“A elevação BR 364 é muito importante para que não haja mais o isolamento”

Com o objetivo de verificar a celeridade das obras de elevação da BR 364 e da ponte do rio Madeira, no dia 19 de outubro, uma equipe da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo  realizou uma visita técnica ao local das obras. O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio/AC), Leandro Domingos, disse que a Fecomércio/AC sempre foi parceira nos pleitos para que haja a conclusão de todos esses serviços o quanto antes.

O presidente explicou que a Fecomércio/AC sempre esteve em busca de apoio dos políticos acreanos e rondonienses. Domingos completou dizendo que elevação da BR 364 nos pontos mais críticos é de extrema importância. “Pois caso haja uma enchente na proporção da que ocorreu no ano de 2014, não haveria risco algum do Acre ficar isolado novamente. Com essas obras concluídas, haveria tráfego normal de veículos de cargas”, explica.

Obras da ponte do Rio Madeira têm previsão de entrega para dezembro de 2019

A construção da ponte sobre o Rio Madeira beneficiará tanto o Acre quanto Rondônia, tendo em vista que dará ao estado rondoniense a possibilidade de escoamento de produção de agro negócio pela Estrada do Pacífico. “A construção da ponte é um forte componente de estratégia econômica e geopolítica para a região amazônica e o país, pois consolida a abertura dos mercados asiático e andino para a exportação de produtos. Além disso, é o elo que falta para tirar Rondônia e Acre da condição de fim de linha da geografia brasileira, para situar no coração da logística continental, com excepcionais ganhos na redução de distâncias, economia de frete e competitividade dos preços no mercado internacional”, enfatiza o presidente da Fecomércio/AC.

“Essa ponte é muito importante para o crescimento do Acre e nós não podemos perder isso de vista. Com a inauguração dessa ponte o Acre deixará de ser isolado e estará pronto para novos negócios. Os empresários poderão trabalhar com prazo de entrega, gerando mais agilidade na entrega de seus produtos”, completou.

O governador eleito, Gladson Cameli, disse que a ponte sobre o rio Madeira é um dos maiores símbolos de progresso para o Acre. “Assim que esta obra, que é um dos grandes sonhos da população acreana, for concluída, nós estaremos de fato interligados com o Brasil. A ponte sobre o rio Madeira também representa a nossa integração com o Pacífico, resultando em mais resultados positivos na nossa economia devido às exportações para vários países que serão realizados pela rodovia interoceânica, sendo o Acre um dos principais corredores para o desenvolvimento econômico e social da nossa região”, comentou Cameli.

Cameli completou ainda que, ao longo do seu mandato de senador, trabalhou juntamente com a bancada federal no sentido de não faltar recursos, sempre buscando garantias do Governo Federal para que essa obra seja concluída o quanto antes, para o bem de toda a população.

O empresário Pedro Neves diz que a expectativa para a conclusão dessas obras será, sem dúvida, um marco não somente por parte da classe empresarial, mas para todo o povo acreano. “Esperamos que com essas obras haja diversificação dos serviços para ampliação dos projetos do Acre como um todo. Falamos muito de Rio Branco, mas às vezes esquecemos que temos municípios isolados. Temos certa dificuldade porque dependemos ainda muito do Governo Federal, mas esperamos que haja melhora em toda a infraestrutura do Estado. Outro fator que precisa ser repensado é a questão da burocracia. Os peruanos querem cada vez estreitar os laços com o Brasil, mas por causa da nossa burocracia, não conseguem. Isso também atrapalha o nosso crescimento”, pondera o empresário.

obras estrada

DNIT acompanha obras de elevação da BR 364 e conclusão da Ponte do rio Madeira

O superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (DNIT), Claudio André Neves, viu pessoalmente os problemas enfrentados pelos acreanos na época da enchente do Rio Madeira em 2014, e diz que vem tomando providências para que as obras da BR 364 do lado de Rondônia sejam concluídas até dezembro de 2018.

O chefe do órgão em Rondônia informou ainda que a direção da Usina Hidrelétrica está trabalhando na elevação do nível da BR 364 na região que as águas do rio Madeira ficaram represadas.

