Eletricitários param atividades por 72 horas contra a privatização da Eletrobras

Os empregados da Eletrobras Distribuição Acre pretendem fazer uma greve de 72h a partir do dia 11 de junho contra a privatização da empresa. O ato será em frente à sede da Eletroacre.

O objetivo dos trabalhadores do setor elétrico é pela suspensão do processo de privatização da empresa, como também a saída do presidente do grupo Eletrobras, Wilson Ferreira Jr. O Governo Federal está tentando vender as distribuidoras, incluindo a Eletroacre, por um valor de R$ 50 mil, sendo o patrimônio da empresa acreana mais de R$ 900 milhões.

O presidente do Sindicato dos Urbanitários do Acre, Fernando Barbosa, ressaltou a importância da mobilização de todos os envolvidos, principalmente a população acreana que será, sem dúvida, a mais prejudicada caso ocorra à venda da empresa.

“A união de todos os envolvidos é de suma importância. A privatização não trará benefício para ninguém. Os funcionários correm o risco de perder seus empregos, o serviço prestado vai precarizar ainda mais e a população vai pagar uma conta de energia bem mais alta”, disse o presidente.

A categoria briga também pelo dissídio coletivo de trabalho que venceu em maio. A proposta da empresa é de recompor apenas 70% do INPC e incluir uma cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que dá poderes à companhia para alterar benefícios como o plano de saúde, o que está sendo rejeitado pelos empregados.

A paralisação terá início à 0h de segunda-feira e irá até a 0h de quarta-feira, 13. A expectativa é que 24 mil funcionários do sistema Eletrobras participem da greve. O movimento deve parar as áreas administrativas e atividades fins, como operação e manutenção de todas as empresas de geração, transmissão e distribuição de energia como Furnas, Chesf, Eletrosul, Eletronorte, Eletrobras e o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica (Cepel), além das distribuidoras dos estados do Piauí, Rondônia, Roraima, Acre e Amazonas.