Semsa reforça estoque de medicamentos para dengue e leptospirose nas unidades

As unidades de saúde da capital estão recebendo um reforço nos medicamentos para o tratamento da dengue e da leptospirose. A medida da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) é preventiva e se deve a possibilidade de transbordamento e alagamento dos principais cursos de água da capital, que deve fazer crescer a incidência dessas doenças em virtude do contato da pessoas com as águas infectadas e aumento dos criadouros do mosquito Aedes aegypti.

“Reforçamos os soros, antitérmicos, analgésicos, entre outros de uso constante para o tratamento da dengue e da leptospirose”, numerou o secretário municipal de Saúde, Otoniel Almeida.

O gestor explicou as equipes de sua pasta estão fazendo intervenções fortes nos locais onde ocorreram enxurradas em virtude das fortes chuvas dos últimos dias e nas localidades onde se deram transbordamento dos córregos e igarapés.

“Estamos orientando os moradores para não terem contato com essa água, já que pode estar contaminada, resultando leptospirose, entre outras doenças relacionadas”, disse Otoniel.

Quanto à dengue, o secretário disse que as ações de combate à doença estão sendo intensificadas desde outubro. Contudo, garante Otoniel, o período exige atenção redobrada e um esforço ainda maior.

“Precisamos muito do apoio das pessoas para evitar o alastramento dessas doenças, pois, se a comunidade não participar, será bem-mais difícil detê-las”, alerta.

Para quem ainda não sabe do que se trata, a leptospirose é uma grave doença infecciosa. Ela é causada por uma bactéria chamada Leptospira, que está presente na urina dos ratos e outros animais.

A transmissão se dá quando esses roedores infectados depositam suas urinas nas águas que são levadas por enxurradas e/ou enchentes. A pessoa se contamina quando pés, mãos ou qualquer outra parte do corpo que tenha algum ferimento entra em contato com essa água.

Bovinos, suínos e cães também podem adoecer e transmitir a leptospirose ao homem.

Já a dengue, mas comum e mais conhecida dos brasileiros, é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, originário da África, mas que se adaptou muito bem no Brasil. A dengue também é uma doença infecciosa. Assim como a leptospirose, pode matar.

O Aedes aegypti se reproduz em águas paradas. Sua incidência aumenta bastante nos períodos de chuva como o que o Acre vive atualmente. Ainda sobre a reprodução do mosquito, é bom lembrar que ela ocorre até mesmo em tampas de garrafas, exigindo, assim, a vigilância constante da população para evitar as infestações.