Obras de nova subestação em Rio Branco entram na reta final

Alto Alegre será inaugurada no primeiro semestre de 2019 com investimentos de R$ 17 milhões

A Eletroacre, empresa do Grupo Energisa, está terminando de construir a subestação Alto Alegre, na capital. A previsão é de que ainda no primeiro semestre ela entre em funcionamento, tornando-se uma das quatro principais subestações do estado.

Com isso, a população de Rio Branco e de municípios do entorno, como Bujari e Senador Guiomard, terá uma melhoria significativa no fornecimento de energia elétrica. Segundo o diretor técnico-comercial da Eletroacre, Ricardo Xavier, a obra é uma prioridade para a distribuidora. “A subestação vai garantir um fornecimento de energia com mais estável, reduzindo as quedas de energia e contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, explica Ricardo.

No total, o projeto recebeu um investimento de R$ 17 milhões da empresa. As obras entraram na fase final, e os equipamentos já foram adquiridos. Em breve, a estrutura começará a ser montada.

A construção da subestação aumentará a capacidade da rede elétrica, fazendo com que seja capaz de atender à crescente população da região. Além disso, uma energia confiável cria condições favoráveis para que novas empresas e indústrias se instalem nesses municípios, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social e para o surgimento de novos empregos.

Em todo o Acre, a Eletroacre investirá em 2019 cerca R$ 228 milhões em obras de expansão, manutenção e modernização da rede elétrica, capacitação de equipes, melhoria dos canais de atendimento, entre outras atividades.

Marcus Cavalcante apresenta projeto para que Energisa informe em faturas direito ao ressarcimento em caso de falhas no fornecimento de energia

Por Andressa Oliveira – O deputado Marcus Cavalcante (PTB) usou seu tempo na tribuna da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) em sessão nesta quarta-feira (13), para apresentar um projeto de lei que dispõe sobre a obrigatoriedade de concessionárias de energia publicarem nas faturas mensais a informação sobre o direito de ressarcimento por eventuais prejuízos causados devido a falhas no fornecimento do serviço.

O parlamentar alega que apesar de já existir uma resolução normativa que garante esse direito, muitas pessoas não sabem que o possuem e quando sofrem prejuízos devido às constantes quedas de energia, raramente buscam ressarcimento junto a empresa responsável pela distribuição elétrica.

“Tendo em vista as constantes variações elétricas que sofremos em nosso Estado, muitas pessoas perdem aparelhos eletrônicos, o que causa um prejuízo financeiro ao consumidor. Muitas pessoas desconhecem o direito ao ressarcimento e o projeto que apresentei, se aprovado, irá obrigar a Energisa a informar isso em todas as faturas mensais”, disse.

O parlamentar também se posicionou acerca da manifestação feita por cooperados da Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos em Serviços Gerais (Coopserge), prestadora de serviço ao governo do Estado. Eles pedem um posicionamento do Poder Legislativo em relação ao atraso no pagamento de seus respectivos salários.

“Me coloco à disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance. Já recebemos nesta casa as mais diversas classes de trabalhadores que buscam uma solução para os mais variados problemas. Destaco também que 98% dos casos que hoje o atual governo tenta solucionar, são resultantes da administração petista”, concluiu.

Agência Aleac

Energisa vai investir R$ 145 milhões para interligar regiões isoladas do Acre ao SIN

Cinco usinas termelétricas do Acre – que geram energia mais cara e poluem a atmosfera – serão desativadas até o fim de 2025, seguindo um plano de investimentos de R$ 145 milhões da Energisa na distribuidora Eletroacre. O projeto prevê a ligação das cidades atendidas por esses sistemas isolados ao Sistema Interligado Nacional (SIN), beneficiando mais de 60 mil clientes, espalhados por sete municípios.

 Com a desativação dessas térmicas, a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) terá uma redução de mais de R$ 183,4 milhões por ano. Trata-se do encargo pago na tarifa de todos os clientes das distribuidoras de energia elétrica do país para subsidiar os gastos com abastecimento de áreas atendias por sistemas isolados. Isto representará a redução de emissões de 135 mil toneladas de gás carbônico equivalente (CO2e) nessa atividade, com a eliminação de 57,3 milhões de litros no consumo de óleo diesel usados na geração de eletricidade anualmente.

