Mulheres com baixa escolaridade são as que mais perderam a esperança, diz Ipea

Um estudo do Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada (Ipea) traçou um perfil da pessoas que mais desistem de procurar emprego no Brasil, o levantamento, divulgado na quinta-feira, 20, traz uma análise detalhada do mercado de trabalho no país através de recortes geográficos, etários e educacionais, além de informações sobre massa salarial e informalidade.

Segundo a pesquisa o grupo de desalentados no Brasil, que são aqueles em idade ativa que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar uma vaga porque perderam a esperança são, a maioria, mulheres, nordestinas, pouco escolarizadas e jovens.

O estudo revela ainda que metade dessas pessoas que deixaram de procurar emprego por causa da desesperança em conseguir um trabalho possui apenas o ensino fundamental incompleto.

A pesquisa, analisa os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do IBGE. O estudo revelou ainda que no segundo trimestre de 2018, o mercado de trabalho manteve uma trajetória de lenta recuperação, refletindo o baixo dinamismo da economia brasileira.

Já o tempo em que o cidadão permanece no desemprego tem aumentado, juntamente com a parcela de desempregados cujo tempo de procura por emprego é maior que dois anos. Somente no segundo trimestre de 2018, esse percentual foi de 24%, superior ao registrado nos mesmos trimestres de 2016 (20%) e 2017 (22%).