Em nova pesquisa Data Control, Gladson aparece com 43% e Marcus 29%

Pesquisa ouviu 1.500 pessoas de 15 a 20 de julho em sete municípios

O Instituto Data Control divulgou ontem (21) a mais nova pesquisa focando as eleições de 2018 no Acre e tendo como cenário a disputa ao governo e ao senado federal.

De acordo com os números disponibilizados, o pré-candidato ao governo pela oposição Gladson Cameli (Progressistas) aparece com 43% das intenções de votos na pesquisa estimulada e logo em seguida, na segunda colocação, vem o petista Marcus Viana, com 29%.

Na terceira colocação aparece o Coronel Ulysses Araújo (PSL), com 6%. Janaina Furtado (REDE) registra 2,2% e é seguida ainda por Lyra Xapuri 0,5% e David Hall (AVANTE), com 0,3. Votos nulos ficou na casa dos 11% e não souberam responder marcou 6,7%.

Já na pesquisa espontânea, Gladson aparece com 17,1% e Marcus registra 9%. Coronel Ulysses marca 1,4% e os demais candidatos empatam em 0,01%. Nulo registrou 9,1% e não souberam ou não quiseram opinar 63,2%.

O levantamento ainda abordou sobre os percentuais de rejeição dos pré-candidatos. Marcus Viana aparece liderando esse quesito com 23,9%. Gladson Cameli marca, 14,3% empatando com Lyra Xapuri que registrou o mesmo percentual. Janaina aparece com 13,3. Davi Hall registrou 12,7% e Coronel Ulysses 12,3%. O percentual de quem rejeitou todos os candidato marcou 8,5% e quem não rejeitou nenhum registrou 31,7%.

O levantamento foi realizado entre os dias 15 a 20 de julho e ouviu 1.500 pessoas espalhadas nas cidades de Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Tarauacá, Feijó, Brasiléia e Xapuri. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. A margem de confiança, segundo o Instituto, é de 95%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Acre sob o número AC-01692/2018.

Começam hoje convenções para escolha de candidatos da Eleição

Ainda com o cenário das coligações indefinido, os partidos políticos iniciam nesta sexta-feira (20) as convenções nacionais que vão decidir os candidatos à Presidência da República, nas eleições de outubro. Os nomes dos candidatos a presidente e a vice têm que ser aprovados nas convenções até 5 de agosto e registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto.

Neste momento, há 18 pré-candidatos, mas esse número já foi superior a 20 – alguns desistiram no meio do caminho, outros foram barrados pelos partidos políticos. O total de candidatos poderá ser menor, já que alguns partidos, como o DEM, o SD e o PCdoB, estão sendo provocados a desistir da candidatura própria para apoiar chapas mais competitivas.

O quadro de indefinição, segundo o cientista político Leonardo Barreto, se deve a fatores diversos, começando pelo fato de o Palácio do Planalto não estar influenciando o processo eleitoral. “Quando o Executivo está forte, tentando a reeleição ou fazer o sucessor, a tendência é que a coligação governista seja reproduzida, a oposição se organize e até surja a terceira via. Neste ano, o governo não tem um candidato forte nem colocou peso no candidato da oposição. Isso levou à pulverização de candidaturas”, argumentou.

Neste cenário com vários candidatos, avaliou Barreto, até agora nenhum nome empolgou nem se apresentou como favorito, o que cria dificuldades para os partidos se posicionarem, pois todos querem apostar em alguém com chances de vitória. Além disso, os partidos querem ter claro o papel que exercerão no futuro governo. “Todos esses fatores levam ao quadro de barata voa nas convenções”, afirmou.

Articulações

Três partidos – PDT, PSC e PCB – têm reuniões marcadas para amanhã (20). Em Brasília, os convencionais do PDT e do PSC vão decidir se confirmam as candidaturas de Ciro Gomes e Paulo Rabello de Castro, respectivamente. Ciro e Rabello ainda não têm nomes para vice. O PCB se reunirá no Rio de Janeiro, mas não terá candidato próprio na eleição presidencial de outubro.

