizado pela Agência Norueguesa de Cooperação para o Desenvolvimento (Norad – Norwegian Agency for Development Cooperation), em nome do Ministério do Clima e do Meio Ambiente da Noruega. “Esperamos dessa missão um resultado de grande oportunidade para o futuro do Acre”, explica Tião Viana.

Por meio do programa Fundo Amazônia, o governo norueguês já doou mais de R$ 2,9 bilhões para o Brasil desenvolver políticas públicas de desenvolvimento sustentável e controle do desmatamento. Gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Fundo Amazônia capta doações para investimentos não reembolsáveis, destinados a ações de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de promoção da conservação e uso sustentável das florestas no Bioma Amazônia.

O Acre captou do Fundo Amazônia, até o momento, R$ 60 milhões para o financiamento do projeto Valorização do Ativo Ambiental Florestal, R$ 16,8 milhões para o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e mais R$ 15 milhões para o reaparelhamento e fortalecimento institucional do Corpo de Bombeiros Militar do Acre.

Essas ações são executadas com eficiência pelo governo, associadas às políticas públicas para fomento às atividades sustentáveis de geração de renda, como no caso do REM/KfW. Com o Projeto Desmatamento Ilegal Zero, o governo poderá acessar mais de R$ 82 milhões do programa Fundo Amazônia.

O trabalho realizado pelo Estado, que oportuniza o desenvolvimento das comunidades rurais e incentiva a conservação florestal, é um dos fatores que credencia o Acre a ser convidado para esse e futuros encontros em outros países. Nos últimos doze anos, o desmatamento ilegal foi reduzido em 66%, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 400%.