Uma das principais melhorias previstas para o estado diz respeito à confiabilidade da energia. Enquanto os sistemas isolados dependem de uma única fonte de geração, no caso, a usina termelétrica, as regiões interligadas ao SIN são abastecidas por diversas usinas, como hidrelétricas e eólicas. “Se houver algum problema em alguma dessas unidades, as outras quase sempre conseguem suprir o fornecimento, evitando apagões como o que ocorreu em Cruzeiro do Sul, em janeiro de 2018”, explica o diretor-presidente da empresa, José Adriano Mendes Silva. Na ocasião, a segunda maior cidade do Acre ficou sem energia por nove horas devido a um incêndio na usina da Guascor, que abastece o município. O impacto nos indicadores de qualidade da distribuidora somente por conta deste episódio foi de 6,28 horas no DEC (duração das interrupções no fornecimento).

As obras incluem a construção de 264 km de linhas de transmissão e distribuição e cinco novas subestações, divididas em dois blocos, nas cidades de Assis Brasil, Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. Ao todo, a capacidade instalada será de 100 MVA.

José Adriano destaca ainda os efeitos positivos da interligação dessas áreas. “O Acre possui muitas regiões remotas com problemas de abastecimento provocados pelos sistemas isolados de geração, abastecidos por usinas termelétricas. Elas queimam combustíveis fósseis e produzem muitos gases poluentes, além de serem mais caras. Com a interligação dessas cidades, vamos ganhar em muitas frentes, já que teremos uma energia mais limpa, confiável e estável”, destaca o executivo.

No Bloco I, serão investidos R$ 83 milhões nas localidades de Assis Brasil e Manoel Urbano, onde serão construídas duas subestações e duas linhas de distribuição até 2021. Já no Bloco II, serão investidos R$ 62 milhões nas localidades de Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. As obras deverão ter início após a licitação e construção da Linha de Transmissão rede básica em 230 kV interligando Rio Branco a Cruzeiro do Sul, com previsão de conclusão em 2025, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O projeto do Bloco II prevê a construção de três subestações e três linhas de distribuição nesses locais, aumentando a confiabilidade do sistema elétrico que atende à região.

Parte dos valores investidos nessas obras faz parte do pacote de R$ 228 milhões de investimentos que a Energisa fará na Eletroacre, que também abrange a ampliação e modernização dos sistemas, a capacitação de equipes, a ampliação do atendimento e da logística na região e a melhoria dos canais de atendimento ao cliente. Além dos investimentos previstos, a Energisa já havia aportado cerca de R$ 239 milhões em 2018 para regularizar dívidas e melhorar a saúde financeira da concessionária.

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Sobre o Grupo Energisa

Com 113 anos de história, o Grupo Energisa é um dos maiores do Brasil em distribuição de energia elétrica. Uma das primeiras empresas a abrir capital no Brasil, a companhia controla 11 distribuidoras em Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná, Rondônia e Acre. O Grupo atende a 7,7 milhões de clientes — o que representa uma população atendida de quase 20 milhões de pessoas, em 862 municípios, em todas as regiões do Brasil. Com receita líquida anual de R$ 15,5 bilhões (ano 2017), o grupo gera aproximadamente 16 mil empregos.

Com a missão de transformar energia em conforto, desenvolvimento e oportunidades de forma sustentável, responsável e ética, a Energisa atua com um portfólio diversificado que engloba distribuição, geração, transmissão, serviços para o setor elétrico (Energisa Soluções), serviços especializados de Call Center (Multi Energisa) e comercialização de energia (Energisa Comercializadora).

Consumidores protestam contra o aumento da tarifa de energia elétrica

Por Marcelina Freire – O aumento de 27% na tarifa de energia elétrica no Acre levou moradores a protestar na manhã de quarta-feira, 27, contra a elevação do preço da tarifa. Populares, políticos e lideranças comunitárias se reuniram em frente ao prédio da Eletroacre, atualmente administrada pela Energisa, para cobrar uma solução.