Neste sábado (21), será o dia de PSOL, PMN e Avante realizarem suas convenções. PMN e Avante tendem a não ter candidaturas próprias, enquanto o PSOL deve confirmar a chapa Guilherme Boulos e Sônia Guajajara. Domingo (22), o PSL se reúne no Rio de Janeiro para debater a candidatura do deputado Jair Bolsonaro, as alianças possíveis e o nome do vice.

Conforme Barreto, a partir das convenções, as articulações políticas para formação das alianças nacionais deverão se afunilar, com vantagem para os maiores partidos que têm “mais meios de troca”. Ou seja, as negociações vão levar em conta o tempo de televisão que pode ser agregado nas disputas estaduais, os recursos para financiamento das campanhas, as bancadas de deputados federais e estaduais e o total de prefeitos, que são cabos eleitorais decisivos nas eleições.

Com orçamento apertado, candidatos apostam na internet para conquistar votos

A força das redes sociais pode beneficiar ou arruinar candidaturas no Acre, nestas eleições de 2018. Embora esse recurso extraordinário seja bastante conhecido dos políticos já de outros pleitos, nunca nenhuma outra eleição esteve tão presente na internet quanto agora. Este é o pensamento compartilhado pela maioria dos jornalistas que cobrem a política no estado: o de que a importância do que se fala e do que se posta na web, nas campanhas e nas pré-campanhas, será muito relevante e com um impacto muito maior do que o de qualquer outra mídia.

A explicação para isso se deve, em parte, ao minguado orçamento de campanha, que obriga os candidatos e partidos a migrarem para as plataformas digitais. No Acre, os pré-candidatos já usam a mídia digital como forma de dar visibilidade a suas propostas e também para fazer-se conhecer.

“Acredito que as redes sociais influenciam o eleitor, sim, quando por exemplo os candidatos expõem as suas opiniões. E acho que isso tanto pode ocorrer para o bem quanto para o mal. Ele pode ganhar, mas dependendo do que postar, o candidato também pode perder votos”, ressalta a jornalista Angélica Paiva, da TV Gazeta, uma entre os mais experientes jornalistas políticos do Acre.

Já é fato que a luta para conquistar eleitores na internet foi iniciada. É perceptível que pré-candidatos estão mantendo suas páginas pessoais diariamente atualizadas, tendo alguns deles apostado em diversas formatações de conteúdo, de modo que alcancem o eleitorado antes mesmo de as campanhas começaram oficialmente, no próximo dia 16 de agosto.

No Acre, dos seis nomes que foram apresentados até agora como pré-candidatos à Casa Rosada, apenas três fazem uso com muita frequência das redes sociais. Eles estão no Facebook e no Instagram. (Veja quadro). E poucos utilizam vídeo como recursos para divulgar suas agendas.

Os conteúdos de maiores destaques são as agendas diárias, nas ruas e no interior do estado. Mas compromissos com instituições e a presença em eventos grandiosos ou significativos que possam render novos aliados também vão para o recheio. Tudo com fotos e textos construídos especialmente para aproximar a população dos postulantes.

Com pequenos filmes, eles apresentam ideias, falam sobre a trajetória pessoal e recebem depoimentos de apoiadores. A agenda diária nas ruas ganha destaque e compromissos com entidades, participações em eventos e a busca por novos aliados também são registrados.

Apesar de ainda ser proibido pedir votos, o mesmo não acontece quando a intenção é apresentar propostas. Esta última não se caracteriza antecipar propaganda eleitoral, segundo o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Daí a estratégia é tocar em determinados temas, levantando possibilidades de soluções.

Tempo curto na TV não vai pautar as redes sociais

As redes sociais, na visão do colunista político Nelson Liano Júnior, do site Ac24Horas, servem para aquecer o debate eleitoral. “O tempo muito curto da propaganda eleitoral na televisão, apenas 35 dias antes do pleito, faz com que as redes sociais não esperem ser pautadas pelos programas na tevê”, ressalta o jornalista.

A essa condição, Liano Júnior acrescenta o fato de que as redes sociais estão super popularizadas por meio dos aparelhos de celular. “Até o colono que vem à cidade acessa [as redes] do seu aparelho, além disso, acredito que o tempo diário no vídeo para os candidatos será muito curto, alguns terão apenas três minutos. Então, a internet vai ser fundamental, sem dúvidas, como ferramenta para se captar votos”, explica o repórter político.

