O que está em jogo no decreto que incentiva escolas especiais

O presidente Jair Bolsonaro assinou na quinta-feira (1º) um decreto que cria uma nova política nacional de educação especial, que incentiva a oferta de ensino em escolas e salas de aula voltadas apenas a alunos com deficiência, transtornos do desenvolvimento (como o autismo) ou habilidades de superdotação.

A medida substitui a antiga política do governo federal de educação especial, que priorizava a inclusão desses estudantes em turmas regulares, ou seja, ao lado de todos os outros alunos, com apoio complementar especializado se fosse necessário. O texto não equiparava escolas comuns com escolas e salas especializadas.

A política assinada por Bolsonaro foi proposta pelos ministérios da Educação e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O chefe do MEC, Milton Ribeiro, afirmou em evento na quarta-feira (30) que “muitos estudantes [com deficiência ou transtornos] não estão sendo beneficiados em salas comuns”.

A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, disse que a nova política “fortalece o direito de escolha da família” de estudantes com deficiência. “Temos o dever de oferecer aos cidadãos a opção de escolarização em escolas regulares, escolas especializadas ou escolas bilíngues de surdos”, afirmou. Ela conduz projetos do governo para pessoas com deficiência.

24%

dos brasileiros declararam ter alguma deficiência, segundo o Censo de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

Especialistas e organizações da sociedade civil afirmam que a nova política é discriminatória e incentiva a exclusão de pessoas com deficiência ou transtornos do desenvolvimento. Para eles, o texto pode estimular as escolas regulares a pararem de investir em melhorar aulas e serviços voltados à educação especial.

Por ser um decreto presidencial, o texto não tem força de lei e pode ser que estados e municípios não sigam as propostas da nova política. Na sexta-feira (2), deputados federais apresentaram projeto para barrar a medida do governo.

O que é educação especial


A educação especial é a modalidade de educação escolar oferecida “para educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação”, segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Seus objetivos são os mesmos da educação em geral — oferecer conhecimento, desenvolver habilidades, contribuir para o desenvolvimento integral do aluno, entre outros —, mas ela se difere pela forma do atendimento, que é adaptado às diferenças individuais do estudante.

A educação especial adquiriu, nas últimas décadas, o sentido de educação inclusiva, que é o ensino para pessoas com deficiência dentro das escolas regulares, junto com crianças sem deficiência.

A educação inclusiva está prevista no Estatuto da Pessoa com Deficiência, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, na Constituição Federal e na Convenção pelos Direitos das Pessoas com Deficiência, ratificada pelo Brasil em 2009. Hoje, as escolas regulares não podem recusar estudantes que têm deficiência ou transtornos de desenvolvimento.

Para Luiza Correa, coordenadora de advocacy do Instituto Rodrigo Mendes, especializado em educação inclusiva, o modelo de inclusão beneficia os alunos com deficiência e também as demais crianças da escola, que aprendem a conviver com a diferenças, entendendo “as singularidades de cada ser humano”. “A educação tem mais qualidade quando há interação entre pessoas diferentes”, disse ao Jornal Nexo.

“O que está em jogo na educação inclusiva é o direito das crianças com deficiência de conviver na sociedade, em igualdade de condições com as demais. Isso é um direito, portanto é inegociável”- Luiza Correa, coordenadora de advocacy do Instituto Rodrigo Mendes, especializado em educação inclusiva.

Um relatório da ONU de 2018 aponta que pessoas com deficiência têm menor probabilidade de frequentar a escola e concluir o ensino fundamental do que pessoas sem deficiência. Enquanto 1 a cada 3 crianças com deficiência está fora dessa etapa de ensino, a proporção é de 1 a cada 7 para crianças sem deficiência.

Qual o cenário da educação inclusiva


Segundo a legislação brasileira, a educação especial no ensino regular deve incluir o atendimento especializado aos alunos com deficiência e a adaptação do ambiente escolar às suas necessidades, tanto na rede pública quanto nas escolas privadas, sem custo adicional de mensalidade.

A quantidade de pessoas com deficiência matriculadas no ensino regular aumentou desde 2008, quando foi criada a última política de educação inclusiva anterior ao decreto de Bolsonaro. A taxa de atendimento de alunos nessas condições nas escolas comuns passou de 46,8% em 2007 para 85,9% em 2018, segundo o Anuário Brasileiro da Educação.

A educação especial, contudo, ainda passa por desafios. Entre eles estão a falta de acessibilidade dos espaços físicos escolares (há escolas sem rampas para a mobilidade em cadeira de rodas, por exemplo) e a falta de preparo de professores para trabalhar com estudantes com deficiência, o que interfere na qualidade de sua aprendizagem.

Para Luiza Correa, “é importante dizer que, no modelo social de deficiência, a barreira dessas pessoas não está nelas mesmas, mas nos ambientes que ocupam”, que não estão adaptados. Ela afirma que os principais desafios da educação inclusiva podem ser resolvidos com aumento de investimento em inclusão e formação de professores.

Outro desafio se refere ao plano pedagógico das escolas regulares. Correa afirma que os professores de sala de aula devem trabalhar ao lado dos professores especializados para “criarem juntos um desenho universal de aprendizagem, em vez de planejarem atividades e então as adaptarem para os estudantes que têm deficiência”.

“Muita gente pode ter uma dificuldade específica e não ter deficiência. Mas nossa sociedade, que é capacitista [termo para o preconceito contra pessoas com deficiência], vê estudantes com deficiência e culpa suas eventuais dificuldades nessa deficiência”.

O que são escolas especiais


As escolas especializadas no atendimento para pessoas com deficiência são instituições que trabalham exclusivamente com esse público, seguindo diferentes programas de atividades. Por décadas, elas foram as únicas responsáveis por educar essas pessoas no país.

As instituições desse tipo seguiram, historicamente, um modelo de trabalho terapêutico, hoje conhecido como aprendizagem para a vida, que tem como foco atividades do dia a dia (como escovar os dentes e pegar o transporte público). São diferentes de escolas comuns, que têm um currículo pedagógico, baseado na base nacional curricular.

A educação especializada para pessoas com deficiência surgiu num contexto em que o país ainda segregava essas pessoas, de modo que não havia espaço para elas em escolas regulares na maioria dos casos. A situação passou a mudar na segunda metade do século 20, quando cresceu o movimento por inclusão de estudantes com deficiência.

Embora ainda não previsse a educação para pessoas com deficiência no ensino regular, ainda no século 20 o governo brasileiro apoiava as escolas especializadas, enviando recursos e estabelecendo convênios. Hoje esse apoio ainda existe, embora as instituições especializadas não sejam a única opção para estudantes com deficiência.

Com a previsão de educação inclusiva na legislação, a partir da Constituição de 1988 e de leis que vieram depois, como a Lei de Diretrizes e Bases, o acesso à educação para pessoas com deficiência foi se ampliando. Na mesma época, o país investiu em outras políticas para universalizar o ensino, o que levou ao aumento do número de matrículas. A política de educação especial anterior à do governo Bolsonaro, de 2008, consolidou diversas normas que haviam surgido nos anos recentes.

Desde a criação dessa política, instituições especializadas perderam verbas do governo, à medida que as matrículas de estudantes com deficiência nas escolas regulares aumentaram. Apesar disso, o texto não impediu essas instituições de funcionar. Os alunos podiam frequentá-las junto com a escola, e em muitos casos eles frequentam esses lugares como ensino complementar.

Ainda que haja educação inclusiva hoje, famílias com filhos com deficiência e parte dos ativistas da área de educação afirmam que as escolas regulares não dão conta das necessidades específicas que as deficiências acarretam para a aprendizagem de crianças e adolescentes, e que em escolas especiais os alunos recebem atenção mais qualificada.