“Existem quatro lotes de elevação, Jirau já foi aprovado e foi iniciado pelo ponto mais crítico para que sejam diminuídos os danos para o Acre. Em 2017, foram apresentados esses projetos e o cronograma de obras e para que seja terminado é dezembro de 2018. E ainda que não seja terminada a obra por completo, as elevações dos pontos mais críticos já foram feitos. Pode haver algum atraso, mas a elevação já foi feita, vindo posteriormente o serviço de pintura, instalação da parte metálica, dentre outros”, explicou Neves.

Acre celebra conquistas em várias áreas no aniversário de 56 anos de elevação a Estado

No dia em que o Acre comemora 56 anos de elevação a Estado, o governo comemora a data com o crescimento do PIB acreano, melhoria na saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e construção de milhares de casas populares.

A criação do Acre Estado foi um divisor de águas na história de um povo que ao longo desses anos tem lutado para ter direito a crescer e se desenvolver neste pedaço de terra fincado na Amazônia.

Situado na parte mais ocidental da Região Norte, o estado hoje tem seus habitantes distribuídos em cinco microrregiões – Brasileia, Cruzeiro do Sul, Rio Branco, Sena Madureira e Tarauacá –, onde estão localizados os 22 municípios do estado.

Composta por vários imigrantes, entre eles nordestinos e sulistas, sua população indígena totaliza hoje quase 15 mil pessoas. O aumento populacional do Acre tem sido significativo – em menos de 70 anos a população passou de 79.768 para 733.559 habitantes (crescimento aproximado de 820%).

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Educação

Quando se fala em educação, sensível ao fato de milhares de pessoas não terem a oportunidade de ler nem assinar o nome, o governador Tião Viana criou o programa Quero Ler, que até o momento já atingiu 50 mil jovens e adultos e tem a meta de chegar a 60 mil alunos alfabetizados até o fim de 2018.

Ao se referir ao Quero Ler, Tião Viana declara: “Vamos fazer e proclamar o fim do analfabetismo no Acre. Vamos poder dizer que o Acre é o primeiro estado do Brasil que ficou livre do analfabetismo. É uma dívida histórica com a nossa população que iremos pagar”.

O programa é executado pela Secretaria de Educação e Esporte (SEE), com um investimento de R$ 42 milhões e apoio do Banco Mundial.

Além disso, a população acreana ganhou escolas em tempo integral. São investimentos na ordem de R$ 21 milhões para que os colégios Armando Nogueira, Sebastião Pedroza, Boa União, Humberto Soares e José Ribamar Batista (Ejorb) funcionem em tempo integral.

Os bons índices da educação medidos pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) levaram o Acre das últimas posições do ranking para as primeiras. Essa conquista é fruto de um trabalho dedicado iniciado há 20 anos.

Quando falamos de melhoria e compromisso com a educação do Acre, não se pode deixar de citar o último levantamento do Ideb, no qual o estado foi apontado com o segundo melhor desempenho no Ensino Fundamental I e em primeiro no ranking da Região Norte com o Ensino Fundamental II e o Ensino Médio.

Outras conquistas da educação dizem respeito à criação do Centro de Estudo de Línguas (CEL), do Centro de Referência de Inovações Educacionais (Crie) e do Instituto de Ciências, Matemática e Filosofia. Todos já atenderam milhares de jovens acreanos.

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PIB cresceu

Como resultado da boa aplicação de políticas públicas no Acre, o estado se tornou o quarto do país com maior crescimento acumulado do Produto Interno Bruto (PIB), apontado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em sua economia, o estado apresentou aumento de 81,2% em treze anos. Isso significa que a unidade federativa acreana saiu de um PIB de R$ 2,971 bilhões em 2002 para R$ 13,622 bilhões em 2015.

Segundo o secretário de Planejamento, Márcio Veríssimo, o Acre tem superado uma das maiores crises econômicas, com investimentos direcionados ao setor produtivo e expansão da área industrial, ao mesmo tempo que reduz o desmatamento ilegal, como aponta o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), com a diminuição de 34% do desmatamento no estado.

“Tudo isso é resultado de um modelo de gestão inovadora que consegue ser sustentável e ao mesmo tempo distribuir renda. Nos últimos anos, o governo direcionou mais de R$ 1 bilhão para obras de saneamento com o objetivo de universalizar o acesso da população a esses benefícios”, revelou Veríssimo.