Segundo a organização da manifestação, o ato reuniu aproximadamente 200 pessoas que levaram cartazes, bandeiras e faixas. O presidente do Sindicato doa Urbanitários, Marcelo Jucá lembrou que a luta contra a privatização era para evitar situação como essa.

“Acredito que o protesto veio tarde, o movimentou sindical na época da privatização nós batemos na porta da classe política toda do estado do Acre, poucos giram aqueles que abriram para nos ouvir, o que a gente dizia lá é o que de fato está acontecendo aqui. Hoje estamos pagando o preço altíssimo”, lamentou.

“O aumento que sempre tinha era algo em torno de R$5. Agora tem que economizar na feira. Só eu tenho o auxílio. Todo mês gasto quase R$ 300 com medicamento que não tem no posto. Desse jeito vou ter que parar de comprar o remédio, porque minhas contas pago tudo certinho”, reclamou o consumidor  Raimundo Alves.

O deputado estadual,  Jenilson Leite, disse que é necessário negociar  e repensar  esse aumento que acaba prejudicando todos os setores da sociedade, é afirmou que irá levar a discussão para Brasília.

“Vamos até Brasília conversar com os deputados federais e senadores para rediscutir o posicionamento e a legislação que dá para a Agência Nacional de Energia Elétrica autorização para poder deixar a Energisa fazer um absurdo como esse, 21% agora e 21% (de aumento) em julho não cabe no bolso do acreano”, disse o parlamentar.

Durante o protesto a empresa recebeu uma comissão para discutir o assunto. Em nota à imprensa a Energisa informou que o aumento anual é determinado pela Aneel.

Confira a nota na íntegra

A Diretoria da Eletroacre, empresa do Grupo Energisa, esteve hoje reunida com dois parlamentares do âmbito municipal e estadual e ainda alguns representantes do Conselho de Consumidores, da Federação das Associações de Moradores, da Associação Comercial e Associação de Moradores Rurais do Acre para explicar e sanar as eventuais dúvidas relacionadas à tarifa de energia e sobre reajuste tarifário.

No encontro foi ainda apresentado o plano de investimentos de R$ 228 milhões previstos para 2019. A Distribuidora reafirma o compromisso e transparência das informações e no estabelecimento de uma relação próxima e cordial com todos os seus clientes.

A empresa entende e respeita os questionamentos da população em relação à tarifa e, principalmente, sobre o reajuste tarifário, uma vez que o modelo regulatório brasileiro não é de fácil entendimento. Mas reforça que a distribuição de energia elétrica é uma concessão federal e que, portanto, a empresa segue rigorosamente todas as determinações da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), órgão federal que regulamenta o setor para garantir que governos, estados, empresas e clientes tenham seus direitos e deveres cumpridos e respeitados.

Vale reforçar ainda que a tarifa de energia elétrica e seus reajustes anuais são determinados pela ANEEL para todas as concessões de energia do Brasil a partir da análise de custos de geração e compra de energia, custos de transmissão, distribuição e ainda pelos encargos do setor elétrico e impostos federais, estaduais e municipais que incidem no custo desse tipo serviço no país.

Energisa sofre nova derrota; juiz federal mantém decisão que proíbe aumento na conta de luz no Acre

O juiz Federal Jair Facundes negou na última sexta-feira (17) o pedido de reconsideração da empresa Energisa e manteve a liminar favorável à Defensoria Pública do Acre que propôs a suspensão do reajuste de 25% determinado pela energisa, antiga Eletroacre, nas contas de luz dos acreanos.

A exemplo do que aconteceu em Rondônia, a Energisa recorreu da liminar que suspende o aumento na tarifa de energia e pediu reconsideração à Justiça. Embora o pedido da empresa foi aceito a respeito de Rondônia, no Acre foi negado e, por enquanto, não haverá aumento.

Em defesa pela manutenção da liminar que proíbe o reajuste, a Defensoria Pública do Acre ressaltou que a Energisa não realizou audiência pública, de forma que determina a lei, para debater o assunto e, tampouco, comunicou o presidente do Conselho Estadual do Consumidor.

