Disputa por equipamentos médicos opõe EUA e Europa a países emergentes

Caixas de máscaras retiradas de aviões de carga na pista de pouso de aeroportos. Países pagando o triplo do valor de mercado para ganhar licitaçõesAcusações de “pirataria moderna” feitas conta governos que tentam conseguir materiais médicos para suas próprias populações.

Enquanto os Estados Unidos e integrantes da União Europeia competem para comprar equipamentos médicos escassos para combater o coronavírus, outra disparidade preocupante está vindo à tona: os países em desenvolvimento estão perdendo para os mais desenvolvidos na disputa global por máscaras e materiais usados em testes.

Cientistas da África e da América Latina ouviram de fabricantes que seus pedidos de kits de testes não poderão ser atendidos por meses porque a cadeia de fornecimento está sobrecarregada e quase tudo o que eles produzem está indo para os EUA ou para a Europa.

Todos os países denunciam aumentos vertiginosos nos preços de materiais que vão de kits de testes a máscaras.

Somada a novas distorções no mercado privado, a enorme demanda global por máscaras está obrigando alguns países em desenvolvimento a pedir ajuda à Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).

Etleva Kadilli, encarregada de suprimentos da agência, disse que está tentando comprar 240 milhões de máscaras para ajudar cem países, mas até agora só conseguiu encontrar 28 milhões.

“Há uma guerra sendo travada nos bastidores, e nossa maior preocupação é que os países mais pobres saiam perdendo”, disse Catharina Boehme, executiva-chefe da Fundação para Novos Diagnósticos Inovadores (que tem sede na Suíça), que colabora com a OMS (Organização Mundial de Saúde) para ajudar países pobres a terem acesso a exames médicos.

Muitos países da África, da América Latina e de partes da Ásia já estão em desvantagem, com sistemas de saúde subfinanciados, frágeis e muitas vezes carentes dos equipamentos necessários. Um estudo recente constatou que alguns países emergentes contam com apenas um leito de UTI por cada milhão de habitantes.

Até agora o mundo em desenvolvimento informou muito menos casos e mortes por coronavírus, mas muitos especialistas receiam que a pandemia seja especialmente devastadora para os países mais pobres.

A realização de testes constitui a primeira defesa contra o vírus e é uma ferramenta importante para evitar que um número tão alto de pacientes acabe hospitalizado. A maioria dos fabricantes quer ajudar, mas a indústria de nicho que produz os equipamentos para testes e os reagentes químicos necessários para processar os testes em laboratório enfrenta uma demanda global enorme.

“Nunca antes houve uma escassez de reagentes químicos”, comentou Doris-Ann Williams, executiva-chefe da Associação Britânica de Diagnósticos In Vitro, que representa produtores e distribuidores dos testes de laboratório usados para detectar o coronavírus. “Se fosse apenas um país com uma epidemia, não haveria problema, mas todos os grandes países do mundo estão querendo a mesma coisa ao mesmo tempo.”

Para os países menos desenvolvidos, disse Boehme, a competição por recursos pode causar uma “catástrofe global”. Isso porque a cadeia de fornecimento, que antes funcionava de maneira lógica, deteriorou rapidamente e virou uma queda de braço.

Os líderes “de todos os países” telefonam pessoalmente aos executivos de empresas manufatureiras, exigindo acesso prioritário aos artigos e equipamentos vitais. Alguns governos chegam a oferecer enviar jatos particulares.

Amilcar Tanuri, no Brasil, não tem como oferecer jatinhos particulares. Ele é o diretor dos laboratórios públicos da UFRJ ( Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Metade dos laboratórios “está parada sem fazer nada” em vez de estar testando os profissionais de saúde, ele explicou, porque os reagentes químicos necessários estão sendo enviados para países mais ricos.

“Se você não tem exames confiáveis, está cego”, disse Tanuri. “Estamos no começo da curva epidêmica. Estou com muito medo de o sistema de saúde pública daqui ficar sobrecarregado em pouquíssimo tempo.”

