Torneio de baladeira resgata tradição do estilingue

Assim como algumas brincadeiras tradicionais, o velho e bom estilingue tem seu espaço entre crianças e jovens do Acre. Em Tarauacá, a Associação de Moradores do Bairro da Cohab promove neste domingo, 28,  o Primeiro Campeonato de “Baleadeira ou Baladeira” no município. Em parceria com a Rádio Comunitária Nova  Era  FM, o evento inicia as 8h, na praça  da emissora  e será destinado exclusivamente para crianças, adolescentes e jovens da comunidade. Haverá premiação para os primeiros colocados.

O objetivo do torneio, além da competição é a conscientização dos jovens sobre o uso da baladeira, um brinquedo tradicional originário da Índia, que foi trazido para o Brasil pelos portugueses. Fabricado a partir de uma vara de marmelo de boa grossura, flexível e ressecada ao fogo, com ganzepe nas extremidades onde faz-se o encaixe para amarrar a corda, mais ou menos no centro, a madeira deve ser afinada para melhor flexibilidade.

Conhecido também por setra, baladeira, estilingue  e atiradeira, sua utilidade é medir a pontaria dos participantes. É composto de três partes distintas: o gancho ou forquilha (cabo), o espástico e a malha. A forquilha é feita preferencialmente de laranjeira, goiabeira ou jabuticabeira. Nas extremidades das duas hastes da forquilha, amarra-se o elástico diretamente na madeira. O elástico usado é de câmaras-de-ar de pneus de automóveis, onde risca-se à lápis duas paralelas e corta-se duas tiras longas de mais ou menos trinta centímetros de comprimento e um centímetro de largura. A malha é uma parte do couro onde vai o projétil: pedra, mamona verde ou pelota de barro cozido.