Quais as críticas a essas escolas


Para Luiza Correa, instituições especializadas “não têm função pedagógica”, por isso não podem substituir as escolas regulares, que seguem a base nacional curricular. Enquanto parte dessas escolas propõem ser apenas lugares complementares à escola comum, a nova política de educação especial as coloca como equivalentes.

“É um modelo segregacionista”, Correa disse também ao Nexo. “Nenhuma pessoa aprende a conviver em sociedade sendo retirada do convívio social. É inconcebível, no mundo atual, dizer que, excluindo, vamos preparar melhor alguém para o convívio social. É uma incoerência na origem.”

Ela também afirmou que, mesmo que parte dessas instituições recebam recursos públicos por meio de convênios, essas escolas são pouco fiscalizadas, por não serem consideradas instituições diretas de prestação do ensino. “Por isso, a qualidade da educação nesses lugares não é tão adequada”, disse.

nexojornal

Brasil é dos países com mais tempo sem aula; escolas fechadas podem afetar economia mundial

Mesmo sem haver um retorno generalizado de aulas no Brasil, o tempo de fechamento de escolas por causa da pandemia de coronavírus já é maior por aqui do que na média dos países ricos. A suspensão das atividades escolares terá impacto na economia global, indica relatório da OCDE (Organização para a Organização e Desenvolvimento Econômico).

A organização divulgou nesta terça-feira (8) a edição de 2020 do relatório Education at a Glance (educação num relance). Neste ano, o estudo contempla um capítulo especial sobre os desdobramentos da pandemia.

O documento relaciona a interrupção das aulas com o acúmulo de perda de habilidades e o reflexo na produtividade. Os efeitos econômicos do gap educacional serão sentidos ao longo de décadas, segundo a OCDE.

“Como a perda do aprendizado reflete em perdas de habilidades, isso reflete na produtividade. O impacto relativo sobre o PIB pode ser de 1,5% em média até o final do século”, diz o texto, ancorado em regressões históricas de crescimento para estimar o impacto de longo prazo de uma perda aproximada de 1/3 de ano de estudos para os estudantes.

A expectativa é que a economia global encolha ao menos 6% em 2020. A economia brasileira registrou retração de 9,7% no segundo trimestre de 2020 e as projeções de mercado para o ano são de queda de 5,28%.

A OCDE pontua que a reabertura de escolas e universidades trará “benefícios inquestionáveis aos estudantes, à economia e às famílias”, mas pondera que esses benefícios “precisam ser cuidadosamente ponderados com os riscos à saúde” e à necessidade de contenção da pandemia.

A organização ressalta a necessidade de coordenação entre autoridades educacionais e de saúde nos diferentes níveis governamentais.

No Brasil, o MEC (Ministério da Educação) tem sido ausente na articulação nacional sobre manutenção de atividades educacionais neste período. Também tem participação tímida na determinação de protocolos para o retorno às aulas presenciais.

Os jovens menos qualificados serão os mais afetados, o que deve aumentar ainda mais a desigualdade dentro de um país e entre os diferentes países, afirmou o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, no lançamento do trabalho.​

Segundo o superintendente do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, o estudo reforça conclusões de que a pandemia tende a aumentar a desigualdade, com efeitos piores para os estudantes mais vulneráveis.

“Mas o nosso agravante não é a Covid, é a baixa coordenação da politica educacional que, sob um cenário desafiador, solicitaria mais coordenação, sobretudo do governo federal”, diz.

Segundo ele, quem comanda “a dança” para a volta das aulas é a área da saúde, mas a qualidade disso depende da educação. Isso depende, diz ele, de protocolos claros para o interior das escolas (que sejam elaborados, comunicados e tenham condições de sair do papel), análise localizada da realidade das escolas e dos professores, e também de uma atuação intersetorial (com saúde, assistência social).

“Como os que mais sofrem com ausência de aula são os mais vulneráveis, as condições das escolas, viabilizadas pela secretarias de Educação, podem aumentar as possibilidades de mitigação. A escola precisa ter mais ação afirmativa do que sempre teve até hoje”, diz.

O Education at a Glance compara dados de 46 países —além dos 38 membros da OCDE, são analisadas informações do Brasil, China, Rússia, Índia, Indonésia, Argentina, Arábia Saudita e África do Sul.

O Brasil tem um contexto mais desafiador para a reabertura. Até o fim de junho, o país já acumulava 16 semanas de interrupção de aulas, contra uma média de 14 semanas nos países da OCDE.

No começo de setembro, só 8 dos 46 países avaliados pela entidade ainda estavam com as aulas suspensas por causa da pandemia de coronavírus. O Chile, por exemplo, registra 15 semanas.

O impacto real em alguns países, diz o documento, pode ter sido menos severo pela capacidade de manter aulas regulares durante o período. Também há ponderações com relação ao calendário escolar no momento em que a pandemia atingiu cada país.

No Brasil, a desigualdade provoca maiores preocupações.

Um em cada cinco (19,1%) estudantes de 6 a 29 anos não teve nenhum tipo de atividade escolar no mês de julho, segundo dados divulgados em agosto pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apenas 8,9% dos estudantes estavam de férias naquele mês.

O estudo indica que a quantidade de alunos por sala é um dos “parâmetros críticos” para a reabertura, devido à necessidade de garantir distanciamento social. No Brasil, esse contexto é mais desafiador.

Entre 32 nações com dados disponíveis, o Brasil tem o décimo maior número de alunos por classe até o 5º ano do ensino fundamental (anos iniciais) e o sexto maior número de estudantes por turma no estágio que vai do 6º ao 9º ano (anos finais).

Nos dois casos, o país está acima da média dos 32 analisados. Nas escolas brasileiras, há 23 alunos em média por turma nos anos iniciais do fundamental, quase 10% acima da média, que é de 21 estudantes por turma.

Nos anos finais do ensino fundamental, o tamanho da turma brasileira é na média de 27 alunos, número 17% maior que os 23 da média.

Ainda de acordo com os dados compilados pela OCDE, as escolas públicas devem enfrentar mais dificuldades na adaptação necessária para retomar aulas com segurança, porque as turmas são, em média, maiores. No ensino público, são 24 estudantes por classe nos anos iniciais e 28, nos finais.

A reabertura de escolas no contexto da pandemia está atrelada à capacidade de manter uma distância de segurança de um a dois metros entre estudantes e equipe escolar. Assim, a redução do tamanho de salas depende de outros fatores, como espaço físico, disponibilidade de salas e de equipe, exemplifica o relatório, o que atinge o Brasil de forma desigual.

A organização aponta também o risco de uma redução dos investimentos públicos em educação, principalmente nos países com maior restrição orçamentária (dos quais o Brasil faz parte).

Nota técnica da Fineduca (Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação) e Campanha Nacional pelo Direito à Educação projeta uma perda de R$ 52,4 bilhões dos recursos da educação de estados e municípios neste ano. O governo Jair Bolsonaro não criou uma linha específica de financiamento para o enfrentamento dos reflexos da pandemia na educação.

O país também deve ser um dos mais afetados na internacionalização do ensino superior, já que integra a lista de países de maior risco de contágio pelo novo coronavírus, o que dificulta viagens de brasileiros ao exterior.

Segundo a OCDE, o desemprego também deve ser uma área em que pandemia e nível de educação terão impacto relevante. “Aqueles com menor nível de escolaridade são os mais vulneráveis, pois são os mais improváveis ​​de se beneficiarem do trabalho remoto”, afirma o relatório.

Em 2019, antes da pandemia, 14% dos jovens adultos sem ensino médio completo estavam desempregados no Brasil, enquanto a taxa de desemprego dos que tinham ensino superior era de 8%.