Uma novidade na internet esse ano é que os candidatos podem turbinar os seus posts, por assim dizer, patrocinando seus conteúdos e com isso, possibilitando que as postagens possam atingir o maior número de público possível, inclusive àqueles internautas que não são seguidores do candidato.

O jornalista Raimundo Fernandes, do site Estação Experimental, compartilha da opinião de que é preciso usar as redes sociais com prudência. “Tem que usar com sabedoria, porque do jeito que ela valoriza o candidato, ela pode também banalizá-lo. Às vezes, as redes se tornam perigosas, porque muitas pessoas levam para o lado pessoal. Os caras simplesmente não respeitam”, afirma o profissional, referindo-se aos haters, aquelas pessoas que vivem para postar comentários negativos ou maldosos.

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Fake News

O grau de danos aos candidatos também poderá ser medido pela quantidade de fake news, que eventualmente, possam ocorrer, nestas eleições. O TSE já anunciou que vai combater o problema com rigor. A primeira ação neste sentido foi dada pelo Tribunal em favor da ex-senadora acreana Marina Silva (Rede) e novamente pré-candidata à Presidência da República, neste pleito.

O TSE determinou que fosse retirada a notícia falsa contra Marina no Facebook, no prazo de 48 horas. A rapidez com que esses conteúdos circulam, no entanto, ainda é um desafio para a justiça. É que o rito, desde a denúncia até a decisão dos tribunais e a efetiva retirada do material mentiroso pode custar tempo o suficiente para que ela alcance milhares de eleitores.

Os pré-candidatos a governo na internet em ordem de curtidas

candidatos

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O que pode e o que não pode em propagandas na internet

Calendário

*A propaganda eleitoral começa a partir do dia 16 de agosto. E para o TSE, não é propaganda eleitoral antecipada atividades de pré-candidaturas que exalte qualidades ou que divulgue atividades e agendas, desde que o voto não seja pedido explicitamente.

Identificação

*É preciso que os posts patrocinados contenham, de uma forma ‘clara e legível’, o CNPJ ou o CPF do responsável pela publicação. Ele também deve ser publicado com a expressão “propaganda eleitoral”.

Posts patrocinados

*Esta é a primeira vez que candidatos e partidos podem patrocinar posts em redes. Também está autorizado o patrocínio que prioriza material em sites de pesquisa.

Prestação de contas

*Os recursos usados para impulsionar esses posts são considerados gastos de campanha, e por isso mesmo, devem ser inseridos na prestação de contas das siglas partidárias e dos candidatos.

Sem ataques

*Estão proibidos os ataques a adversários por meio desses posts pagos. Eles deverão ter como único objetivo a promoção ou o benefício desses candidatos ou partidos.

Meios

*Estão aptos a receber propaganda eleitoral sites, blogs e perfis em redes sociais que são administrados por candidatos ou partidos.

Denúncias

*É preciso que essas plataformas que receberão posts eleitorais tenham um espaço para a comunicação com os internautas sobre os conteúdos que serão veiculados.

Propaganda paga

*A compra de espalho e de anúncios em sites e páginas continua proibida. Qualquer tipo de propaganda paga na internet não é permitida.

Remoção de conteúdo

*O TSE limita a remoção de conteúdos aos casos em que forem comprovadas ofensas a diretos de participantes do processo eleitoral.

Eleições, copa e festas juninas reduzem ritmo de votações no Congresso

A proximidade das eleições, o início da Copa do Mundo da Rússia e as festas juninas no país podem enfraquecer ainda mais o ritmo de votações no Congresso Nacional nas próximas semanas. Dessa forma, temas polêmicos e pautas do governo, como os compromissos assumidos com a greve dos caminhoneiros, podem ser afetados e ficar sem a definição de deputados e senadores.

Na Câmara, o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), já negou que decretará recesso no período dos jogos da Copa do Mundo, mas lembrou que as festas juninas podem impactar no quórum das votações.