O Brasil é o país mais fortemente atingido da América Latina, com mais de 18 mil casos confirmados de coronavírus e pelo menos 23 mil exames atrasados. O país é também o ator mais controverso da região em termos da pandemia: o presidente Jair Bolsonaro é cético declarado dos riscos do coronavírus.

Longe do barulho político, contudo, os cientistas brasileiros começaram a tentar aumentar o número de testes realizados assim que foi anunciado o primeiro caso de coronavírus no país.

Em questão de semanas, porém, Tanuri estava tendo que telefonar desesperadamente para firmas particulares em três continentes, num esforço para adquirir os reagentes químicos necessários para processar as 200 amostras de testes que seus laboratórios recebem diariamente –apenas para ouvir que os EUA e a Europa já tinham comprado meses de produção dos reagentes.

“Se comprarmos alguma coisa para chegar em 60 dias, será tarde demais”, ele explicou. “O vírus avança mais rápido do que a gente consegue andar.”

A situação é semelhante em alguns países africanos.

Depois de noticiar sua primeira morte pela Covid-19 em 27 de março, a África do Sul agiu prontamente, decretando um confinamento rígido e anunciando um programa amplo de revistas casa a casa que já levou 47 mil pessoas a ser testadas.

O país possui mais de 200 laboratórios públicos, uma rede impressionante que ultrapassa as de países mais ricos como o Reino Unido e que foi desenvolvida em resposta a epidemias anteriores de HIV e tuberculose.

Como o Brasil, entretanto, a África do Sul depende de fabricantes internacionais para obter os reagentes químicos e outros equipamentos necessários para processar os testes. François Venter, especialista em doenças infecto-contagiosas que está assessorando o governo sul-africano, disse que a dificuldade em obter os reagentes coloca em risco a resposta total do país ao coronavírus.

“Temos a capacidade de realizar testes em grande número, mas estamos com as mãos amarradas porque os materiais usados nos testes, os reagentes, não estão chegando”, ele explicou. “Não somos tão ricos como outros países. Não temos tantos ventiladores. Não temos tantos médicos. Nosso sistema de saúde já estava em situação precária antes do coronavírus.”

“O país está apavorado”, ele acrescentou.

Especialistas dizem que a indústria que produz kits para testes é pequena. Williams, a representante da indústria no Reino Unido, disse que não há escassez de reagentes químicos, mas que a demora ocorre no processo de produção, incluindo as verificações e aprovações necessárias, porque a grande demanda está sobrecarregando o sistema.

“Os fabricantes não querem vender apenas aos países ricos”, disse Paul Molinaro, diretor de fornecimento e logística da OMS. “Eles querem diversificar, mas estão enfrentando uma grande competição de demandas de diferentes governos.”

“Em um ambiente hipercompetitivo, com preços em alta, esses países de baixa e média renda acabam ficando no fim da fila”, ele comentou.

Na semana passada o presidente americano, Donald Trump, evocou a Lei de Produção de Defesa para proibir a exportação de máscaras faciais a outros países e exigir que empresas americanas aumentem a produção de materiais médicos.

Uma companhia americana que produz máscaras, a 3M, respondeu avisando que haverá “consequências humanitárias importantes” se ela deixar de fornecer máscaras à América Latina e ao Canadá.

Esta semana a empresa e a administração Trump chegaram a um acordo que permite à 3M continuar exportando para países em desenvolvimento e ao mesmo tempo forner 166 milhões de máscaras aos Estados Unidos nos próximos meses.

No mês passado a Europa e a China introduziram suas próprias restrições às exportações de testes e equipamentos de proteção.

Mas algumas firmas particulares vêm deixando o lucro de lado para ajudar países em desenvolvimento com sistemas de saúde mais frágeis.

Uma fabricante britânica de testes, a Mologic, recebeu verbas governamentais para desenvolver em parceria com o Senegal um teste de coronavírus a ser feito em casa, que dará o resultado em dez minutos e, se for aprovado, custará menos de US$1(R$ 5,09) para ser produzido. O teste não dependerá de laboratórios, eletricidade ou da aquisição de materiais caros de fornecedores globais.