No rescaldo da crise financeira de 2008, o desemprego de jovens adultos sem ensino médio aumentou em 1,5 ponto percentual entre 2008 e 2009 no Brasil, enquanto o dos com ensino superior subiu 0,2 ponto percentual.

folha

Quase metade das escolas não tem todos os itens de saneamento básico

Em todo o país, pouco menos da metade das escolas públicas (46,7%) tem acesso a saneamento básico – isso significa distribuição de água potável, coleta e tratamento de esgoto, drenagem urbana e coleta de resíduos sólidos. Entre as particulares esse percentual sobe para 89%. Além disso, 30% das escolas públicas e privadas no Brasil têm área verde em sua infraestrutura, como jardins, hortas e outros espaços recreativos.

Os dados fazem parte de levantamento feito pelo Melhor Escola, plataforma que conecta alunos a escolas, oferecendo bolsas de estudo para todas as etapas da educação básica, da infantil ao ensino médio. O estudo busca verificar a preparação das escolas para o retorno às aulas presenciais, no contexto da pandemia do novo coronavírus. 

Tanto saneamento básico quanto áreas verdes são, de acordo com o diretor de Novos Negócios da Quero Educação, Sérgio Fiúza, itens de infraestrutura que conferem maior segurança a professores, funcionários e estudantes. “Na hora de optar por abrir a escola novamente, o que vai ser analisado é qual a chance de acabar alastrando a pandemia”, diz, ressaltando que essas variáveis devem ser levadas em consideração na hora de definir estratégias de retomada.

O levantamento mostra ainda diferenças de infraestrutura das escolas entre estados. O Amapá, Amazonas, Maranhão e Pará apresentam os piores índices de saneamento básico nos centros de ensino do país, beirando 10% na rede pública. 

O professor associado da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Unaí Tupinambás ressalta que o vírus deverá circular entre nós por mais alguns anos, o que exigirá de espaços de aglomeração, como as escolas, uma adequação dos espaços físicos para evitar o contágio.  

“Contratar professores, diminuir alunos por sala, readequar espaços físicos”, diz. “Tem que pensar um novo formato sabendo que o vírus transmite em espaço físico fechado, com permanência por muito tempo. Uma aula poderia ser muito bem dada debaixo de uma árvore em cidade do interior, ou colocar uma tenda vazada. Isso tudo vai ter que ser repensado. Será preciso ter uma área para professor, talvez com proteção de acrílico. E garantir o uso de máscaras”, afirma.  

Tupinambás defende que o investimento em educação é investimento em saúde, uma vez que é também nas escolas que se aprende a prevenção a diversas doenças, como a covid-19, causada pelo novo coronavírus. 

Estados e municípios vêm manifestando preocupação com recursos para a educação, em um contexto em que vêm gastando mais em aulas remotas e outras ações durante a pandemia do novo coronavírus e em que, por outro lado, têm observado queda nas receitas. 

Os entes federados defendem o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), cuja permanência depende de aprovação do Congresso Nacional. 

O Fundeb é a principal fonte de recursos da educação básica, respondendo por mais de 60% do financiamento de todo o ensino básico do país, etapa que vai do infantil ao ensino médio. O fundo é composto por recursos que provêm de impostos e transferências da União, estados e municípios. Criado em 2006, o Fundeb tem validade até o fim deste ano. Projetos para tornar o fundo permanente tramitam no Congresso Nacional. 

Retorno às aulas

Nesta semana, os secretários estaduais de Educação divulgaram documento com diretrizes nacionais para um protocolo de retorno às aulas presenciais. De acordo com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), o documento foi elaborado a partir da experiência de outros países que já retornaram às aulas e ainda propostas de protocolos criadas por estados que já se adiantaram nesse quesito. 

Entre as orientações estão: que as redes de ensino considerem o distanciamento social revisando o número de alunos por sala; o cancelamento de atividades em grupo; a disponibilidade de máscaras individuais; a garantia de lavatórios ou pias com dispensador de sabonete líquido, suporte com papel toalha, lixeira com tampa com acionamento por pedal e dispensadores com álcool em gel em pontos de maior circulação, como recepção, corredores e refeitório.

O Consed ressalta que cada sistema de ensino deverá definir as próprias orientações com base na realidade local. Os secretários dizem que ainda não têm previsão de data para o retorno, mas que estão trabalhando com as equipes nas estratégias sanitárias, financeiras e pedagógicas que serão colocadas em práticas a partir do momento em que essas datas forem definidas. 

agenciabrasil

Prefeitura leva serviços de limpeza e manutenção a escolas

Sob determinação da prefeita Socorro Neri, em preparação para o início do ano letivo, uma ação conjunta realizada pela Prefeitura de Rio Branco por meio das secretarias de Educação, Meio Ambiente e Zeladoria da Cidade leva serviço de limpeza e manutenção a escolas da rede municipal de ensino. Somente este ano a Secretaria Municipal de Zeladoria da Cidade já recolheu 5.664 toneladas de entulhos das ruas da capital.

Abrindo a programação desta segunda-feira, 18, as escolas da Regional do Seis de Agosto recebem ações de limpeza, que incluem: roço, capina e retirada de entulho. “Iniciamos na semana passada, pela Regional da Baixada. Esse trabalho está sendo realizado de forma integrada e sincronizada, isso é ótimo”, avalia o secretário de Zeladoria da Cidade, Kellyton de Carvalho.

Se a equipe da Secretaria de Zeladoria da Cidade atua com frente de serviço retirando entulho e outra com capina e roço, a Secretaria de Meio Ambiente atua com retirada de resíduos sólidos, poda, supressão de Árvores, roço e revitalização de jardim.

As equipes estão em campo todos os dias preparando as escolas para receber os alunos para o ano letivo de 2019, que inicia no próximo 11 de março, nas escolas públicas e creches de Rio Branco. Escolas das regionais do São Francisco, Estação Experimental, Calafate, Floresta, também receberão ações de limpeza.

{gallery}fotos/2019/02-fevereiro/19022019/galeria_escola:::0:0{/gallery}

Mais de cinco mil vagas ainda estão disponíveis nas escolas da rede pública

Apesar do período de matrículas estar quase no fim, ainda há muitas vagas disponíveis nas escolas públicas estaduais. De acordo com o coordenador de Gestão de Rede da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE), João Lima, se somadas, o número em todo o estado chega a mais de 5 mil.

“Nós temos vagas sobrando, são mais 5 mil vagas dentro da rede. Temos escolas que foram inauguradas há pouco tempo e que estão esperando por alunos”, afirma Lima.

Ainda segundo o coordenador, a principal dificuldade na ocupação destas vagas é a preferência da maioria dos pais dos estudantes pelas escolas localizadas no centro da cidade. Essas instituições são as primeiras a serem procuradas e atualmente, nelas, não há mais vagas.

Por outro lado, ainda há espaço para novos alunos em escolas próximas ao centro, como é o caso da escola de Ensino Médio em tempo integral Humberto Soares e da escola de Ensino Fundamental I, Samuel Barreira.

Para reservar uma vaga, os interessados devem comparecer a Central de Matrículas, localizada na sede do Crie (prédio do antigo Mira Shopping) até o próximo dia 8 de fevereiro, das 8 às 12h e das 14 às 17 horas.

Matrículas: não há mais vagas nas escolas do Centro

Em seu terceiro dia de funcionamento nas dependências do Centro de Referência em Inovações para Educação (Crie), a Central de Matrículas da Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE) já atendeu pelo menos 600 pessoas que buscavam as vagas remanescentes disponibilizadas pelas escolas da rede pública estadual.

Milla Oliveira, coordenadora da Central, lembrou que a capacidade de atendimento dos 16 servidores deslocados da SEE para o Crie é de 200 pessoas por dia. As senhas são distribuídas no início da manhã e as verificações de vagas ocorrem durante todo o expediente.