Grupo Energisa assume a distribuição de energia no Acre

Distribuidora receberá aumento de capital imediato de R$ 238,8 milhões e investimentos de R$ 228 milhões em 2019

O Grupo Energisa assume hoje (6/12) o controle da Eletrobras Distribuição Acre (antiga Eletroacre – Companhia de Eletricidade do Acre), que foi adquirida em leilão realizado pelo BNDES, na B3, em agosto deste ano. Com a aquisição da concessionária, a Energisa, que já conta com 7,3 milhões de clientes em todo o Brasil, passa a atender a mais 263 mil consumidores em 22 municípios, em uma área de 164 mil km².

O novo diretor-presidente da empresa, José Adriano Mendes Silva, explica que o principal objetivo é melhorar a qualidade do fornecimento de energia no estado e garantir a continuidade dos serviços. As prioridades, segundo ele, serão a retomada da sustentabilidade da concessão, os investimentos na rede elétrica para melhorar e assegurar a energia fornecida ao estado, o atendimento a regiões ainda não plenamente supridas – com diminuição das áreas que estão nos sistemas isolados no estado – e a redução do furto de energia, que ultrapassa os 20% na área de concessão. Também serão feitas, até 2022, aproximadamente 8,7 mil ligações como parte do Programa Luz Para Todos, concluindo a universalização de energia no Acre.

“Nosso objetivo inicial é garantir a continuidade dos serviços, que estão comprometidos por conta da falta de investimentos em níveis adequados nos anos anteriores. Nossa prioridade será melhorar a prestação de serviços para os clientes do Acre, realizar relevantes investimentos que permitirão a retomada da trajetória de qualidade da distribuidora e, desta forma, dar suporte ao crescimento econômico e social da região. Acreditamos que, em alguns meses, os clientes já sentirão uma melhora expressiva nos serviços, que seguirão em trajetória de evolução nos próximos anos, entrando em níveis bem mais satisfatórios e dentro das metas da agência reguladora, a Aneel”, explica José Adriano.

Entre os principais desafios no estado, o executivo destaca a condição da rede elétrica urbana e rural – que está bastante deteriorada por falta de investimentos –, a sobrecarga do sistema, com subestações como a que abastece a capital, Rio Branco, próximas ao limite de sua capacidade, e a necessidade de expansão da rede para atendimento a novos clientes.  Hoje são cerca de 68,4 mil consumidores no sistema isolado, o que representa 25,61% dos clientes do Acre.

Em 2019, a Energisa planeja investir no estado, aproximadamente, R$ 228 milhões, visando a melhoria da qualidade dos serviços e a expansão do sistema elétrico. Esse montante é mais de quatro vezes o valor que foi investido pela Eletroacre em 2017 e três vezes o aportado em 2016.

José Adriano destaca entre as obras prioritárias que serão feitas pela Energisa nos próximos anos a construção de uma nova subestação para atender à capital, a construção de novos alimentadores em todo o Acre e a expansão, automação e modernização da rede elétrica que atende aos municípios de Cruzeiro do Sul, Acrelândia, Plácido de Castro e Senador Guiomar, melhorando o fornecimento nestas regiões que hoje apresentam problemas frequentes de falta de energia por conta da precariedade da rede. Além disso, o executivo reforça as obras de interligação das cidades de Assis Brasil e Manuel Urbano ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o que ajudará a reduzir o número de pessoas atendidas pelo sistema isolado – hoje esses municípios têm pouco mais de 5,3 mil clientes. “Com a conexão de consumidores à nossa rede, reduziremos, inclusive, o uso de termelétricas no estado, que gera uma energia mais cara e poluente”, afirma.

Para melhorar a saúde financeira da concessionária e regularizar dívidas, a Energisa aportou na empresa cerca de R$ 239 milhões. “Esse aporte terá impacto imediato na melhoria do perfil da dívida líquida da Eletroacre, que soma, mesmo após capitalização realizada pela Eletrobras, prevista no processo de privatização, R$ 748 milhões, que iremos assumir”, acrescenta o executivo. Apenas com fornecedores, incluindo compra de energia, a dívida da empresa chega a R$ 140 milhões. Além disso, a distribuidora possui prejuízo acumulado da ordem de R$ 939 milhões.