A Mologic concordou em compartilhar sua tecnologia com o Instituto Pasteur de Dacar, um laboratório de referência senegalês, para ajudar a produzir o kit “ao preço de custo”. A meta é disponibilizar o teste amplamente, mas o objetivo principal é desacelerar a propagação do vírus na África.

Para os países mais pobres, o problema do fornecimento não se limita aos testes.

A Zâmbia está no início de sua curva epidêmica, com apenas uma morte até agora, mas já está tendo dificuldade em adquirir máscaras, além de materiais de testes como cotonetes e reagentes, diz Charles Holmes, membro do conselho de direção do Centro de Pesquisas de Doenças Infecto-contagiosas do país e ex-diretor médico do plano de emergência da administração de Barack Obama para o combate à Aids.

Holmes contou que quando a Zâmbia tentou fazer um pedido de máscaras N95, o intermediário tentou vendê-las por “cinco a dez vezes” o custo normal, apesar de verificações terem revelado que o prazo de validade das máscaras terminara em 2016.

“É difícil para países ou governos ter essas discussões com fabricantes quando países muito mais ricos estão tendo as mesmas discussões”, ele disse. “No caso de muitos desses materiais, o setor privado provavelmente vai atender a quem oferecer um valor mais alto. É assim que os negócios funcionam.”

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Governo investiu em 2018 mais de R$ 14 milhões em equipamentos para unidades

Com a inauguração de várias unidades de saúde este ano, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), pensou também no aparelhamento dessas unidades.

Para isso, promoveu a aquisição de equipamentos médico/hospitalares para as unidades entregues à população.

Ao todo, foram investidos mais de R$ 14 milhões na compra de equipamentos, totalizando 92 entregas nas unidades em todo o estado apenas no decorrer de 2018.

O Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), que passa por obras de verticalização e ampliação, por exemplo, recebeu mais de R$ 1,5 milhão em equipamentos, como 14 camas elétricas com balança, no valor de R$ 23 mil cada, 33 camas mecânicas, que custaram quase R$ 3 mil, e seis desfibriladores, que custaram mais de R$ 34 mil, sendo um dos desfibriladores externo e automático, esses e outros equipamentos estão sendo colocados nas novas enfermarias, farão também parte dos 10 novos leitos da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e demais setores.

Outro importante investimento foi realizado no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into/Acre), onde mais de R$ 3 milhões foram utilizados para a compra de equipamentos como, por exemplo, uma mesa cirúrgica, no valor aproximado de R$ 80 mil. Outro investimento importante para a unidade foi a aquisição de um moderno aparelho de ultrassonografia, no valor de R$ 129,5 mil.

Por meio de recursos do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e do Programa de Saneamento Ambiental e Inclusão Socioeconômica do Acre (PROSER), foram destinados mais de R$ 3 milhões para a aquisição de equipamentos que foram distribuídos para várias unidades do Estado como Maternidade Barbara Heliodora (MBH), Hospital da Criança e outras unidades.

Hospital das Clínicas

O Hospital das Clínicas (HC) presta assistência nas mais diversas especialidades, atendendo demandas de média e alta complexidade de todo o estado. Levando em conta a importância da manutenção e avanços nos serviços da unidade o governo destinou mais de R$ 300 mil para a compra de equipamentos.

Já a Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), referência no estado para o tratamento contra o câncer foi destinado mais de R$ 500 mil em equipamentos.

Outro setor beneficiado que faz parte do complexo do HC foi a Central de Transplantes, que recebeu este ano dois monitores multiparâmetros, no valor total de R$ 59 mil, e duas camas elétricas com colchão, que custaram aproximadamente R$ 47 mil.

Hospitais Regionais

Ciente das dificuldades logísticas existentes no estado, a Sesacre trabalha para manter as unidades estaduais, principalmente as localizadas em pontos estratégicos do Acre, com condições de atender não só a população do município, como também da região que necessita de atendimento de média e alta complexidade.