“Foi preciso limitar, respeitando nossa capacidade de atendimento. As grandes filas só foram registradas no primeiro dia e sem necessidade. A grande procura era pelas vagas nas escolas localizadas na região central, mas infelizmente não há como alocar todos os estudantes da rede nas escolas do centro da cidade”, explicou a coordenadora.

Os esquema montado para atender os pais e responsáveis na área central deve funcionar até o próximo dia 8 de fevereiro, mas as matrículas em modalidades como o Educação Integral e Educação de Jovens e Adultos (EJA) continuam nas escolas que as oferecem.

Unidades onde não há mais vagas

  • Colégio João Calvino

  • Colégio Acreano

  • Colégio Neutel Maia

  • Colégio Barão do Rio Branco (há vagas noturnas)

  • Escola José Rodrigues Leite

  • Escola Mário de Oliveira

  • Escola Leôncio de Carvalho

  • Instituto São José

Mensalidades de escolas particulares no Acre aumentam

Pais de alunos matriculados em escolas particulares no Acre vão pagar um pouco mais caro para manter os filhos nas unidades privadas de ensino este ano. Isso porque, segundo o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Acre (Sinepe-AC), o valor das mensalidades sofreu um aumento médio, que varia de 7% a 15%, para o ano letivo de 2019.

Elandia Dantas, vice-presidente do Sinepe-AC, explicou que o reajuste foi feito entre outubro e novembro do ano passado, período em que as matrículas nas escolas particulares foram abertas. Segundo ela, não existe um valor pré-determinado de aumento, cada instituição elabora uma planilha e determina o percentual de reajuste. “O reajuste é feito pelas escolas”.

A vice-presidente do Sinepe-AC lembra que as planilhas servem para justificar o aumento para a Diretoria de Proteção e Defesa do Consumidor do Acre (Procon-AC). “O Procon tem um decreto de reajuste de mensalidade escolar e lá tem um modelo de planilha. Nessa planilha as instituições explicam o motivo do aumento, que geralmente é convertido em benefícios”, comentou.

Após receber o documento, o Procon-AC verifica se as escolas realmente estão fazendo os investimentos que motivam o aumento, libera as planilhas e, consequentemente, a atualização do valor. Elandia lembrou que os percentuais de reajuste foram dados pelas escolas sindicalizadas. “Temos 32 escolas particulares no Acre e 12 são filiadas ao Sinepe-AC”.

Ela destacou ainda que o reajuste está dentro da média nacional. “No Brasil, o padrão de reajuste variou entre 7% e 20%. Ou seja, aqui no Acre o aumento dado pelas escolas particulares ficarem 5% abaixo do que praticado no restante do país. A crise financeira, a mudança de governo e os encargos de impostos fizeram com que o índice fosse menor do que no país”, finalizou.

Prefeitura prepara escolas para volta às aulas

Enquanto dura o recesso escolar, a Prefeitura de Rio Branco, por meio da secretaria Municipal de Educação (SEME), ultima os preparativos para a volta às aulas. Reformas, manutenção das instalações e organização do trabalho pedagógico são algumas das ações para receber bem os mais de 25 mil alunos que devem ingressar nas unidades da rede de Rio Branco em 2019.

Nesta sexta-feira, 4, o secretário de Educação, Márcio Batista vistoriou a obra de ampliação da escola de Educação Infantil Menino Jesus. Viabilizado por meio de emenda parlamentar do deputado Raimundo Angelim, o projeto prevê construção de brinquedoteca, laboratório de informática e adequação de banheiros e vestiário.

Acompanhado de técnicos das áreas de obras, gestão e finanças, Márcio Batista acompanhou detalhes da execução da obra e conferiu todas a demandas para o reinício do ano letivo na unidade.

O ano letivo de 2019 está em processo avançado de preparação. Para a diretora da unidade Adalvani Pinheiro, a ampliação vai garantir melhor atendimento ás crianças.

“Estamos muito felizes com a ampliação pra gente receber melhor nossas crianças com uma brinquedoteca e um espaço bem organizado, limpo, bem ambientado, as crianças vão amar.

Inaugurada no ano 1949, a escola Menino Jesus já recebeu duas grandes reformas. Atualmente, a unidade atende 356 crianças de 4 a 5 anos.

O trabalho pedagógico

Da escola Menino Jesus, a equipe da Seme seguiu para a creche Francisca Maia, onde a equipe gestora também cuida dos detalhes para reiniciar as atividades em 2019. Para além do cuidado com os espaços físicos, a organização do trabalho pedagógico visa a garantia da oferta de uma educação de qualidade social no município de Rio Branco.

“A primeira formação do ano já está marcada e vai envolver toda a equipe. É importante que todos saibam as particularidades do período de adaptação, por exemplo. Já temos agendada também a reunião com pais para que eles possam conhecer a rotina, como funciona a acolhida. Aqui como em todas as unidades do Município, os pais são nossos amigos, parceiros, e maior prioridade do nosso trabalho é o atendimento de qualidade para as nossas crianças”, lembra da diretora da creche, Nara Mafalda.

Tião Viana entrega mais duas escolas no bairro Cidade do Povo

O governador Tião Viana entregou na manhã desta quinta-feira, 13, duas novas escolas de ensino fundamental na Cidade do Povo: as unidades Cristina Maia e Wilson Barbosa, que juntas receberam um investimento de quase R$ 10 milhões.

As duas novas escolas se somam às três já entregues pelo governador Tião Viana (Raimunda Pará, Frei Heitor Turrini e André Ficarelli). Juntas, elas ofertam agora um número superior de vagas na rede de ensino à demanda de toda a região.

“A educação é o melhor caminho, o único que pode transformar definitivamente o futuro do Acre. Queremos colocar todos nossos jovens na educação e que eles nunca se percam pelo caminho da droga ou da violência, mas o da paz. Eu espero o melhor para o Acre. Criamos mais de 150 escolas novas e reformamos mais de 95% das mais de 600 escolas estaduais que existem entre urbanas e rurais”, conta o governador Tião Viana.

A Escola Cristina Maia atenderá crianças do Ensino Fundamental I (1º ao 5º anos) e a Escola Wilson Barbosa alunos do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano), com ambas seguindo o projeto educacional do Acre, que tem o tripé do acesso à educação na escola, a permanência e, sobretudo, a qualidade do ensino.

Segundo o secretário adjunto de Educação, Euvaldo Viana: “A gente organiza as escolas dentro dos zoneamentos para atender a comunidade, para que todo mundo estude próximo de casa. Aqui na Cidade do Povo, com a inauguração dessas duas escolas, teremos sobra de vagas”.

Homenagens

A Escola Cristina Maia recebe o nome de uma personalidade da educação acreana. Cristina foi professora formada em Geografia e representante do Ministério da Educação no Acre, com grandes feitos pelos avanços na área.

Já Wilson Barbosa foi um dos primeiros pecuaristas do Acre, responsável por expandir o setor trazendo gado para o estado numa época em que não existiam nem mesmo estradas para auxiliar. Além disso, o terreno localizado na Cidade do Povo pertencia a sua família, vendido ao Estado para abrigar o conjunto habitacional.

Ambas as escolas possuem uma estrutura ampla e todas as condições para utilização das ferramentas de ensino e aprendizagem. O deputado estadual Daniel Zen, que já foi secretário de Educação, destaca a entrega das duas escolas dentro de um conjunto de ações que melhorou os índices educacionais do Acre.

“São duas unidades modelo entregues hoje. Só neste segundo mandato do governador Tião Viana, foram mais de 350 obras, entre reformas, ampliações e criação de novas unidades, além dessas homenagens a duas pessoas que tanto contribuíram para o desenvolvimento do Acre”, conta Zen.