O senador Eunício Oliveira preside sessão conjunta do Congresso Nacional.

“Só vamos ter problema na última semana [de junho], que junta com a semana de São João, no Nordeste. Então, temos três semanas para trabalhar, há projetos na pauta. A Copa do Mundo, para nossa felicidade, só tem um jogo durante a semana. A gente precisa continuar trabalhando e torcendo para que os jogos do Brasil na segunda fase sejam segunda, sexta e no fim de semana”, acrescentou.

Caminhoneiros

Apesar da expectativa em apreciar o projeto de lei que regulamenta o transporte rodoviário de cargas no país (PL4860/16), a medida ainda não foi discuta em plenário pelos deputados, onde tramita atualmente. O projeto estabelece regras para parte das reivindicações dos caminhoneiros que paralisaram em todo o país.

No texto do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), aprovado pela comissão especial sobre o tema, são estabelecidas formas de contratação dos transportadores autônomos, de cooperativas ou empresas, regras para segurança nas estradas e normas para contratação de seguros em caso de acidentes, perda de mercadoria e até furtos e assaltos.

Marzquezelli propõe ainda a criação do vale-pedágio, mecanismo de pagamento automatizado que será obrigatório. Além disso, torna obrigatória a inspeção de segurança veicular de todos os veículos de carga, com maior frequência quanto mais velho o veículo. Inicialmente, o deputado propôs a anistia das multas aplicadas durante a greve dos caminhoneiros, mas um acordo entre líderes partidários retirou o trecho do projeto.

Cadastro positivo

Outro tema previsto para entrar na agenda de discussões da semana é chamado o cadastro positivo. O Projeto de Lei Complementar (PLP 441/17), de origem do Senado, já teve o seu texto-base aprovado no início de maio, mas os deputados ainda precisam analisar os destaques que podem alterar trechos da medida.

A proposta permite que instituições financeiras incluam informações no sistema sem autorização específica dos clientes. O banco de dados deve substituir o cadastro que já existe, mas, por ser optativo, não funciona na prática. Atualmente, o sistema reúne seis milhões de consumidores.

Com a obrigatoriedade proposta pelo projeto, os gestores de bancos de dados terão acesso a todas as informações sobre empréstimos quitados e obrigações de pagamento que estão em dia de pessoas físicas e jurídicas para formação do histórico de crédito.

Esses dados poderão ser usados por instituições financeiras para a criação de uma espécie de ranking de bons pagadores. O projeto estabelece que o banco comunique o cliente sobre a inclusão no cadastro, além de informar os canais disponíveis para o cancelamento desse cadastro no banco de dados.

Eber Machado defende que Ney Amorim seja candidato ao Senado pela FPA

O deputado estadual Eber Machado (PSDC), defendeu o nome do presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Ney Amorim, para disputar o Senado pela Frente Popular do Acre (FPA). Para ele, não há impedimentos para que as duas candidaturas sejam do Partido dos Trabalhadores (PT).

Eber Machado, inclusive, faz questão de declarar seu apoio e do seu partido, PSDC, a candidatura de Ney Amorim ao Senado. “O Ney está preparado para representar o Acre no Senado. Prova disso é o trabalho que ele vem realizando na Aleac”, disse.

Afirmando que é natural o senador Jorge Viana disputar a reeleição, Eber Machado assegura que Ney Amorim representa a unidade da Frente Popular e anima a militância. “Temos dois grandes nomes para essa disputa. O Ney, hoje, representa os anseios das siglas que formam a FPA. Ele tem sido um presidente democrático e que valoriza os partidos na Aleac”, destacou.

Para Eber Machado, o fato de Ney Amorim ser do PT não será empecilho para que ele seja candidato a senador. “Os partidos que compõem a Frente Popular sabem que o Ney está preparado. Tenho certeza que teremos um consenso e vamos ter Ney Amorim e Jorge Viana disputando as duas vagas do Senado pela FPA”, afirmou.

Nos últimos dias, diferentes lideranças políticas defenderam que Ney Amorim seja candidato ao Senado. O nome do presidente da Aleac é citado, inclusive, por dirigentes de partidos da oposição.