Sendo a unidade de referência para a população do Juruá e dos municípios amazonenses próximos a Cruzeiro do Sul, o Hospital Regional do Juruá recebeu mais de R$ 800 mil em equipamentos. Foram entregues cadeiras de rodas e mesas cirúrgicas, dentre outros equipamentos importantes para garantir um bom atendimento e segurança dos pacientes. Outro equipamento adquirido este ano foi uma autoclave horizontal, no valor de R$ 178 mil, destinado à esterilização de artigos médico/hospitalares. A esterilização é extremamente importante para evitar contaminação dentro do hospital.

Já o Hospital João Câncio Fernandes, em Sena Madureira, recebeu mais de R$ 500 mil em equipamentos, como mesa cirúrgica no valor de R$ 45 mil e 31 poltronas para acompanhantes no valor total de R$ 33 mil.

Os municípios considerados de difícil acesso não foram esquecidos. Jordão recebeu mais de R$ 128 mil e Santa Rosa do Purus, quase R$ 30 mil em equipamentos. É importante destacar que a destinação de materiais é feita considerando o tamanho da unidade e a quantidade populacional atendida na localidade.

Em Tarauacá, a população busca assistência médica no Hospital Sansão Gomes, que recebeu mais de R$ 300 mil em equipamentos, como cinco desfibriladores que custaram um total de R$ 28 mil.

O Hospital Regional do Alto Acre Wildy Viana, cuja última etapa foi entregue na última semana, teve um investimento aproximado de R$ 1,7 milhão em equipamentos.

Comando da PM entrega equipamentos de segurança e logística a unidades especializadas

Com o objetivo de proporcionar maior segurança e melhoria na qualidade dos serviços prestados à população acreana, o comandante-geral da Polícia Militar do Acre (PMAC) entregou, na manhã desta quarta-feira, 3, equipamentos de proteção individual (EPI) ao efetivo das Companhias de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio) e de Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (Rotam).

No total, 30 capacetes, 30 joelheiras e 30 luvas foram adquiridos pela Secretaria de Segurança Pública (Sesp), dos quais 20 unidades serão destinadas para as equipes que atuam em Rio Branco, seis para Cruzeiro do Sul e quatro para a região fronteiriça de Brasileia.

Segundo o coronel Marcos Kinpara, fortalecer as novas modalidades de policiamento, criadas durante o seu comando, é uma de suas metas no intuito de combater o crime. “Os EPI’s vão garantir a integridade física dos policiais que atuam no policiamento tático e arriscam a vida todos os dias para a proteção da sociedade”, disse o comandante.

Reforço logístico ao Proerd

Ainda na manhã desta quarta-feira, 3, o coronel Marcos Kinpara, realizou a entrega de quatro computadores, duas câmeras fotográficas, três projetores, entre outros materiais logísticos, ao Programa de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). O ato simbólico ocorreu no gabinete do gestor da instituição.

“Por meio de uma parceria com a Justiça do Trabalho, estamos realizando a entrega desses materiais a fim de auxiliar o brilhante trabalho desenvolvido pelo Programa no estado. Somente neste período, já realizamos mais de 1500 atendimentos em escolas públicas, o que demonstra a eficácia do projeto”, destacou o comandante-geral.

Governo entrega novos equipamentos de ultrassom

Para melhorar a qualidade dos serviços ofertados, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) realizou a entrega de três novos equipamentos de ultrassonografia ao Hospital Regional Wildy Viana, em Brasileia, Hospital Geral de Feijó e Maternidade Ethel Muriel Guedes, em Tarauacá.

Os equipamentos adquiridos são três ultrassons da marca Alfamed, modelo Claris 2200 expert, no valor de 94,6 mil. O investimento chega próximo dos R$ 300 mil. A instalação em Brasileia foi realizada há uma semana e as demais, na última segunda-feira, 17.