Um forte projeto de inovações

A conquista do Acre como um dos nove estados do país a melhorar seu desempenho educacional, segundo o Ideb de 2018, reflete um longo trabalho de investimentos na educação do estado, consolidado na gestão do governador Tião Viana.

Climatização nas escolas proporciona conforto e bem-estar aos estudantes

Durante o governo de Tião Viana, as escolas públicas do Acre passaram por grandes transformações. Uma das principais é a climatização das salas de aula. Esse feito só foi possível porque em 2017 o governador, por meio da Secretaria de Educação e Esporte (SEE), criou o Programa de Climatização das Escolas.

A iniciativa foi implantada para climatizar 187 escolas estaduais dos 22 municípios do estado. Só em Rio Branco foram contempladas 94 escolas. Dessas, 79 (84%) já estão com todo o processo concluído. Para o restante, a previsão de conclusão é até dezembro deste ano.

Para isso, foram investidos R$ 29.166.613,70 na aquisição e instalação dos aparelhos de ar-condicionado e estruturação da rede elétrica desses prédios. Também houve a estruturação de auditórios com a compra de aparelhos de ar-condicionado e poltronas.

escola1

Mais qualidade de ensino

A Escola José Sales, no bairro Universitário, foi uma das contempladas. Todas as suas salas agora são climatizadas. A diretora da instituição, Deuzimar Dankar, caracteriza como essencial esse processo, já que no Acre o clima equatorial se destaca por suas elevadas temperaturas em determinadas épocas do ano.

“Antes a temperatura era um elemento de dispersão dos alunos nas salas de aula, mas agora aqui na nossa escola esse argumento de impacto no processo de aprendizagem não existe mais. Melhorou 100% o ambiente escolar e a relação dos alunos com a escola”, destaca.

A gestora explica ainda que atualmente, além das 10 salas de aulas, ambientes como o espaço de leitura também estão climatizados. “Graças ao empenho da comunidade, que se uniu para comprar parte dos equipamentos, e do governo do Estado, que além dos aparelhos de refrigeração, arrumou a subestação [rede elétrica para comportar os equipamentos].”

“Eu passava a maioria do tempo fazendo leque para me abanar. Sem contar que o ventilador fazia muito barulho e a professora ficava quase gritando. Agora ficou mais ‘relaxante’, e eu até consigo escrever muito mais rápido que antes”, conta a estudante Paola Januário, do terceiro ano.

A instituição funciona nos dois turnos, com ensino fundamental do 1º ao 5º ano. A pedagoga Edilaide Abreu, que leciona na escola há oito anos, conta que foram muitas as mudanças após a climatização. “Sempre dei aula à tarde, que naturalmente é bem mais quente. Então, passávamos uns períodos bem abafados, os ventiladores não davam conta e os alunos ficavam bem agitados”, lembra.

A docente ressalta ainda que as altas temperaturas acarretavam outros agravantes. “O calor incomodava muito e algumas vezes os alunos sofriam problemas de saúde, como dor de cabeça. Hoje a realidade é outra: outra escola, outro ambiente e o comportamento dos alunos melhorou bastante”, explica.

Em termos práticos, a climatização das escolas acreanas está ajudando a melhorar a qualidade do ensino não só dos quase 500 alunos do Universitário, mas de aproximadamente 140 mil de inúmeras escolas das cinco regiões do Estado.

Além da José Sales, escolas como a Serafim Salgado e a Clícia Gadelha também foram instituições beneficiadas. A diretora de Ensino da SEE, Rúbia Cavalcante, destaca que o processo de climatização impacta diretamente no processo de ensino-aprendizagem dos estudantes.

Prefeitura realiza formação para candidatos a gestores de escolas

A prefeitura de Rio Branco, por meio da secretaria Municipal de Educação (Seme) e o Instituto Abaporu, realiza nestas quarta (8) e quinta-feira(9), no auditório da Livraria Paim, formação para 250 professores e gestores de escolas. Na sexta-feira eles farão uma prova para testar os conhecimentos e em dezembro poderão participar da eleição para diretores das 75 unidades de ensino infantil, incluindo as creches pré-escolas e o ensino fundamental.

Só poderão participar da eleição em dezembro, os educadores que tiverem feito o Curso de Formação e a prova, e forem aprovados.

O secretário de Educação de Rio Branco, Márcio Batista, explica que no Curso de Formação são abordados temas como a legislação educacional, políticas de financiamento, proposta pedagógica de ensino infantil, Estatuto da Criança e do Adolescentes e outros tópicos. Em seguida, na sexta-feira, os conhecimentos e habilidades adquiridos no Curso, serão aferidos na prova, que será aplicada na Escola Anice Dib Jatene.

Márcio Batista avalia que os bons resultados alcançados pela educação do município de Rio Branco resultam, também, de todo esse processo para escolha dos gestores “que inclui a meritocracia e a eleição democrática e garante consistência para o trabalho deles. O Curso aprofunda os conhecimentos sobre a educação e com certeza, impulsiona os bons resultados que temos alcançado na educação de Rio Branco”, pondera ele.

Interessada na vaga de diretora da Escola Ilson Ribeiro, onde atualmente é professora, Alaíne Barbosa, participa dos dois dias do Curso de Formação, cuidando da filha, Alexandra, de dois meses. Para ela, o que de mais importante aprendeu no Curso foi a forma adequada de buscar políticas de financiamento e o modo certo de utilizar recursos. “Sempre tive o sonho de ser professora e acho que agora estou pronta para buscar ser diretora. Com esse curso, me sinto capacitada de verdade”, cita.

A eleição para eleger os novos diretores será realizada no dia 13 de dezembro e os gestores serão empossados em janeiro para mandatos de 4 anos, podendo haver uma reeleição.

Jenilson defende noções de agropecuária em escolas

“O Acre jamais avançará no aumento da produtividade agrícola e pecuária se não mudarmos a mentalidade de quem mora na zona rural, que hoje é iminentemente extrativista. Nossas escolas rurais não podem continuar subestimando seu potencial para mudança da realidade produtiva, hoje se ensina inglês, por exemplo, para uma aluno que mora no campo, mas não se ensina plantar correntemente um pé de graviola” diz o deputado que na sessão ordinária desta terça-feira (30), apresentou o Projeto de Lei de nº 46 de 2018 que tem como objetivo instituir noções básicas da disciplina de Agropecuária, como conceito a ser ministrado nas escolas públicas rurais de ensino fundamental e médio no âmbito do Estado do Acre.

O artigo 2º da lei prevê que a temática da disciplina deve contribuir com a elevação da escolaridade do jovem empreendedor no campo; o respeito as diversidades locais; a cooperação entre as diferentes esferas do poder público, o setor empresarial e os demais seguimentos da sociedade, com o fim específico de estimular as iniciativas do jovem empreendedor do campo; a promoção do acesso do jovem empreendedor do campo ao crédito rural; e a promoção da inclusão social no meio rural.

A Lei visa ainda, preparar o jovem para exercer o papel estratégico de agente do desenvolvimento rural, de forma que possa fomentar a transformação de jovens em líderes empreendedores, com sensibilidade para identificar oportunidades de desenvolvimento profissional, familiar onde estão inseridos; bem como estimular a elaboração de projetos produtivos, a serem desenvolvidos pelos jovens agricultores, como forma de viabilizar alternativas de trabalho e renda; ampliar competências, conhecimentos e práticas que possibilitem a gestão empresarial agrícola, promovendo o empreendedorismo, a liderança, o cooperativismo, o planejamento e o uso de técnicas produtivas.