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José Adriano destaca que o trabalho realizado pelas equipes de campo será uma das prioridades para garantir a retomada dos serviços à população, com foco em segurança, um dos valores do Grupo Energisa. “A empresa ocupa hoje um dos últimos lugares no ranking de qualidade da Aneel entre distribuidoras com menos de 400 mil clientes. Os investimentos que faremos recuperarão a capacidade da concessionária de atender aos clientes com eficiência, qualidade e mais agilidade. Daremos prioridade ao trabalho realizado pelas equipes de campo, que trabalham nas ruas atendendo às ocorrências, ampliando a capacitação destes profissionais e dando condições seguras para que eles possam executar o trabalho. Investiremos em inovações que irão otimizar e modernizar o dia a dia de atendimento destas equipes, com impacto direto na satisfação dos clientes”, prevê o executivo.

Segundo o novo diretor-presidente da Eletroacre, os investimentos e aportes financeiros permitirão uma série de mudanças que vão recuperar a saúde financeira e operacional da distribuidora, a exemplo do que foi feito com concessionárias adquiridas pelo Grupo Energisa nos últimos anos em processos de privatização como as concessões de Mato Grosso e do Tocantins. Em três anos, elas se tornaram as melhores das suas regiões, deixando para trás um histórico de constantes problemas.

“O cliente é a maior prioridade das distribuidoras do Grupo Energisa. A qualidade e a eficiência dos serviços prestados são o que norteia, diariamente, a nossa atuação. As empresas que adquirimos há quatro anos, por exemplo, são exemplo disso. Quando as assumimos, a situação era bastante crítica e os serviços estavam bem comprometidos. Hoje são distribuidoras eficientes e lucrativas, que figuram entre as melhores do Brasil. Nosso plano é replicar na Eletroacre nosso modelo de operação e gestão e transformá-la em uma empresa rentável, saudável e equilibrada, capaz de oferecer um serviço de qualidade aos clientes”, afirma José Adriano.

Ele acrescenta ainda que um dos principais objetivos será melhorar, no menor prazo possível, os canais de relacionamento e atendimento ao cliente. “Os consumidores podem esperar o melhor. Planejamos aprimorar os canais de atendimento e facilitar processos, implantando tecnologias como o aplicativo Energisa ON, já amplamente usado nas nossas empresas e que oferece uma série de opções que trazem bastante praticidade para a vida do cliente. Mas faremos tudo isso sem alterar a rotina, como pagamento de contas e serviços de agência e tele atendimento”, conclui.

O gestor destaca ainda que todas as melhorias feitas pela Energisa nos próximos anos serão fundamentais para acompanhar o crescimento econômico do Acre. “Vamos investir para acompanhar o crescimento do consumo de energia no estado, suprindo a demanda reprimida causada pela falta de investimento nos últimos anos. A energia elétrica é essencial hoje para qualquer estado crescer e o nosso objetivo será dar todas as condições para que isso ocorra, contribuindo para o desenvolvimento da região”, explica José Adriano.

A distribuidora de energia do Acre se soma, agora, às dez distribuidoras do Grupo em todo o Brasil — Energisa Minas Gerais, Energisa Paraíba, Energisa Borborema, Energisa Sergipe, Energisa Nova Friburgo, Energisa Sul-Sudeste, Energisa Tocantins, Energisa Mato Grosso e Energisa Mato Grosso do Sul —, além da distribuidora de energia de Rondônia, adquirida no mesmo leilão. A operação consolida a Energisa, a mais antiga companhia do setor de distribuição de energia no país, com 113 anos, como a 5ª em número de clientes.

As distribuidoras do Grupo Energisa são referência nacional em qualidade dos serviços e do atendimento aos clientes, acumulando premiações e bons indicadores operacionais graças a pesados investimentos em diferentes frentes, como inovação, capacitação de pessoas e melhorias operacionais contínuas.

Este ano, as empresas do Grupo ganharam nove prêmios da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), inclusive o de melhor distribuidora do Brasil, na categoria de empresas com mais de 500 mil clientes, vencida pela Energisa Sul-Sudeste, a melhor do Nordeste, com a Energisa Paraíba, e a melhor do Centro-Oeste, com a Energisa Mato Grosso. Já na categoria de até 500 mil clientes saíram vencedoras as concessionárias Energisa Minas Gerais, Nova Friburgo e Borborema. O Grupo Energisa também conquistou este ano o selo Great Place to Work (GPTW) em todas as suas empresas, o que significa que os seus colaboradores têm alto índice de confiança e satisfação na empresa. O certificado é conferido às empresas com notas superiores a 70% na pesquisa.