Para Anisia Aragão, diretora do Hospital Sansão Gomes, em Tarauacá, que também gerencia a maternidade, o equipamento vai garantir a qualidade dos serviços prestados à população, pois o aparelho de ultrassonografia já era muito antigo, dificultando a leitura dos ultrassons.

“Ficamos muito felizes com a entrega, que será de grande importância para a população do município, já que é um equipamento extremamente moderno e que vai melhorar o atendimento principalmente das parturientes”, destaca a diretora.

Equipamentos que melhoram a qualidade da saúde

A ação faz parte de grandes investimentos que tem realizado o governo do Estado na área da saúde ao longo de 2018, com a entrega de novas unidades e a aquisição de equipamentos médico-hospitalares. Para se ter uma ideia com a melhoria da qualidade do serviço ofertado à população, só de fevereiro a setembro deste ano já foram investidos mais de 12 milhões de reais na aquisição de equipamentos para unidades de saúde em todos os municípios acreanos.

São centenas de equipamentos distribuídos à todas as unidades de saúde do estado. Mas, alguns se destacam como importantes investimentos para salvar vidas em situações de emergências e outros que permitem mais comodidade para pacientes e acompanhantes.

Na área de urgência e emergência foram adquiridos e distribuídos recentemente 17 camas elétricas para UTI (investimento de quase 400 mil reais); 3 carros de emergência com desfibrilador (54 mil reais) e outros 10 desfibriladores/Cardioversores (no valor 200 mil reais).

Já entre os investimentos que humanizam ainda mais o atendimento nas unidades de saúde é possível destacar a compra de 47 berços pediátricos (investimentos de quase 45 mil reais); 260 poltronas hospitalares para pacientes que aguardam atendimento e acompanhantes (totalizando 199 mil reais).

Uso de equipamentos de segurança no transporte de crianças é tema de palestra

No Brasil, os acidentes de trânsito são a principal causa de morte de crianças na faixa etária de um a 14 anos. Para orientar sobre o papel dos adultos na proteção das crianças nas vias, a palestra “Prevenção de Acidentes de Trânsito com Crianças: Uso de Dispositivo de Retenção Veicular” foi apresentada na manhã desta sexta-feira, 21, em Rio Branco.

O Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC), em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac), oportunizou a vinda da representante da ONG Safe Kids – Criança Segura, Gabriela Guida de Freitas, única técnica no país, certificada em segurança infantil veicular.

De acordo com Freitas, quase 40% das crianças que morrem por acidentes são por imprudência no trânsito, e para mudar essa realidade é preciso que toda a sociedade tenha consciência de que proteger as crianças é papel primeiramente da família.

“A cadeirinha é a única forma de levar a criança em segurança no carro, por isso não podemos abrir exceção, mesmo que o trajeto seja curto. O trânsito não depende só da gente, razão pela qual peço aos familiares que instalem e utilizem as cadeirinhas da forma correta”, enfatiza a técnica em segurança infantil veicular Gabriela Guida de Freitas.

No Acre, graças às ações de educação, engenharia e fiscalização, desenvolvidas tanto pelo Departamento Estadual de Trânsito, como pelos órgãos parceiros, foi possível zerar o número de crianças mortas no trânsito do estado, em 2016. No ano passado apenas uma criança morreu nas vias do estado, vítima de atropelamento.

“Temos um carinho muito especial no trabalho de proteção das crianças no trânsito, por isso trouxemos essa palestra, mas também já temos um trabalho focado em disseminar orientação nas escolas e em outros ambientes. Nosso objetivo é que nenhuma criança morra ou se machuque por imprudência de adultos nas vias”, destaca a diretora-geral do Detran, Shirley Torres.

Para professora e mãe Greiciane Rocha, os pais precisam estar atentos à responsabilidade de proteger as crianças.

“Nós, pais, precisamos criar essa cultura de proteção das crianças também na hora de levá-las a qualquer lugar nos diferentes tipos de veículos. A gente sabe que o custo de uma cadeirinha pode ser um pouco alto, mas a vida da criança não tem preço”, ressalta Rocha.