Dentre outras finalidades do projeto é estimular estratégia de governança de sucessão familiar para jovens e suas famílias; ampliar a compreensão sobre o desenvolvimento rural sustentável, práticas agrícolas e políticas públicas para a agricultura familiar; além de incentivar o uso de conhecimentos associados às inovações tecnológicas e as ferramentas das atividades rurais.

Na justificativa, Jenilson Leite que é formado em técnico agrícola, além de, já ter sido gerente da Seaprof da regional Tarauacá/Envira salientou que existem escolas que já funcionam nesse modelo em vários estados brasileiros, entre elas a Escola Família Agrícola (EFA) e Casas Familiares Rurais (CFRs), porém, apesar de todos estes fatores, e diante dessa necessidade de se empregarem metodologias e estratégias específicas para as comunidades do campo, alguns estados relutam em reconhecer a efetividade e a legitimidade da Pedagogia da Alternância. “Essa metodologia dá aos alunos a oportunidade de continuarem estudando enquanto ajudam seus pais nas tarefas agrícolas. A inclusão formal do método na atual legislação, virão a possibilitar que as escolas em áreas rurais tenham mais apoio do Estado, valorizando os alunos do campo”.

O projeto se encontra na Comissão de Constituição, Justiça e Redação para ser relatado e depois ser votado em plenário.

Tião Viana anuncia escolas de tempo integral e militar em Sena

O governador Tião Viana participou de um encontro na tarde desta quarta-feira, 27, em Sena Madureira com educadores e alunos para agradecer a todos pelo resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Ele ainda aproveitou a oportunidade para anunciar uma escola de ensino integral e uma escola militar no município para o ano que vem.

Todos os municípios do Acre alcançaram a meta do Ideb projetada para o ensino fundamental, de acordo com o resultado divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). O fato colocou o estado como o melhor avaliado na Região Norte, estando em primeiro lugar entre alunos do 1º ao 5º ano, segundo lugar do Norte no 6º ao 9º e nono lugar, a nível nacional, entre os que mais avançam no ensino médio.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o Acre saiu de uma nota de 3,8 no Ideb em 2007, para 6,1 em 2017, destacando uma grande melhoria em seu sistema educacional nos últimos 10 anos.

“O Acre era o último lugar nos índices educacionais há 20 anos. Hoje estamos em sexto lugar. Temos ainda o desafio do desenvolvimento e de agregar novas tecnologias, mas é a educação o ponto de partida para isso”, destacou o governador Tião Viana.

O secretário de Educação, Marco Brandão ainda destaca: “Viemos aqui em Sena Madureira para mostrar os resultados do Ideb e que o Acre tem sim educação de qualidade. E na oportunidade anunciamos que estamos organizando uma escola integral e uma militar aqui para o município de Sena Madureira”.

Quero Ler na etapa final

Na oportunidade, o governador ainda visitou uma turma do programa de alfabetização Quero Ler que já está em sua quarta e última etapa no município. Até o final do ano, Tião Viana planeja decretar o Acre livre do analfabetismo.

Entre os alunos, encontramos Raimundo Vieira, de 71 anos. Criado em colônia no interior, não conseguiu frequentar a escola regularmente quando criança e agora aproveita a oportunidade para aprender o domínio das letras e fazer amigos.

“Antes eu não sabia quase nada. Agora pelo Quero Ler já to aprendendo algumas letras e escrever umas coisinhas. Antigamente os pais da gente achavam muito melhor trabalhar na roça que estudar. Agora, depois que fiquei velho, apareceu a importância desse programa”, brinca o senhor.

Educação Indígena: Aldeias de Tarauacá são beneficiadas com quatro novas escolas

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE), entregou mais quatro novas escolas indígenas no município de Tarauacá. O investimento, superior a R$ 360 mil, vai beneficiar estudantes de aldeias localizadas ao longo dos rios Muru, Tauari e Tarauacá.

As novas unidades educacionais fazem parte da política de expansão e modernização da rede, implementada pelo governo do Estado. Só este ano a SEE licitou a construção de dez escolas indígenas, beneficiando também comunidades de Feijó e Jordão.

Para o titular da SEE, Marco Brandão, esses investimentos representam o compromisso da atual gestão estadual com os povos tradicionais. “Desde 2011, construímos quase 80 novas escolas indígenas. Um investimento de R$ 3,5 milhões de reais na educação e valorização da cultura dessas populações”.

As escolas inauguradas esta semana funcionam na modalidade multisseriada, atendendo os alunos indígenas em dois turnos. O governo vai encerrar 2018 com a construção das últimas escolas indígenas. Obras de reconstrução, manutenção e reforma de unidades também estão sendo executadas.

Educação Indígena no Acre

O ensino nas aldeias atende em média 5 mil alunos todos os anos. Os professores que atuam na educação indígena são capacitados permanentemente, o que tem garantido elevação nos índices de aprendizagem.

O governo mantém mais de 160 escolas indígenas e anexos funcionando. Houve expansão da rede para atender o aumento dessa população e a criação de novas aldeias.

Além das aldeias, as etnias ocupam outros espaços no âmbito da Secretaria de Educação e Esporte (SEE). É o caso do Centro de Estudo de Línguas (CEL), que realiza oficinas para ensinar à comunidade os dialetos falados por alguns povos acreanos.

{gallery}fotos/2018/09-setembro/11092018/galeria_escola:::0:0{/gallery}

Ideb acreano

Os investimentos na educação pública do Acre têm refletido nos números alcançados pelos estudantes nas avaliações nacionais. O último resultado do índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Ministério da Educação no fim de agosto, colocaram o Acre entre os estados com as melhores notas.

Nas séries iniciais do ensino fundamental I (do 1º ao 5º ano), o estado é o primeiro na região Norte. Nos últimos, (6 ao 9º), alcançamos o 5º melhor resultado do Brasil.

No ensino médio os números também são favoráveis. Os alunos do Acre alcançaram o 9º lugar a nível nacional.

Projeto ensina práticas ambientais em escolas públicas

Apostar na educação das crianças é plantar um novo amanhã. É com esse conceito que a Escola Infantil Menino Jesus, em Rio Branco, desenvolve seu projeto de educação ambiental. Nesta quinta-feira, 22, os pequenos estudantes conversaram sobre meio ambiente e preservação.

Compreendendo a importância de compartilhar conhecimento com as crianças, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) apoia a iniciativa.

“É muito importante ensinar as crianças a respeitarem o meio ambiente. Hoje, falamos sobre os malefícios das queimadas. Esse conhecimento adquirido é dividido em casa, gerando a conscientização dos adultos, ao mesmo tempo em que forma cidadãos mais responsáveis”, frisou a chefe do Departamento de Qualidade Ambiental e Cidades Sustentáveis da Sema, Esmília Medeiros.

Além das rodas de conversa, música e brincadeiras, a escola municipal Menino Jesus trabalha com o cultivo de hortaliças. A horta é produzida e cuidada com o auxílio dos estudantes, que também ajudam na colheita dos alimentos.

Segundo o técnico de gestão pública Ledejam Ferreira, há seis anos o colégio desenvolve o projeto. “Todos os anos promovemos atividades com eles, que quando chegam em casa repassam à família como cuidar do meio ambiente, ter uma vida e alimentação saudável. Estamos formando cidadãos conscientes”, salientou.

Empolgada com a brincadeira e a conversa sobre floresta, animais e rios, a pequena Késia Carloine Coelho, de 4 anos, fez questão de partilhar suas ideias. “Meio ambiente é floresta. Nós temos que cuidar com amor, não pode queimar”, alertou.

Com 87% de floresta nativa, o Acre desenvolve políticas de desenvolvimento sustentável que asseguram melhoria da qualidade de vida, crescimento econômico e inclusão social, ao mesmo tempo em que garantem a preservação do planeta.

