Governador determina austeridade para equilibrar contas públicas

O governador do Estado do Acre, Gladson Cameli, determinou que a sua equipe econômica adote medidas austeras para o equilíbrio de contas, com resultados práticos para o saneamento da dívida pública, na manhã desta quinta-feira, 24.

De acordo com a Secretaria de Estado de Planejamento, o déficit orçamentário do estado é hoje de R$ 633 milhões. Isso significa que o estado gasta mais do que arrecada, efetivamente.

Como medida para dar novo fôlego econômico à administração pública, o secretário de Planejamento, Raphael Bastos, sugeriu ao governador Gladson Cameli o contingenciamento de 15% das despesas pagas por meio da Fonte 100, um modalidade de recurso em que o gestor público pode usá-lo segundo as necessidades da pasta, por não ter vinculação específica de gastos com as diversas áreas do serviço público.

Gladson Cameli obteve novo relatório sobre a situação financeira do estado que contém medidas austeras para equilibrar as contas públicas, sugeridas pelos secretários e que devem ser adotadas durante a gestão.

“A nossa população não pode pagar pelos erros do passado, e o meu compromisso é governar para todos. Por isso, estou determinando o corte de todos os gastos desnecessários, assim como já fizemos com a reforma administrativa, e vamos fazer todo o esforço possível para honrar com os nossos compromissos”, afirmou o governador.

Segundo a secretária da Fazenda, Semírames Dias, sem o empenho e o comprometimento da nova gestão em cortar gastos, o estado teria sérias dificuldades em arcar com os compromissos financeiros. E como exemplo, ela cita o pagamento do próximo 13º salário dos servidores públicos estaduais.

Comprometido com o futuro do Acre, Gladson Cameli ouviu atentamente às explicações sobre o panorama econômico e determinou que as medidas apresentadas pelos secretários sejam colocadas em prática o mais breve possível.

 Gladson lembrou o esforço realizado por meio da Reforma Administrativa, que trará uma economia anual aos cofres públicos de R$ 90 milhões. Estes recursos serão empregados em áreas prioritárias que beneficiam a população.

Além do governador Gladson Cameli, da secretária de Fazenda e do secretário de Planejamento, participaram da reunião a secretária de Gestão Administrativa, Maria Alice Araújo, e o chefe da Casa Civil, José Ribamar Trindade. O levantamento completo das finanças será também apresentado por Gladson Cameli à imprensa, na próxima segunda-feira, 28.

Equilibrar contas é desafio, diz futuro secretário-geral da PR

Gustavo Bebianno lamenta decisão que aumenta salário de servidores

O futuro ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, disse hoje (20) que a missão mais difícil da equipe que assumirá o governo em 1º de janeiro é o equilíbrio das contas públicas. Ele lamentou a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o aumento para servidores públicos em 2019.

“Vamos começar com um desequilíbrio maior por causa disso. Mas faz parte do jogo”, afirmou Bebianno, que passou a manhã em reuniões com a equipe de transição no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Bebianno criticou a “cultura” de concessão de aumentos sem considerar o equilíbrio das contas e afirmou que o futuro governo terá que adotar “medidas antipáticas” em decorrência de algumas decisões já consolidadas, como a de Lewandowski. “É muito ruim. Temos certeza [de] que o ministro Lewandowski deve saber disso.”

Questionado sobre a primeira reunião ministerial, conduzida pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, ontem (19), Bebianno disse que cada futuro ministro apresentou brevemente as diretrizes de sua pasta. O primeiro escalão recebeu uma orientação precisa: todas as metas devem colocar o “cidadão em primeiro lugar”. “A máquina pública existe em função do cidadão e, não o contrário”, afirmou.

Segundo Bebianno, muitos processos hoje são conduzidos sem preocupação com o interesse da população. Ele ponderou que não é possível paralisar a máquina pública, mas disse que a meta número 1 do futuro governo “é a melhora dos serviços públicos para a popuulação”.

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