O evento foi realizado na Ufac e faz parte da Semana Nacional de Trânsito, que vai até 25 de setembro, com o tema “Nós somos o trânsito”, com foco na orientação sobre a mistura perigosa de álcool e direção. A semana promove campanhas educativas para conscientizar a população sobre o papel de cada um na redução dos acidentes de trânsito.

Tião Viana entrega equipamentos agrícolas e acompanha obras

Fortalecendo a educação em Assis Brasil, a produção familiar em Epitaciolândia e a saúde em toda a região do Alto Acre, o governador Tião Viana cumpriu agendas de entrega e vistoria de obras nesta sexta-feira, 24. Em Brasileia, o governador andou pelas obras do novo hospital Regional do Alto Acre, que terá sua primeira etapa entregue nos próximos dias.

Com um investimento de mais de R$ 1 milhão na Escola Estadual Iris Célia Cabanellas Zanini, em Assis Brasil, o governador pontuou que essa ação prepara a educação acreana para buscar um novo futuro, aumentando ainda mais a qualidade do ensino. “Com este trabalho, a comunidade se sente respeitada, valorizada e cheia de esperança. Nós vamos ter mais avanços no Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica], mais qualidade de ensino e a confiança de que essas crianças de hoje terão um futuro melhor”, disse o governador.

Na escola, após ouvir a comunidade e professores, o governo realizou uma reforma e a construção de uma quadra de esportes, área para biblioteca e ampliação das salas. A ação faz parte da valorização que o governo de Tião Viana tem dado para a educação, área que representava R$ 700 milhões por ano em 2011 e passou para mais de R$ 1 bilhão do orçamento do Estado.

O coordenador da escola, Charles Martins, falou em nome dos professores e agradeceu o empenho do governador em realizar os pedidos da comunidade, não só na área da educação. “Em nome da escola, agradeço ao governador por este investimento. Estamos em uma luta para fazer a cada dia uma educação melhor, para termos uma sociedade melhor no futuro. Hoje já vemos Assis Brasil caminhando para frente por causa dos investimentos que você tem realizado aqui”, disse.

Hospital Regional do Alto Acre

Com as obras avançadas, o Hospital Regional do Alto Acre, em Brasileia, estará pronto para ter sua primeira etapa inaugurada nos próximos dias. Tião Viana realizou vistoria para garantir que o cronograma seja cumprido e na próxima semana já estejam prontos os primeiros espaços de atendimento.

“Isso significa um salto gigante na qualidade da saúde do Alto Acre, fruto de um esforço de R$ 80 milhões para que a população da região tenha um atendimento mais humanizado. Vamos ter muito orgulho, porque este hospital estará preparado para os próximos 30 anos e poderá servir como berço para um hospital-escola aqui em Brasileia”, disse o governador.

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Governo reforça ações da Segurança com nova entrega de equipamentos às polícias

Durante solenidade realizada em frente ao Comando-Geral da Polícia Militar do Acre (PMAC) nesta quinta-feira, 26, o governo fez a entrega de equipamentos de uso operacional às polícias Militar e Civil do Acre.

Ao todo, os equipamentos representam um investimento de cerca de R$ 2 milhões e visam fortalecer as ações de combate à criminalidade. As armas e demais itens de proteção individual são fruto do convênio que o Estado possui há quase uma década com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em contrapartida ao envio de militares do Acre para atuação na Força Nacional, em especial durante as Olimpíadas de 2016, quando o Acre enviou 220 homens para compor as tropas federais no Rio de Janeiro.

Coletes e capacetes balísticos, 164 carabinas calibre 556 e 62 pistolas .40 foram entregues, além de uma viatura para a mediação de conflitos que será utilizada pelo Projeto Pacificar da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

De acordo com o governador Tião Viana, essa é mais uma demonstração de que o Acre, permanentemente, se prepara para a luta contra o crime e que as forças policiais trabalham de forma integrada. “Estamos dando o máximo de nós, apesar de que infelizmente as fronteiras continuam abertas para a passagem do narcotráfico e do tráfico de armas, e isso é uma obrigação constitucional da União que não faz a sua parte”, disse.