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Saneamento

Um dos grandes desafios para os estados que compõem a Amazônia brasileira é oferecer as populações que residem em locais de difícil acesso o direito a saneamento básico.

Nos últimos oito anos o governo do Acre promoveu o maior conjunto de investimentos em saneamento da história. “Os dados de investimentos comprovam isso, sobretudo com a melhoria dos indicadores de saneamento e saúde”, disse o diretor-técnico do Departamento de Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa), Anderson Mariano.

Ao longo desse tempo foram investidos acima de R$ 1 bilhão em saneamento em todo o estado. Esses investimentos foram expressos em programas fundamentais com o Ruas do Povo, que levou saneamento integrado aos municípios acreanos com o intuito de universalizar o saneamento ou expandir as estruturas de saneamento já existentes.

Para se ter uma ideia, o Ruas do Povo, em execução desde 2011, tinha uma meta de execução de 3.536 ruas distribuídas em todo o estado. No verão do ano passado, último período de execução, foi registrado 90% de metas executadas, com 3.180 ruas. O programa avançou bastante em determinados municípios. Em Rio Branco, onde a meta era trabalhar 1.851 ruas, foram executadas 1.544. O volume estimado de recursos no Ruas do Povo é de R$ 755 milhões.

“O Ruas do Povo é um programa de saneamento básico que leva infraestrutura de saneamento – ampliação das redes de água e esgoto, implantação e infraestrutura de rede de drenagem das águas da chuva, um programa de saneamento que se complementa com a pavimentação, mas os indicadores e respaldo do programa é com relação a saneamento básico”, revelou Mariano.

Outro dado importante diz respeito a universalização do saneamento nos municípios de difícil acesso – Jordão, Santa Rosa do Purus, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter. Com a conclusão das obras de saneamento básico que estão em andamento, esses quatro municípios estarão entre os com melhores indicadores de saneamento do Brasil, com 100% de suas áreas urbanas com os serviços de saneamento implantado.

“O avanço na área de saneamento pode ser registrado ao comprovarmos que no ano de 2000, o Acre como um todo, tinha apenas 399 quilômetros de rede de água. Fechamos 2016 que é o último dado oficial do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) com 2.360 quilômetros de rede de água, um crescimento de 430%. O Acre ampliou sua produção de água em todo o estado de 1.000l/s para 1.900l/s”, frisou Anderson Mariano.

As obras de saneamento são realizadas por meio do Programa de Saneamento Ambiental e Inclusão Socioeconômica do Acre (Proser) e conduzidas pelo Depasa e pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan).

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Produção diversificada

Outro dado que merece atenção é o fato de que, com 87% de floresta nativa e produtiva, o Estado tem impulsionado uma produção diversificada, ocupando de maneira sustentável os 13% de áreas abertas. O uso sustentável dos produtos florestais posicionou o estado como o segundo maior produtor de castanha-do-brasil (IBGE 2016), com 8,7 mil toneladas comercializadas.

A consolidação de uma economia industrial, com distribuição de renda e inclusão social, tem agregado valor aos produtos florestais madeireiros e não madeireiros, como é caso da borracha, açaí, castanha e produtos fitoterápicos.

Somente em 2017, o Estado aportou mais R$ 100 milhões na agricultura familiar, atendendo 15 mil famílias agrícolas diretamente. Até o fim de 2018, o governo vai destinar R$ 137 milhões no fomento às cadeias produtivas, assistência técnica, ações de mecanização e outros benefícios.

Para o governador Tião Viana, esses investimentos significam o esforço do governo para promover a inclusão social e o desenvolvimento econômico aliado à conservação da natureza.

“Com isso, podemos melhorar a vida das pessoas e abrir um caminho de prosperidade. Nossos agricultores familiares e extrativistas têm a profissão mais bonita do planeta: conseguem cuidar da renda da família e cuidar da natureza, são os guardiões de defesa da floresta”, afirma Tião Viana.

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Florestas 7

Meio Ambiente

O Acre tem um reconhecimento internacional na aplicação de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável, com uma economia de baixo carbono, redução de desmatamento, proteção dos povos indígenas e desenvolvimento econômico, aliados a avanços sociais.

Além disso, o estado é pioneiro na política de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal com Benefícios Socioambientais (REDD).

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