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Como ficará o Grupo Energisa após a aquisição*:

* Dados consolidados até novembro de 2018

Combate ao furto

Uma das prioridades da Energisa no estado será a redução das perdas de energia. Na Eletroacre, 20,8% da energia é perdida, somando furtos e as perdas técnicas – que ocorrem durante a passagem da energia pela rede até chegar à casa do cliente. Esse montante coloca a distribuidora entre as empresas com maior índice de perdas elétricas do país. “É fundamental lembrar que o ‘gato’ de energia é um crime que prejudica a todos. A população, que paga a conta do furto e ainda tem o seu fornecimento de energia prejudicado, o estado, que perde milhões em arrecadação de impostos, e a empresa, que perde receita e tem seus investimentos na melhoria dos serviços afetados. Por isso, em todos os estados onde atuamos, essa é uma prioridade e somos muito eficientes em combater o furto com tecnologia e ações coordenadas e inteligentes”, reforça o executivo.

As distribuidoras do Grupo Energisa são referência no combate às perdas no setor e o objetivo é replicar no Acre iniciativas que deram certo em outros estados. No consolidado de todas as nove empresas do Grupo, o índice anual de perdas totais é de 11, 6% (dado de setembro de 2018).

Qualidade

Na concessão do Acre há um grande potencial para a melhoria dos indicadores de qualidade. Tanto o DEC (duração das interrupções de energia) quanto o FEC (quantidade de interrupções de energia) estão bem acima dos limites regulatórios, em 47,97 horas e 35,56 vezes, respectivamente, no fechamento de 2017. “A experiência do Grupo Energisa prova ser possível realizar essas mudanças. Ao adquirir o Grupo Rede, em 2014, as empresas apresentavam níveis de qualidade críticos e bem acima das metas regulatórias previstas pela Aneel. Ainda assim, de abril de 2014 a setembro de 2018, houve reduções significativas desses indicadores, com destaque para o FEC da Energisa Mato Grosso (reduziu em 56%) e o DEC da Energisa Tocantins (reduziu em 22%). A perspectiva da empresa é replicar o mesmo modelo de sucesso na concessão do Acre”, explica José Adriano.

Novo comando

Aos 60 anos, o engenheiro elétrico José Adriano Mendes tem mais de 30 anos de experiência no setor de distribuição. O novo presidente da distribuidora de energia do Acre já foi diretor de Operação das Centrais Elétricas Mato-Grossenses (Cemat), atual Energisa Mato Grosso, e diretor Técnico Comercial da Energisa Minas Gerais e Energisa Nova Friburgo.

Já o engenheiro elétrico Ricardo Xavier assumirá a Diretoria Técnica Comercial da distribuidora, onde já atua desde 2005 e ocupou o cargo de presidente nos últimos três anos. Ricardo é pós-graduado em Proteção de Sistemas Elétricos pela Unifei e possui MBA Executivo em Gestão Empresarial pela FGV.

Sobre o Grupo Energisa

Com 113 anos de história, o Grupo Energisa é um dos maiores do Brasil em distribuição de energia elétrica. Uma das primeiras empresas a abrir capital no Brasil, a companhia controla dez distribuidoras em Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Sergipe, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, São Paulo, Paraná e Rondônia. Com a aquisição da distribuidora do Acre, o Grupo passa a atender a 7,6 milhões de clientes — o que representa uma população atendida de quase 20 milhões de pessoas, em 862 municípios, em todas as regiões do Brasil. Com receita líquida anual de R$ 15,5 bilhões, o grupo gera aproximadamente 16 mil empregos.

Com a missão de transformar energia em conforto, desenvolvimento e oportunidades de forma sustentável, responsável e ética, a Energisa atua com um portfólio diversificado que engloba distribuição, geração, transmissão, serviços para o setor elétrico (Energisa Soluções), serviços especializados de TI e Call Center (Multi Energisa) e comercialização no mercado livre (Energisa Comercializadora).

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