Representando a Polícia Civil, o secretário adjunto Josemar Portes frisou: “Esse é um momento de enaltecermos o que vem sendo feito por esse governo, em reconhecimento ao legado de trabalho e esforço empenhado por parte das forças de segurança desse estado”.

O comandante-geral da PMAC, coronel Marcos Kinpara, completou: “Sabemos que existe o crime, mas não podemos deixar de reconhecer que as polícias estão nas ruas dia e noite e não irão recuar nunca dessa luta”.

Valorização da política salarial

Durante a solenidade, Tião Viana relembrou que ao assumir a gestão do Acre, a ordem anual de pagamento da Segurança Pública era de R$ 165 milhões. Este ano, só a folha de pessoal deve ser fechada em R$ 507 milhões.

O secretário de Segurança Pública Vanderlei Thomas aproveitou para destacar uma importante conquista recente: três projetos de lei aprovados pela Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que devem ser sancionados pelo governo nos próximos dias. São eles o soldão, o banco de horas e a alteração da lei de reconvocação. Todos beneficiam diretamente profissionais de carreiras militares do Estado.

“Temos buscado o máximo no sentido de valorizar os nossos militares, de modo que tenham segurança jurídica de seus direitos. Graças a esse esforço e respeito às categorias, nossos profissionais policiais e bombeiros têm hoje a quarta melhor remuneração salarial do Brasil”, destacou Thomas.

pm

Socorro Neri entrega novos equipamentos para times de Futebol Amador

A prefeita de Rio Branco, Socorro Neri, entregou na manhã desta sexta-feira (13) no auditório da Prefeitura, novos kits de material esportivo para os seis times de futebol da capital. Os equipamentos serão destinados às categorias de base do Andirá Esporte Clube, Associação Desportiva Vasco da Gama, Atlético Acreano, Galvez Esporte Clube, Rio Branco Football Club e São Francisco Esporte Clube.

É o segundo repasse de material feito este ano pela Prefeitura, resultado do convênio no valor de R$ 197.964,40 (cento e noventa e sete mil, novecentos e sessenta e quatro reais, quarenta centavos) assinado no fim do mês de março entre o Executivo Municipal e a Federação de Futebol do Estado do Acre. São R$ 33 mil para cada time.

A prefeita Socorro Neri ressaltou que apesar da crise financeira, “os custos com educação e esporte são investimentos. Nós trabalhamos por uma cultura de paz e pela inclusão. O esporte é uma boa resposta para o desenvolvimento dos jovens de nossa cidade”.

Cada kit contém calça para treinamento de goleiro, caneleiras, camisa para treinamento de goleiro, apito plástico, bola oficial nº 4, bola oficial nº 5, bolsa para transporte de bolas, chuteira, coletes, cone de plástico, faixa capitão, garrafa térmica, luva para goleiro, meião para treinamento e jogo, mini cones, chapéu chinês, par rede de gol, prancheta tática magnética, saco tipo rede para guardar bolas de futebol, short para treinamento de futebol, garrafa plástica e touca para natação. O secretário Municipal de Esportes, Afrânio Moura, lembra que haverá ainda uma terceira entrega de material para os clubes.

Os dirigentes das agremiações comemoraram a entrega dos kits. De acordo com Edener Franco, com os novos kits, 120 jovens – de 9 a20 anos – que integram a equipe do Galvez poderão treinar e jogar com equipamentos de primeira qualidade “o que faz toda a diferença para os bons resultados. Nós não teríamos como adquirir tudo isso para nossa equipes de base”, disse.

“Uniformes e itens como garrafas individuais elevam a autoestima dos jovens e faz com que eles joguem melhor ainda”, destacou Afonso Alves, do Andirá.

Presente na entrega do material esportivo, o vereador Rodrigo Forneck, lembra que a parceria entre a Prefeitura e os clubes de futebol, “é a confirmação do compromisso dessa gestão com a inclusão social e o enfrentamento à violência”.

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