Acúmulo de balseiros ameaça estrutura da ponte e preocupa bombeiros no interior do AC

Cheia do Rio Juruá interfere no aumento dos balseiro. Comandante alerta para possíveis acidentes

Os troncos de árvores, conhecidos como balseiros, que se acumulam nas pilastras da Ponte da União nos períodos de cheia do rio Juruá tem preocupado o Corpo de Bombeiros de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre.

O comandante do batalhão, capitão Rômulo Barros, diz que é preciso cautela e atenção ao passar embaixo da ponte.

Além disso, outra preocupação é que os balseiros também podem comprometer a estrutura da ponte. Por conta disso, os bombeiros sempre fazem a remoção da madeira que fica acumulada, mas precisa de apoio.

Antes o apoio era dado pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre), que agora diz que a responsabilidade é do Departamento Nacional Infraestrutura de Transportes (Dnit). Atualmente uma grande quantidade de troncos se encontram encostados nos pilastras da ponte.

“Nesse período isso é comum, devido aos desbarrancamentos que ocorrem ao longo do rio e ficam se acumulando na estrutura da ponte. Nossa preocupação não é só com a estrutura, mas, principalmente, com os transeuntes, tendo em visto que estes balseiros são atrativos a mais para acidente”, explica Barros.

Com o impasse entre os departamentos, Barros diz que tem procurado apoio operacional. “Estamos tentando construir essa parceria para que, juntos com a Defesa Civil, possamos fazer uma intervenção no local e eliminar o risco instaurado. É perigoso, principalmente, para a navegação noturna devido à diminuição da visibilidade e se torna mais complicado até para uma ação emergencial após algum tipo de acidente”, pontua.

Procurado pelo G1, o Superintendente do DNIT, Thiago Caetano, diz que órgão pode ajudar, mas precisa de parceria.

“O Capitão nos colocou essa situação, mas nossa dificuldade é a questão de balsa, não temos contrato para esse tipo de embarcação. Estamos dispostos a ajudar, essa parte de maquinário e cabo de aço podemos resolver. Vamos sentar com o Deracre, que pode nos ajudar com uma balsa, para buscar uma solução”, garante.

Anualmente esse tipo de operação é realizada. Em janeiro desse ano, foi usado um rebocador para a remoção das árvores. Em anos anteriores, já houve operação que retirou cerca de 100 toneladas de madeiras dos balseiros.