Escolas militares realizam passeata no combate às drogas

“A paz do mundo começa em mim, se eu tenho amor com certeza sou feliz. Se eu faço o bem ao meu irmão, tenho a grandeza dentro do meu coração. Chegou a hora de a gente construir a paz, ninguém suporta mais o desamor”, diz a letra musical do artista Nando Cordel, som que que embalou a passeata promovida nesta sexta-feira, 27, pela Polícia Militar e Corpo de Bombeiros com a presença de estudantes de colégios militares de Rio Branco.

Pedindo a paz e o fim das drogas – a raiz da violência, crianças, adolescentes, pais e militares percorreram o centro da capital levando mensagem de proclamação de amor ao próximo. Além dos colégios militares Dom Pedro II e Tiradentes, o evento reuniu a banda mirim da Polícia Militar e bombeiros-mirins.

Neemias Eduardo é aluno do nono ano do Dom Pedro II, comandado pelo Corpo de Bombeiros. Durante a passeata, ele enfatizou o significado de ir às ruas com balões e cartazes fazer o apelo à sociedade. “A gente precisa mostrar que quem usa drogas não faz mal apenas a si mesmo. As drogas e a violência só levam a dois lugares, prisão ou cemitério”, disse.

Já Edri Silva tem uma filha estudante de colégio militar e fez questão de comparecer à passeata. Além de demonstrar satisfação com a disciplina imposta pela metodologia do colégio, disse serem essenciais iniciativas que conscientizem os estudantes sobre a necessidade de apregoar a paz: “É fundamental incentivar nossas crianças que estão crescendo nesse século XXI, trazendo uma nova forma de educação”.

Todos pela paz

O secretário de Segurança Pública Vanderlei Thomas participou do ato, que reforçou, sobretudo, a integração das forças militares em favor da sociedade. “Essa é uma atividade muito importante sob o ponto de vista preventivo, o que significa dizer que as forças de segurança não atuam apenas com a repressão, mas trabalham também a prevenção de males sociais, principalmente às drogas que destroem valores e famílias”, frisou.

Na oportunidade o comandante da Polícia Militar, coronel Marcos Kinpara, relembrou o êxito de ações sociais como a Banda Mirim, que envolve cerca de 140 adolescentes da capital e o Programa Educacional de Resistência às Drogras (Proerd), que só em 2017 formou mais de cinco mil estudantes em todo o estado.

O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Carlos Batista completou: “Somando todos os estudantes que são alcançados por projetos sociais da PM e Bombeiros, temos aqui hoje mais de quatro mil crianças sendo orientadas a dizer não às drogas, para serem multiplicadoras a respeito desse mal que só causa desagregação familiar e fomento ao crime”.

Socorro Neri e secretário Márcio Batista continuam visitas às escolas de Rio Branco

Garantir o mesmo padrão de excelência pedagógica e de funcionamento em todas as creches e escolas da rede pública municipal de ensino. É com esse objetivo que a prefeita Socorro Neri e o secretário de Educação, Márcio Batista, fazem uma série de visitas às unidades de ensino da capital. Esta segunda-feira foi a vez da Creche Francisca Leite, no Bairro Cidade Nova, onde estudam 84 crianças entre 2 e 3 anos de idade.

“É importante vermos de perto cada unidade de ensino e suas demandas, sejam pedagógicas ou de logística, para que haja uniformidade no padrão das nossas unidades de ensino com relação à excelência. Aqui percebemos que há uma grande interação entre a comunidade escolar, pais e alunos, e é isso que buscamos nas demais”, explicou a prefeita Socorro Neri, destacando que a prefeitura de Rio Branco investiu quase R$ 20 milhões nos últimos 5 anos nas unidades de ensino e realizou concurso que contratou mais 1.220 professores que atuam nas escolas e creches.

A diretora da Creche Francisca Leite, Maria Rodrigues, cita que a atenção por parte da gestão municipal proporciona segurança para todo o corpo escolar e garante avanços. “A gente percebe o interesse da gestão municipal em nos auxiliar de todas as formas”, relata a diretora. “Aqui, além do acolhimento diário, todos os dias temos atividades, como o dia do teatro, o dia da leitura, dia do desenho e dia do banho de piscina”, informa a diretora ao se referir à rotina da creche

Para os pais, as creches vão além de um lugar onde deixam os filhos em segurança enquanto trabalham. A economista Gleiciane Lopes diz que a filha Geovana, antes tímida, agora interage melhor com as pessoas e está mais independente. “Ela mal falava e agora se socializou bastante. Eu gosto desta creche pelo espaço físico e o projeto pedagógico”, salienta.

Na creche Francisca Leite, onde ficam o dia inteiro, as crianças têm três refeições diárias. O secretário Municipal de Educação, Márcio Batista, relata que além de ter o acompanhamento por meio do Departamento de Ensino Infantil da SEME, os diretores das creches e escolas de ensino infantil, têm um grupo que se reúne constantemente “para trocar experiências. Isso se reflete no dia a dia desses estabelecimentos de ensino”.

Atualmente, Rio Branco conta com 26 creches e unidades de ensino infantil que atendem mais de 14 mil alunos. Em toda a rede de Rio Branco estão matriculados mais de 24 mil.

{gallery}fotos/2018/07-julho/24072018/galeria_escola:::0:0{/gallery}

No Acre, Educação Empreendedora do Sebrae é inserida nas escolas

O Programa Jovens Empreendedores Primeiros Passos – JEPP existe há cinco em Rio Branco, e tem como objetivo desenvolver o protagonismo infanto-juvenil e trabalhar com eixos temáticos do empreendedorismo de forma lúdica, como sustentabilidade, organização financeira e economia.

Logo envolveu os municípios de Jordão, Capixaba e Vila Campina/Plácido de Castro. No começo deste ano foi somada a cidade de Epitaciolândia. Na última quinta-feira, 05, foi assinado o Termo de Adesão para a inserção do projeto nas escolas municipais de Brasiléia.

O evento ocorreu no Escritório Regional do Alto Acre, com a presença da diretoria executiva do Sebrae e gerentes, o vice-prefeito de Brasiléia, Carlos Armando, a secretária municipal de educação Ramiege Rodrigues, gestores municipais, alunos e professores. Na oportunidade também foram entregues os certificados da capacitação do JEPP para os professores da rede de ensino do município.

“O Sebrae tem levado um belíssimo trabalho aos municípios e, desde que iniciamos a nossa gestão, o Sebrae tem dado apoio para o desenvolvimento local. Nossos professores estão de portas abertas para receber esse projeto tão importante no desenvolvimento de nossos alunos”, afirma o vice-prefeito Carlos.

De acordo com o diretor-superintendente, Mâncio Cordeiro, o programa de Educação Empreendedora é encarado pela atual gestão como uma das principais iniciativas da instituição. “Como organização temos uma missão extremamente nobre e muitos programas. Nós entendemos que a educação empreendedora é o principal deles e, atualmente, é o programa que o Sebrae no Acre mais coloca recursos, por entender que a educação é que vai garantir um futuro melhor para essas crianças. Nós vimos aqui várias crianças que não sabem direito o que vão fazer amanhã, mas empreender pode ser uma oportunidade ímpar para que elas possam ter perspectiva de vida. O Sebrae está dando sua colaboração nesse sentido”, afirma o diretor.

Desde o início até o presente momento o projeto, o JEPP alcançou cerca de 30 mil alunos do ensino fundamental e busca expandir o seu alcance, inserindo cada vez mais cidades em sua área de atuação.

Essa expansão só é possível através de parcerias entre Sebrae e prefeituras.

“Este é um momento de grande satisfação para educação municipal, pois ao implantarmos o JEPP em nossas escolas, é possível trazer para aproximadamente 1200 crianças um vislumbre acerca da visão empreendedora e desenvolver em cada aluno o espírito empreendedor”, afirma a secretária municipal de educação de Brasiléia, Ramiege Rodrigues, comemorando o acordo e visualizando o avanço que o ensino terá na cidade.

Governo do Acre oferece complementação alimentar em escolas por meio do PAA

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é desenvolvido pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), no fortalecimento das políticas públicas de incentivo à agricultura familiar e de valorização do trabalho do homem do campo.

Para isso, o Estado utiliza mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações, estimulando o processo de agregação de valor à produção. Atualmente, cerca de 660 famílias e 93 entidades são beneficiadas por meio do programa, com investimentos que ultrapassam R$ 1,3 milhão.

Hortifrútis e verduras são comprados diretamente do produtor e distribuídos nas instituições e escolas públicas. A Escola Dom Pedro II, localizada na Baixada da Sobral, é uma das contempladas para complementar a merenda escolar a partir dos produtos que fortalecem uma alimentação saudável.

Na escola, cerca de 500 alunos são atendidos em dois turnos. Alguns oriundos de famílias de baixa renda, beneficiárias de programas sociais do governo, um dos pré-requisitos para se inserir no programa. De acordo com a gestora do Dom Pedro II, Janete Bezerra, os produtos complementam a alimentação oferecida durante o lanche.

“Recebemos semanalmente os produtos que enriquecem a alimentação dos alunos. São alimentos aos quais muitos deles não têm acesso em casa. Eles mesmos já perguntam se durante o lanche haverá o alimento especial. É muito gratificante poder proporcionar para essas crianças uma alimentação saudável, pois contribui para o desenvolvimento deles”, disse a gestora.

Para a professora Sônia Dias é notória a alegria dos alunos em poder consumir as frutas adquiridas pelo programa, o que ajuda no desenvolvimento educacional de cada um, uma vez que, bem alimentados, eles ficam com maior disposição para as atividades diárias.

“Acreditamos na importância da alimentação saudável na escola. A gente observa maior disposição das crianças após o lanche. É um ponto positivo para a escola poder oferecer uma alimentação de qualidade. Após o lanche, os alunos ficam mais espertos e conseguem melhores resultados na aprendizagem”, destacou a educadora.

O pequeno Igor Delon afirma que as frutas o deixam com mais resistência. “Eu gosto de tudo porque fico mais forte, igual o super-homem.”

lanche

Governo do Acre oferece complementação alimentar em escolas por meio do PAA

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é desenvolvido pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), no fortalecimento das políticas públicas de incentivo à agricultura familiar e de valorização do trabalho do homem do campo.

Para isso, o Estado utiliza mecanismos de comercialização que favorecem a aquisição direta de produtos de agricultores familiares ou de suas organizações, estimulando o processo de agregação de valor à produção. Atualmente, cerca de 660 famílias e 93 entidades são beneficiadas por meio do programa, com investimentos que ultrapassam R$ 1,3 milhão.

Hortifrútis e verduras são comprados diretamente do produtor e distribuídos nas instituições e escolas públicas. A Escola Dom Pedro II, localizada na Baixada da Sobral, é uma das contempladas para complementar a merenda escolar a partir dos produtos que fortalecem uma alimentação saudável.

Na escola, cerca de 500 alunos são atendidos em dois turnos. Alguns oriundos de famílias de baixa renda, beneficiárias de programas sociais do governo, um dos pré-requisitos para se inserir no programa. De acordo com a gestora do Dom Pedro II, Janete Bezerra, os produtos complementam a alimentação oferecida durante o lanche.

“Recebemos semanalmente os produtos que enriquecem a alimentação dos alunos. São alimentos aos quais muitos deles não têm acesso em casa. Eles mesmos já perguntam se durante o lanche haverá o alimento especial. É muito gratificante poder proporcionar para essas crianças uma alimentação saudável, pois contribui para o desenvolvimento deles”, disse a gestora.

Para a professora Sônia Dias é notória a alegria dos alunos em poder consumir as frutas adquiridas pelo programa, o que ajuda no desenvolvimento educacional de cada um, uma vez que, bem alimentados, eles ficam com maior disposição para as atividades diárias.

“Acreditamos na importância da alimentação saudável na escola. A gente observa maior disposição das crianças após o lanche. É um ponto positivo para a escola poder oferecer uma alimentação de qualidade. Após o lanche, os alunos ficam mais espertos e conseguem melhores resultados na aprendizagem”, destacou a educadora.

O pequeno Igor Delon afirma que as frutas o deixam com mais resistência. “Eu gosto de tudo porque fico mais forte, igual o super-homem.”

lanche

Jarude inicia 2ª fase de projeto com inspeção em escolas

A Caravana da Fiscalização, projeto idealizado e executado pela equipe de gabinete do vereador Emerson Jarude rodou em 2017 os mais de 200 bairros de Rio Branco fazendo mais de 3.500 indicações de melhorias de infraestrutura. A segunda fase da Caravana agora avalia a área da educação, onde serão analisados aspectos administrativos e estruturais das creches e escolas da capital.

A primeira visita aconteceu na creche Ana Turan N. Falcão, do bairro Cidade Nova na segunda-feira, 21. O local recebe cerca de 240 alunos em seis salas, e foram feitos pela diretora, Antonia Roseli, solicitações para a construção de novos espaços e instalação de ares condicionados.

Em 2017, a Caravana da Fiscalização rodou os mais de 200 bairros de Rio Branco fazendo indicações de melhorias de infraestrutura. O trabalho resultou em mais de 3.500 indicações de asfaltamento, esgoto, calçamento, iluminação e outras questões estruturais.

De acordo com Jarude, a Caravana continuará fazendo indicações de melhorias de estrutura da cidade, mas agora se dividirá entre os problemas estruturais dos bairros e a educação municipal, que segundo o vereador, é prioridade do seu mandato.

“Grandes empreendimentos são concluídos em várias gerações. O perigo do mundo atual está na crise da educação. Pais, professores, e poder público, todos precisamos nos unir para tornar a educação acessível a todas as crianças”, defende o Legislador.

Maio Amarelo: Prefeitura realiza palestras em escola

A Prefeitura de Rio Branco, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTRANS), realizou na manhã desta segunda-feira (21) mais um ciclo de palestras educativas sobre o trânsito com estudantes da capital. A equipe de Educação no Trânsito do órgão esteve nas salas de aula repassando informações sobre segurança no trânsito.

O ciclo de palestras faz parte das ações de educação e de conscientização que o órgão está realizando em virtude das atividades do Maio Amarelo. Segundo o Gerente de Educação Luís Eduardo, as palestras alertam sobre como evitar acidentes, ressaltando a importância do uso dos itens de segurança obrigatórios, sempre trabalhando o lúdico das crianças. “O foco dessas palestras é reforçar conhecimentos das crianças sobre segurança no trânsito e principalmente faze-las entender que elas são parte desse trânsito”.

Voltado ao público infantil, as ações foram realizadas durantes três dias, em salas de aula, de 08h as 12h da manhã e à tarde das 14h às 17h. Aproximadamente 300 crianças de 6 a 9 anos receberam as palestras que traziam conhecimentos sobre o trânsito de forma lúdica.

As palestras nas escolas têm o objetivo de educar as crianças enquanto aprendizes e futuros condutores. “O nosso trabalho nas escolas é contínuo. Trabalhar a educação para o público infantil é semear bons frutos no futuro. Hoje eles ajudam a conscientizar os pais, fiscalizando-os e repreendendo-os. Amanhã eles serão condutores e saberão como agir corretamente no trânsito”, explicou Luís Eduardo.